Girls

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As raparigas revolucionárias

A argumentista norte-americana, Lena Dunham teve uma ideia. Recriar de forma cómica e ao mesmo tempo séria a vida de um grupo de raparigas com os seus 20 anos na cidade de Nova Iorque. A fórmula simples foi baseada na sua própria vida, onde através de personagens fictícias recria os seus pensamentos e decisões sobre os mais variados assuntos. Transmitido no canal HBO a série conseguiu durante 6 temporadas manter-se no ar. Terminou com o simples motivo que Lena apenas tinha intenção de retratar os episódios do seus vinte anos, quando chegou aos 30 a série já não tinha mais sentido.

Girls” narra a história de Hannah Horvath (Lena Dunham) uma aspirante a escritora que deverá tornar-se independente, depois dos pais lhe cortarem o crédito. Com 24 anos é acomodada, dependente, imatura e muito insegura. Hannah divide o apartamento em Nova Iorque com Marnie (Allison Williams), a mais responsável que vive presa num relacionamento que já não deseja. Depois temos Jessa  (Jemima Kirke) uma alma livre que já viajou por todo o mundo. Por último Shoshanna (Zosia Mamet), prima de Jessa, um pouco ingénua e infantil, vive com a constante preocupação de conseguir um namorado. O plot pode ser mesmo muito idêntico a “Sexo e a Cidade”, mas esse era mesmo o propósito e segundo Lena “esta é uma série baseada em Sex and the City” mas explorada de uma forma real“.

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Girls” não é uma série banal sobre romance e dramas familiares. Esta série tem a desinibição de Lena que sente-se à vontade sobre escrever sobre qualquer assunto. Muitas vezes criticada pelo abuso expressivo, feminismo, temas raciais, abuso sexual e as várias cenas de nudez da atriz Lena Dunham. Contudo foi recebida com muito sucesso e até conseguiu o Golden Globe de melhor série televisiva de comédia.

As personagens são únicas e expressivas, tornando o team “Girls” bastante energético e competente. O argumento é dos assuntos mais deliciosos, espontâneos e desinibidos escritos na televisão recentemente. Esta série não tem um rumo de história linear, são episódios que abordam derivados temas, mas sem exposição sobre o passado. Facilmente ficamos viciados com o carisma das personagens que queremos sempre ver mais. A comédia é o tema mais abordado, e por isso não existe muito espaço para o drama. Contudo existem cenas dramáticas que apela ao sentimento do espectador, mesmo sem nenhuma palavra ter sido dita. Outro factor que destaco desta série é a espectacular banda sonora que acompanha cada episódio. A música deixa-se ficar até os créditos terminarem.

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