O Menino de Pijama às Riscas

O Menino de Pijama às Riscas

Título: The Boy in the Striped Pyjamas
Ano: 2008
Realização: Mark Herman
Interpretes: Asa Butterfield, David Thewlis, Rupert Friend…
Sinopse: Durante a II Guerra Mundial a história negra vista pelos olhos do inocente Bruno, um menino de oito anos filhos de um Comandante Alemão de um campo de concentração. A sua amizade proibida com um menino judeu vai trazer consequências irreversíveis.

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Os filmes sobre a época negra das Grandes Guerras são sempre terríveis de ver. “O Menino do Pijama às Riscas” é igualmente cruel. Contudo conhecemos a perspectiva da guerra sobre o olhar inocente de Bruno. Filho de um comandante alemão dum campo de concentração.

 Bruno, trava uma amizade inesperada com Schmuel, um menino judeu de oito anos. Ignorantes ao mundo que os rodeia, questionam-se sobre o certo e o errado e porque os separam com arame farpado. Esta é uma obra cinematográfica baseada na inocência da criança,retratada na obra literária de John Boyne.

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A sequência da história é bastante simples e avança metodicamente até chegar ao climax final. Esta obra cinematográfica é apressada e nisso consegue o seu ponto negativo. Devia explorar mais a sua envolvente histórica. Contudo o filme é bom e foca-se muito na sua componente dramática. A mensagem prova que as crianças não conseguem ver desigualdade em crenças e religiões e que conseguem ser felizes com pouco. “O Menino de Pijama às Riscas” é um filme que nos faz pensar um pouco sobre a desigualdade que vivemos e as lutas que travamos. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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O Espaço Que Nos Une

O Espaço Que Nos Une

Título: The Space Between Us
Ano: 2017
Realização: Peter Chelsom
Interpretes: Gary Oldman, Asa Butterfield, Carla Gugino…
Sinopse: O primeiro humano nascido em Marte, viaja até à Terra pela primeira vez. Ele embarca numa aventura com uma rapariga independente, e juntos percebem que há muito para além daquilo que os olhos conseguem ver.

O Espaço que nos Une” é um filme com um plot muito interessante. Um amor quase equivalente ao de Romeu e Julieta. Não proibido entre famílias, mas proibido entre mundos. Gardner ( Asa Butterfield) é um rapaz muito peculiar. Nasceu em Marte. A vida num planeta diferente pode ser muito solitária, mesmo com a companhia de astronautas. Gardner tem o sonho de um dia visitar o planeta Terra e a sua curiosidade aumenta, quando conhece Tulsa (Britt Robertson), uma rapariga independente que procura aventura na sua vida.

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A jornada de ambos começa quando Gardner decide procurar pelo seu pai biológico. Numa busca incansável, viajam de lugar em lugar seguindo as pistas que conseguem. Contudo o tempo de ambos juntos pode estar limitado pela dificuldade de Gardner sobreviver na gravidade do nosso planeta.

Este filme de drama tinha potencial. Contudo não conseguiu manter-se firme. A narrativa é cansativa e o argumento é desleixado, tal impossibilita a conexão com as personagens. No final existe uma tentativa de reviravolta, mas não entusiasma, aliás torna-se até previsível. “O Espaço que nos Une” desmancha-se ao ser demasiadamente adolescente, e fácil. Falta o conteúdo mais dramático e sentimentalista. Concluindo esta é uma obra cansativa de assistir e muito piegas. Nem os atores conseguiram contornar esta lacuna. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Crítica: A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares

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Título: Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children
Ano: 2016
Realização: Tim Burton
Interpretes: Eva Green, Asa Butterfield, Samuel L. Jackson…
Sinopse: Quando Jacob descobre pistas sobre o passado do seu avô, descobre a casa da Senhora Peregrine para crianças peculiares. Mas depressa compreende porque estas crianças são especiais, quando mostram os seus poderes.

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Tim Burton volta a criar outra obra que reflecte a sua personalidade. A genialidade aliada à excentricidade uma característica sua. Baseado no livro de Ransom Riggs conhecemos a história das crianças peculiares protegidos pela Senhora Peregrine (Eva Green). Neste mundo de fantasia com uma cinematogafia dark acompanhamos uma viagem de auto-descoberta de Jacob. Com duas realidades, a do mundo atual e em meados da II Guerra Mundial, conhecemos as diferentes histórias das personagens e o que as impede de evoluírem, repetindo sempre o mesmo dia. Nesta história de fantasia os vilões também existem e são eles os piores pesadelos das crianças. O que se mantinha como um enredo consistente e interessante, dissipou-se. O argumento mantém a intriga, mas o desenvolvimento de algumas personagens é apenas decepcionante.

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Estou a falar das personagens de Samuel L. Jackson e de Julie Dench (que tanto aparece como desaparece). Pouco interessantes para a profundidade da história. Apesar de adorar a Eva Green, este papel não lhe faz jus, esperava mais dinamismo e mistério da sua personagem. Estas crianças X-Men terão de lutar pela sua vida, sendo que aos poucos vão percebendo o que as torna de especiais. Não tão para filme, mas penso que em série de televisão este conceito seria interessante. Gostaria de ter conhecido mais sobre a história individual de cada um e de que forma descobriram a casa peculiar, já que são poucas as pessoas que desenvolvem estas habilidades. De sabor mediano, este é um filme que condiz bem com a personalidade de Tim Burton, mas o espectador esperava mais. Muito mais. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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