A Agente Vermelha

A Agente Vermelha

Título: Red Sparrow

Ano: 2018

Realização: Francis Lawrence

Interpretes: Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts…

Sinopse: A bailarina Dominika Egorova é recrutada para a escola de agentes, um serviço russo de inteligência, onde ela se foca no seu corpo como uma arma. A sua primeira missão é encontrar o agente da CIA que está a por em causa as duas nações.

Jennifer Lawrence é a protagonista deste filme de espionagem. Dominika Egorova, uma russa bailarina, desde criança sempre sonhou pertencer ao Bailado russo. Contudo a sua vida muda radicalmente quando se magoa gravemente em palco. Sem hipóteses de voltar a dançar e para ganhar dinheiro para cuidar da mãe doente, é obrigada pelo tio a trabalhar para ele. Entra num escola especial de inteligência russa, onde aprende a utilizar o seu corpo como arma, através de prazeres sexuais. Dominika muda de identidade e torna-se na agente vermelha. Numa rede de traição e infiltrados entre a Rússia e os Estados Unidos da América, a jovem terá de aprender a sobreviver neste mundo de desconfiança.

Realizado por Francis Lawrence, conhecido em filmes como Constantine, I am Legend, e três filmes da saga Hunger Games. Daí voltou a recrutar Jennifer Lawrence para a sua protagonista. A atriz apresenta uma exposição física muito grande nesta obra cinematográfica, algo que ainda não tínhamos visto. Mas nestas cenas era justificável para o desenvolvimento da personagem. O seu sotaque foi alterado para um russo, o que em algumas falas está perfeito, noutras nem por isso. O papel de Jeremy Irons também é interessante neste filme.

A narrativa está interessante, e voltamos à mesma guerra entre a Rússia e Estados Unidos da América. Só a partir de meio do filme é que começa a tornar-se mais surpreendente. Sobraram algumas pontas soltas, mas conseguiram superar tudo no final. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

3-5-estrelas

 

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Crítica: Longe da Multidão

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Título: Far from Madding Crowd

Ano: 2015

Realização: Thomas Vinterberg

InterpretesCarey Mulligan, Matthias Schoenaerts, Michael Sheen …

Sinopse: Numa Inglaterra vitoriana, uma independente mulher, senhora de uma fazenda, Bathsheba Everdene atrai três diferentes homens: Gabriel Oak, um simples pastor, Frank Troy um sargento e William Boldwood um maduro senhorio.

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Neste romance histórico acompanhamos a protagonista Bathsheba Everdene (Carey Mulligan)  uma mulher independente que vive numa época conservadora e governada por homens. Devido a uma herança torna-se proprietária de uma fazenda onde terá de se impor perante os seus trabalhadores. De forma valente trabalha como os outros e daí chama a atenção, a não um, nem dois, mas a três homens. O triângulo amoroso é muito mainstream, por isso neste quadrado amoroso, Bathsheba terá de escolher um homem para casar, mesmo não sendo esse o seu objectivo. Esta obra cinematográfica decorre de forma lenta, mas necessária. A evolução das personagens e a forma como gerem as suas emoções depende desse tempo. Baseado no livro de Thomas Hardy já teve diversas adaptações cinematográficas. No entanto nenhuma se sobressaiu como esta.

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Adoro a atriz  Carey Mulligan. Concentra-se mais neste filmes de época, e ainda bem. Nesta película consegue liderar, a sua presença é perfeitamente destacada. “Longe da Multidão” reflecte um romance intenso com algumas reviravoltas interessantes que mudam o rumo das personagens. A fotografia é alvo de destaque já que as paisagens são dignas de serem mostradas e quase nos apetece correr e correr entre aqueles campos verdes, recheados de natureza. O cenários representam com dignidade a época vitoriana. Além do amor retratado com diálogos profundos, o papel da mulher visto com inferioridade também é destacado. Carey já nos tinha surpreendido com “As Sufragistas” e volta a bater com o pé num mundo só de homens. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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