Crítica: Só Podiam Ser Irmãs

Tina Fey e Amy Poehler provam que por vezes necessitamos de uma folga das responsabilidades.

Entrar na fase adulta por vezes pode ser um choque. Arranjar emprego que ocupa a maioria do nosso tempo, contas para pagar, filhos para cuidar, casa para arrumar. Podia estar aqui a enumerar as várias responsabilidades que fazem parte da nossa vida quando crescemos, mas vou manter-me apenas com as principais. Estamos tão concentrados nessas ocupações que por vezes esquecemos de nos divertir. Ora em momentos como esses lembramo-nos dos nossos melhores dias, quando éramos jovens, ambiciosos e cheios de energia. Numa comédia totalmente feminista juntam-se as melhores comediantes norte-americanas da actualidade. Tina Fey e Amy Poehler, são duas irmãs, Kate e Maura Ellis. Nos seus 40 anos ainda estão “presas” aos seus papéis da adolescência. Kate, a irmã mais velha era a rainha da paródia e da despreocupação, Maura era a mais atinada, fazendo sempre o mais correto. Após a decisão final dos pais em vender a casa onde passaram toda a infância e adolescência, as irmãs, decidem fazer uma última festa em memória aos bons velhos momentos. O motivo é simples, dar uma folga às responsabilidades do quotidiano. Kate não consegue ter o respeito da filha, nem manter um emprego fixo. Já Maura, vive solitária desde o seu divórcio. [LER MAIS]

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Crítica: Coraline e a Porta Secreta

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Título: Coraline

Ano: 2009

Realização: Henry Selick

InterpretesDakota Fanning, Teri Hatcher, John Hodgman…

Sinopse: Uma menina aventureira descobre um novo mundo. Uma versão melhorada da sua realidade. Mas existem segredos sinistros.

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Depois de “O Estranho Mundo de Jack“, o realizador Henry Selick voltou a dar asas à imaginação e criou “Coraline e a Porta Secreta”. Desta vez não teve Tim Burton ao seu lado, mas Selick conseguiu ser o realizador, produtor e até compositor do filme. Num mundo totalmente novo e liderado pelo fruto da imaginação, conhecemos Coraline. Esta menina de cabelo azul vive insatisfeita com a sua vida. Os pais estão sempre ocupados e não lhe dão a atenção que necessita. Coraline é uma menina curiosa e descobre uma porta mágica que a leva para um mundo totalmente perfeito à sua maneira. Mas nem tudo o que parece é.”Coraline” não é um filme totalmente para crianças. O seu trama confuso, as cenas escuras e os planos abstractos pode não ser do gosto dos mais pequenos. Mas por um lado, o mix de cores e as várias tonalidades de formas e desenhos tornam o filme visualmente divertido de ver. Os mais adultos perceberam as mensagens neste filme escondidas

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Apesar da história ser interessante (baseada no livro infanto-juvenil de Neil Gaiman) e factor visual é o ponto forte do filme. Apostando em todos os limites da criatividade, este é um filme cheio de genica, pois não fica “preso” a nada. Segue o seu fluxo fantasioso em que tudo é possível. A magia, a irreverência e os efeitos visuais são os factores mais considerados em “Coraline“. Apesar de não seguir o rumo dos filmes de animação convencionais, este foge à regra e consegue ter a atenção o espectador. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Crítica: Chappie

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Título: Chappie

Ano: 2015

Realização: Neill Blomkamp

Interpretes: Sharlto Copley, Dev Patel, Hugh Jackman…

Sinopse: Num futuro próximo, o crime é patrulhado por máquinas e as polícias tem um trabalho mais secundário. Quando um droide da polícia, Chappie é roubado e recebe uma nova programação, ele torna-se o primeiro robô a pensar e a sentir por si próprio.

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Avisaram-me para não assistir a este filme, mas devido à minha veia cinematográfica, não resisti. Só a ver o trailer emocionei-me. Estas histórias de robôs com sentimentos nunca correm bem. Já tinha acontecido em “I.A. Inteligencia Artificial“, “I Robot“…e surpresa, surpresa, voltou a acontecer com “Chappie“. Com um estilo street, o realizador  Neill Blomkamp focou-se na ruas conflituosas e cheias de gangsters da África do Sul. Chappie uma criança acabada de nascer, é vista como uma arma. Afinal é um robô e não existem cá sentimentalismos para uma máquina. Chappie apesar de não ter consciência sobre o assunto, muda dois mundos. Altera a opinião daqueles que pensam que ele era apenas sucata para fazer o trabalho sujo, e muda todas as leis da ciência, factos que o seu criador sempre acreditou. Chappie não apenas um robô, nem sequer é humano, é algo totalmente diferente. Este filme demonstra a interacção das máquinas na sociedade. Será que é eticamente terem consciência? Ou vivemos no perigo que ultrapassem o seu criador?

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Apesar do rol de atores conceituados que o filme tem, Hugh Jackman, Dev Patel e Signore Weaver, estes não tem o desempenho esperado. O mérito do protagonismo vai tudo para os artistas convidados: a banda Die Antwoord, composta por Ninja e Yolandi Visser que interpretam eles próprios. “Chappie” é um filme engraçado e divertido, principalmente naqueles momentos em que ensinam o robô a ser um verdadeiro gangster. Mas também existem momentos dramáticos, quando Chappie conhece a verdadeira discriminação. Talvez o factor positivo desta longa-metragem seja a inocência do dróide que tal como uma criança está a conhecer o mundo. O exagero nas batalhas finais desmancha o filme. Lutas demasiadamente violentas e utópicas, descredibilizam toda a história. Contudo este filme torna-se mediano, mas pelo que percebi existe os que amam e os que odeiam. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Crítica: A Teoria de Tudo

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A Teoria de Tudo (The Theory of Everything) é um filme de 2014, realizado por James Marsh, com as participações de Charlie Cox, David Thewlis, Eddie Redmayne, Emily Watson, Felicity Jones nos principais papéis. Sinopse: Em 1963, enquanto estudante de cosmologia na conceituada Universidade de Cambridge, no Reino Unido, Stephen consegue grandes avanços e está determinado a encontrar uma “simples, eloquente explicação” para o Universo. O seu mundo expande-se quando se apaixona por Jane Wilde, uma estudante de artes, também em Cambridge. Mas, aos 21 anos, este jovem saudável e ativo recebe um diagnóstico que vai abalar a sua vida: a degeneração dos neurónios motores vai atacar os seus membros e as suas capacidades, deixando-o com limitações de fala e movimento e terminando com a sua vida em dois anos. (Fonte: Sapo Cinema).

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Vou começar esta crítica a felicitar o ator Eddie Redmayne pelo seu brilhante desempenho como Stephen Hawking, que lhe valeu o Oscar de Melhor Ator pela Academia, e muito bem merecido. Foram longos os meses de pesquisa sobre o homem e sobre a doença Esclerose Lateral Amiotrófica. Mas todo o trabalho acabou por ser recompensado. Adaptado do livro “Amor Infinito” de Jane Hawnking, ex-mulher de Stephen, chega-nos uma história verdadeira sobre o seu ponto de vista na relação de ambos. Neste filme dramático acompanhamos Jane e Stephen desde o momento em que se conheceram, numa festa em Cambridge, até ao momento em que se separaram em 1995. Não só os momentos fáceis da relação mas os mais díficeis, Stephen foi diagnosticado com a doença ainda muito novo, com apenas 21 anos, estava a terminar o Doutoramento em Astronomia. Deram-lhe apenas 2 anos de vida, mas casou, ainda teve três filhos e ainda continua no ativo. Neste filme tocante e inspirador toca no sentimento pois não só compreendemos as dificuldades da doença, mas também a luta que Jane teve de ter para cuidar de Stephen, educar três filhos e deixar os seus estudos para trás.

Esta não é apenas uma história de uma pessoa, mas sim de duas, além de Eddie como protagonista temos a amável Felicity Jones nos principais papéis, e também nomeada para o Oscar de Melhor atriz. Estiveram os dois bastante bem. E até elogiados pelos originais Jane e Stepehn. Teoria de Tudo aborda como o relacionamento amoroso sobreviveu às complicações que a doença do físico trouxe. Mas a sua fama é caracterizada por ser das mentes mais brilhantes da Humanidade, do qual escreveu o livro “Uma breve história do tempo“. Este é um retrato intimista e pessoal das dificuldades como casal, longe do género viveram felizes para sempre, é uma história real, com pessoas verdadeiras. É um filme bonito de esperança e de termos coragem para “agarrarmos” àquilo em que acreditamos e não desistirmos. “When there is life there is hope” esta frase dita no filme que representa toda a sua beleza e significado. Esta história tocou-me mesmo, pois por muito que a vida seja complicada, existe sempre a esperança de melhorar. E melhorou. O blog atribui 4 estrelas em 5. 

Crítica: As 50 Sombras de Grey

Baseado no mundo obscuro do sexo, o sucesso literário, “50 Sombras de Grey”, chegou aos cinemas, após uma longa espera por parte dos muitos fãs. E.L. James, a  escritora criou uma história sem tabus, onde o amor convencional é inexistente. O livro pode ter sido um best-seller, mas o filme não encantou.

Não li o livro e devo ser das poucas a dizê-lo, mas vi o filme. Talvez tenho mesmo de o ler para perceber o grande mediatismo em volta do tema.“Mr. Grey will see you now” é com esta frase que tudo verdadeiramente começa. Anastacia Steele, finalista do curso Literatura Inglesa, entrevista o magnata Christian Grey. Com perguntas meio desajeitadas e uma timidez típica da situação, Ana começa a sentir-se atraída pelo jovemmilionário. Afinal de contas ele tem tudo: charme, beleza e poder. O que se torna numa combinação irresistível. Até aqui nada de novo. Porém, são os gostos peculiares de Christian que tornam este romance fora do comum. A película foi um sucesso inegável de bilheteiras e todos queriam ver no grande ecrã o erotismo representado nas páginas escritas por E.L.James. [LER MAIS]

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Crítica: O Jogo da Imitação

A criação da máquina

O Jogo da Imitação (Imitation Game) é um filme de 2014, realizado por Morten Tyldum, e com as participações de Benedict Cumberbatch, Charles Dance, Greg Kinnear, Keira Knightley, Mark Strong, Matthew Goode e Tuppence Middleton. Sinopse: Durante o inverno de 1952, as autoridades britânicas entraram na casa do matemático, criptoanalista e herói de guerra Alan Turing para investigar um assalto. Em vez disso, prenderam Turing por atentado ao pudor, uma acusação que levaria à sua devastadora sentença pela ofensa criminal de homossexualidade – mal sabiam as autoridades que estavam a incriminar o pioneiro da computação moderna. Na liderança de um grupo de académicos, linguistas, campeões de xadrez e analistas, Turing foi reconhecido por quebrar o até aí indecifrável código da Enigma, a máquina utilizada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial. (Fonte: Sapo Cinema).

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Quem foi Alan Turing, talvez não haja muitos a ter conhecimento do seu nome ou dos seus feitos, mas a verdade é que foi um grande homem, que em tempo de Guerra teve de ter sangue frio, para salvar a vida de milhares de pessoas. Talvez se não fosse ele a 2ª Guerra Mundial teria durado mais anos.É neste filne biográfico que conhecemos a história do homem que conhecemos hoje em dia por ter inventado o primeiro computador. Talvez se não fosse por ele, não estaria aqui hoje a escrever esta crítica.  Com o ator Benedict Cumberbatc a liderar o elenco e perfeito no papel de Turing, demonstrou-nos um desempenho incrível. Esta nomeado para melhor ator, o mesmo para Keira que está nomeada para melhor atriz secundária, o mesmo acontece com o filme, que está como os melhores. Mas este ano a concorrência está mesmo apertada, mas poderá haver surpresas.

Todos os factores históricos são mencionados no filme e nada escapa. Os problemas e dificuldades que Turing teve no início, pois ninguém acreditava na sua descoberta, além disso a sua falta de comunicação com os outros não era vista com agrado. Ainda mais tarde teve que lidar com a sua homossexualidade, que o levou ao seu triste fim. O filme está bem realizado do ponto de vista técnico, o dramatismo está lá e a emoção do fracasso e sucesso também é devidamente explorado. The Imitation Game foca-se mais do ponto de vista de Turing, tornando-o mais pessoal, já o panorama mais geral não é devidamente explicado. Relembro que vale a pena assistir ao filme pelo argumento descontraído e interessante, pelos desempenhos de Benedict e Keira e para conhecermos a história incrível de Alan Turing. O blog atribui 4 estrelas em 5.

Crítica: Grand Budapest Hotel

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Grand Budapest Hotel é um filme de 2014, realizado por Wes Anderson e com as participações de Ralph Fiennes, F. Murray Abraham, Mathieu Amalric nos principais papéis. Sinopse: Grand Budapest Hotel narra as aventuras de Gustave H, um lendário concierge de um famoso hotel europeu durante as duas guerras, e Zero Moustafa, o paquete que se torna no seu amigo de confiança. A história envolve o roubo e a recuperação de uma preciosa pintura renascentista e a luta por uma enorme fortuna de família – tudo sob o cenário de um Continente que passa por inesperadas e dramáticas mudanças. (Fonte: CinemaGate).

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A mente de Wes Anderson é completamente colorida e cheia de graça. Os seus filmes são verdadeiras pérolas da simplicidade, originalidade com um gosto peculiar. Neste filme acompanhamos a luta pela justiça de um homicídio e roubo de Gustave H (Ralph Fiennes), dedicado apenas a um luxuoso hotel. Com um leque de personagens bem-humoradas e com situações inesperadas acompanhamos Gustave, pela narração do Lobby Boy no futuro. A história é bastante simples, é um género de policial descontraído e sobre um homem a provar a sua inocência. Não é a sua narrativa que o torna especial, é a forma como este filme foi idealizado que o torna diferente de todos os outros. A consistência nos diálogos, a visualização estética, o elenco vasto é surpreendente o que faz Grand Budapest Hotel, um dos melhores filmes do ano. Vale mesmo a pena assistir.

O diálogos divertidos, fazem parte de todo o enriquecimento do filme. Apesar de a história ser fantasiosa, o seu desenrolar não é, muito pelo contrário. Tudo é bastante real e tem o seu sentido. Wes Anderson conseguiu surpreender e pode ser que leve o Oscar de Melhor Filme para casa. Mas também está nomeado para mais categorias, e pode ser o grande vencedor dos Oscares, já que é o filme com mais nomeações. Surpreendeu pela positiva e espero que o realizador continue assim, pois está num bom caminho. Já que na Indústria de Hollywood é difícil inovar e se vê muito do mesmo, Anderson conseguiu. Aconselho a verem este filme, para quem ainda não o viu. O Blog atribui 4,5 estrelas em 5.

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Crítica: O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos


O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos é um filme de 2014 realizado por Peter Jackson e o terceiro da trilogia. Com as participações de Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage. Sinopse: Ao sucumbir ao mal do dragão, o Rei Debaixo da Montanha, Thorin Escudo-de-Carvalho, sacrifica amizade e honra na sua busca pela lendária Arkenstone. Incapaz de ajudar Thorin a ver a razão, Bilbo tem de fazer uma escolha desesperada e perigosa, ignorando que perigos ainda maiores ainda estão para vir. Um inimigo antigo regressou à Terra Média. Sauron, o Senhor das Trevas, enviou legiões de Orcs num ataque furtivo à Montanha Solitária. Enquanto as trevas convergem para enfrentar o conflito em escalada, as raças de anões, elfos e homens têm de decidir se vão unir-se ou ser destruídas. Bilbo vai ter de lutar pela sua vida e pelas vidas dos seus amigos, enquanto cinco grandes exércitos se dirigem para a guerra. (Fonte: CinemaGate)

Em 2001 Peter Jackson arriscou em passar para o cinema uma das obras mais mediáticas de sempre. Jackson tinha um sonho, o sonho de qualquer fã de toda a história Tolkiana. Começou com o Senhor dos Anéis e alcançou um sucesso incrível. Passados 10 anos arriscou na prequela, e aquele que era apenas um livro, resultou em três filmes. Muitos o criticaram porque o “Hobbit” assim se chama estes últimos três filmes, se tinha tornado demasiado comercial e demasiado ficcional (mais do que já era). No entanto toda a magia da Terra Média, as paisagens ilustres e personagens com carácter estão lá, não escapou nada. Neste filme continuamos a aventura de Bilbo Baggins, um simples hobbit, que tem como missão ser o assaltante de serviço de um grupo de anões que pretende recuperar o castelo que outrora foi deles. Até aqui tudo bem, o problema é que quem governa agora o espaço é um dragão adormecido, juntamente com o seu infinito ouro. Neste filme o dragão já está desperto e como foi humilhado decide destruir a vila habitada mais próxima, cabe aos humanos desembicilhar-se dos problemas dos anões. Mas se esse fosse o único problema estava tudo resolvido, o verdadeiro suplício surge depois, quando os humanos desalojados pedem algum ouro aos anões para recomeçar a vida. Nada feito, os anões, melhor ainda Thorin, com a doença da ganancia que enlouqueceu a  sua família. Mas não é tudo ainda se juntam os elfos que também afirmam serem merecedores do ouro, os anões do leste, mais uma legião de orcs que também decidiram juntar-se à festa e ainda as águias. Uma guerra pelo ouro que facilmente podia ser resolvido com o dom da palavra.

THE HOBBIT: THE BATTLE OF THE FIVE ARMIES

O filme está bom, no entanto não é épico, estava à espera de mais e melhor. Comparando com o Regresso do Rei este está mediano e não se tornou dos meus favoritos. Houve situações que deviam ser cortadas do desnecessário que foi, e outras ainda deviam ser acrescentadas, pelo menos havia informação que devia ser transposta no filme e que nos livros indica. A coreografia das lutas está espetacular, adorei os elfos a lutar lado a lado com os humanos e as batalhas finais (apesar de não gostar do fim, mas não quero falar nisso). Lee Pace estava fabuloso na sua personagem, Ian McKellen não é necessário falar pois é um Gandalf sem igual. Os efeitos visuais estão bem preparados com detalhes que Peter Jackson sempre nos habituou, mesmo para um mundo do imaginário com uma boa banda sonora a acompanhar todos os momentos. Este não foi uma despedida triste daquela que é das sagas mais rentáveis do cinema, mas para quem tiver saudades pode sempre rever os seis filmes que compõem toda a história, agora que já tivemos um vislumbre do passado, melhor ainda compreendemos o Senhor dos Anéis. O blog atribui 4 estrelas em 5.

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Invencível – crítica

Baseado numa história verídica, Unbroken (Invencível) é a segunda experiência de Angelina Jolie na realização. Um filme inspirador e focado na vida do herói de guerra Louis Zamperini.

 Ainda muito jovem, Louie, como era tratado, só trazia problemas. Persuadido pelo irmão, começou a praticar desporto. Tornou-se num dos melhores em corrida. Ia participar nos Jogos Olímpicos, mas a 2ª Guerra Mundial arrancou-lhe os sonhos. Alistou-se a militar e, numa das suas missões, teve um acidente aéreo, do qual ele e mais dois colegas naufragaram no Pacífico. Após 47 dias à deriva, foram capturados pelas tropas japonesas e enviados para um campo de prisioneiros de guerra. O que é uma história de vida excepcional, como filme, nem tanto. Enquanto assistia ao trailer, lembro-me de pensar que este seria um bom candidato aos Óscares, mas, quando os nomeados foram anunciados, Unbroken não estava na lista. Agora que já assisti ao filme, esta ideia desvaneceu-se. Compreendo agora que não é dos melhores filmes do ano e ficou muito aquém das expectativas. Baseado na biografia oficial de Louis Zamperini, escrita por Laura Hillenbrand, com os irmãos Coen como argumentistas, juntaram-se a Angelina Jolie na realização, para a criar esta obra dramática.

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Crítica: 22 Jump Street

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22 Jump Street ou Agentes Universitários é um filme de 2014, realizado por Phil Lord, Christopher Miller com as participações de Channing Tatum, Jonah Hill, Ice Cube. Sinopse: Os agentes Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Channing Tatum) voltam a trabalhar infiltrados, desta vez numa universidade. Mas quando Jenko encontra uma alma caridosa no seio da equipa de futebol americano e Schmidt trava conhecimento com a cena artística da escola, os dois parceiros começam a duvidar da sua amizade. A partir daí, mais do que resolver um caso, precisam de descobrir se conseguem continuar a trabalhar juntos. (Fonte: CinemaGate)

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Estes dois juntaram-se novamente para aquele que parecia um dos melhores filmes de comédia do ano. Mas não surpreendeu. O primeiro foi bastante mais cómico e surpreendente, este apenas foi um cópia do sucesso anterior. A dupla Jonah e Channing voltam-se a juntar num rol de peripécias que não acontece a mais ninguém excepto a estes dois. Desta vez o filme tem lugar na Universidade e que outra vez como agentes infiltrados tem de descobrir quem está a fornecer a droga. Até aqui nada de novo. Neste segundo filme a amizade é posta à prova. Descobrem que levavam um tiro pelo outro, literalmente. A ação aliada à comédia não é esquecida, no entanto com muitas situações impossíveis no mundo real, mas talvez seja isso que dê piada à coisa.

Espera mais de Agentes Universitários, talvez porque achei o primeiro muito bom e uma comédia para rir do princípio até ao fim (algo que é raro). Quanto ao desenvolvimento das personagens continua igual, e não gostei do vilão. Quando os filmes começam a ficar muito comerciais não volta a dar, a qualidade baixa. Concluindo este é um filme completamente de entretenimento, mas não acrescenta nada de novo. O excesso de efeitos especiais tornam o filme demasiado fantasioso, no entanto a sua comédia compensa. O blog atribui 3 estrelas em 5. golden_star2golden_star2golden_star2