American Psycho

American Psycho

Título: American Psycho
Ano: 2000
Realização: Mary Harron
Interpretes: Christian Bale, Justin Theroux, Josh Lucas…
Sinopse: Um bancário executivo abastado, Patrick Bateman, esconde o seu ego alternativo e psicopata. Esconde-o dos seus amigos, colegas de trabalho, enquanto afunda-se em pensamentos cada vez mais violentos e sádicos.

Quase foi complicado acompanhar a sequência da narrativa deste filme. O que pensávamos que era, não foi. Ou será que aconteceu? Um filme totalmente ambíguo que se desenrola como uma sátira social sobre a burguesia da América. Um papel que marcou do percurso do jovem Christian Bale.

Patrick Bateman é um jovem, rico e bem-sucedido chefe executivo que passa a sua vida a fazer tratamentos de beleza de manhã, treinar, almoçar com os colegas e a jantar com diferentes mulheres no restaurantes mais in da zona. Não gosta que o contrariem e considera-se superior a todos os outros. Aliás a sua personalidade narcisista é várias vezes referenciada durante o filme. O que ele esconde é o seu imprevisível ego de assassino e o rasto de sangue que tranquiliza o seu impulso de matar. Apesar de adorar a sua vida de luxo, não é uma pessoa social e daí rejeita todas as presenças que o julguem. Para completar o vazio que sente de uma sociedade oca e pretensiosa, Bateman mata de uma forma muito higiénica, mas também muito selvagem.

Quase como filme de terror, “American Pshyco” é também uma comédia. Um humor negro exagerado, misturado com cenas sangrentas, num filme memorável. Baseado num livro de Bret Easton Ellis, a versão cinematográfica foi mais generosa com a sensibilidade do público do que o original literário. Apesar de não parecer, porque mesmo assim somos abordados com vários momentos violentos.

Considero este um filme profundo. A sua história é forte e os protagonistas carismáticos. Um drama misturado com violência gratuita, muito sangue, e uma pitada de ironia. No final de tudo ficamos a pensar porque não percebemos nada do que se passou e damos por nós a percorrer os principais momentos que marcaram o filme a tentar procurar pistas para o sucedido. Christian Bale está excelente neste papel. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

 


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Crítica: Pocahontas

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Título: Pocahontas

Ano: 1995

Realização: Mike Gabriel, Eric Goldberg

Interpretes: Mel Gibson, Linda Hunt, Christian Bale…

Sinopse: Um soldado inglês e a filha de um chefe índio partilham um romance, enquanto os colonos ingleses invadem Virgínia.

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A Disney é cheia de surpresa. Depois de contos de fadas que nos fazem sonhar, tornaram as suas animações mais verosímeis quando adaptaram histórias reais ao grande ecrã. Apesar de muitos não acreditarem Pocahontas existiu mesmo. Viveu entre o séc. XVI e XVII e era mesmo uma princesa indígena e tornou-se numa ponte entre a cultura inglesa e a nativa norte-americana. A história mais colorida da Disney, aborda a chegada do aventureiro John Smith à vila de Pocahontas, ambos iludidos pelos diferentes mundos um do outro, inevitavelmente apaixonam-se. Na realidade existem dúvidas se tal aconteceu, afinal a jovem princesa ainda tinha os seus 12/13 anos, enquanto que Smith já era um homem bastante maduro. Acredita-se que se tornou mais num mentor. Mas continuando no filme. “Pocahontas” é uma película que se foca numa história de amor, que claro está mantém os seus contratempos. Além de manter uma comédia leviana, tem um desenho com traços sublimes que mostra com clarezas as paisagens puras da antiga Virgínia.

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Este filme está sem dúvida no meu top de filmes Disney. Muito devido à forte história que separa e junta os dois mundos, mas também à personalidade vincada das personagens. Apesar de ser quase uma obra esquecida, em filme mantém em si uma certa beleza. Além da animação, as músicas também realçam esta maravilhosa história. “The colours of the wind” foca-se na desigualdade e até conseguiu ganhar Óscar de Melhor Canção na altura. Ainda me consigo apaixonar por este enredo e argumento quando novamente o filme, mesmo que já foram 360 vezes. Não há mesmo como ficar indiferente. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Crítica: Golpada Americana

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Título: American Hustle
Ano: 2013
Realização: David O. Russell
Interpretes: Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence…
Sinopse: Um homem fraudulento, Irving Rosenfeld ao lado da sua sedutora parceira, Sydney Prosser, são forçado a trabalhar com um agente do FBI, Richie DiMaso, que os leva para um mundo da máfia em Jersey.

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Em clima de Oscars, vou falar-vos do filme “American Hustle” que esteve nomeado para Melhor Filme em 2014. David O. Russell já provou o seu estilo em vários filmes como “Os Três Reis“, “The Fighter“, “Guia Para um Final Feliz” e “Joy“. Em “Golpada Americana” Russell volta a juntar Bradley Cooper e Jennifer Lawrence, e desta vez com os atores Amy Adams e Christian Bale a acompanhar. O elenco é uma chuva de estrelas que fazem este filme andar, já que a sua história mantém-se com lacunas e previsibilidade de acontecimentos. Nos 5 primeiros minutos de filmes percebemos logo como irá terminar. No entanto esta obra cinematográfica é mais real e mais madura dos que os filmes antecessores do realizador. Uma história sobre vigaristas de topo que juntamente com as suas complicadas vidas pessoais, conseguem tirar sempre o melhor partido da situação, por mais louca que seja. O cast também bem consagrado consegue mostrar as suas excelentes interpretações, sem vaidades mas com os nervos à flor da pele. Esse é dos factores mais positivos.

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A história pouco vulgar, desvenda o golpe do ano e do seu caminho para o sucessor. Os quatro principais protagonistas oferecem tudo de si para o melhor do filme. Porém quem mais me surpreendeu foi Amy Adams com a sua bombástica Sydney. Com mais sensualidade e timidez inexistente, típica das suas anteriores personagem, Amy conseguiu surpreender com a garra deste papel. Infelizmente para Adams tinha fortes adversárias nos Oscares e por isso não conseguiu ganhar. O filme é longo a por vezes mantém-se demasiadamente vinculado para mostrar o lado bom dos vigaristas que todos os dias lutam para conseguirem uma vida melhor. Com um registo irónico e perverso, Russell conseguiu captar o melhor de cada uma das personagens. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Loucuras que os atores fazem por uma personagem

Por vezes ser uma personagem não é pêra doce e nem sempre muita concentração e trabalho é suficiente. É preciso viver essa personagem. Estes são alguns exemplos de atores que levaram ao extremo o seu trabalho profissionalmente.

Heath Ledger em “Dark Knight
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Sentei-me sozinho num hotel em Londres durante um mês, fechei-me completamente. Criei um pequeno diário e experimentei com vozes-é muito importante, procurar e encontrar aquele tom icónico de voz e riso. Tornei-me mesmo num psicopata“, conta Heath Ledger sobre a sua personagem Joker em Dark Knight. Infelizmente o ator não conseguiu ver o sucesso da sua personagem, pois faleceu em 2008, no mesmo ano da estreia do filme. Segundo o pai do ator, as últimas palavras escritas no diário era “Bye Bye“. Em 2009 recebeu o Oscar de Melhor Ator Principal póstumo pelo seu desempenho.

Anne Hathaway em “Os Miseráveis

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Apesar dos seus poucos minutos de fama a personagem de Anne, uma prostituta das ruas francesas conseguiu brilhar no filme “Os Miseráveis”. A atriz teve obrigatoriamente de emagrecer. Foram 10 kilos em duas semanas, numa dieta rigorosa e não recomendada “dois quadrados finos de pasta de aveia pro dia”. Hathaway considerou o processo demasiadamente louco, mas tudo por um Oscar não é verdade?

Charlize Theron em “O Monstro

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A bela Charlize também conseguiu a sua fama através deste fantástico papel e até mereceu o Óscar de Melhor Atriz. Não foi fácil ser  Aileen Wuornos, para isso teve que engordar 30 kilos e utilizar próteses faciais. No final valeu a pena, porque foi merecidamente galardoada.

Michelle Williams em “A minha semana com Marilyn

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Interpretar a musa do cinema não é fácil, e Michelle Williams pode confirmar. Durante meses ouviu e viu várias reportagens e entrevistas de Marilyn Monroe, com o propósito de conseguir fazer o seu tom de voz baixo e manter a sua respiração. Todos os dias sentava-se para maquilhagem durante 3 horas por dia. Utilizava uma cinta na zona abdominal e até a forma de caminha foi treinada para manter a sua oscilação  natural dos joelhos. “Existe uma forma lógica sobre como ela andava. Era como se tivesse um balão preso ao seu peito. Os seus mamilos estavam sempre para cima. Esse era o trabalho que eu queria começar o mais rápido possível, porque eu não queria que esses pensamentos aparecessem no meio de uma cena“, indicou Michelle.

Natalie Portman e Mila Kunis em “O Cisne Negro

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As duas atrizes estavam fenomenais no filme “O Cisne Negro“, que retrata a vida de bailarinas de ballet profissional. Na exigência da produção do filme consistia nem ensaios de 8 horas que decorreram 1 ano antes das gravações do filme. A preparação física neste filme era mesmo muito importante.

Christian Bale em “O Maquinista”

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Christian Bale foi provavelmente o ator que mais kilos teve de perder durante a gravação de um filme. O ator perdeu 29 kg quatro meses antes das gravações do filme, devido à sua personagem que tinha de apresentar magreza extrema e aspecto doente. Ficou com um peso total de 54 kg. A sua dieta rigorosa consistia em apenas uma chávena de café preto, uma maçã e uma lata de atum e água por dia.

Daniel Day-Lewis em “Lincoln

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O esforço do ator Daniel Day-Lewis foi notório por todos nas gravações. Durante três meses o ator não saiu de maneira alguma da personagem. Acordava e adormecia como Abraham Lincoln. A insistência era tanta que até obrigou o realizador, Steven Spielberg e o restante elenco a chamar-lhe de “Mr. President“. Incluindo isso a atriz Sally Field que interpretava a sua esposa.  Não conhecia Daniel até à altura, mas quando lhe enviava uma mensagem de texto ele respondia na personagem de seu marido.

Rooney Mara em “Girl with the Dragon Tattoo

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A atriz Rooney Mara não olhou a meios e comprometeu-se mesmo com a personagem, quando aceitou furar a pele e fazer os piercings reais de Lisbeth Salander. Além disso teve de adoptar um estilo completamente gótico e manter-se de forma totalmente discreta num estilo completamente alternativo.

Kate Winslet em “O Leitor

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Só os filhos de Kate Winslet  e a própria atriz conseguem perceber como é difícil mudar a nossa própria postura. Como forma de treinar o seu sotaque alemão no filme “O Leitor”, Winslet lia as histórias de adormecer para os seus filhos em alemão para sentir-me mais familiar com os seus diálogos.

Ryan Gosling e Michelle Williams em “Blue Valentine

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Os atores Gosling e Williams estavam tão concentrados nas suas personagens e integrados na sua história que Ryan confessou que o próprio até se esqueceu que estava a fazer um filme. Ele, Michelle e a filha de ambos no ecrã, viveram juntos durante um mês como se fossem uma família verdadeira, celebrando falso Natal e aniversários. “Assim quando estivéssemos a filmar era como se existissem memórias reais” referiu Gosling. No filme é notória a ligação entre ambos.

Crítica: Exodus Deuses e Reis

exodus-movieExodus: Deuses e Reis é um filme de 2014, realizado por Ridley Scott, com as participações de Aaron Paul, Ben Kingsley, Christian BaleIndira Varma, Joel Edgerton, John Turturro, Sigourney Weaver. Sinopse: Aventura épica que retrata a história de coragem e ousadia de um homem, que conquista o poder de um império inteiro. Com recurso à arte dos efeitos visuais e à profundidade do 3D, Ridley Scott dá uma nova vida à história, trazendo de uma forma incrivelmente real o terrível ciclo da praga mortal e o confronto do lider Moisés e o faraó egípcio Ramses, quando lidera 600.000 escravos numa viagem monumental de fuga do Egito. Uma história conhecida, mas uma viagem nunca antes vista! (Fonte: Sapo Cinema)

Admito que sempre gostei desta história desde que o filme de animação o Principie do Egipto estreou nos cinemas. A guerra entre dois irmãos e sobre aquilo em que acreditam, pode mudar mesmo o destino de uma das maiores nações da história. Neste filme de Ridley Scott (Gladiador) a mesma história ganha um novo alento. Com efeitos visuais de um nível superior, Exodus, conquista pela sua produção cinematográfica. Além dos efeitos, os cenários são do mais real possível, os figurinos estão bem colocados e o Egipto é visto com toda a sua magnitude dos seus tempos de glória. Mas só isso é positivo. O argumento não convence e falta o factor humano. Seria de esperar numa película desta dimensão que fosse mais emotivo, aliás estamos a falar de uma das mais conhecidas obras bíblicas.

Exodus2Durante duas horas e meia, assistimos a um filme que devia mostrar mais sentimento e ser uma história mais inspiradora. Cenas como o romance entre Moisés e a sua amada achei desnecessário e desinteressante. O realizador já comentou que existe uma versão bem mais extensa, com cerca de quatro horas, que explica algumas das lacunas do filme. Não gostei de Bale como Moisés, talvez por achar que a caracterização não estava mais de acordo à imagem que eu reconhecida. Além disso, imaginava que a qualquer momento ia dizer “I´m Batman“. Não disse. Mas a sua interpretação em Exodus estava distante comparativamente aos outros filmes do ator. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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