Vingadores: Guerra do Infinito

Vingadores: Guerra do Infinito

Título: Avengers: Infinity War
Ano: 2018
Realização: Anthony Russo, Joe Russo
Interpretes: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo….
Sinopse: Os Vingadores e os seus aliados serão confrontados com uma força poderosa que pretende destruir o Universo como existe, o temível Thanos.

A promessa feita há 10 anos, foi cumprida com esplendor. A Marvel Studios conseguiu concentrar-se eficazmente em realizar um filme épico. Um culminar de experiências e expectativas que se tornaram no desejo de qualquer fã de super-heróis. Os irmãos Russo voltaram a provar a sua capacidade resumida de juntar num só filme várias personagens com origens e histórias diferentes. Anthony e Joseph Russo já nos conquistaram em filme como “Capitão América: Soldado de Inverno” e “Guerra Civil“, mas foi com “Vingadores: Guerra do Infinito” que superaram o esperado.

O filme mais longo da Marvel, quase 3 horas de duração é provavelmente aquele que reúne o melhor deste universo. Apesar das várias personagens, conseguiu destacar em tempo devido cada um destes indivíduos importantes para o desenvolvimento satisfatório desta obra cinematográfica.

O protagonismo foi mesmo bem dividido, mesmo pelas personagens principais. Homem de Ferro criou uma amizade com Dr. Strange, e Homem-Aranha. Os Guardiões da Galáxia conheceram Thor e outros Vingadores. Capitão América já não é Capitão mas ainda luta pelo mais correto aliando-se a Hulk, Black Panther e Viúva Negra. Um ponto de vista interessante, onde os Vingadores e os seus aliados lutam por um objectivo em comum, travar Thanos e a sua missão de destruir o Universo.

Vingadores: Guerra do Infinito” é claramente baseado no propósito de Thanos. Brilhantemente interpretado por Josh Brolin, esta personagem já é por muitos considerado como dos melhores vilões da Marvel. A sua missão destrutiva era composta por uma forte razão, e não destruir planetas só porque sim, como acontece normalmente com vilões do género. O que muitos argumentistas esquecem-se de atribuir sentido aos objectivos dos vilões, mas neste filme isso não aconteceu. A vontade de Thanos prevalece fundamentada de forma consistente e quase conseguimos ter sentimentos amistosos com ele.

Nesta obra cinematográfica todos os planos estão interligados e bem definidos para uma guerra final sem igual. A interacção entre as personagens é do mais interessante e inesperado de assistir. De um momento para o outro estamos a rir sobre uma citação, como já estamos com o coração nas mãos sobre o que vai acontecer. Admito que quase nem pestanejei durante todo o filme para tentar não perder um segundo. Toda a narrativa está bem fundamentada e queremos sempre ver mais e mais.

A ação decorre de maneira diferente e vários locais. O grupo de heróis está separado, mas cada um tem a sua função nesta luta. Posso dizer que a montanha russa está sempre em andamento e cada sequência é importante. Neste filme não existem momentos parados, o que se torna uma mais-valia. Sem spoilers refiro que este filme manteve um final totalmente inesperado, mas sem outra forma de terminar esta primeira parte. Como já estávamos à espera, existem certas fatalidades, mas coerentes com as necessidades do enredo. Contudo ainda muito pode acontecer e nada é certo.

Concluindo “Vingadores: Guerra do Infinito” tornou-se dos melhores filmes da Marvel Studios. O argumento bem composto, as personagens que conseguiram partilhar o protagonismo e os alicerces fundamentais, juntando com qualidade fortes momentos de ação com magia, artes marciais e ataques explosivos, com várias cenas de humor e também drama. Voltava a ver novamente o filme. O blogue atribui 4,5 estrelas em 5.

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Homem-Aranha: Regresso a Casa

Homem-Aranha: Regresso a Casa

Título: Spider-Man: Homecoming
Ano: 2017
Realização: Jon Watts
Interpretes: Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr….
Sinopse: Peter Parker com a ajuda do seu mentor Tony Stark, tenta encontrar o equilíbrio entre ser um aluno normal de secundário e um super-herói.

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O Homem-Aranha volta a ter mais uma nova adaptação cinematográfica. Adeus exclusividade da Sony e Olá parceria com a Marvel. Decididos os conformes, o aranhiço voltou com uma história mais refrescante e atual. O objetivo era juntar este super-herói ao grupo dos Avengers. Já conhecíamos a personagem do filme “Capitão América: Guerra Civil, onde faz uma pequena participação. O que tem de bom este filme, é ser diferente na abordagem da história do herói. Já todos conhecíamos bem Peter Parker dos filmes protagonizados por Tobey Maguire e Andrew Garfield. Em “Spiderman: Homecoming” continua um adolescente frustrado (típico da idade) mas sem o dramatismo de perder o tio (por sua culpa). Procura o seu lugar na cidade de Nova Iorque como o típico vizinho melhor-amigo que está sempre lá para ajudar. Talvez foi por esse lema, o Homem-Aranha ser o meu herói favorito. Tom Holland, foi o escolhido para interpretar o protagonista. Vivaz e cheio de energia, consegue bem dominar a fera. É mesmo um Peter Parker aka Homem-Aranha de alma e coração.

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O argumento é baseado nos eventos pós-Capitão América: Guerra Civil. Tony Stark torna-se guardião de Parker e uma figura paternal para o protagonista. Este trama foi desenvolvido mesmo como antecedente para Infinity War que chegará aos cinemas em 2018. Homem-Aranha aprendeu que com grande poder, existe uma grande responsabilidade e por isso está preparado para o que está por chegar. Esta obra cinematográfica apesar de desgastantemente comercial, agrada ao padrão dos filmes de super-heróis. Os efeitos visuais são dos aspectos mais positivos do filme, assim como as cenas de ação, o argumento bem escrito e o vilão. Michael Keaton é Vulture, um dos inimigos do jovem aranhiço. Este filme não decepciona e consegue satisfazer maioritariamente o público. Como aspecto negativo aponto para as personagens multi raciais do filme. Não que seja contra essa situação. Nada disso. Mas sou da opinião que as personagens tem de ser como apresentadas na sua versão original. Não quero spoilar, mas aviso que no final do filme fiquei mesmo furiosa. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Crítica: Zodiac

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Título: Zodiac

Ano: 2007

Realização: David Fincher

Interpretes: Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo, Robert Downey Jr….

Sinopse: Em San Francisco, um cartoonista torna-se num detective amador, obcecado em resolver o mistério do assassino Zodiac.

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Baseado em factos verídicos este longo filme retrata o misterioso caso de vários assassinatos nos Estados Unidos da América. Durante anos o criminoso conseguiu enganar a polícia, e auto-intitulava-se de “Zodiac”. Este é mais um triller de suspense realizado por David Fincher (Seven, Panic Room e Gone Girl). Além de uma história intrigante, o elenco é de peso. Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo e Robert Downey Jr. fazem parte desta teia onde jogos de manipulação estão presentes num rol de emoções com um mistério que não parece ter fim. “Zodiac” consegue agarrar o espectador à cadeira pois o seu enredo é viciante e ficamos com curiosidade de saber mais e mais. A história apesar de verdadeira, tem contornos quase ficcionais, de um conjunto de crimes “quase” perfeitos. O estilo “Noir” continua presente nas obras cinematográficas de Fincher e este não é exceção.

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O que considero imperfeito nesta película de suspense será provavelmente a sua duração. Apesar de ser um caso longo, existem muitos momentos “mortos” que deviam ser colmatados com alguma ação evidente. Apesar da história interessante o filme devia diminuir o seu tempo de antena. Os desempenhos dos atores estão excelentes. Robert Downey Jr. não deixa de lado a sua personalidade excêntrica e até nos faz lembrar o Homem de Ferro. Mark Ruffalo lidera a equipa policial e Jake Gyllenhaal depois de “O Segredo de Brokebreak Mountain” voltava a desempenhar papéis mais negros, tal como já tinha feito em “Donnie Darko”. O protagonismo está devidamente partilhado por este trio de atores. “Zodiac” é um filme criminal que nos faz pensar sobre a verdade. E não se esqueçam de definir o motivo e a oportunidade do crime. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Crítica: O Juiz

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Robert Downey Jr. e Robert Duvall lideram o elenco principal do filme O Juiz, onde ambos terão de desafiar os seus problemas familiares no tribunal.
A história principal centra-se em Hank Palmer (Robert Downey Jr.) um advogado de sucesso que nunca tenciona perder um caso, auto-confiante, acredita que a lei pode ser interpretada de forma a incriminar ou a defender o suspeito, “Innocent people can’t afford me”. No entanto é uma triste chamada que o faz voltar à sua terra natal onde passou a infância e adolescência, lugar que prometeu não voltar. A morte da mãe faz Hank reencontra-se com a sua família: os dois irmãos e o seu pai (Robert Duvall), o juiz veterano e muito respeitado na região, com quem nunca teve uma relação amigável. Mas terão de dar tréguas a esses sentimentos porque a polícia acredita que Joseph Palmer é o responsável pela morte de um homem que condenou à 20 anos. Durante este processo de procura da verdade, e provar a inocência do pai, Hank descobre que a cada revelação que surge existe uma probabilidade maior da condenação. Mas devido a essa situação, vai reencontrar o elo de ligação perdido á muito com a família. O Juíz, apesar do título não é um filme sobre o tribunal nem sobre a investigação de um crime, esta é uma narrativa sobre as relações pessoais de uma família disfuncional.
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