A Hora Mais Negra

A Hora Mais Negra

Título: Darkest Hour
Ano: 2017
Realização: Joe Wright
Interpretes: Gary Oldman, Lily James, Kristin Scott Thomas….
Sinopse: Em Maio de 1945 o destino da Europa está nas mãos do Primeiro Ministro britânico, Winston Churchill, que terá de decidir entre negociar com Adolf Hitler ou lutar e descobrir que poderá ser a ruína do império britânico.

Filmes como este deviam ser mais vezes feitos. Momentos da História que marcaram decisões vincadas para um presente que conhecemos. Situações complicadas e momentos temerosos que culminaram o destino do mundo como conhecemos atualmente. “A Hora mais Negra” retrata a decisão do primeiro-ministro britânico, Winston Chrurchill que marcou a posição firme do Reino Unido na 2ª Guerra Mundial. Uma decisão limpa sobre nega de rendição à Alemanha nazi, liderada por Hitler. “I have nothing to offer but blood, toil, tears and sweat. We have before us an ordeal of the most grievous kind. We have before us many, many long months of struggle and of suffering.” Frase discursada por Churchill no dia 13 de maio na Câmara dos Comuns quando se tornou Primeiro-Ministro. A sua intenção não era dar falsas esperanças ao povo, como tinham feito até ao momento, mas atribuir-lhes força para a batalha que se aproximava. O mês de maio de 1940 do conhecido primeiro-ministro britânico, foi dos mais complicados da sua vida. A subida de cargo na política, a contradição de todos pela sua promoção, sem o suporte da casa real, as tropas britânicas cada vez mais cansadas e poucas, sem aliados, o bloqueio de Dunkirk e o acordo de paz com Hitler, fomentou o sucesso de Winston Churchill e hoje um dos nomes mais reconhecidos da História britânica.

The Darkest Hour

A Hora Mais Negra” realizado por Joe Wright, conhecido por filmes históricos como “Orgulho e Preconceito“, “Expiação” e “Anna Karenina”, aborda de forma equilibrada este tema. Nesta produção não é apresentado uma película biográfica sobre Churchill, é sim um momento único da sua vida explorado de forma meticulosa para retratar o mais real possível dos acontecimentos.

Gary Oldman recebeu o Óscar de Melhor Ator Principal por esta sua interpretação. Bem merecido, o ator “escondido” pela maquilhagem e caracterização superou o desafio com distinção. A voz e gestos estão completamente dentro da personagem. O argumento bem delineado com planos seguros e marcantes, tornam este filme sólido e coerente. A obstinação de Churchill foi necessária, mesmo que isso fosse contra os padrões normais, numa altura em que tudo parecia perdido. Uma narrativa impressionante de coragem e esperança. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Eu, Tonya

Eu, Tonya

Título: I, Tonya
Ano: 2017
Realização: Craig Gillespie
Interpretes: Margot Robbie, Sebastian Stan, Allison Janney…
Sinopse: A patinadora de gelo profissional, Tonya Harding, afastou-se do seu sonho devido da intervenção do seu marido, com um escândalo mediático.

 “I, Tonya” é um filme baseado em factos verídicos sobre a vida da patinadora Tonya Harding. Um formato de documentário, este filme aborda os principais momentos que marcaram a vida pessoal e profissional de Tonya, uma das patinadoras mais conhecidas da América. A montagem cinematográfica é das mais bem-valias da produção. Com momentos cómicos e dramáticos que proporcionam e verdade de Tonya sobre os acontecimentos que levaram ao final da sua carreira como patinadora. O realizador Craig Gillespie capta quase em formato “Big Brother” as peripécias, abusos, desafios e efeito mediático de Tonya Harding.

Margot Robbie é a protagonista deste drama, ao lado de Allison Janney, que interpreta a sua abusadora mãe. Ambas merecedoras da nomeação aos Oscars e com fortes probabilidades de ganharem. A determinação e convicção que dão à personagem é demasiada e devem ter mérito por isso.

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O sonho americano é retratado de forma exuberante neste serão sobre a patinagem artística. Tonya que nunca teve uma vida fácil pretende destacar-se neste meio, onde só oferece glória às meninas com vidas perfeitas, bonitas e bem arranjadas. Tonya, sempre foi uma outsider, mas vai provar o que o seu talento não tem limites.

Tudo se completa nesta obra cinematográfica. O argumento bem delineado, a montagem e descrição dos acontecimentos, à interpretação dos atores e mesmo a banda sonora, que promove um som vibrante dos anos 80 e início dos anos 90. Impossível ficarmos indiferentes a esta comédia exagerada sobre a realidade sobre factos de uma história que ainda se mantém na dúvida de muitos americanos. O blogue atribui 4 estrelas em 5.golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2

Lista Vencedores Óscares 2017

Lista Vencedores Óscares 2017

Melhor Filme

Moonlight

Arrival

Fences

Hacksaw Ridge

Hell or High Water

Hidden Figures

La La Land

Lion

Manchester by the Sea

Melhor Realizador

Damien Chazelle – La La Land

Barry Jenkins – Moonlight

Denis Villeneuve – Arrival

Kenneth Lonergan – Manchester by the Sea

Mel Gibson – Hacksaw Ridge

 

Melhor Ator/(Principal)

Casey Affleck – Manchester by the Sea como Lee Chandler

Andrew Garfield – Hacksaw Ridge como Desmond Doss

Denzel Washington – Fences como Troy Maxson

Ryan Gosling – La La Land como Sebastian Wilder

Viggo Mortensen – Captain Fantastic como Ben Cash

 

Melhor Atriz/Actriz (Principal)

Emma Stone – La La Land como Mia Dolan

Isabelle Huppert – Elle como Michèle LeBlanc

Meryl Streep – Florence Foster Jenkins como Florence Foster Jenkins

Natalie Portman – Jackie como Jackie Kennedy

Ruth Negga – Loving como Mildred Loving

 

Melhor Ator/Secundário

Mahershala Ali – Moonlight como Juan

Dev Patel – Lion como Saroo Brierley

Jeff Bridges – Hell or High Water como Marcus Hamilton

Lucas Hedges – Manchester by the Sea como Patrick Chandler

Michael Shannon – Nocturnal Animals como Bobby Andes

 

Melhor Atriz Secundária

Emma Stone – La La Land

Viola Davis – Fences como Rose Maxson

Michelle Williams – Manchester by the Sea como Randi Chandler

Naomie Harris – Moonlight como Paula

Nicole Kidman – Lion como Sue Brierley

Octavia Spencer – Hidden Figures como Dorothy Vaughan

 

Melhor Argumento – Original

Manchester by the Sea – Kenneth Lonergan

20th Century Women – Mike Mills

Hell or High Water – Taylor Sheridan

La La Land – Damien Chazelle

The Lobster – Yorgos Lanthimos e Efthymis Filippou

 

Melhor Roteiro – Adaptado

Moonlight – Barry Jenkins por In Moonlight Black Boys Look Blue de T. McCraney

Arrival – Eric Heisserer por Story of Your Life de Ted Chiang

Fences – August Wilson por Fences de August Wilson

Hidden Figures – Allison Schroeder e T. Melfi por Hidden Figures de M. Shetterly

Lion – Luke Davies por A Long Way Home de Saroo Brierley e Larry Buttrose

 

Melhor Filme de Animação

Zootopia

Kubo and the Two Strings

La Tortue rouge

Ma vie de Courgette

Moana

 

Melhor Filme Estrangeiro

Forushande ( Irão)

En man som heter Ove ( Suécia)

Tanna ( Austrália)

Toni Erdmann ( Alemanha)

Under sandet ( Dinamarca)

 

Melhor Documentário em Longa-metragem

O.J.: Made in America

13th

Fuocoammare

I Am Not Your Negro

Life, Animated

 

Melhor Documentário em Curta-metragem

The White Helmets

4.1 Miles

Extremis

Joe’s Violin

Watani: My Homeland

Melhor Curta-metragem

Mindenki

El corredor

Ennemis Intérieurs

La femme et le TGV

Silent Nights

 

Melhor Animação em Curta-metragem

Piper

Blind Vaysha

Borrowed Time

Pear Cider and Cigarettes

Pearl

 

Melhor Banda Sonora

La La Land – Justin Hurwitz

Jackie – Mica Levi

Lion – Dustin O’Halloran e Hauschka

Moonlight – Nicholas Britell

Passengers – Thomas Newman

 

Melhor Canção original

“City of Stars” por La La Land – Justin Hurwitz, Pasek e Paul

“Audition (The Fools Who Dream)” por La La Land – Justin Hurwitz, Pasek e Paul

“Can’t Stop the Feeling!” por Trolls – Justin Timberlake, Max Martin e Shellback

“How Far I’ll Go” por Moana – Lin-Manuel Miranda

“The Empty Chair” por Jim: The James Foley Story – J. Ralph e Sting

 

Melhor Edição de Som

Arrival – Sylvain Bellemare

Deepwater Horizon – Wylie Stateman e Renée Tondelli

Hacksaw Ridge – Robert Mackenzie e Andy Wright

La La Land – Ai-Ling Lee e Mildred Iatrou Morgan

Sully – Alan Robert Murray e Bub Asman

 

Melhor mistura de Som

Hacksaw Ridge – Kevin O’Connell, Andy Wright, Robert Mackenzie e Peter Grace

13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi – Russell, Summers, Haboush e Ruth

Arrival – Bernard Gariépy Strobl e Claude La Haye

La La Land – Andy Nelson, Ai-Ling Lee e Steve A. Morrow

Rogue One: A Star Wars Story – David Parker, C. Scarabosio e Stuart Wilson

 

Melhor Direção de Arte

La La Land – Sandy Reynolds-Wasco e David Wasco

Arrival – Patrice Vermette e Paul Hotte

Fantastic Beasts and Where to Find Them – Stuart Craig e Anna Pinnock

Hail, Caesar! – Jess Gonchor e Nancy Haigh

Passengers – Guy Hendrix Dyas e Gene Serdena

 

Melhor Cinematografia/Fotografia

La La Land – Linus Sandgren

Arrival – Bradford Young

Lion – Greig Fraser

Moonlight – James Laxton

Silence – Rodrigo Prieto

 

Melhor Maquiagem

Suicide Squad – Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson

En man som heter Ove – Eva von Bahr e Love Larson

Star Trek Beyond – Joel Harlow e Richard Alonzo

 

Melhor /Guarda-Roupa

Fantastic Beasts and Where to Find Them – Colleen Atwood

Allied – Joanna Johnston

Florence Foster Jenkins – Consolata Boyle

Jackie – Madeline Fontaine

La La Land – Mary Zophres

 

Melhor Edição/Montagem

Hacksaw Ridge – John Gilbert

Arrival – Joe Walker

La La Land – Tom Cross

Hell or High Water – Jake Roberts

Moonlight – Nat Sanders e Joi McMillon

 

Melhores Efeitos Visuais

The Jungle Book – Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Dan Lemmon

Deepwater Horizon – Craig Hammeck, Jason Snell, Jason Billington e Burt Dalton

Doctor Strange – Stephane Ceretti, Richard Bluff, Vincent Cirelli e Paul Corbould

Kubo and the Two Strings – S. Emerson, Oliver Jones, Brian McLean e Brad Schiff

Rogue One: A Star Wars Story – J. Knoll, Mohen Leo, Hal Hickel e Neil Corbould

Crítica: Manchester by the Sea

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Título: Manchester by the Sea

Ano: 2016

Realização: Kenneth Lonergan

Interpretes:  Casey Affleck, Michelle Williams, Kyle Chandler…

Sinopse: É perguntado a um tio se aceita adoptar o seu sobrinho adolescente, após a morte do seu pai.

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“Manchester by the Sea” é um drama pesado, e melancólico que abrange o tema da perda humana. A morte afecta todos os que diariamente estavam em contacto com essa pessoa. Neste casos, temos um irmão, Lee Chandler (Casey Affleck),que volta à cidade onde cresceu e abandonou. A morte do seu irmão mais velho é a causa do seu regresso. Lee terá de resolver o seu passado para melhor confrontar a situação. Além disso tem a sua responsabilidade o seu sobrinho de 16 anos que perdeu pai. O drama prolonga-se neste filme. O seu desenrolar é lento, triste e sem prospeção. No entanto consegue manter-se numa obra cinematográfica bela, muito disso devido à história poderosa e à excelente interpretação dos atores. Casey Affleck surpreende com a sua escassez de interesse e lacuna nas metodologias sociais habituais. Logo na primeira cena, percebemos que esta personagem já sofreu bastante no passado. Talvez por isso apresente uma postura de indiferença perante a vida. Vive sozinho, num quotidiano metódico, mas tudo estás prestes a mudar quando regressa à sua cidade natal. Responsável pelo seu sobrinho adolescente, terá de se esforçar para manter um relação. Num filme com um ambiente estranho familiar, é o que atrai mais no argumento, esta empatia entre ambos que se vão descobrindo aos poucos.

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Os temas expostos neste filme são interessantes e aguçam a curiosidade dos espectadores. Numa situação como esta existem vários factores a considerar. Mas como vão as personagens resolver a situação? O que na minha opinião não conduz à maior excelência do filme é o seu lento enredo. O que não permite que seja empolgante de assistir. Contudo o ambiente pesado, as paisagens frias de Manchester e as interpretações dos atores. destaco Casey Affleck, Michelle Williams e Lucas Hedges são uma mais-valia a esta obra cinematográfica nomeada para os Oscars. “Manchester by the Sea” não é fácil de ver, mas é um drama poderoso e isso não deve ser desvalorizado. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Crítica: La La Land – A Melodia do Amor

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Título: La La Land

Ano: 2016

Realização: Damien Chazelle

Interpretes:  Ryan Gosling, Emma Stone, Rosemarie DeWitt…

Sinopse: Um pianista de jazz apaixona-se por uma aspirante a atriz em Hollywood.

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O realizador Damien Chazelle foi um sonhador. Sonhou fazer um filme equivalente aos anos de ouro de Hollywood. Ambicionou trazer a música e a dança novamente ao cinema com todo o seu esplendor. Foi um sonho complicado pois “La La Land” estava com dificuldades em sair do papel. Finalmente conseguiu, e com um espectáculo, luminoso, inesperado e glamoroso conquistou os nossos corações. Com um trama simples esta obra cinematográfica foca-se em apenas dois temas: os sonhos pessoais e o amor. O que não aparenta ser complexo, consegue estar bastante entrelaçado. Nada em “La La Land” é básico ou fosco. Muito pelo contrário, Chazelle conseguiu através da sua imaginação inovar estes temas de forma mágica e excelente, que mesmo após assistirmos ao filme ainda ficamos a pensar nele (eu demorei uma semana). No centro da história temos Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling), dois jovens sonhadores cheios de ambição. Ela deseja ser atriz e ele quer ser proprietário do seu próprio bar de jazz. Conhecem-se inesperadamente e apaixonam-se. Contudo ao longo que o filme progride vamos percebendo que os sonhos colidem com a paixão. Diferente de um musical, a vida pode não ser recheada de oportunidades e por vezes os sonhos não são cumpridos.

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Com cenas espectaculares repletas brilho,  mistura de cores, e dança, acompanhamos a orquestra da banda sonora que nos faz sonhar. A vida deste casal é exposta magnificamente pelas interpretações de Stone e Gosling que tornam este filme mais seguro e eficaz. É notório todo o esforço de ambos para o sucesso de “La La Land“. Este não é aquele musical demasiadamente dramático e excessivamente teatral. Nesta obra o argumento une-se positivamente num contexto mais real e humano ás letras das músicas cantadas. As belas coreografias também nos fazem vibrar e suspirar por mais. Não existem momentos mortos e Damien Chazelle fez um excelente trabalho, conseguiu inovar na indústria. Este é uma excelente obra cinematográfica que apela a todas as emoções do início ao fim do filme. Uma paragem obrigatória para os amantes de cinema. O blogue atribui 5 estrelas em 5.

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Crítica: Elementos Secretos

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Título: Hidden Figures

Ano: 2016

Realização: Theodore Melfi

Interpretes:  Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe…

Sinopse: A história de uma equipa de afro-americanas, mulheres matemáticas que conseguiram um papel fundamental na NASA, durante os anos iniciais no programa espacial da US.

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Hidden Figures” retrata a história não contada de três importantes mulheres na missão espacial dos Estados Unidos da América. Este filme revela a dura impotência da raça negra naquela época. E mesmo agora lutam para não sofrerem discriminação. Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe) foram três figuras solenes e cada uma marcou na sua área nos Estados Unidos da América no final dos anos 50 e início dos anos 60. Numa época ainda demasiada vendada e racial, em que as pessoas de cor eram constantemente separadas pela sociedade,surgem personalidades que se destacaram. Numa viagem pelos bastidores da NASA compreendemos melhor quem foram as mentes brilhantes detrás da ida primeiro homem norte-americano a ir ao espaço. Neste trama inspirador, quebramos o preconceito e a indiferença para a construção da história. O trio audacioso prova que podem existir barreiras para o sucesso, mas os sonhos pode ser conseguidos.

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As interpretações de Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe destacam-se pelo pela positiva. As três são mulheres ambiciosas, cheias de coragem e com garra que não deixa ninguém indiferente. Os elogios da crítica são bem fundamentados para estas atrizes, que são a mais-valia deste filme. Não existem papeis pequenos e que o diga Octavia Spencer que apesar não ter o mesmo tempo de antena que Taraji conseguiu a nomeação para o Óscar de Melhor Atriz Secundária. Além do elenco, o argumento bem fundamentado que explora factores culturais e sociais consegue destacar-se. “Hidden Figures” é portanto um filme completo, realista e dramático que não desmotiva. Mantém uma história bela, pouco conhecida que consagra-se pelo positivismo da motivação. Esta obra cinematográfica consegue satisfazer. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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Crítica: O Herói de Hacksaw Ridge

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Título: Hacksaw Ridge
Ano: 2016
Realização: Mel Gibson
Interpretes: Andrew Garfield, Sam Worthington, Luke Bracey…
Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial um aspirante a médico, Desmond T. Doss serviu durante a batalha de Okinawa e recusou-se a matar pessoas. E foi considerado o primeiro americano da história a receber Medalha de Honra sem disparar um único tiro.

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Mel Gilbon voltou a estrear-se na realização. Depois de “Braveheart“, “Apocalypto” e “A Paixão de Cristo“, Gibson voltou a fazer pesquisa em factos verídicos para mais uma obra cinematográfica histórica. O filme é baseado em Desmond Doss (Andrew Garfield) o herói de guerra que recusou-se a tocar numa arma, mas mesmo assim salvou a vida a várias pessoas. Fico sempre curiosa com estes tramas dramáticas humanitárias. Dificilmente acreditamos em algo assim, mas são  histórias que merecem ser conhecidas. Num ambiente de guerra, Gibson, provou que é mais do que um grande ator. Mantém um fluxo linear, não muito longo que capta a atenção do espectador. Apesar do difícil cenário, o realizador até foi simpático. Poupou às cenas do duro treino dos militares e focou-se mais parte romântica da situação. Contudo as cenas de guerra são imparáveis. Bombardeamentos, explosões, tiros, sangue, feridos, dão a ação necessária ao filme que parecia estar a esmorecer. Apesar de gostar do tema, canso-me imenso a ver filmes de guerra, mas com este não aconteceu. Não queria perder nem um momento de toda a atitude heróica de Desmond.

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Andrew Garfield assume o protagonismo nesta obra cinematográfica. Não sei porque estava com dificuldades em associar este ator a papéis dramáticos. Talvez por ainda considerar que tem aspecto de adolescente, ou porque o seu papel de Fantástico Homem-Aranha ainda está muito fresco na minha memória. Com o decorrer do filme fui-me habituando, e não é que me surpreendeu. Segundo declarações do próprio ator, a sua nomeação para o Oscar foi provavelmente um engano. Não considero, Garfield está a ser um ator promissor e tem evoluído bastante. Sim porque recentemente também estreou o filme “Silêncio” de Scorcense que o mantém no protagonismo. Uma falha no cast foi provavelmente a escolha de Vince Vaughn para Sargento Howell, não é este um ator de comédia? Por esse motivo não levei esta personagem muito a sério. O filme é intenso e com planos verosímeis sobre a perigosa guerra que foi Hacksaw Ridge. Além disso conta uma história inspiradora de sobrevivência que sobressai o carácter humano. Quem é que não gosta de um drama destes?  O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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Crítica: O Primeiro Encontro

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Título: Arrival
Ano: 2016
Realização: Denis Villeneuve
Interpretes: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker…
Sinopse: Quando doze estranhas naves espaciais aterram no nosso planeta a professora linguista Louise Banks é convocada para interpretar a língua dos visitantes alienígenas.

arrival-3Arrival” não é daqueles filmes comuns de Oscar. No entanto nos últimos anos filmes como “Gravity“, “Interstellar” e “Martian” conseguiram chegar aos prémio de topo. Denis Villeneuve um dos realizadores mais promissores da atualidade optou por criar este filme de ficção científica com um formato diferente. Não é visto da perspectiva espacial, nem da dramática humana do país ser invadido. Neste filme conhecemos o ponto de vista de Louise Banks (Amy Adams) uma linguista formada. A sua calma e raciocínio é evidente durante todo o filme. Esta é uma jornada inteligente sobre como comunicamos que se for bem feito pode evitar guerra. A comunicação por vezes é um pouco desvalorizada, mas pode tornar-se numa excelente arma de defesa e perseverança. A construção do filme não é complexa, mantém um ritmo consciente, mas muito vagaroso. Mantendo o suspense para o espectador sobre até quando este encontro pode durar. Apesar de parecer um filme sobre a própria invasão alienígena, esta é principalmente uma viagem emocional pela vida da protagonista.

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A interpretação de Amy Adams não tem qualquer defeito. A atriz mantém a sua postura séria, mas funcional, num argumento dramático e plausível.  Jeremy Renner mantém-se ao lado da atriz mas de uma forma bem mais secundária e menos envolvimento na trama principal. Relativamente ao aspecto visual do filme foi interessante e intenso. A imaginação foi posta à prova para criar novos extraterrestres com tecnologia de ponta que fossem dotados do interesse do espectador. Com aspectos únicos e traços singulares a equipa dos efeitos visuais conseguiu sair bem sucedida da situação. “O Primeiro Encontro” apresenta uma nova visão, que não é tão cientifica, mas que explica o outro lado do prima, ou melhor, explica uma nova abordagem para seres que não são desta terra. Na minha sincera opinião o filme convence mas não deverá ganhar o Óscar de Melhor Filme. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Os melhores momentos dos Óscares 2016

Esta foi uma gala diferente e marcada pela polémica. Atores de raça negra afirmaram que havia racismo nas nomeações aos Óscares e por tal fizeram boicote à cerimónia dos prémios da Academia. Chris Rock, apresentador deste ano e também ele afro-americano não esteve de boca calada relativamente ao assunto. Com piadas espontâneas e divertidas, Chris Rock tentou ao máximo animar por completo a 88ª entrega dos Óscares. Entretanto estes são os melhores momentos.

Monólogo de Abertura

Chris Rock entrou a cerimónia dos Óscares com um monólogo sobre a controvérsia do racismo. Primeiro começou com “They’re not going to cancel the Oscars because I quit, and the last thing I need is to lose another job to Kevin Hart“. Depois de atores como Will Smith, Jada Pinkett e Spike Lee boicotaram a cerimónia. Depois disso ainda continuou “Is Hollywood racist? You’re damn right Hollywood’s racist,” elaborando, “Hollywood’s sorority-racist; it’s like, ‘We like you, Rhonda, but you’re not a Kappa.”

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Bolachas na audiência

I have been away from my two daughters at a very important time in their life“, começou a dizer Rock, referindo depois “I have missed most of Girl Scout cookie season.“Implorando aos presentes e aos seus bolsos milionários para comprar bolachas às suas filhas, para finalmente conseguirem vencer às rivais. Este foi um momento descontracção, tal como Ellen fez a sua pizza party. Mais tarde Rock anunciou que conseguiram $65,000.

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Lady Gaga interpreta “Til it Happens to You”

A cantora ajudou a escrever a canção “Til it Happens to You” juntamente com Diane Warren para o documentário “The Hunting Ground” sobre os abusos sexuais nas escolas. Durante a canção, Lady Gaga teve na sua companhia, vítimas de abuso sexual. Um momento alto dos óscares.

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O tamanho não importa

Os jovens atores Jacob Tremblay e Abraham Attah foram os convidados a apresentar a melhor curta. Um momento adorável, mostrando que o tamanho não importa realmente.

 Jacob Tremblay and Abraham Attah

Brie Larson e Leonardo Dicaprio

Ambos vencedores de melhor Oscar por desempenho como Melhor Ator. Dicaprio esperou 6 nomeações para conseguir vencer o tão aguardado prémio, mas finalmente conseguiu. Já Brie foi à primeira tentativa pelo filme “Room”. O discurso de Leonardo Dicaprio foi dos mais marcantes da noite.

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Os melhores e os piores looks dos Óscares 2016

Na grande noite espera-se um requinte total na escolha da indumentária. Nenhum pormenor pode ficar esquecido. Desde a roupa, sapatos, cabelo e acessórios, as estrelas do mundo do cinema recorrem aos seus estilistas para a melhor escolha de visual e claro para não ficarem mal. Estas são as escolhas dos melhores looks da noite e os piores.

Qual é o look que gostaste mais?