Crítica: O meu nome é Alice

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Título: Still Alice

Ano: 2014

Realização: Richard Glatzer, Wash Westmoreland

Interpretes:  Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart…

Sinopse: Uma professora linguística e a sua família são testados quando ela é diagnosticada com a doença Alzheimer.

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Tudo indicava que Julianne Moore ia ganhar um Oscar de Melhor Atriz por esta interpretação. E ganhou. A atriz de 56 anos, investiu tudo neste papel que retrata uma linguista com um trabalho e uma vida familiar estável que recebe o diagnostico de Alzheimer precoce. Julianne Moore é mesmo o corpo e a alma de “Still Alice“. Não existem dúvidas. Esforçou-se e o seu trabalho deu frutos. Durante o filme é claramente notória a evolução da doença na personagem, daí está o excelente trabalho da atriz. “O meu nome é Alice” pode não ser uma obra memorável, pois mantém uma escrita de argumento linear e estável, grandes surpresas. Acompanhamos o envolvimento da personagem principal não no meio clínico, mas dentro do meio familiar apenas. Como o marido e filhos lidam com esta situação que abalou profundamente a vida de todos.

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Não podemos esperar que este filme apresente um drama profundamente emocional. Aqui tudo o enredo foi escrito de forma sólida e consistente. De género independente e fora com as publicidades fatelas, transformas-se em algo totalmente consumível e real. O filme vale a pena assistir não só pela profunda e excelente interpretação de Julianne Moore mas pela poderosa história de força de vontade a que está associada. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Crítica: Freeheld Amor e Justiça

“Freeheld – Amor e Justiça” podia ter sido um os melhores dramas inspiradores do ano passado.

As expectativas altas formaram-se em redor desta obra cinematográfica do realizador Peter Sollet. Mas a falta de determinação, tornaram este filme numa telenovela melodramática, com demasiadas falhas. A história comovente da luta de duas mulheres para a permissão dos mesmos direitos de pensão que os casais heterossexuais, comoveram a América nos anos 2005/2006. Ainda hoje são recordadas como as impulsionadoras e o orgulho homossexual. Além de ser baseado num caso real, foi inspirado pela curta-metragem documental com o mesmo nome, realizado por Cynthia Wade que ganhou o Óscar em 2007. Além de bem intencionado, este filme não encheu as medidas. O argumento foi tedioso e os desempenhos inconstantes.

Depois de vencer o Óscar de Melhor Atriz Principal em “O meu nome é Alice”, esperava-se outra interpretação memorável de Julianne Moore. Mais uma para adicionar ao seu excelente currículo. Na verdade isso não aconteceu. Juntamente com a atriz Ellen Page, retrataram o caso real de Laurel Hester e Stacie Andree. [LER MAIS]

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Crítica: Don Jon

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Título: Don Jon

Ano: 2013

Realização: Joseph Gordon-Levitt

Interpretes: Joseph Gordon-Levitt, Scarlett Johansson, Julianne Moore…

Sinopse: Um tipo moderno, dedicado aos seus amigos e família, desenvolve expectativas diferentes do amor quando assiste a pornografia.

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Com este filme esperava-se uma comédia leviana e descontraída. O ator Joseph Gordon-Levitt estendeu a sua veia profissional e dedicou-se inteiramente a esta obra cinematográfica. Além de ser o protagonista é o argumentista e realizador. Não podia estar melhor acompanhado ao lado de Scarlett Johansson, Julianne Moore e da recentemente premiada com o Oscar Brie Larson. A história segue um viciado em pornografia, acreditando fielmente naquilo que vê, compara muito a realidade com os vídeos de sexo. Numa busca incansável pelo amor, este metrossexual conhece finalmente a mulher perfeita. Mas descobre que ainda não está emocionalmente preparado para o passo seguinte. “Don Jon” não é um filme carismático nem intenso. O seu conteúdo é previsível e sem contorno emocional.

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Apesar do argumento pouco complexo sentíamos uma sensação de apoio sobre as personagens. Afinal no que respeita a relações, e principalmente se estivemos muito tempo sem nada sério, por vezes é complicado essa gestão de proximidade. Devemos pensar em prol da relação e não escolhermos a opção egoísta. Sobre o elenco nada surpreendeu, apesar de já apresentarem melhores desempenhos. Julianne Moore tem um papel secundário, mas contagiante. Scarlett Johansson tem um sotaque engraçado, o que melhor caracteriza a sua personagem. “Don Jon” é um filme que se foca maioritariamente nos pensamentos do protagonista, o que pode ser uma falha, pois também seria interessante perceber o lado feminino da história, já que o fim foi apressado. Concluindo “Don Jon” não aquece nem arrefece. O blogue atribui 2 estrelas em 5.

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Crítica: O Sétimo Filho

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Título: The Seventh Son

Ano: 2014
Realização: Sergey Bodrov

Interpretes: Ben Barnes, Julianne Moore, Jeff Bridges…

Sinopse: Quando a Mãe Malkin, a rainha das bruxas, escapa da prisão que estava durante anos, colocada lá por um Caçador de Monstros profissional, Spook e mata o seu aprendiz. Spook recruta um novo, chamado de Tom, o sétimo filho do sétimo filho, para ajuda-lo.

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O filme não é grande pistola, contudo gostei da história magica envolvente e de Julianne Moore como vilã. O plot é interessante, o facto do sétimo filho do sétimo filho ser especial, numa história de magia e fantasia que faz falta no cinema. O filme podia ter sido muito bom, mas não existe ação real, nem drama real, além disso o argumento é fraco e apesar dos excelentes atores como Jeff Bridges, Julianne Moore e ainda Alicia Vikander que começava a ganhar relevo no cinema, não existem milagres. “O Sétimo Filho” necessitava de ser o filme de trabalho em equipa e tal não aconteceu. Fica-se pelo mediano, não trás nada de novo, nem surpreende. Talvez o único factor positivo neste filme seja a presença de Julianne Moore que como Mãe Malki está bem espectacular, e com maquilhagem e roupa a condizer com o seu perfil de vilã.

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Eu não referi no início, mas “O Sétimo Filho” foi baseado no livro “The Spook’s Apprentice” que pelo que estive a pesquisar o filme está muito aquém do esperado. Seres maléficos e doutro mundo, bruxas e feitiços fazem partes deste filme rodeado de efeitos especiais, necessários para o caso. Não só os fãs dos livros ficaram desiludidos, como também pessoas como eu, que não conhecia a história. Este filme merecia mais e Julianne Moore também, que já provou várias vezes ser uma excelente atriz. Só sugiro que não se deixem enganar pela beleza do trailer, porque quando começamos a ver o filme, tudo isso desaparece. O blogue atribui 2 estrelas em 5.

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Crítica: Carrie

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What did Carrie White ever do you?

Carrie é um filme de 2013, realizado por Kimberly Peirce, com as participações de Chloë Grace Moretz, Cynthia Preston, Gabriella Wilde, Judy Greer, Julianne Moore, Max Topplin e Samantha Weinstein, nos principais papéis. Sinopse: A reinvenção do conto clássico de terror que conta a história de Carrie White, uma jovem excluída pelos seus colegas e protegida pela sua mãe, uma mulher profundamente religiosa. Após ser humilhada no baile de finalistas, Carrie espalha o terror pela sua pequena cidade utilizando os seus poderes telecinéticos. (Fonte: Sapo Cinema).

carrie1Em 1976 Brian De Palma arriscou em lançar um filme para os cinemas, baseado na obra de Stephen King. Com uma interpretação arrepiante de Sassy Spacek, naquele que se tornou num dos clássicos dos filmes de terror. Em 2013, decidiram repetir a dose, com um remake, desta vez com Chloe Moretz como tímida mas psíquica Carrie. Não conseguiu ultrapassar o papel da sua antecessora. A imagem de Sassy com os olhos esbugalhados coberta de sangue é difícil de esquecer. E todo o mediatismo do filme está nessa cena. Chloe apresenta-se como mais suave, e não satisfaz como a aterradora Carrie. A culpa não é da jovem, Chloe apresenta um currículo invejável, com Kick-ass e A Invenção de Hugo. Junta-se a Julianne Moore, uma atriz consagrada que aqui apresenta-se como uma mãe neurótica.

carrie2No geral o filme apresenta-se como pouco aterrador e com uma história pouco linear. Existem “pontas soltas” que deviam ter sido melhor explicadas. O melhor só nas cenas da vingança da Carrie, que merece toda a atenção do espectador. É difícil não comparar com o filme original, mas este remake está claramente inferior. Completamente de entretenimento esta película não acrescenta nada de novo. Foi aquém das expectativas. O blogue atribui  2 estrelas e 5.

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Crítica: 9 Meses

9 Meses é um filme de 1995, realizado por Chris Columbus e com a participação de Hugh Grant, Jeff Goldblum, Joan Cusack, Julianne Moore, Robin William, Tom Arnold, nos principais papéis. Sinopse: Sam tem tudo: uma maravilhosa namorada, um emprego de sucesso como psicólogo infantil e um Porsche vermelho. Mas tudo muda quando a namorada lhe diz Que está grávida. Dividido entre os conselhos de um casal demasiado intrometido, o amigo solteirão e um louco ginecologista russo, Sam tem apenas nove meses para crescer – ou perder tudo o que tem!

Chris Columbus sempre nos habituou a simples e a engraçados filmes de comédia, é o caso do sucesso Sozinho em Casa e dos dois primeiros filmes da saga Harry Potter. Este filme com Hugh Grant como protagonista não é excepção, pois foca-se na vida perfeita de um homem, que vê a vida mudar drasticamente no momento em que descobre que  a namorada está grávida de um filho seu. Como seria de esperar a sua vida não poderá a voltar a ser a mesma, mas Sam tem dúvidas quanto a isso. Esta comédia ligeira é um filme simples com piadas bem organizadas.

Este filme já tem uns aninhos mas retrata bem Hugh Grant na sua época de ouro como ator de comédias românticas, e Julianna Moore como sua companheira, na  altura ainda não bem reconhecida. Robin Williams também tem a sua participação neste filme familiar, como o médico ginecologista, no entanto ao vermos o seu desempenho neste filme recordamos: onde é que já vimos isto? Pois o papel de Robin é quase sempre o mesmo de filme para filme. Quanto ao argumento tem uma história sólida, com personagens com um desenvolvimento natural mas que resulta numa história simples com uma boa comédia à mistura. E muitas das vezes cada um de nós se identifica com estas personagens. O Blog atribui 3 estrelas em 5.

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