Os melhores filmes de 2018

Os melhores filmes de 2018

Com um ano a terminar fazemos uma retrospectiva do que melhor aconteceu no cinema. Desta vez apresento os melhores filmes relativamente ao seu género cinematográfico. Vamos à lista.

Drama

Roma

O realizador Alfonso Cuarón não é novidade. Já nos habituamos ás suas obras cinematográficas. “Roma”  não se refere à capital francesa, mas sim a uma zona do México, onde Cuarón se inspirou para este filme. Baseou-se na sua infância e deixou-se filmar. A preto e branco sentimos mesmo como se fosse uma memória passada. O realizador, foi roteirista e até editou os planos que achava mais pertinente. Uma história inspiradora que decorre nos anos 70, que tornou-se numa obra-prima de Cuarón.

Comédia

Asiáticos Loucos e Ricos

Além de romper com os tradicionais costumes de Hollywood, “Asiáticos Loucos e Ricos” é uma comédia romântica bastante divertida. Com um elenco totalmente asiático, mas com produção norte-americana este filme é uma autêntica realidade baseada num livro, mas que se torna bastante divertida. Uma força da natureza que conquistou a crítica pelo modo como aborda a temática de uma forma totalmente renovada.

Ficção Científica

Ready Player One: Jogador 1

Uma lufada de ar fresco. “Ready Player One” uma ode à cultura pop  do mundo dos videojogos, filmes e séries de tv. Tudo neste filme tem um propósito. Realizado pelo mestre Steven Spielberg conseguimos perceber várias das referências apresentadas. O recurso ao CGI foi do melhor conseguido, necessário para o sucesso deste filme. O jovem elenco é forte e vão promover um excelente entretenimento. A crítica pode ser lida aqui.

Biográfico

Bohemian Rhapsody

Esperava por este filme há muito tempo. Finalmente alguém teve a coragem de assumir o controlo. Realizado por Bryan Singer, esta obra biográfica de Freddie Mercury, explica o caminho do sucesso da banda Queen, e os obstáculos que tiveram de lidar como uma nova banda de rock. Além dos desafios da banda, conhecemos um lado intimista do vocalista, interpretado por Rami Malek que desenvolveu um Freddie Mercury “quase” perfeito no ecrã. A crítica podem encontra-la aqui.

Animação

Homem-Aranha:  No Universo Aranha

Finalmente um filme que os fãs das bandas desenhadas esperavam ver no cinema. Neste filme de animação, vários universos paralelos do mundo do homem-aranha, juntam-se em apenas um. O traço mais realista do desenho complementa-se quase como se estivéssemos num videojogo e as cores noir prevalecem para criar um ambiente mais estável e capaz. Além da qualidade do CGI, a narrativa bem exprimida é dos factores mais positivos desta obra cinematográfica. Vale a pena conhecer.

Musical

Mamma Mia 2: Here We Go Again

Uma verdadeira surpresa foi este segundo filme musical de Mamma Mia. Uma vibe positiva que se impõe com músicas que todos conhecemos dos ABBA. Ultrapassou o filme anterior sem dúvia e conseguiu criar o seu próprio caminho. Uma comédia musical que nos faz ouvir as músicas em loop contínuo. A crítica pode ser lida aqui no blogue.

Ação

Missão Impossível: Fallout

Tom Cruise lidera novamente mais um filme da saga “Missão Impossível“. Com novos espiões duplos e missões suicidas, Ethan Hunt terá de avaliar o que é mais importante e conseguir salvar a vida de centenas de pessoas. Muita ação, adrenalina e com algum drama conseguimos acompanhar um filme de cortar a respiração. A crítica do filme pode ser lida aqui.

Terror

Hereditário

A surpresa do ano dentro do género. “Hereditário” conseguiu surpreender pelo seu desequilíbrio emocional de uma família perturbada. Nada é fácil de digerir  neste filme, o que o torna ainda mais intrigante e misterioso. Vale a pena conhecer esta obra perturbadora de Ari Aster, que arrisca tudo nesta sua primeira longa-metragem. A crítica pode ser lida aqui.

Suspense

Um Lugar Silencioso

Neste filme realizado por John Krasinski que também é ator, é-nos apresentado uma premissa diferente. Num mundo pós-apocalíptico uma família é forçada a viver em silêncio enquanto se escondem dos monstros super-sensíveis ao som. Interessante assistirmos ao desenvolvimento deste filme que nos consome a cada minuto. Será que todos vão conseguir sobreviver? Como é possível viver sem fazer um ruído que seja? A crítica podem ler aqui.

Aventura

Paddington 2

O ursinho que adora marmelada volta com o seu segundo filme. Nesta aventura Paddington tenta conseguir algum dinheiro extra para oferecer o presente perfeito à sua tia, mas é acusado de um roubo que não cometeu. Na prisão tenta conseguir novos amigos, enquanto a família Brown procura descobrir provas da sua inocência. Um filme carinhoso e familiar que aquece o coração. Paddington é uma personagem generosa que acredita no melhor de cada um. A crítica podem ler aqui.

Romance

Com Amor, Simon

Simon (Nick Robinson) tinha quase a vida perfeita. Amigos que adorava e uma família sempre presente, contudo havia algo que o incomodava. Simon guardava um segredo. Neste drama adolescente, acompanhamos os obstáculos de Simon em contar à família e amigos que é homossexual. Enquanto descobre o amor, fica “preso” num ciclo e pequenas intrigas que afecta  a vida dos outros. Este filme é leve, mas com carisma e diferente do habitual. A crítica podem ler aqui.

Fantasia

Vingadores: Guerra do Infinito

Um filme onde muito aconteceu e que nos deixou de coração partido pelos nossos heróis. Muito foi revelado e ficamos a conhecer ao  lado escondido de Thanos. Esta primeira parte foi um grande culminar de todos estes anos de filmes da Marvel e a continuação chega para o ano. Surpreendente esta narrativa que ainda hoje me arrepia. A crítica podem ler aqui.

Menções Honrosas: Pesquisa Obsessiva, A Todos os Rapazes que Amei, Assim Nasce Uma Estrela.

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Arthur Christmas

Arthur Christmas

Título: Arthur Christmas
Ano: 2011
Realização: Sarah Smith, Barry Cook
Interpretes: James McAvoy, Jim Broadbent, Bill Nighy…
Sinopse: O filho desastrado do Pai Natal, Arthur vai numa missão com o seu avô para distribuir um único presente em falta, a uma menina, me menos de 2 horas.

Neste filme de animação, produzido pelos Estúdios Aardman, responsáveis pela Ovelha Choné e Wallace e Gormit, temos uma história completamente dedicada ao Natal. Artur é o filho desastrado, mas carinhoso do atual Pai Natal, que em muito difere do seu irmão Steve que utiliza toda a tecnologia necessária para uma melhor entrega possível de presentes. A prepara-se para ser o próximo Pai Natal, faz de tudo para ser o melhor. Contudo o seu programa apresentou uma falha e uma criança não vai conseguir receber o seu presente desejado. Cabe a Arthur com o coração mais sensível entregar a última e concretizar o desejo da criança, tudo isto em menos de duas horas.

Com todos os elementos a pensar na época festiva do Natal, temos uma filme inteiramente dedicado a esta temática. Com os elementos do moderno e antigo, mas ainda sem perder a magia que proporciona. A narrativa bem conseguida reflecte este como um excelente filme para o Natal, onde valores sobre a família, amor, e dedicação são explorados.

O elenco de atores maioritariamente britânico é umas das contribuições do sucesso deste filme natalício, assim como o fantástico argumento que nos faz rir e também pensar nas situações mais importantes da vida. Também existe aquele momento que quase nos deixa de lágrimas nos olhos, mas que no fim termina tudo bem.

Concluindo este é um filme divertido e indicado para esta época festiva do Natal. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

3-5-estrelas

Eles não precisam de falar para ter piada

Eles não precisam de falar para ter piada

Não é preciso dizer uma anedota para uma personagem nos fazer rir. Pode ocorrer algum momento ao peripécia engraçada para sem darmos conta começarmos às gargalhadas. Estas personagens não falam, ou quase não falam e são das mais engraçadas do cinema e televisão. Por isso posso mesmo dizer que esta é lista das personagens que não precisam de falar para ter piada.

Charlot

A famosa personagem criada por Charlie Chaplin foi do mais adorado nas décadas de 60 e 70. Os seus filmes ainda hoje são fortes referências de piada social, onde criticava os políticos, sociedade e tudo em geral. A sua indumentária ainda hoje é reconhecida como um fato preto desmazelado, chapéu de coco, bengala, bigode curto e andar de pinguim. Ainda hoje esta personagem é retratada por muitos imitadores que pretendem ter a graça e jeito de Charlie Chaplin. Os seus filmes são de uma comédia imensa, quando ainda não havia som, tinha-se que improvisar de alguma maneira, e rir é o melhor remédio.

Bucha e Estica

Outra dupla muito conhecida do cinema mudo. Bucha e Estica ou Laurel e Hardy eram mestres em fazer rir. Estrelas do cinema norte-americano. Pré-Charlie Chaplin eram a sensação dos anos 20 e 30. Um americano gordinho e um inglês muito magro, só esta combinação é cómica. As suas peripécias a preto e branco são ainda imitadas nos dias recorrentes.

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Mr. Bean

A personagem inglesa criada por Rowan Atkinson é das mais conhecidas dos tempos modernos. Pouco fala mas interage de uma maneira muito característica. Conhecido pela sua cara engraçada, o seu ursinho de peluche e o seu mini verde alface, Mr. Bean era aquela personagem que nos entretinha aos domingos da manhã na RTP. O primeiro episódio da série com o mesmo nome foi exibido em 1990, e deixou Rowan Atkinson muito conhecido. Conseguiu ainda duas longas metragens, uma série animada e vários livros.

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Bumblebee

Esta personagem dos Transformers é a mais nova do grupo. Nos filmes live-action é sempre encontrada por alguém, e torna-se o  seu fiel companheiro. O filme dedicado a esta personagem estreou no dia 20 de dezembro e conta com uma nova história. Como não fala como o Optimus Prime, Bumblebee consegue comunicar de outra maneira, através de sons e música que toca na sua aparelhagem.

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Snoopy

Com um coração terno, Snoopy foi o cãozinho encontrado pelo pessimista e conformista Charlie Brown. O animal de estimação tem como passatempo favorito, dormir ao sol deitado no telhado da sua casota, e criar histórias cheias de imaginação. Não fala, nem ladra, mas já salvou muitas vezes o seu dono e ajuda-o nas mais diversas situações.

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Tom & Jerry

Os dois não se suportam, mas não vivem sem o outro. Cada episódio é uma epopeia de vingança e planos estratégicos para desafiar o outro. Com peripécias engraçadas e corridas sem fim, Tom e Jerry deliciam o público. Não falam, mas também, não precisam. Facilmente soltamos uma gargalhada quando vemos estes dois em ação.

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Dunga

O mais novo dos sete anões que ajudou a Branca de Neva a refugiar-se na floresta é o mais cómico de todos. Ao Dunga, tudo lhe acontece, mas desenrasca-se sempre com um sorriso na cara. Devemos ter sempre esta forma de estar na vida, apesar dos obstáculos, conseguirmos ser positivos.

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Silent Bob

Silente Bob, diz sempre o melhor…nada. Esta personagem serve de apoio moral e inteligência ao seu colega, Jay. Esta personagem é presença habitual nos filmes realizados por Kevin Smith, o ator que lhe oferece atitude. Além disso também conseguiu um filme com o nome próprio.

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Pantera Cor-de-Rosa

Sempre em aventuras, esta personagem mantém uma atitude positiva e consegue sempre escapar ao caçador que lhe atormenta a vida. A Pantera Cor de Rosa é astuta, ágil e sem medo de nada. Não produz um som, mas todos conhecemos a música de introdução da série.

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Scooby Doo

Não existe cão mais amedrontado do que este. Scooby Doo é um cão de porte grande que ajuda o seu dono e os seus amigos na resolução de casos sobrenaturais. O nome da equipa é Scooby Doo gang, mas o animal é o primeiro a fugir, juntamente com o dono Shaggy. Consegue dizer pequenas palavras, mas raramente as utiliza. Quem passava os domingos de manhã a assistir a esta série animada?

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Mente Brilhante

Mente Brilhante

Título: Gifted
Ano: 2017
Realização: Marc Webb
Interpretes: Chris Evans, Mckenna Grace, Lindsay Duncan…
Sinopse: Frank, um homem solteiro, cria a sua sua sobrinha, Mary uma menina prodígio. Tudo muda quando começa uma batalha de custódia pela criança.

Não. Chris Evans não é só o Capitão América, também consegue ser um excelente ator em filmes com uma grande carga dramática. “Mente Brilhante” capta a nossa atenção com a pequena Mckenna Grace, protagonista deste drama. Contudo o seu grande pilar é o ator Chris Evans que substitui o pai da menina prodígio. Mckenna Grace é Mary, uma menina com um discurso fluente e uma habilidade especial muito acima da média. Não gosta da escola porque a considera aborrecida, mas é obrigada a frequentar o ensino para socializar mais com crianças da sua idade. Logo é descoberta pela professora como uma menina com um intelecto racional superior. Proveniente de uma família problemática, Mary vai tornar-se no centro das atenções de uma luta de custódia, entre o tio com quem sempre viveu, e a avó que ambiciona outro futuro para a menina.

O argumento consegue apresentar-se como algo sustentável e logo ficamos apaixonados pelo discurso fácil da pequena Mckenna Grace, que se apresenta bastante madura neste filme. A química entre ela e Chris Evans é evidente e facilmente conseguem passar por ser uma família. O realizador Marc Webb conseguiu captar toda a emoção familiar e os obstáculos com um prodígio. As dificuldades sociais e o futuro incerto são repercussões que acompanhamos durante toda esta longa metragem. Apesar do sentimentalismo evidente durante todo o filme, Webb não deixou este cair em situações melodramáticas exageradas. A cena da menina ser deixada num lar de adopção temporariamente é dos momentos que consegue partir o coração.

Concluindo, “Mente Brilhante” é uma produção capaz e sólida, que consegue emocionar o público. Doce e sentimentalista é do melhor com crianças no protagonismo. A sua aura comovente é valorizada com um elenco forte. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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Vídeo Musical – Mamma Mia 2: Here we go again


O filme Mamma Mia 2: Here we go again (2018), não podia ter terminado da melhor maneira. Todo o elenco junta-se para uma música final. “Super Trouper” com as vozes de Cher, Mery Streep, Christine Baranski, Julie Walters, Dominic Cooper, Pierce Brosnan, Colin Firth, Stellan Skarsgård, Andy Garcia, Josh Dylan, Jeremy Irvine, Hugh Skinner, Amanda Seyfried, Lily James, Jessica Keenan Wyn e Alexa Davies. Este é o resultado final.

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Título: Harry Potter and the Goblet of Fire
Ano: 2005
Realização: Mike Newell
Interpretes: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint…
Sinopse: O jovem feiticeiro encontra-se numa situação complicada sem voltar a dar. Harry Potter foi escolhido pelo cálice para representar-se no Torneio dos Três Feiticeiros que junta duas novas escolas em Hogwarts. Além disso terá de lidar com uma série de pesadelos que o atormentam.

O quarto ano na escola de Hogwarts é novamente um problema para Harry Potter. A sua vida corre perigo quando foi seleccionado para  competir do Torneiro Três Feiticeiros. A partir deste filme a narrativa também muda de rumo e tudo fica mais obscuramente incerto. Neste filme Voldemort reaparece e com um certo apetite por vingança. Terminou o foco infantil e agora Harry, Ron e Hermione são catapultados para a idade adulta. Este é dos livros mais adorados e o motivo é simples, são apresentados seres do mundo da magia que não são nada amigáveis, como dragões cuspidores de fogo e criaturas marítimas e mais importante o regresso do vilão. “Aquele cujo nome não deve ser pronunciado” renasce e a cereja no topo do bolo é acrescentada. Agora tudo se complica no mundo da feitiçaria.

Apesar de algumas (muitas) omissões do realizador Mike Newell do livro para o filme, este conseguiu bem consciencializar o perigo iminente das personagens nesta narrativa. Além disso é também neste ano que começam as primeiras paixões da adolescência e acréscimo das responsabilidades.  “Harry Potter e o Cálice de Fogo” conseguiu ser um filme bastante divertido, Newell teve essa preocupação, mas também teve o seu q.b. de sinistro.

Quanto ao elenco é composto por excelentes atores britânicos, que já conhecíamos dos filmes anteriores. Apenas acrescem Brendan Gleeson, como Mad Eye Moody e Ralph Fiennes como Lord Voldemort. A sua interpretação foi tão fria e cruel como a própria personagem e já não conseguimos ver mais ninguém com este papel.

Concluindo este é um filme que satisfaz. Tudo encontra-se em sintonia, som, fotografia, elenco, argumento…O que talvez seria complicado em transcender para o grande ecrã, tornou-se numa missão possível graças a Newell e a toda a equipa de produção. Este foi dos meus livros favoritos e talvez o filme que mais vezes assisti. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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Nanicon 2018

Nanicon 2018

Provavelmente o último evento do ano. Nanicon foi totalmente organizado pelo PT Anime e decorreu no passado dia 8 de dezembro em Braga. Apesar de se manter como evento pequeno, tornou-se num espaço acolhedor e onde era fácil fazer conversa com alguém. Já tinha saudades de um evento assim, mais próximo de quem é fã da cultura pop. Infelizmente não consegui chegar na parte da manhã. O programa era interessante e abrangia muitas áreas de interesse. Contudo ainda tinha uma viagem até ao evento, daí decidi almoçar em casa. O meu propósito era também participar no concurso de cosplay (mas já aí vamos).

Como decorreu numa escola secundário no centro de Braga, o estacionamento foi fácil de conseguir. À entrada, dirigimos-nos à bilheteira e aí conhecemos as várias lojas de venda de merchandising e os artistas que orgulhosamente apresentavam os seus fantásticos trabalhos. Apenas num corredor encontrávamos as dezenas de lojinhas. No mesmo espaço havia uma área dedicada ao famoso K-pop com danças e muita animação. Numa outra sala estavam expostos jogos arcade e de tabuleiro, onde gratuitamente podíamos experimentar. Uma área dedicada aos gamers.

O concurso foi às 17horas, mas antes uma hora, chegou a altura de preparar-me. Decidi reutilizar o meu cosplay de Katniss Everdeen, versão vestido de noiva, que já tinha utilizado no Comic-Con 2017. Tenho a dizer que em todos os concursos que já participei (este não foi o meu primeiro rodeo), este foi o que melhor trataram os cosplayers. A atenção e disponibilidade dos organizadores foi do mais amável possível. Comida e água para os participantes e ainda boa disposição. Grandes eventos de cultura pop, deviam aprender com os mais pequenos. A comunidade está a crescer, mas nos bastidores ainda consegui encontrar muitas caras conhecidas e conversar um pouco enquanto os nervos começavam a aparecer antes do concurso. Decidi participar no desfile de cosplay. Diferente do skit, foi mais rápido e não houve a preocupação de cumprir os tempos. Um alívio para mim. No final com todos os cosplayers em palco cada um explicou o motivo que o levou a escolher aquela personagem. Obviamente que só podia referir que a Katniss é uma forte personagem feminina, que foi líder de uma revolução num sistema autoritário e sempre me fascinou a cena do cinema em que esta personagem troca de vestido em palco como forma de protesto. Só podia fazer acontecer esse momento. Quando anunciaram os vencedores, nem podia acreditar que venci o Prémio de Melhor Costura. Um momento incrível de reconhecimento já que custou-me imenso a fazer este cosplay, pois nunca elaborei nada tão complexo. O troféu era espectacular e já está lá em casa para toda a gente ver. Os meus parabéns a todos os participantes do concurso Cosplay Battle estavam fantásticos e um muito obrigado para todos os presentes que assistiram. No final do concurso foi tirar o cansativo cosplay e jantar porque já eram horas. Concluindo espero mesmo que o PT Anime continue com este tipo de eventos, foi reconfortante e bastante agradável. Aguardo para o ano um próximo evento.

Um Lugar Silencioso

Um Lugar Silencioso

Título: A Quiet Place
Ano: 2018
Realização: John Krasinski
Interpretes: Emily Blunt, John Krasinski, Millicent Simmonds…
Sinopse: Num mundo pós-apocalíptico, uma família é forçada a viver em silêncio enquanto se escondem dos monstros super-sensíveis ao som.

Um filme de suspense que nos “cola” ao ecrã desde o primeiro momento. Percebemos logo que aquele não é um mundo normal.  Num mundo pós-apocalíptico o único amigo dos humanos é o mais puro silêncio. Isso mesmo, os humanos de forma a sobreviveram não podem fazer sons. Como é que se vive num mundo assim? Isso mesmo é explicado neste filme protagonizado e dirigido por John Krasinski.

Conhecemos a família Abbott que todos os dias vivem de rotinas para evitar a produção de sons. Depois da perda do filho mais novo, os patriarcas da família vivem ainda sob mais segurança. Cada o cuidado é pouco nesta luta pela sobrevivência. Enquanto descobrimos um pouco mais sobre as ameaças contra os humanos, a família Abbott tem outro desafio. A chegada de um bebé pode ser bastante complicada neste mundo de silêncio.

A narrativa inovadora é dos factores mais positivos e irreverentes do filme. Contudo para o avançar correto desta obra cinematográfica só conseguimos ouvir os sons de fundo do ambiente. As personagens para se expressarem terão de usar gestos e serem facialmente expressivos. Nenhum som pode ser utilizado. Neste filme de suspense existe sempre aquele clima de medo que sufoca. Uma premissa que se desapega do tema com filmes como “Alien“, mas que conseguiu superar na inovação de género. Quase não existe diálogo, mas também não é necessário, percebemos bem os sentimentos dos atores, as suas dúvidas e angustias. Espera-se uma sequela. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Título: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Ano: 2004
Realização: Alfonso Cuarón
Interpretes: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint..
Sinopse: Este é terceiro ano de Harry em Hogwarts. Não tem apenas um novo professor de Magia Contra As Artes das Trevas, como também está a melhorar. O terrível prisioneiro de Azkaban Sirius Black fugiu da prisão e está à procura de Harry.

Na altura não foi dos meus filmes favoritos. O aumento da tensão e o aparecimento de personagens mais assustadoras, ditou a minha opinião sobre este filme. Contudo agora com uma maior maturidade, consigo dar o braço a torcer. “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” é um bom filme.

Neste terceiro ano em Howarts, Harry Potter e os amigos, além da preocupação das aulas como Defesa contra a artes negras, Adivinhação e Criaturas Mágicas, tem outros receios. O facto de se sentir fraco sempre que um Dementor aproxima-se dele e a fuga de Sirius Black da prisão de alta segurança, Azkaban, preocupam Harry Potter. Hogwarts deixou de ser segura e Harry terá de aprender a defender-se. Com a ajuda de Ron e Hermione, percebem que existe mais verdade para além da que lhe contam.

Neste livro/ filme os protagonistas crescem. A narrativa adensa-se e temas mais sérios são retratados, como a perda precoce dos pais, o sentimento de perda e a chegada da adolescência. A inocência de criança perde-se a a escuridão começa a chegar e cada vez mais sem avisar. Para abordar estes temas mais obscuros o realizador escolhido foi Alfonso Cuarón. Apresentou um à vontade com estas figuras mais dark e realizou aquele que é dos filmes mais bonito esteticamente. Os planos alargados das paisagens foi dos aspectos positivos para melhor conhecermos este mundo magico. O que apontava para melhorar seria os fade-outs desnecessários. A fotografia deste filme é mesmo a melhor. Cuarón conseguiu criar cenas escuras com cores derivadas do preto e cinzento, mas superou-se nas duas situações novidade nesta longa-metragem: os dementores e o Patronus. A escuridão e a luz que não funcionam uma sem a outra. A cena da viagem no tempo também conseguiu uma prova superada.

Três fortes novas aquisições ao elenco foram adicionadas. A ator Michael Gambon que substitui o falecido Richard Harris como Professor Dumbledor. Emma Thompson excêntrica e muito própria como Professora Trelawney e Gary Oldman como Sirius Black. Concluindo “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” é um filme intenso e dos melhores da saga. Apesar de alguns planos desnecessários, conseguiu superar os seus antecessores. Não devido a factores técnicos, mas porque neste a narrativa se torna mais interessante, obscura e misteriosa. Pois nem tudo no mundo da magia são fadas e unicórnios. O blogue atribui 4 estrelas em 5.


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