Ready Player One: Jogador 1

Ready Player One: Jogador 1

Título: Ready Player One
Ano: 2018
Realização: Steven Spielberg
Interpretes: Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn…
Sinopse: Quando o criador de um mundo virtual, chamado de OASIS, morre, ele lança um vídeo onde convida todos os usuários do jogo a encontrar os Easter Eggs escondidos, e quem conseguir recebe a sua fortuna.

Ready Player One” é um dos filmes de destaque deste ano, e facilmente percebemos porquê. Qualquer pessoa a um certo momento do filme consegue identificar-se com as várias referências apresentadas. A cultura pop muito bem evidenciada, com memórias que facilmente nos transportam para a nossa infância/adolescência. Referências a filmes, séries, jogos e à cultura japonesa são abordados de forma carismática e muito divertida, dificilmente queremos perder um segundo desta obra cinematográfica.

Estamos no ano de 2045, um mundo degradado e quase perdido. A Humanidade incapaz de enfrentar a realidade, torna-se submissa do mundo virtual. Moldando o realismo com os seus gostos da forma que lhe convém. Enclausurados num novo mundo mutante, uma escapatória para os problemas do quotidiano. O protagonista é Wade Watts (Tye Sheridan) um jovem orfão, que vive com a tia e o namorado, na sua vida real. Mas o mundo ficcional é bem mais interessante. Com um novo nome, visual renovado e um carro fixe igual ao DeLorean do filme “Back to the Future” joga todos os dias neste videojogo, chamado de OASIS, criado por James Halliday. De facto Watts é um curioso estudante da vida e obra desta mente brilhante. Halliday que faleceu há uns anos, anunciou que iria deixar toda a sua fortuna e direitos do OASIS à primeira pessoa que conseguir encontrar os escondidos “Easter Eggs”, presentes no jogo. Uma verdadeira caça ao tesouro, onde todos tem a ambição de participar e tornarem-se vencedores do concurso, incluindo Wade Watts.

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O jovem elenco conseguiu portar-se à altura deste grandioso projecto. Algumas caras já reconhecidas como Tye Sheridan (X-Men Apocalipse), Olivia Cook (Bates Motel) e Lena Waithe (The Masters of None). O visual da personagem de Lena, assemelha-se muito ao de Will Smith na série “The Fresh Prince of Bel-Air“, uma série de culto dos anos 90. O vilão da narrativa, interpretado por Ben Mendelsohn, foi a personagem com desenvolvimento mais baixo. Um pouco superficial e com atitudes mimadas, que desvalorizaram o seu desempenho. O mesmo aplicou-se para a sua funcionária, uma personagem descartável que nenhum progresso evidenciou no filme.

A realização de Steven Spielberg apresenta-se sublime como sempre. Clara, precisa, sem falhas e com trechos necessários para avançarmos na história. Não existem momentos perdidos, contudo, algumas situações mereciam ser explicadas para compreendermos melhor o contexto deste futuro. A Humanidade deixou-se ficar no caos devido ao abuso dos videojogos?

O recurso aos efeitos visuais foi necessário, mas bem editado. A realidade e o mundo virtual bem diferenciados mas com espaços de tempo necessários a cada um. Os CGI estão bem delineados e conseguem transportar o público para aquele universo inventado, cheio de cor e magia. Das melhores qualidades do filme. O mesmo aplica-se à banda sonora de Alan Silvestri, que solidifica com mais precisão e sincroniza os momentos evidenciados pelos protagonistas.

Baseado no livro de Ernest Cline, consigo apenas evidenciar o que vi no filme e não o que está presente no na obra literária. Contudo este tornou-se um filme que excede as expectativas e que nos ilude com bons anos de entretenimento que é o caso dos 80 e 90, com várias referências que todos nós conhecemos. Não duvido que daqui a uns anos “Ready Player One” possa tornar-se num filme de culto, tal como aqueles comentados neste filme. Entretanto, deixo o meu agrado com esta longa-metragem que além de tudo transmite uma sábia mensagem. Devemos aproveitar ao máximo a nossa verdadeira realidade, mas por vezes um escape é necessário. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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Nightcrawler – Repórter na Noite

Nightcrawler – Repórter na Noite

Título: Nightcrawler
Ano: 2014
Realização: Dan Gilroy
Interpretes: Jake Gyllenhaal, Rene Russo, Bill Paxton…
Sinopse: Quando Louis Bloom um homem desesperado por trabalho, encontra o emprego perfeito para si, como sendo jornalista do submundo, ele desfoca a realidade entre participar e observar, criando os traços da sua própria história.

Jake Gyllenhaal é um ator totalmente versátil e consegue sobressair-se em qualquer papel que lhe propõem. De adolescente perturbado (Donnie Darko), a um cowboy homossexual (O Segredo de Brokeback Mountain), a herói (O Príncipe da Pérsia), a um romântico (O Amor é o Melhor Remédio) e até um vigarista da noite (Nightcrawler). Neste filme interpreta Louis Bloom, um homem desesperado por emprego e ambicioso por dinheiro fácil que começa a sua própria empresa de filmagens dos crimes e desacatos que ocorrem durante a noite e vende o seu trabalho à televisão local. O que começou por algo inofensivo e ainda muito amador, logo tornou-se obsessivo, obscuro e degradante. Tentando ao máximo ser bem sucedido no seu negócio, procura as imagens mais violentas, polémicas e sangrentas que encontrar, mesmo que não seja a atitude mais moral e educada a fazer. Completamente abrasivo, Bloom vai descobrir que precisa de sujar as mãos para ter fama.

Dan Gilroy já nos deslumbrou com filmes como “Real Steel“, “Kong” e “O Legado de Bourne”, mas nada assim obscuro como esta obra cinematográfica. Assistimos a cenas dolorosas de digerir, mas toda a atenção é fundamental para o desenvolvimento da narrativa e das personagens. O cenário da noite está bastante bem delineado e assim cultivamos um pouco mais de informação sobre estes empregos noticiosos da noite. O elenco consegue suportar as suas personagens o que torna a envolvente mais pesada, mas lógica.

Nightcrawler” tornou-se num misto de sentimentos. No final tive de assistir a algo mais ligeiro, pois o pesadelo de algumas cenas foi demasiado. Apesar da história ficcional, baseia-se em histórias de crime reais e na pura ambição das pessoas, o que pode ser prejudicial para a vida de alguns. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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Roteiro Itália: Florença Dia 3 e 4

Roteiro Itália: Florença Dia 3 e 4

Partimos de Roma logo pela manhã, apanhamos o comboio  para Florença. A viagem é cerca de uma hora e meia. Chegamos a Florença e dirigimo-nos ao hotel. Lá foi explicado os principais pontos de referência da cidade. Deixamos as malas e rumo ao destino mais longe do mapa. Queríamos visitar a Piazzale Michelangelo, que apresenta uma vista panorâmica da cidade inteira. O caminho para lá foi longo e o calor era demais, mas conseguimos. Antes ainda passamos Basílica de San Miniato al Monte o ponto mais alto. Lá existe um pequeno cemitério com grandes nomes florencenses, é o caso de Carlo Collodi (criador do Pinóquio) o mais conhecido, mas também políticos, pintores e escritores. À chegada da praça ficamos deslumbrados com tanta beleza, a vista é mesmo extraordinária. Um conselho: ver o pôr-do-sol naquele local é um serão obrigatório.

Depois descer do topo para a cidade. Paramos para almoçar num astoria (restaurante de vinhos) uma pizza. Mesmo na porta ao lado estava uma gelataria com as melhores referências do TripAdvisor e decidimos experimentar. Sabores de manteiga de amendoim, laranja, coco e chocolate. Caminhamos até ao centro da cidade pelo rio. Chegamos à ponte Vecchio, famosa pela venda de ouro de um lado ao outro. Mas nem sempre fora assim. Na época renascentista dos Médici, aquela era uma ponte importante que ligava Florença com outros locais, contudo ali só se comercializava carne. Os talhantes da época enchiam a rua com o seu negócio. O desagrado dos Médici era tanto que com o seu poder comercial expulsaram os talhantes daquele local e criaram um espaço para a venda de ouro, até aos dias de hoje.

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A ponte Vecchio

Como estamos em Florença e devemos ver museus, entramos no Palazzo Vecchio, espaço onde foi filmado o filme “Inferno“. No espaço é possível encontrar grandes obras de Donatello e rosto de Dante. Subimos à torre também, onde provavelmente prendiam os condenados, devido às celas encontradas enquanto subíamos as apertadas escadas. Passamos pela Capela dos Médici, onde estão lá sepultados 49 membros da família, mas não entramos. O mesmo aconteceu com a Basílica de Santa Cruz onde estão sepultados Michaelangelo e Galileu Galilei. Tudo em Florença paga-se e por isso é preciso sermos mais selectivos nos museus que visitamos.

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Vista panorâmica da cidade

A caminho do hotel encontramos por coincidência a famosa estátua do javali no mercado. O chamado de Mercato del Porcelli tem uma mascote, a estátua de bronze de um javali. Segundo a lenda, quem lhe tocar no focinho receberá a sua sorte, e se lhe colocarem uma moeda na boca e esta cair certinha no buraco, essa pessoa terá sorte, se não, tal não irá acontecer. Este é um ponto turístico interessante. O calor neste dia foi o mais difícil de suportar. Neste dia também foi o único que choveu, ainda bem que já estávamos no hotel. A chuva passou e fomos jantar ao restaurante La Cantinetta Osteria con Cucina. Escolhi um ravioli e estava uma verdadeira delícia.

No dia seguinte após um excelente pequeno-almoço, partimos numa excursão. Num autocarro fomos visitar novamente a Piazzale Michelangelo, onde ficamos a conhecer a história daquele espaço. Depois entramos na Galleria de la’ Accademia, um espaço utilizado como escola e frequentado por Michaelangelo. Lá podemos vislumbrar a fantástica obra-prima David, uma escultura com 5 metros de altura. Depois da visita guiada, fomos almoçar. Decidi experimentar o Hard Rock Café do local. A bebida de verão era excelente e soube mesmo bem, experimentei a hambúrguer clássica, estava tudo bom, excepto as batatas fritas, demasiadamente salgadas e indigestas. Contudo o espaço era agradável. De tarde era necessário ter forças pois íamos subir os 414 degraus do Campanário de Giotto.

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Fotografia da vitória da chegada ao final dos 414 degraus do Campanário

Visitamos o Museu de Santa Maria del Fiore, com as obras originais que já não podem estar na basílica para não deteorizarem-se. Lamentavelmente não conseguimos visitar o Batistério de São João, porque estava em obras, mas subimos o Campanário. Foi doloroso, mas conseguimos após muito esforço, e a vista vale a pena. Depois da visita completa pela cidade fomos lanchar, e descansar. Aproveitar a cidade enquanto ali estávamos. Fomos jantar a um local perto da estação de comboios. Optei por uma salada César, mas sabor a vinagre era muito forte. Amanhã esperava-nos outro dia noutra cidade, Veneza.

Hotel Adler Cavalieri

Transgressão

Transgressão

Título: Trespass
Ano: 2011
Realização: Joel Schumacher
Interpretes: Nicolas Cage, Nicole Kidman, Cam Gigandet…
Sinopse: Quando estão mantidos prisioneiros de um roubo a situação de um casal torna-se mais azeda quando descobrem situações de engano e traição.

Comecei por ver este filme porque achei intrigante a combinação de Nicolas Cage com Nicole Kidman como casal. As minhas suspeitas confirmaram-se, não tem química nenhuma como par romântico. “Trangressão” retrata os acontecimentos sobre um assalto a uma família folgada de dinheiro. Os ladrões invadiram a casa, com o objetivo de assaltarem os diamantes na posse dos moradores. À medida que o assalto avança, novas revelações e segredos são destacados e as opiniões começam a mudar.

Este filme de suspense não apresenta nada de novo. Muito pelo contrário, a narrativa é cliché e saturante. Também o que não ajuda é o facto da ação decorrer apenas durante o roubo e a casa invadida é tudo o que conseguimos conhecer.

Nicole Kidman destaca-se pelo seu talento nato. A atriz mesmo a ser agredida pelos assaltantes consegue demonstrar a sua beleza e elegância. Quanto a Nicolas Cage já teve melhores dias. “Transgressão” não é um filme memorável, mas consegue sobressair-se no género, mas consegue apresentar traços satisfatórios na narrativa. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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American Crime Story: The People v. O.J. Simpson

American Crime Story: The People v. O.J. Simpson

Se há séries que nos marcam esta é uma delas. Os produtores, incluindo Ryan Murphy (Glee) basearam-se no livro de  Jeffrey Toobin, The Run of His Life: The People v. O. J. Simpson e retrataram aquele que foi o caso jurídico da década. Durante 10 episódios assistimos ao julgamento verídico de O.J. Simpson um famoso jogador de futebol americano que foi acusado de assassinar a ex-esposa e Ronald Goldman. A série conseguiu a atenção positiva da crítica e ainda recebeu 9 prémios Emmy, incluindo de Melhor Série Limitada. Recebeu ainda os Globos de Ouro para Melhor Mini-Série e Melhor Atriz para Sarah Paulson.

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Na verdade todo o elenco estava perfeito nos seus papeis. Talvez por ser um caso ainda recente (1994) e ainda estar presente na memória dos atores. Um elenco com atores bem reconhecidos do público como Cuba Gooding Jr., John Travolta, Sarah Paulson, Sterling K. Brown, David Schwimmer, Courtney B. Vance, entre outros, conseguiram superar todas as expectativas. A histeria de Cuba Gooding Jr. como O.J Simpson, tornava-o impressível e assustador. Já os discursos de Courtnet B. Vance foram inspiradores e contorversos. Sarah Paulson, como Marcia Clark, uma mulher num mundo de homens que não se deixava conformar com a situação de abuso. Também uma grande vítima deste processo. Sterling K. Brown esteve fantástico tanto conseguia estar calmo, como ficar nervoso de um momento para o outro e John Travolta que apresentava aquela personagem mais cómica do grupo.

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O julgamento que se arrastou durante um ano do qual absolveu o julgado. Durante todas as idas ao tribunal, tudo tornou-se muito mediático e os meios de comunicação não largavam o caso. Este processo tornou-se tão viral que os norte-americanos pararam em frente à televisão para assistirem ao veredicto final de O.J. Simpson.

Muito se falou e muito se especulou sobre este caso. No julgamento sobre um assassinato, temas como racismo, violência doméstica, polícias corruptos, mentiras e bodes expiatórios foi o que mais se comentou. Além disso o upgrade de fama e sucesso ilibou o julgado dos olhares críticos da opinião pública. “American Crime Story: The People v. O.J. Simpson” é uma série muito intensa, real e carismática. Reflecte um lado verdadeiro dos eventos sobre este caso. Aconselho a assistirem a esta série.

Maze Runner: A Cura Mortal

Maze Runner: A Cura Mortal

Titulo: Maze Runner: The Death Cure
Ano: 2018
Realização: Wes Ball
Interpretes: Dylan O’Brien, Ki Hong Lee, Kaya Scodelario…
Sinopse: O jovem herói Thomas, embarca numa missão para conseguir descobrir a cura da fatal doença conhecida como “The Flare“.

A saga cinematográfica juvenil “Maze Runner” chega ao fim com este terceiro filme. Thomas (Dylan O’Brien) é o protagonista, depois de ser o único audaz a desafiar o labirinto no primeiro filme, juntamente com o seu grupo composto por Minho, Newt e Frypan que descobrem outras civilizações e grupos de sobreviventes. Também desvendam os motivos da WCKD que travam por qualquer custo descobrir a cura da terrível doença que afecta a Humanidade. Depois da traição de Teresa, este filme começa onde o outro terminou, no resgate de Minho e a procura de uma cura cada vez mais próxima. Aconselho a um visualização dos filmes anteriores para uma percepção melhor desta conclusão.

Apesar de não ter lido os livros, compreendo que existam algumas falhas neste filme. Por exemplo a personagem Lawrence não recebeu mérito algum, tão depressa apareceu, como desapareceu. Contudo acredito que nos livros merecesse mais relevo.

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Este drama juvenil sobre um mundo apocalíptico, conseguiu terminar com um final digno e inesperado. O melhor do filme sem dúvida. Esta obra cinematográfica conseguiu apresentar bons momentos de ação, onde fortes valores como a amizade, e perseverança são evidenciados. Os efeitos especiais, também não desiludem e existe uma evolução notória das personagens.

Maze Runner: A Cura Mortal” portou-se satisfatoriamente bem e consegue manter-se ao mesmo nível dos seus antecessores. Não traz nada de novo para as sagas juvenis, mas apresenta uma envolvente mais adulta. Contudo apresenta traços muito idênticos a outras obras cinematográficas do género como “Hunger Games” e “Divergente“, um grupo de adolescente que contraria as oposições e regras dos adultos. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Roteiro Itália – Roma Dia 1 e 2

Roteiro Itália – Roma Dia 1 e 2

As férias para este ano, já há muito estavam planeadas. Depois de no ano passado decidir-mos visitar Londres (podem ver aqui) este ano optamos por outro país da Europa, Itália. Combinamos com a agência e escolhemos um roteiro de Roma – Florença – Veneza, assim também conhecemos outras cidades. Acordamos de madrugada e a parte mais chata foi a escala que tivemos de fazer entre Porto-Lisboa e por fim a chegada a Roma. Chegamos finalmente à hora meio-dia local e fome já apertava, depois de deixarmos as malas no hotel reservado, mudei logo de roupa para algo mais fresco,  o calor nestes dias foi imenso, acreditem estava-se melhor nos estabelecimentos comerciais do que na rua. Procuramos logo por um restaurante, pois já passava da hora de almoço, pastas, pizzas e gelado, esperavam por nós.

Após almoçar uma excelente massa à carbonara e um gelado de trufas, seguiu-se um expresso (assim é o nome de café curto em italiano). De câmara na mão e sapatilhas nos pés, começamos a explorar. Estávamos mesmo perto do magnífico monumento Coliseu. Ao primeiro domingo do mês não se paga, por isso tivemos sorte. Apesar de a fila estar um pouco confusa à entrada, conseguimos ir para o local certo. Tenham atenção, não se deixem enganar. Perto do Coliseu são várias as empresas com guias turísticos que querem levar a melhor. Indicando que a espera para entrar é de duas horas e se comprássemos o passe deles, entravamos logo. Mas na verdade não foi assim, só demoramos cerca de 25 minutos na fila. Por isso pensem bem, antes de comprar.

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No Coliseu

O Coliseu é enorme e conseguimos estar por lá à vontade. Subimos ao primeiro andar para uma vista mais panorâmica. Apesar de estar maioritariamente em ruínas, o Coliseu ainda continua a ser magnífico, e após sabermos as fantásticas histórias que ali tem para contar. O calor estava quase insuportável, e o que nos valeu foi o stock de água que levávamos. A sorte é que nesta cidade conseguimos encontrar várias fontes com água potável pelos locais turísticos e é totalmente gratuito. Só tivemos conhecimento desta informação, no dia seguinte, então neste dia ainda compramos água a um indiano.

Depois do Coliseu e muitas fotos, dirigimos-nos à outra grande área, ao Palatino e Fórum Romano. Mesmo ao lado, não foi preciso andar muito. Muitas ruínas vimos, mas percebemos que cada pedra daquelas conta uma história. Arquitectura, Estátuas, Fontes, Monumentos, os antigos romanos foram uma civilização mesmo grandiosa e fiquei mesmo empolgada de conhecer ao vivo esta parte da História. Foram precisas cerca de quatro horas para conseguirmos ver tudo, e algumas partes foi de uma visita muito rápida, pois os pés já não aguentavam mais quilómetros.

Em Roma, em todos os locais existe animação. Música pelo ar, ritmos e sons de jazz, estátuas vivas e pessoas mesmo com talentos de rua. Depois da visita e fotos em algumas grandes praças e fontes, chegamos a uma das principais. Piazza Navona. Cheia de pessoas, deu para descansar um pouco. Decidimos jantar na praça do Panteão, que só me dei conta muito depois. Jantei uma pizza no Ristorante Night and Day. Estava boa, contudo prefiro as pizzas portuguesas, oferecem uma variedade melhor de ingredientes. Um conselho: se quiserem poupar na viagem: as bebidas nos restaurantes são muito elevadas, o mais económico é mesmo comprar uma garrafa de água de 1l e dividir. A sobremesa só podia ser um gelado e daí escolhemos um espaço de rua muito apelativo com uma diversidade de sabores.

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Jantar: Pizza

Depois do jantar estávamos a caminho da Fontana di Trevi, conhecida pelo filme “La Dolce Vita“, uma referência de passagem obrigatória. A fonte mesmo de noite é linda, toda iluminada, foi difícil conseguir vez para atirar a moedinha. Depois de muitas fotografias, tive de deixá-la, amanhã iria visitá-la novamente.

No segundo dia em Roma, marcamos uma excursão, para conhecer “Roma Barroca“. Apesar de ser em espanhol foi muito fácil acompanhar. Ter um guia a explicar-nos a história dos locais é bem mais interessante, assim ficamos a conhecer melhor o local e é uma experiência mais completa e interessante. No Largo Argentina, com ruínas romanas, conhecemos a história de como Júlio Cesár foi assassinado naquele mesmo local. Sempre a caminhar a pé, chegamos à Piazza Navona (que já conhecia) mas que desta vez a guia explicou o verdadeiro significado das estátuas. Seguimos até à Igreja de San Luigi dei Francesi onde conhecemos as obras grandiosas de Caravaggio, um aprendiz de Miguel Ângelo.  A próxima paragem foi o Panteão, que desta vez conseguimos entrar. Um espaço religioso, onde pudemos encontrar o túmulo de Rafael, que desejou ser ali sepultado. Na igreja barroca San Ignazio Di Loyola percebemos que foi pintada um cúpula falsa no seu interior, na altura devido à falta de dinheiro, mas hoje é considerado uma obra de arte e uma fantástica ilusão de óptica. O penúltimo sítio visitado foi a Fontana de Trevi e por fim terminamos a nossa excursão na Praça de Espanha, onde a guia contou-nos divertidas curiosidades.

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Na linda Fontana di Trevi

O meu esforço foi enorme, mas consegui subir todas as  escadas que dão acesso à Trinità dei Monti. Visitamos apenas pela entrada, oos jardins Borghese. Foi o único sítio que não conseguimos visitar e descemos a praça até à Via del Babuino. Procuramos um sítio para almoçar. Encontramos um restaurante agradável, Spontini. A pizza estava muito boa, excepto uma situação, o forte tempero de queijo que estava um exagero (principalmente para mim que não sou uma cheese lover).

Seguimos a pé para o Vaticano, antes ainda passámos pelo Castelo S’Angelo. Sempre em frente até à Praça de São Pedro (que na televisão parece bem maior), perdidos no meio de tantas pessoas, lá conseguimos o caminho para o Museu do Vaticano. Um conselho: Sempre ouvi dizer que as filas são enormes para entrar, mas naquele dia tivemos sorte, só esperamos cerca de 10 minutos para sermos atendidos, porque fomos quase na altura de fechar as bilheteiras, faltavam 30 minutos para as 16h que é quando fecham. O preço é um pouco excessivo (17 euros), mas conseguimos ver toda a colecção do Vaticano e ainda a Capela Sistina (vale mesmo a pena, é linda e tal como imaginei). A Basílica de São Pedro é enorme e grandiosa, repleta de grandes obras importantes, como a Pietá, este é outro ponto que merece ser visitado.

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Pietá

Depois de umas horas a visitar o máximo possível, fomos comprar recordações e lanchar à sombra, ainda tínhamos uma longa caminhada de volta ao hotel. Passamos por um Museu de Cera e decidimos ir espreitar, não era tão apresentável como o Madame Tussauds, mas deu para dar umas valentes risadas. Procuramos um sítio para jantar (já não sei o nome) mas jantei uma salada mediterrânea. A sobremesa só podia ser um gelado. Amanhã esperava-nos outro grande dia, a caminho de uma nova cidade, Florença.

Hotel Atlantico

A Doce Vida

A Doce Vida

Título: La dolce vita
Ano: 1960
Realização: Federico Fellini
Interpretes: Marcello Mastroianni, Anita Ekberg, Anouk Aimée…
Sinopse: Uma série de histórias que segue o quotidiano de um mulherengo paparazzo jornalista a viver em Roma.

La Dolce Vita” é um clássico cinematográfico, criado pela irreverência do cineasta italiano, Frederico Fellini. Uma obra belíssima sobre o quotidiano de um jornalista, numa profissão que consegue ser diferente todos os dias. O dia-a-dia do protagonista pode ser comum, mas neste filme tudo é retratado com esplendor e elegância. O mulherengo Marcello Rubini (Marcello Mastroianni) vive de escândalos da sociedade. O seu trabalho permite-o estar no “campo” e assim, o espectador consegue conhecer as fortes críticas que o realizador pretende apresentar com este filme. A sociedade corrompida pela ganância e luxúria numa crítica à classe alta daquele tempo. Além disso a crítica religiosa, que podemos ver na cena do milagre de Nossa Senhora, que se torna numa fé de faz-de-conta, numa manipulação religiosa. Uma crítica dirigida ao Vaticano que ofendeu a comunidade cristã. Enquanto avançamos no filme conhecemos novas personagens, presentes na vida que Marcello que se apresentam corrompidas pela mentira, traição e luxúria. Tudo isto visto aos olhos dos papparazzi que não olham a meios para a notícia mais escandalosa e assim receberem mais alguns trocos, rompendo com a normalidade.

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O misto de personagens e a sátira de Fellini está bem delineado. Facilmente percebemos os significados por detrás do que realmente vemos. O filme começa com a esplêndida Roma, uma bela cidade europeia, mas que esconde muitos segredos. A cena mais mediática é da atriz Sylvia (Anita Ekberg) que representa a pureza e inocência enquanto se banha sensual na fantástica Fontana de Trevi (tornou-se um registo enorme fotográfico após o lançamento deste filme, e ainda hoje dos locais mais visitados de Roma). Após isso somos abordados com personagens consumidas pela culpa, sofrimento e tristeza interior.

O estilo neo-realismo está bem acentuado nesta obra-prima cinematográfica. A apresentação de cenas reais, representadas na fição é uma forma de mostrar a realidade vivida na sociedade da época. Como já evidenciei as críticas de Fellini são bastante claras nesta película. “La Dolce Vita” é um filme que merece a nossa atenção, pois é uma obra deslumbrante para os amantes de cinema. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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