Downton Abbey

Downton Abbey

Não há série mais fiel aos tempos antigos, do que Downton Abbey. Tal se deve o seu sucesso, ao detalhe minucioso de todos os pormenores relacionados com o início dos anos 20. O criador da série Julian Fellowers, não teve mãos a medir ao criar esta série de época, líder de audiências.


O Resumo

Durante o reinado de Jorge V, e início do século XX, acompanhamos o quotidiano da família aristocrata Crawley, proprietária da mansão Downton Abbey. A primeira temporada desenvolve-se em torno da trágica notícia sobre o naufrágio do Titanic, em 1912. Tal informação abalar o destino de Downton. O conde Crawley e atual responsável pela propriedade tem de conceder a herdade a um elemento masculino da família, contudo como só tem filhas, o destino de Downton torna-se cada vez mais incerto. Por tal motivo, tenta conseguir casamento para a filha mais velha, Mary, com um primo afastado da família, Matthew. Durante esta temporada acompanhamos os segredos das personagens, as suas decisões e o impacto para o futuro. Além dos senhorios da mansão, os empregados são elementos fundamentais para a manutenção do espaço. Desde o mordomo, Mr. Carson, ao lacaio, Thomas, ao motorista Tom, à governanta, Ms Hughes, cozinheira, Ms Pattmore, todos tem um papel fundamental para a família e Downton.

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A segunda temporada abrange a primeira guerra mundial, e como tal afectou a sociedade e economia do país. Tornou-se um assunto sério quando explorou o sofrimento da guerra para os britânicos. Os desaparecimentos, ferimentos e mortes causadas. A independência das mulheres e a gripe espanhola foi outros dos assuntos que marcaram. A terceira temporada decorre no começo dos anos 20. As consequências da guerra ainda continuam, a falta de dinheiro para manutenção da propriedade e a baixa no nível do pessoal, preocupa Downton. Esta temporada foca-se noutros temas como a homofobia e prostituição. Na quarta temporada os problemas financeiros dos Crawley continuam. A família terá de conseguir criar um plano de gestão da propriedade para esta se tornar rentável. O preconceito racial é o tema principal da quinta temporada. Isso e os conflitos internos entre os familiares. Na última temporada, e a chegada do mundo moderno, Downton está novamente em vias extinção. Devido a várias mansões nobres sucumbirem, é caso para não deixarem traçar o mesmo destino para Downton que se mantém como casa familiar durante gerações.

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O Sucesso

Arrasador de prémios, conquistou o público e a crítica. Nunca uma série de época conseguiu audiências tão altas. O detalhe com que ficamos a conhecer o quotidiano destas personagens, seja proprietários ou criados foi dos factores mais impressionantes. Além disso o argumento bem descontraído, com vários momentos de humor e personagens carismáticas conseguiu captar a atenção dos espectadores. “Downton Abbey” funciona quase como uma aula de história. Conhecemos os costumes, hábitos e as dificuldades/curiosidade com a chegada do mundo moderno, desta sociedade. Imediatamente fazemos parte da família Crawley, e criamos amizades com a criadagem.

O elenco é base principal de excelência que nos brindaram com excelentes interpretações. Adoro a personagem de Maggie Smith, a Condensa Violet, não perde a oportunidade para dizer o que pensa. Mas outras referências como Hugh Bonneville, Michelle Dockery e Jim Carter são sempre presenças que marcaram a série.

Esta série vai comover-nos do princípio ao fim. Apenas perde um pouco de qualidade a partir da terceira temporada, quando os assuntos já começam a desgastar. Contudo é algo superável. Especial atenção para os episódios de natal que se tornaram sempre uma referência da série. Das séries mais apelativas da televisão nos últimos anos e que nos ensina que por vezes a simplicidade é o melhor remédio. Foi anunciado este ano que Downton Abbey vai voltar para um filme com todas as personagens que já conhecemos a amamos.

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As melhores interpretações de Glee

As melhores interpretações de Glee

A série Glee terminou em 2015, mas as suas interpretações musicais ficaram para a História da televisão. Adequadas aos momentos por quais os protagonistas estavam a passar, eram um factor crucial para manter a emoção da narrativa. Lembram-se da primeira vez que assistiram a Glee? A série apresentava um grande número de personagens que facilmente nos conseguíamos relacionar.  Seja com a bela cheerleader, ao nerd mais responsável, o rebelde, desportista ou até ao mesmo ao coração mais bondoso. O mais interessante sobre Glee é que não importa a situação, cada uma interpretava a canção no clube. Melhor do que qualquer diálogo. Estas são as 10 melhores interpretações musicais da série.

10) Born This Way – New Directions [T.2 E.18]

A série Glee sempre nos ensinou isto desde o início. Aceitar as nossas e as diferenças dos outros.  Não devemos de ter vergonha do nosso aspecto físico ou dos nossos gostos. Glee é mesmo um clube de aceitação e amizade. Com esta música da Lady Gaga, Born This Way, aprendemos que somos todos diferentes, mas todos iguais. As personagens vestiram t-shirts a realçar os seus aspectos que achavam menos positivos, aos olhos dos outros.

9) Teenage Dream – Blaine/Warblers [T.2 E.6]

A entrada da personagem Blaine, que depois acabou por ficar até ao final, não podia ser melhor. Teenage Dream da Katy Perry interpretada com energia positiva e muita coordenação. Uma forma de boas-vindas do Kurt para os Warbles, um grupo masculino de coro da Escola Dalton Academy. Esta foi a prova que a voz é o melhor instrumento que temos.

8) Don’t Speak – Rachel/Finn Blaine/Kurt [T.4 E.4]

Pode não ter sido das interpretações mais memoráveis, mas foi sem dúvida aquela com mais emoções. Don’t Speak dos No Doubt diz tudo o que precisa de dizer nesta situação da narrativa. Quando estes dois casais não estão completamente bem um com o outro, o ambiente sufoca. Esta música interpretada a quatro foi um momento forte para estas personagens.

7) I’ll Stand by You – Finn [T.1 E. 10]

Um solo de Finn que nos aquece o coração. A descobrir que vai ser pai, guarda para si a ecografia do bebé e canta para ele. I’ll stand by you dos The Pretenders foi o tema tão bem escolhido para este momento especial. O amor evidenciado nesta cena é tocante e faz-nos sentir parte da história. Além disso prova que por vezes cantar solta as nossas emoções mais profundas.

6) Dream On – Will e Bryan [T.1 E.19]

Um duelo de titãs para a música Dream On dos Aerosmith. De forma a querer ser melhor do que o seu ex-companheiro de escola, Bryan Ryan (convidado especial Neil Patrick Harris), Will tenta de tudo num concurso de talentos. Devido à falta de tempo da organização, os dois fazem um dueto. Melhor não podia ter corrido, ambos puxam pela voz e dão tudo naquela música, no final foi difícil manter a respiração.

5) Don’t Rain in my Parade – Rachel [T. 1 E. 13]

Rachel  nunca desilude nas suas interpretações. Apesar da sua personalidade mimada e carente de atenção, Rachel oferece tudo o que tem nas suas músicas. O seu sonho concretizou-se quando interpretou Don’t Rain on My Parade de Barbra Streisand, o seu ídolo, no filme Funny Girl. A música é catchy e a Rachel está na sua praia.

4) Singing in the Rain / Umbrella – Will e Molly [T.2 E. 7]

Um mash-up bombástico. Duas músicas relacionadas com chuva, Singing in the Rain, interpretada por Gene Kelly no cinema e Umbrella por Rihanna e Jay-Z. Will e Molly interpretaram este dueto, com uma dança apelativa, com muita água e que nos fazia lembrar do tema. A atriz Gwyneth Paltron estreou-se como convidada especial da melhor maneira com momentos que nos fazem lembrar os anos 50.

3) Bohemian Rhapsody –  Vocal Adrenaline [T.1 E.22]

Já conhecia esta música da banda Queen, mas ainda não conhecia até à exaustão. Foi após ver esta performance que comecei a conhecer a letra de Bohemian Rhapsody. Além da fantástica mistura de vozes, a dança é bastante personalizada e muito interpretativa. Captou a minha atenção até porque ainda havia aquele odiozinho/amor entre a Rachel e o Jesse, que na minha opinião conseguem os melhores duetos.

2) Rumour Has It /Someone Like You – Santana e Mercedes [T.3 E.6]

Um mix explosivo com excelentes vozes. O mash-up Rumor Has It/Someone Like You, ambas da Adele, excederam todas as expectativas. Santana com uma voz soul e Mercedes que atinge altos surpreendentes foi um toque positivo à música. Com uma dança bem coreografada e uma picante rivalidade feminina tornou esta performance das melhores da série.

1) Don’t Stop Believing – New Directions [T.1 E.1]

Foi neste episódio que tudo mudou. Corrijo. Foi nos últimos cinco minutos do episódio que tudo mudou. Durante o primeiro episódio de “Glee” ficamos a conhecer um pouco mais sobre as personagens que decidem participar no grupo coral da escola. Uns por iniciativa própria e por sonharem com o palco, e outros por influência que algo de maior possa acontecer. No últimos minutos ouvimos o grupo “New Directions” a interpretar “Don’t Stop Believing” dos Journey. Rachel e Finn como o dueto principal e os restantes elementos no coro. Foi naquele momento que percebemos que esta série era para valer.

10 acontecimentos que não gostei em ‘Gilmore Girls’

10 acontecimentos que não gostei em ‘Gilmore Girls’

Gilmore Girls” é uma série bastante divertida que sabe bem ver em qualquer altura. No entanto tem medo em assumir grandes revelações na narrativa. E quando assume, por vezes erra e desvaloriza a personalidade das personagens. Eis algumas situações que preferia mudadas na série.

Harvard, Paris e Rory

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Desde a infância que Paris e Rory sonhavam ir para Harvard. A faculdade de sonho de ambas. De inimigas tornaram-se melhores amigas, mas bastante competitivas para entrarem as duas no mesmo instituto de ensino. Numa visita a Yale e por influência do avô, Rory escolheu essa faculdade para continuar os estudos, mesmo conseguindo entrar em Harvard. Não se passou o mesmo com Paris que apesar de ser a melhor aluna em tudo e de sempre se esforçar, não entrou em Harvard. Qual é a surpresa de Rory quando começa o ano lectivo, e sim Paris entrou em Yale. Não gostei desta decisão, porque era um sonho que sempre se falou desde o início da série e depois é como se não tivesse existido.

O caso de Rory e Logan

Sempre sweethearts, Logan e Rory eram apaixonados um pelo outro. O amor terminou no último episódio quando Logan pediu Rory em casamento. Ela não aceitou. Nem podia. Terminou os estudos e agora chegou a altura de ser independente. No entanto no revival voltaram a juntar este casal que continuava a encontrar-se às escondidas, enquanto mantinham uma relação com outras pessoas. Não me parece nada o estilo da Rory estar no papel da outra.

A fuga de Lorelai e Christopher para Paris

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Estes dois eram o casal ideal. Eu gosto mais do Christopher do que do Luke. Ele acredita e confia mais na Lorelai. Contudo não gostei desta viagem dos dois a Paris, só porque sim. Não contaram nada à filha de ambos, Rory e casaram-se espontaneamente. Claro que depois não durou muito o casamento, mas pelo menos a Rory tinha de estar presente nestas decisões.

Rory volta para Dean enquanto está casado

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Novamente uma decisão que não parece nada da Rory. Volta a ser a outra, quando ao atravessar uma crise emocional, decide ter a primeira vez com Dean, o seu ex-namorado e agora casado. Era com Dean que imaginava a primeira vez de Rory, mas não desta maneira. Aproveitaram-se os dois da situação e tal não trouxe consequências boas.

Rory desistir de Yale por causa do Mitchum Huntzburger

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Rory sempre adorou estudar. O seu sonho era entrar na faculdade. Conseguiu a entrada em Yale, mas ao primeiro sinal de rejeição, decide desistir. Não foi uma decisão apoiada por ninguém, já que tanto a mãe como os avós se esforçaram para ela lá entrar, mas Rory continuou certa da sua intuição. Tudo por causa de Mitchum Huntzburger que insinuou que Rory não tinha o necessário para ser uma jornalista.

Todo o relacionamento de Lane com Zack

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Eu gostava da Lane com o Dave (os nomes até rimavam e tudo). Mesmo contra a opinião da mãe, Lane começou a namorar às escondidas e as manobras que Dave fazia para tal acontecer. A sua saída foi inesperada na série (o ator começou em The O.C.), e isso fez com que as coisas entre Dave e Lane não estivessem completamente acabadas. Lane começou a namorar com Zack, um tótó. Casaram rapidamente adolescentes e engravidaram na primeira vez e de gémeos. Esta história não bate bem.

A situação da Rory, Marty e Lucy

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Marty e Rory eram amigos. Até aqui tudo bem, o pior é que Marty era apaixonado por Rory. Friendzone, já que ela estava perdida de amores por Logan. Os amigos que tanto tinham em comum, desentenderam-se quando perceberam que não podia existir romance entre ambos. Mais tarde Marty aparece na vida de Rory como namorado de Lucy, uma nova amiga. A situação não podia ter ficado mais awkward.

Luke não confiar na Lorelai quando descobriu sobre a April

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O Luke perdeu muitos pontos na minha consideração, quando optou por não contar à Lorelai sobre a sua filha perdida. A casualidade em que isso aconteceu também não me agradou. Luke deveria confiar na Lorelai sobre este importante assunto, já que April ia estar presente muitas vezes na sua vida. Luke devia ter sido imediatamente limpo sobre o assunto.

A vida profissional de Rory

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Em “A Year in the Life” a vida profissional de Rory desiludiu-me bastante. Uma miúda dedicada e com um grande futuro pela frente, conseguiu uma carreira muito desajeitada. Péssimas entrevistas num trabalho que não gostava, fazer a biografia de uma egocêntrica e entrevistar pessoas na ruas. Não era o que Rory queria, mas evidentemente que percebo que foi tudo para chegar à sua decisão de escrever o seu próprio livro.

A falta de comunicação de Jess

Jess e Rory podiam ter sido um excelente casal. Ambos adoravam literatura e principalmente entendiam-se. Rory perdeu muito para estar com Jess. Contudo a falta de comunicação dele impossibilitava qualquer relação. Jess devia explicar-se melhor a Rory e só lhe trouxe problemas,  nunca falava nada.

 

Stranger Things

Stranger Things

Stranger Things” não é uma série vulgar. Nesta série original da Netflix temos tudo do melhor dos grandes feitos cinematográficos dos anos 80. Filmes como E.T. O Extraterrestre, Star Wars, Jaws, Regresso ao Futuro e até Carrie, excelentemente retratado em 9 episódios da primeira temporada.

No epicentro da história, temos o desaparecimento de Will, um menino que desaparece numa noite ao chegar a casa. A busca incansável dos seus amigos para encontra-lo. O aparecimento de uma estranha menina com super-poderes. A aflição de uma mãe que faz de tudo para encontrar o seu filho, mesmo que a considerem louca. Um polícia deprimido que procura luz na sua vida. Dois adolescentes que procuram a verdade e uma conspiração governamental com experiências de outro mundo. Todas estas personagens juntam-se com um caminho em comum.

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A verdade é que “Stranger Things” é uma caixinha de surpresas. Excelentes interpretações, mesmo a do elenco juvenil acompanhado por um argumento bem escrito, faz desta série um sucesso. Uma surpresa agradável que já conseguiu conquistar muitos fãs e muitos prémios. É inesperada, imprevisível e muito intensa. Define-se como sobrenatural, drama e fição cientifica, onde se junta à comédia de um modo suave. A convergência destes géneros torna esta série única e facilmente adaptada para várias faixas etárias. No entanto como se passa nos anos 80, pode criar nostálgica à infância de muitos. Apesar de ainda ser pequena, foca-se no essencial e não espalha-se como episódios forçados que muitas vezes acontecem nas séries que vemos. A segunda temporada já foi confirmada e eu aguardo ansiosamente.
Quem já viu esta série? Gostaram?

Constantine

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Se o sarcasmo destruísse demónios…

A NBC apostou em histórias da banda desenhada da DC Comics. “Constantine” foi baseado nos quadradinhos da Vertigo. Depois de um filme mediano da mesma personagem, interpretado por Keanu Reeves, surge uma nova versão. O ator Matt Ryan tentou resgatar a série, mas a segunda temporada nem vê-la. Na sua generalidade “Constantine” parecia um carrossel. Ora presenteava-nos com episódios excelentes e interessantes, como acontecia o contrário com episódios que só nos apetecia ter o flash-forward para avançar até o final.
O começo, apesar de interessante foi um pouco confuso, precisávamos de uma prequela para perceber com mais detalhe as dúvidas existenciais de John, o caso do exorcismo que correu mal, o seu amigo anjo e o seu afastamento social. A história de avalanche prejudicou a continuação da série, que não apresentava respostas. Em episódios soltos sobre casos do inexplicável, lembramos-nos muitas vezes de episódios de “Supernatural” que consegue misturar o horror com a comédia.

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O trio magnifico composto por personalidades que mantém o equilíbrio. John é o mais astuto, conhecedor das artes ocultas e ironiza todos em sem redor, mostrando-se uma pessoa anti-social. Zed é o elemento feminino que preserva aquela sensibilidade num mundo de homens, independente e com um passado misterioso, tem um dom especial. A sua história das visões em muito se assemelha a Cordelia de “Angel“. E ainda temos Chas, o senhor músculo que apoia John nas suas loucuras. A série mantinha um enredo interessante e com alguns twists, principalmente no último episódio. Não vou contar para não estragar quem não viu, mas a ideia era aumentar a curiosidade para a próxima temporada, que não aconteceu. “Constantine” terminou após 13 episódios com muito ainda para explicar. O que segurava a barra e mantinha a lealdade dos fãs era sem dúvida o protagonista que apesar de desprezar tudo e todos, mantinha aquele humor peculiar. Além disso os efeitos visuais também eram de qualidade.

Desde o início que “Constantine” não tinha o suporte necessário para se manter. Problemas de produção, atrasos nas filmagens, re-filmagem do episódio piloto, foram motivos para a má constituição de uma série com potencial. A qualidade do argumento era muitas vezes desconcertada. Episódios como “A Feast of Friends” não foi dos melhores, o oposto de “The Saint of Last Resorts” que conseguiu captar a atenção de um trama inexplorado. Respondendo à dúvida se merece continuação, se conseguisse focar num enredo mais sólido e consistente, não vejo porque não.

Esta série quero muito ver

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A Netflix apresentou hoje o novo trailer da série “The Crown“, assim como imagens desta produção original. A estreia está marcada para 4 de novembro. Podem já marcar nas agendas.

 The Crown reúne uma equipa de luxo com o guionista Peter Morgan (A Rainha, Frost/Nixon), o realizador Stephen Daldry (Billy Elliot, As Horas) e o produtor Andy Harries (A Rainha). Baseada na premiada peça de teatro, The Audience, a série The Crown conta a história privada da Rainha Isabel II, no início do seu reinado, revelando as intrigas, os romances, bem como as rivalidades políticas e pessoais, nos bastidores dos grandes eventos que marcaram a segunda metade do século XX. O elenco de The Crown é composto por Claire Foy como Rainha Isabel II, Matt Smith como Principe Filipe, John Lithgow no papel de Sir Winston Churchill, Victoria Hamilton como Rainha Mãe, Jared Harris como Rei Jorge VI, Vanessa Kirby como Princesa Margarida e Dame Eileen Atkins como Rainha Mary entre outros.

Para mais informações sobre a série poderá seguir @TheCrownNetflix no Twitter e no Facebook em www.fb.com/TheCrownNetflix

The Crazy Ones

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“The Crazy Ones” é uma série norte-americana criada em 2013 por David E. Kelley, um sitcom que conta com a participação de Robin Willimas, Sarah Michelle Gellar, James Wolk, Hamish Linklater e Amanda Setton. Com 22 episódios e uma temporada foi transmitido no canal CBS. A série segue a o dia-a-dia de uma empresa de publicidade em Nova Iorque chamada de Roberts & Roberts. Liderada por Simon Roberts (Robin Williams) um imprevisível homem continuadamente cheio de criatividade e imaginação. Com a ajuda da sua filha Sydney (Sarah Michelle Gellar), esta é mais racional e viciada no trabalho, conseguem satisfazer os clientes das forma mais divertidamente possível. Para juntar ao grupo ainda temos Zach, um eterno mulherengo, Andrew o tímido rapaz que faz tudo o que lhe pedem e a amigável Lauren. Já agora, ganhou o nome de “The Crazy Ones” devido à primeira publicidade da Apple (se não viram aconselho, pois Steve Jobs faz um excelente discurso) que apesar de ainda não terem um produto definido, criaram a publicidade como forma de vender uma ideia.

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Escolhi ver esta série de comédia porque este foi um dos últimos trabalhos de Robin Williams que faleceu em 2014. “The Crazy Ones” mostrou ser uma série surpresa porque além de leve é divertida e constantemente cheia de piada. Gosto do tema (também trabalho em publicidade) e gosto dos atores. De tempo a tempo personalidades conhecidas tinham uma participação especial, foi o caso de Kelly Clarkson, Josh Groban e até a modelo Adriana Lima. A espontaneidade na comédia de Robin Williams é bem notória, encarna a personagem como se fosse ele próprio. Por outro lado também gostei de voltar a ver Sarah Michelle Gellar na televisão (não a via desde a Buffy). O bloopers no final de cada episódio são divertidos. Eu gostei de ver “The Crazy Ones“, mas sobre esta série existe muitas diferentes críticas.

Revenge

Revenge

Na minha busca incansável de procura de novas séries para ver deparei-me com “Revenge”. Queria assistir a uma série terminada, (pois não gosto de esperar semana a semana por episódio) gosto da atriz principal (gostei do seu papel na série Everwood), estava a precisar de ver um drama, não me apetecia ver uma série de sobrenatural em que tudo acontece de forma mágica e li boas reviews desta série. Pensei logo, porque não? Arrisquei e fiquei fã logo desde o primeiro episódio.

O plot é interessante, num género Conde de  Monte Cristo dos tempos modernos, sobre uma jovem que pretende vingança à família que destruiu a vida do pai e o tornou inimigo número 1 da América.  A série conseguiu 4 temporadas, com um total de 89 episódios. Na primeira temporada acompanhamos a nova vida de Amanda Clarke que agora tem o nome de Emily Throne, enquanto que um a um vai criando a sua vingança a cada uma das pessoas que estiveram envolvidas no julgamento do pai, entretanto falecido. No final de cada episódio é deixado sempre um pequeno aperitivo para o próximo, e se não fosse pela falta de tempo e pelo sono terminava tudo num ápice. Apesar que desejar continuar a sua busca sozinha na luta contra os seus objectivos, Emily consegue companheiros que a ajudam. Nolan Ross, é das personagens que mais gosto da série, divertido, espontâneo, e um bom amigo, ele é dono de uma empresa de informática onde é hacker nos tempos livres. Jack Porter, amigo de infância de Amanda, só descobre a verdade sobre ela no final da segunda temporada. Aiden Mathis esta personagem também aparece na segunda temporada e apresenta-se como o interesse amoroso de Emily, além disso teve o mesmo mestre de vingança.

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Este caminho podia ser um caminho bem solitário, mas Emily conseguiu desafiar as probabilidades. O seu plano era destruir por completo a família Grayson, para quem o seu pai trabalhava. Os Grayson são compostos por Conrad, apenas se importa com o poder e nome da família, Victoria, mulher cínica que apenas se interessa por dinheiro, é completamente manipuladora, e os filhos Charlotte e Daniel. No seu plano de vingança, Emily pretende fazer Daniel apaixonar-se por si, para assim destruir por completo a família por dentro. Mas será que vai conseguir?

A série conseguiu ter sucesso devido à história bem pensada e ao desenvolvimento de cada personagem, cada um com os seus segredos, pareciam peças num jogo de xadrez, cada um manipulando os outros para os seus próprios interesses. Gostei de todas as temporadas, especialmente a terceira, para mim essa deixou-me com os nervos em franja. A pior foi a quarta temporada, arrastou-se demasiado com situações desnecessárias. Quanto ao final achei muito happy-ending depois de tudo o que se passou, mas com um twist interessante.

A qualidade da série é muito boa, especialmente para quem se interessa por drama, mistério, ação e intriga. Todas as personagens tem personalidade forte e todas são necessárias para o desenvolvimento da história. Segredos, segredos e mais segredos tornaram Revenge muito interessante de assistir. Uma novela escura com um factor de glamour passado nos Hamptons. Bem recebida pela crítica internacional caracterizada como sendo “Sexy”, “pegajosa”, “Exagerada mas agradável” deram o estatuto de série aconselhada sendo que a ABC não conseguiu tanta audiência num episódio, desde de Lost.

Novidades “Guerra dos Tronos”

É de forma provocatória que nos chega oficialmente o primeiro poster da série polémica “Guerra dos Tronos“. Na imagem podemos ver a personagem de Kit Harington, Jon Snow, pálido, cabisbaixo e com a cara coberta de sangue. A dúvida ainda persiste, será que morreu ou não no final da quinta temporada?

A HBO confirmou que a sexta temporada será transmitida em Abril.

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100 Questions

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A série televisiva 100 Questions ou 100 Questions of Charlotte Payne foi lançada pela NBC durante o ano de 2010. Criada como um sitcom de aproximadamente 20 minutos cada episódio, a série não avançou da primeira temporada, ficando-se apenas pelos 6 episódios. A baixa audiência é apontada principalmente como a causa do cancelamento. A história principal centra-se em Charlotte Payne, uma mulher britânica, alegre e descontraída, que vive para encontrar o amor, junta-se então a um “programa” delineado por um conjunto de perguntas para encontrar a alma gémea. Para tornar a série mais divertida juntam-se os amigos: Jill a típica tonta do grupo, é muito divertida e bem-disposta; Leslie é coreana de personalidade determinada é uma ótima amiga; Mike atencioso é um pouco falhado no que toca a mulheres; e Wayne que está sempre a utilizar o seu charme natural perante o sexo feminino, no entanto esta desempregado e vive no sofá de Mike.

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O falhanço da série ocorreu provavelmente ao enredo cliché das comédias americanas, aquela vertente de encontrar o amor ao lado de um grupo de amigos é demasiado “batido”. A personagem principal Charlotte também não apresentava um desenvolvimento fixo, era demasiado inconstante relativamente às suas opiniões. Mas fora isso esta comédia até era engraçadita, as piadas saiam naturalmente e faziam rir o espectador. Apesar da sensação de já “vi isto em algum lado”, 100 Questions apresentou um piloto divertido sobre as questões amorosas. No entanto fracassou, e o que deveria conseguir 100 questões (sim porque cada episódio corresponde a uma pergunta para encontrar a alma gémea), apenas conseguiu 6 perguntas.