Big Little Lies

Big Little Lies

Começa com uma morte. Ninguém sabe quem é. Muito menos desconfiamos quem é o assassino. Ouvimos testemunhas. Várias testemunhas, mas nenhuma parece saber do que está a falar. Ninguém conhece a história, não verdadeiramente. Conhecemos as personagens principais. Madeline Mackenzie (Reese Witherspoon), melhor amiga de Celeste Wright (Nicole Kidman), conhece Jane Chapman (Shailene Woodley), recente na cidade de Monterey, enquanto ambas levam os seus filhos para a escola primária.

As aparências de vidas perfeitas começam a dissuadir com o avançar dos episódios. Madeline, pessoa desinibida e um pouco controladora, sofre com a desobediência da sua filha adolescente. Vive às turras com o seu ex-marido, mas tenta ser feliz ao lado do seu atual marido, que faz tudo por ela. Celeste, abdicou do seu trabalho como advogada para se dedicar inteiramente à família, aos seus filhos gémeos e marido. No seu casamento é vítima de um amor obsessivo, e incoerente liderado por muita raiva e agressão. Jane ainda não conhecemos muitas informações sobre a sua vida privada. Mãe solteira, vive quase sem a ajuda da família num lugar estranho. A amizade que tem por Madeline vai ajudá-la a resolver falhas do passado.

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Um trio feminino que se junta todos os dias depois de deixarem as crianças na escola, mas cada uma esconde os seus próprios segredos. Ao longo de sete episódios acompanhamos a história baseada no livro de Liane Moriarty. “Big Little Lies” é uma série que me fez lembrar “Donas de Casa Desesperadas“, portanto o seu enredo não contém nada de novo. Contudo a sua concepção bem realizada e o elenco de luxo tornam a série mais apelativa. Os foco principal dos temas da série são bastante atuais e que mexem bastante com a sociedade dos dias de hoje. Temos a violência doméstica, o abuso sexual, a descriminação, o bullying e como as relações pessoais que mantemos pode influenciar bastante a opinião de terceiros. Basicamente são demonstrados conflitos de como viver em sociedade. A par da excelente realização e das interpretações dos atores, temos a banda sonora que consegue captar os momentos mais emotivos.

Merecedora de prémios nos Emmy Awards de Melhor Série, Direcção, Melhor Atriz e Melhor Ator Secundário e Globos de Ouro. “Big Little Lies” consegue bem misturar o drama ao mistério, com um ligeiro tom de comédia e que torna o espectador empolgado por descobrir o final. A segunda temporada já está em gravações e Meryl Streep já foi confirmada no elenco. Considerada como das melhores séries de 2017.

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Crítica: Lion – A Longa Estrada Para Casa

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Título: Lion
Ano: 2016
Realização: Garth Davis
Interpretes: Dev Patel, Nicole Kidman, Rooney Mara…
Sinopse: Um jovem indiano de 5 anos, perdido nas ruas de Calcutta, milhares de quilometres da sua casa. Adoptado por uma família australiana, vinte e cinco anos depois, decide-se sobre encontrar a sua família perdida.

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Aviso à comunicação, este filme pode provocar a ocorrência de olhos molhados. O realizador Garth Davis juntou-se a Dev Patel para uma história baseado no caso real de um menino indiano. Saroo que se perdeu do seu irmão mais velho numa estação de comboios e percorreu centenas de km longe de casa. Depois de “Quem quer ser bilionário“, Patel volta a protagonizar um drama sobre a cultura indiana. Os filmes até são idênticos, mas este último apresenta uma segurança mais verosímil, num estilo mais moderno. Pode dizer-se que “Lion” é um filme bonito. Um filme de esperança e determinação, algo que muitas vezes nos falta e que torna estes acontecimentos mais marcantes. Esta obra cinematográfica não é de todo cansativa de ver, muito pelo contrário. A história começa no seu ponto de partida e termina num perfeito enlace conclusivo. Não existem cenas desnecessárias ou descartáveis, factor considerável para não cair em clichés demasiadamente dramáticos.

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Dev Patel é o Saroo adulto e a sua interpretação está de louvar. Patel é um ator completo. Lembro-me da cena em que está sozinho em casa, quase às escuras, no computador, no Google Earth à procura de pistas do seu passado. De um momento para o outro o espectador sente o que esta personagem está a sentir.  Isso prova que é profissional e consegue “mexer” com as nossas emoções. Para mim é isso um excelente ator. A atriz Nicole Kidman, já veterana, apesar da sua presença secundária também apresenta uma atitude merecedora de destaque. O pequeno Sunny Pawar também brilha no grande ecrã. Nesta história verdadeira, um viagem à procura da identidade, o nosso coração é abalado, comovemos-nos com estas difíceis circunstâncias e acreditamos que melhores tempos viram, temos que acreditar. Já estava à espera que “Lion” não ia vencer o Óscar de Melhor Filme, mas merece ser visto e conhecido. O blogue atribui 3,5 em 5 estrelas.

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Os melhores e os piores vestidos dos Golden Globes 2017

Crítica: Paperboy – Um Rapaz do Sul

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Título: Paperboy

Ano: 2012

RealizaçãoLee Daniels

InterpretesMatthew McConaughey, Nicole Kidman, John Cusack. Zac Efron…

Sinopse: Um jornalista volta a Florida, a sua terra-natal para investigar um caso envolvendo um prisioneiro no corredor da morte.

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Paperboy – Um Rapaz do Sul” pode ter elenco de luxo, mas apenas os últimos 10 minutos do filme é que foram interessantes. Num filme onde o calor aperta e os seus protagonistas estão cansados e transpirados, uma família de jornalistas pretende levar à comunicação a história do ano. Salvar um homem do corredor da morte. A tarefa não promete ser fácil, mesmo quando se junta uma equipa invulgar. O ator Zac Efron é mais novo da família Jansen ao lado do seu irmão mais velho, Matthew McConaughey que esconde a sua homossexualidade, numa época ainda muito racista. Estes são os dois atinados nesta família egocêntrica e egoísta. A juntar-se à equipa está Nicole Kidman de peito e perna à mostra, uma playdoll que vive de amores pelo seu marido condenado e louco, o ator John Cusack. Ignorando o facto de que o jovem Jansen vive de amores por si. Ela não é como as miúdas do colégio, nem demasiadamente velha parecer a sua mãe. Este grupo de outsiders vão juntar-se para um bem maior, ou assim acreditavam.

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De forma lenta e maçuda o argumento desenrola-se até ao seu fim, onde atinge o seu ponto mais alto. O espectador não sente empatia pelas personagens  que se desgraçam ao longo de  toda a película. Não existe ninguém são, excepto a empregada de cor que sofre constantemente de discriminação, interpretada por Macy Gray. Todos são peões de uma vida desconcertante e insatisfeita. Um twist interessante acontece no final e é talvez isso que consegue apaziguar esta tragédia cinematográfica, ao lado do seu seu elenco de excelentes atores. O seu cariz indie surpreendeu, mas não o suficiente. Não me sinto com vontade de aconselhar “Paperboy“, mesmo sendo baseado em factos verídicos, devido às suas deambulações sociais desnecessárias. O blogue atribui 2,5 estrelas em 5.

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Crítica: Antes de Adormecer

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Título: Before I go to Sleep

Ano: 2014

Realização: Rowan Joffe

Interpretes:  Nicole Kidman, Colin Firth, Mark Strong…

Sinopse: Uma mulher acorda todos os dias sem lembrar nada do dia anterior, devido a um acidente traumático do seu passado. Um dia, quando descobre algumas verdades, vai desconfiar de todos em seu redor.

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Dormir com o inimigo?

Gosto de filmes que me prendem desde o primeiro minuto. Gosto de thrillers e de sentir que não sei de nada para depois perceber tudo. E gosto de filmes do Colin Firth. Tudo combinado e surge “Antes de Adormecer“. Ou assim pensava eu. Neste filme de suspense, o telespectador faz parte do filme e sentimos como se fossemos a personagem de Nicole Kidman. Uma mulher que depois de um acontecimento traumático, não se lembra de nada do seu dia anterior. Vive os seus dias a confiar nas pessoas em seu redor. Até a dia que descobre algumas verdades. Aí começa a duvidar de tudo. A premissa até é bastante interessante. Segredos ocultos e mentiras vão sendo descobertos ao longo do filme. Apesar de intrigante toda a envolvente, o resultado final, não compensa e torna-se demasiadamente convencional. O espectador estava à espera de mais mistério, ou de um twist totalmente diferente. Contudo peça a peça o puzzle começa a ser montado de uma forma racional e real.

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Relativamente ao elenco, apresentaram falhas na construção das suas personagens. A falta de carisma e a falta de interiorização, não permitiram também o completo sucesso do filme. O potencial da história é perdido pela falta de contextualização de Christine (Nicole Kidman) e os meios até ao final do filme. Apesar de captar a atenção no início, tal dispersa-se no enredo. A premissa é a culpada do insucesso do filme. O aumento das expectativas do espectador tornam o seu trama previsível e com alguns erros. “Before I go to Sleep” não passa de uma tentativa para o género trillher, mas apenas consegue chegar ao patamar mediano. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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O estilo de Moulin Rouge

Moulin Rouge” (2001) realizado por Baz Luhrmann é um musical com uma forte história de amor, cheio de luzes e brilhos que explora a vida boémia da altura. Com Ewan McGregor e Nicole Kidman nos principais papéis que além da música, o guarda-roupa era um factor importante. Explorei este filme e apresento-vos as melhores peças de vestuário, utilizadas pela personagem Satine. Clique nas imagens para começar a galeria.