Papillon

Papillon

Título: Papillon
Ano: 2018
Realização: Michael Noer
Interpretes: Charlie Hunnam, Damijan Oklopdzic, Christopher Fairbank, Rami Malek…
Sinopse: Incriminado por um crime que não cometeu, Henri Charriere forma uma relação peculiar com Louis Dega, um falsificador, de forma a conseguirem escapara da prisão onde estão, na Ilha do Diabo.

Pode ser mesmo muito difícil de acreditar nesta história de sobrevivência, mas tudo foi baseado em factos verídicos. O livro “Papillon” escrito por Henri Charrière sobre as suas próprias memórias,  serviu de base a este filme realizado por Michael Noer. Culpado por um crime que diz não ter cometido, Pappilon (Charlie Hunnam) vai tentar por todos os meios sair vivo daquela situação, quando é reencaminhado para Guiana Francesa, em 1930. Lá faz amizade com Louis Dega (Rami Malek) e juntos pensam num plano para conseguirem sair daquela prisão de horrores.

Um filme de época que apresenta as péssimas condições dos prisioneiros e o seu trabalho forçado na prisão. Uma história que não conhecia, mas que fiquei impressionada com a força de vontade de Pappillon e o seu desejo de sobrevivência. Com um elenco forte composto por Charlie Hunnam (Rei Arthur) e Rami Malek (Bohemian Rhapsody), temos fortes personagens com um desenvolvimento progressivo durante os anos em que ocorre o filme. Além da mudança psicológica, o corpo também sofreu alterações e os atores estiveram à altura da situação.

Na realização temos o dinamarquês Michael Noer que já conhecemos pelo seu gosto do género histórico. Conseguiu colmatar toda a narrativa num só filme e com um sentido aguçado dos factos que aconteceram. Apesar do final ser um pouco em aberto, pois não foi explicada a verdade sobre a condenação de Pappillon e o seu passado. Concluindo este é um filme satisfatório que um assusta devido às condições desumanas, mas que se torna uma história bastante interessante. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

3-5-estrelas

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Bohemian Rhapsody

Bohemian Rhapsody

Título: Bohemian Rhapsody
Ano: 2018
Realização: Bryan Singer
Interprete: Rami Malek, Lucy Boynton, Gwilym Lee….
Sinopse: Uma crónica explicativa dos primeiros anos dos Queen até ao seu sucesso ao épico culminar do espectáculo Live Aid onde aturam em concerto durante o ano de 1985.

Não sou do tempo de Freddie Mercury, mas sou do tempo do seu legado que ficou. Os Queen entraram na minha vida na adolescência. Conhecia êxitos como “We’re the Champions” e “We will rock you“, mas nada por aí mais. Foi quando conheci a música “Somebody to love” que a minha paixão pela banda começou a crescer. Depois conheci a “Bohemian Rhapsody” achei-a com imensa piada. A originalidade presente, devido à mistura e confusão musical, nunca tinha ouvido uma obra-prima tão espontânea e poética como aquela. Das poucas músicas que conheço de cor e salteado. A partir daí a minha visão sobre este banda melhorou e comecei a conhecer todas as suas músicas, das quais ouvia em loop continuo.

O amor pela banda foi crescendo e por isso não podia ficar indiferente ao lançamento deste filme que apresenta o caminho percorrido para o sucesso por todos os elementos, especialmente pelo fenómeno Freddie Mercury. O carisma dele, o seu jeito único e especial de ser, os altos da sua voz, à irreverência das suas roupas. Freddie Mercury foi uma lenda e os Queen das melhores bandas de todos os tempos. O ator Rami Malek aceitou o desafio de ser o protagonista e realmente não podiam escolher melhor. Muito estudo pela parte do ator que esforçou-se para ser Freddie. Aplaudo de pé à sua majestosa interpretação. O restante elenco também não podia ser melhor, com semelhanças enormes com os originais. Esquecemos-nos completamente que estamos a assistir a um filme, pois tudo parece mesmo real.

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Neste biopic a música tinha de estar presente. Não podia faltar. Afinal tudo o que Freddie pensava era na música. Os produtores de “Bohemian Rhapsody” escolheram as músicas de principal sucesso da banda e conseguiram colocar todas na banda sonora. Sentimos aquela vibração e a súbita vontade de cantar aos berros Queen em plena sala de cinema. Além da trilha musical, o guarda-roupa colorido e boémio dá-nos vontade de viver nos anos 70 em Londres.

O argumento conseguiu superar o esperado. A história da banda contada por outra visão explica o caminho percorrido naquela época para alguém que queria sucesso no mundo do rock. A dificuldade de chegar à rádio, a falha criativa e a marca que a banda queria deixar para o futuro. Finalmente com a fama, e os requisitos necessários para conseguirem manter-se no topo. Esta obra cinematográfica não foca-se só nos momentos de glória, a luta e os sacrifícios de Freddie Mercury para conseguir ser quem sonhou e ainda nos inspira. Essas situações promovem alguns dos momentos mais dramáticos desta longa-metragem. Mas o que mais me sensibilizou foi quando interpretaram “We´re the Champions” na recta final.

Bohemian Rhapsody” pode não ser um filme de Óscar, mas sem dúvida que eles “Will Rock You“. O blogue atribui 4,5 estrelas em 5.

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John Reid: So, tell me. What makes Queen any different from all of the other wannabe rockstars I meet?

Freddie Mercury: Tell you what it is, Mr. Reid. Now we’re four misfits who don’t belong together, we’re playing for the other misfits. They’re the outcasts, right at the back of the room. We’re pretty sure they don’t belong either. We belong to them.