Poltergeist (2015)

Poltergeist (2015)

Título: Poltergeist
Ano: 2015
Realização: Gil Kenan
Interpretes: Sam Rockwell, Rosemarie DeWitt, Kennedi Clements…
Sinopse: Uma família escolhe uma casa suburbana para viver, o que desconhecem é que essa casa esta assombrada por forças do mal. Agora terão de fazer tudo para salvarem a filha mais nova.

Um remake foi produzido, baseado no original de Steven Spielberg de 1982. “Poltergeist” recebe uma versão mais moderna, mas não tão completa e interessante. Neste filme uma família com três filhos, mudam-se para uma casa suburbana. Quando Griffin, o filho do meio, começa a presenciar situações estranhas na casa, ninguém acredita nele. Até ao dia em que Maddie, a filha mais nova do casal é levada através do guarda-fatos do seu quarto para outra dimensão. Uma dimensão habitada pelos espíritos que atormentam a família e não vão deixar a miúda sair. Decidem então tomar medidas extremas e libertar a casa dos poltergeist.

Neste filme de terror temos crianças que falam com espíritos, temos palhaços creepys, uns pais que não querem saber, uma equipa fantasmas, e algumas ilusões fantasmagóricas.  Uma mistura típica de filmes do género. Mas falta algo mais. Em primeiro lugar, houve alguns sustos repentinos, mas sem percussões futuras. Ninguém morreu nesta caça ao fantasma nem ficou seriamente ferido. Assim não teve piada. Os eventos acontecem todos ao mesmo tempo e a família aceita como se nada fosse. Esperava mais drama emocional e mais terror. Da mesma maneira que os eventos estranhos acontecem, da mesma maneira desaparecem, muito repentinamente.

Esta longa-metragem não apresenta uma narrativa muito coerente, o que desestabilizou o remake. O elenco apesar de reconhecido, não consegue segurar o sucesso do filme. Não foi o suficiente. Concluindo “Poltergeist” (2015) ainda tinha muito para dar, mas o seu enredo tornou-o demasiadamente confuso e inexperiente. Falta-me agora ver o original. O blogue atribui 2,5 estrelas em 5.

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Três Cartazes à Beira da Estrada

Três Cartazes à Beira da Estrada

Título: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Ano: 2017
Realização: Martin McDonagh
Interpretes: Frances McDormand, Woody Harrelson, Sam Rockwell…
Sinopse: Uma mãe que perdeu a filha, provoca as autoridades locais para resolver o assassinato da filha, quando eles falham na investigação.

Três Cartazes à beira da estrada” é uma obra cinematográfica revigorante, onde todas as personagens se completam de forma constante e sem precedentes. Baseado num argumento criado por Martin McDonagh, temos a história de uma mãe que procura justiça pelo assassinato da filha. Frances McDormand, inteiramente merecedora do Óscar de Melhor Atriz por este papel. Apresenta o forte amor maternal, carregado de ironia e sarcasmo, disposta a qualquer coisa para descobrir a verdade. A sua ideia foi criar três gigantes cartazes numa estrada pouco condicionada, onde a sua filha morreu. Nesses cartazes provocatórios chamava à atenção às autoridades locais, em Missouri para o ócio que mantiveram na resolução do caso, pois não descobriram o culpado. Mildred (Frances McDomand) relata a incompetência do chefe Willougby (Woody Harrelson) num dos cartazes, culpando-o por não ter respostas.
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O desgosto e revolta de uma mãe é totalmente exposto neste filme criado por Martin McDonagh. O argumento bem escrito é dos factores mais fortes desta obra cinematográfica. Considerado uma surpresa do ano de 2017. As personagens são fictícias, mas muito humanas e reais e como audiência ficamos mesmo sensibilizados com este caso. O elenco composto pelo trio principal Frances McDormand, Woody Harrelson e Sam Rockwell é absolutamente genial e consegue captar a essência da sua personagem. Impossível não nos identificarmos com os protagonistas. “Três Cartazes à beira da estrada” é uma luta incansável sobre a justiça que se foca em temas bastante pertinentes. Racismo, o papel da polícia em casos mais mediáticos, a influência dos media e a diferença que uma só ação pode fazer na vida de muitas pessoas. Gostei desta garra toda que acompanhamos durante o filme, fazia falta histórias assim no cinema. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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