Bohemian Rhapsody

Bohemian Rhapsody

Título: Bohemian Rhapsody
Ano: 2018
Realização: Bryan Singer
Interprete: Rami Malek, Lucy Boynton, Gwilym Lee….
Sinopse: Uma crónica explicativa dos primeiros anos dos Queen até ao seu sucesso ao épico culminar do espectáculo Live Aid onde aturam em concerto durante o ano de 1985.

Não sou do tempo de Freddie Mercury, mas sou do tempo do seu legado que ficou. Os Queen entraram na minha vida na adolescência. Conhecia êxitos como “We’re the Champions” e “We will rock you“, mas nada por aí mais. Foi quando conheci a música “Somebody to love” que a minha paixão pela banda começou a crescer. Depois conheci a “Bohemian Rhapsody” achei-a com imensa piada. A originalidade presente, devido à mistura e confusão musical, nunca tinha ouvido uma obra-prima tão espontânea e poética como aquela. Das poucas músicas que conheço de cor e salteado. A partir daí a minha visão sobre este banda melhorou e comecei a conhecer todas as suas músicas, das quais ouvia em loop continuo.

O amor pela banda foi crescendo e por isso não podia ficar indiferente ao lançamento deste filme que apresenta o caminho percorrido para o sucesso por todos os elementos, especialmente pelo fenómeno Freddie Mercury. O carisma dele, o seu jeito único e especial de ser, os altos da sua voz, à irreverência das suas roupas. Freddie Mercury foi uma lenda e os Queen das melhores bandas de todos os tempos. O ator Rami Malek aceitou o desafio de ser o protagonista e realmente não podiam escolher melhor. Muito estudo pela parte do ator que esforçou-se para ser Freddie. Aplaudo de pé à sua majestosa interpretação. O restante elenco também não podia ser melhor, com semelhanças enormes com os originais. Esquecemos-nos completamente que estamos a assistir a um filme, pois tudo parece mesmo real.

bohemian rhapsody-2

Neste biopic a música tinha de estar presente. Não podia faltar. Afinal tudo o que Freddie pensava era na música. Os produtores de “Bohemian Rhapsody” escolheram as músicas de principal sucesso da banda e conseguiram colocar todas na banda sonora. Sentimos aquela vibração e a súbita vontade de cantar aos berros Queen em plena sala de cinema. Além da trilha musical, o guarda-roupa colorido e boémio dá-nos vontade de viver nos anos 70 em Londres.

O argumento conseguiu superar o esperado. A história da banda contada por outra visão explica o caminho percorrido naquela época para alguém que queria sucesso no mundo do rock. A dificuldade de chegar à rádio, a falha criativa e a marca que a banda queria deixar para o futuro. Finalmente com a fama, e os requisitos necessários para conseguirem manter-se no topo. Esta obra cinematográfica não foca-se só nos momentos de glória, a luta e os sacrifícios de Freddie Mercury para conseguir ser quem sonhou e ainda nos inspira. Essas situações promovem alguns dos momentos mais dramáticos desta longa-metragem. Mas o que mais me sensibilizou foi quando interpretaram “We´re the Champions” na recta final.

Bohemian Rhapsody” pode não ser um filme de Óscar, mas sem dúvida que eles “Will Rock You“. O blogue atribui 4,5 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2

John Reid: So, tell me. What makes Queen any different from all of the other wannabe rockstars I meet?

Freddie Mercury: Tell you what it is, Mr. Reid. Now we’re four misfits who don’t belong together, we’re playing for the other misfits. They’re the outcasts, right at the back of the room. We’re pretty sure they don’t belong either. We belong to them.

Anúncios

Inuyasha

Inuyasha

Inuyasha é uma manga criada por Rumiko Takahashi em 1996. A adaptação televisiva não demorou a chegar e em 2000 foi lançado o primeiro episódio. Os estúdios Sunrise produziam o anime, mas em 2004 deixaram a obra incompleta. Em 2009 “InuYasha: The Final Act” foi lançado por outra emissora. A história começa em Tóquio nos tempos atuais, Kagome uma rapariga vive com a mãe, o avô e o irmão mais novo no santuário de Shinto. Enquanto procura o seu gato, perto do poço sagrado, um espírito empurra-a para o outro lado. Kagome, viaja no tempo, até ao período Sengoku do Japão. Desesperada e a fugir o monstro youkai, Kagome, libera o meio-demómio InuYasha que estava preso a uma árvore. Embora se revele útil, Inuyasha revela-se um problema maior. Preso a uma árvore durante 50 anos tem rancor da antiga reencarnação de Kagome, Kikyou, a sacerdotisa que o amaldiçoou. Kagome rapidamente se torna um alvo pois é a portadora da jóia das quatro almas, a Shikon no Tama. À medida que a aventura continua, novas personagens acrescentam-se ao grupo, é o caso de Shippou, uma jovem raposa orfão; Miroku, um monge que sofre uma uma poderosa maldição; e Sango uma destruidora de youkais que viu todo o seu clã ser morto. O grupo tem um objectivo, derrotar Naraku, o vilão e o principal culpado de todas as maldades que aconteceram às personagens.

inuyasha-2

Inuyasha” apresenta um argumento bem equilibrado e completo. Uma mistura ideal entre a ação, romance e drama necessário para uma história que nos faz colar ao ecrã. As personagens também são carismáticas e todas fazem parte da narrativa e ainda conseguem evoluir. Não existe personagens desnecessárias e cada uma criou o seu próprio lugar. Os diálogos bem escritos, consolidam bem o carácter dos protagonistas no avançar da história.

Além de uma animação bem delineada com 193 episódios de anime, completa-se com mais quatro filmes (alguns já podem ler a crítica aqui no blogue). “Inuyasha” prevalece certas mensagens sobre a amizade, amor, família, rendição e fazer o que está certo. O coração mais puro é sempre o mais forte.
Na minha opinião gostei bastante de assistir a este anime que não mudava rigorosamente nada.

O Mordomo

O Mordomo

Título: The Butler
Ano: 2013
Realização: Lee Daniels
Interpretes: Forest Whitaker, Oprah Winfrey, John Cusack…
Sinopse: Enquanto Cecil Gaines serve oito presidentes como mordomo na Casa Branca, vários acontecimentos criam impacto na sociedade americana e mundial. A luta pelos direitos civis, a Guerra do Vietnam e outros eventos que vão afectar a sua vida familiar e social.

Esta é uma história verídica que acompanha oito presidentes dos Estados Unidos da América e uma presença mais pequena em estatuto social, mas grande em opiniões assertivas. Cecil Gaines (Forest Whitaker) era quase nada quando nasceu. Em criança trabalhava nos campos de arroz, mas essa era uma vida de escravo para alguém de cor. Saiu da casa do seu senhorio com o objectivo de ter uma vida melhor. Passou fome e frio até encontrar alguém que lhe desse um emprego. Ser empregado de mesa num hotel. Aí aprendeu os truques para agradar os convidados e a sua presença foi tão marcante que  foi convidado para a função de mordomo na Casa Branca. Cecil não só conheceu a vida pessoal dos presidentes norte-americanos, mas também viveu perante as suas decisões. Crises políticas, racismo, luta pelos direitos civis, guerras, graves impactos que afectaram fortemente a sociedade norte-americana.

Uma envolvente dramática é notória em todos os planos deste filme. Poucas falas, mas assertivas na construção da história. A construção deste filme foi bem pensada, e posteriormente muito bem conseguida. A mensagem que transmite é o ponto mais forte da narrativa. A obediência de Cecil com os seus senhores e a rebeldia compulsiva do filme mais velho de Cecil, Louis que luta freneticamente pelos direitos civis. Cecil devagar conseguiu ter a confiança de homens importantes no governo, o que provavelmente influenciou as suas decisões em situações políticas. Louis emociona com as suas ações de persistência em defender que todos os cidadãos são iguais, independente da cor. Sentimos ódio daqueles que por maldade desejam o mal só por ter um tom de pele diferente. Além disso outras situações difíceis que os cidadãos norte-americanos tiveram de enfrentar nesta época.

O elenco é dos pontos mais fortes. No papel principal Forest Whitaker apresenta uma humildade fenomenal. Oprah Winfrey também não está nada mal. “O Mordomo” pretende sensibilizar, mas mesmo nos tempos atuais ainda existe muito ódio e muito que ainda se pode fazer. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2

youtube https://www.youtube.com/watch?v=2qUZRX7cM24&w=560&h=315%5D

Carga

Carga

Título: Cargo
Ano: 2017
Realização: Ben Howling, Yolanda Ramke
Interpretes: Martin Freeman, Anthony Hayes, Susie Porter…
Sinopse: Após uma epidemia se espalhar pela Austrália, um pai desesperado procura alguém sobreviveste capaz de cuidar da sua filha.

Neste filme pós-apocalíptico, original da Netflix, somos abordados por uma história de amor. Num mundo destruído e em perfeito caos, um pai desesperado por ajuda, desequilibrado por uma doença infecciosa, procura alguém responsável e capaz de proteger a sua filha bebé.  Tem sido complicado sobreviver naqueles tempos. Andy vive num barco, no meio do rio com a sua esposa e a filha de 1 ano. Com medo de sair para terra firme, é obrigado a fazê-lo após o ataque surpresa de um infeccionado à esposa. A procura de salvação, naquele tempo perdido é quase inexistente, mas mesmo assim não perde a força na esperança da salvação e de um mundo melhor para a sua filha.

Martin Freeman é o protagonista e complementa-se nesta obra cinematográfica de drama e ficção. Consegue segurar bem o barco, mesmo sendo a maior presença em muitas das cenas. Apesar de por momentos ser um filme trágico e sério, consegue também apresentar fortes valores de amor e cumplicidade pelo próximo. Os momentos finais do filme são os mais marcantes e emocionantes, consegue mesmo comover o espectador.

Apesar de aspectos a melhorar esta obra cinematográfica mantém-se constante e firme. Alguns factores ficaram por explicar, como a história do miúdo selvagem e do seu povo. Além disso como o pai dele ficou infectado. O background de Andy  também não foi bem explorado, como ele decidiu viver num barco e como procedia em busca de alimentação. Concluindo este é um filme estável e para quem gosta do género é sempre algo de diferente, aqui as pessoas já vivem conformadas com a existência do vírus e não procuram mundos e fundos à procura de uma cura. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2

Eu Amo-te Phillip Morris

Eu Amo-te Phillip Morris

Título: I Love You Phillip Morris
Ano: 2009
Realização: Glenn Ficarra, John Requa
Interpretes: Jim Carrey, Ewan McGregor, Leslie Mann…
Sinopse: Um polícia torna-se extravagante quando sai do armário. Quando é preso, encontra o segundo amor da sua vida e não vai parar até conseguir uma forma de ficarem juntos.

Quase que é difícil de acreditar, mas este filme é mesmo baseado em factos verídicos. Steve Rusell (Jim Carrey) vivia aparentemente tranquilo com um vida comum. Com um emprego fixo e com uma vida familiar, era casado e tinha uma filha. Tudo muda quando tem um acidente de carro. A partir daí decide dedicar-se ao que o realmente deixa feliz. Assume a sua identidade verdadeira. Steve é um homossexual assumido (algo que escondia da esposa) e viver luxuosamente. Contudo para manter esse estilo de vida extravagante, o protagonista é mastermind de vários golpes vigaristas, o que o levam para a cadeia. Enquanto estava preso conhece Phillip Morris (Ewan McGregor). Imediatamente apaixonam-se e começam a própria história de amor de almas gémeas que não suportam viver um sem o outro. A narrativa muito básica, mas mais impressionante ao conhecer-mos que estamos a lidar com um história verídica. Steve Rusell engenha planos atrás de planos, convincentes, só para se reencontrar novamente com Phillip Mooris. Esta é uma história de amor incomum bem diferente do que estávamos habituados a conhecer.

Jim Carrey interpreta um excelente papel. Já nos tínhamos habituado à sua irreverência e peculiaridade, mas ainda consegue inovar. A sua personagem pedia alguém assim e Carrey conseguiu segurar o barco.

Eu Amo-te Phillip Morris” é uma comédia misturada com drama. Uma história de vida interessante com várias peripécias. Surpreendente e com excessos de afectos que fazem o coração derreter, apesar da malícia em algumas situações. Esta é uma viagem de descoberta que Jim Carrey fez questão de nos convidar sobre aceitar quem somos e fazer o melhor proveito disso. Esta obra cinematográfica aquece-nos o coração, mesmo o amor estar nos locais mais inesperados. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2

Iberanime OPO 2018

Iberanime OPO 2018

Como a Comic Con este ano decidiu rumar para Lisboa, o Iberanime foi o maior evento de cultura pop a ser realizado no Porto. Por isso preparamos tudo com mais tempo. Juntamente com a minha partner in crime, Veryxis optamos por voltar à Disney, mas desta vez com o cosplay de Úrsula e Ariel do filme “A Pequena Sereia“. Apesar da antecedência este fatinho demorou mais do que esperava. Encontrei vários tecidos com a forma de escamas, mas além de serem mais caros, não tinham o efeito que pretendia. Por isso encontrei nos retalhos um tecido elástico verde para a forma da saia. Para preencher a cauda e criar o efeito de escamas, colei e cozi em formas pequenas eva brilhante, para ter a ideia que queria. Depois as barbatanas preenchi com tule quatro tecidos diferentes para mais volume e criar um efeito de brilho, além disso tinha que conseguir jeito de tapar os pés. Outro acessório modificado foi o soutien. Reutilizei um soutien que já não utilizava e cozi um molde que recortei, coloquei enchimento (restos de tecidos que sobravam) e pintei as alças e abas, depois foi só acrescentar purpurinas e mais brilhantes (porque brilho numa princesa nunca é demais). A peruca foi o toque perfeito. Tem imensa fibra e dá um toque natural, comprei-a em promoção na Cosplaysalon.

Só visitei o evento no dia do concurso, que se realizou no domingo. Depois da chegar cedo à Exponor. Num espaço novo, gostei do facto de conseguirmos andar mais à vontade no Iberanime, pois era bem maior os pavilhões. Por outro lado havia muito espaço para aproveitar que não foi bem distribuído. Os espaços de comida estavam misturados com as lojas de merchandising e as bancas dos artistas quase postas de lado nos enormes corredores. Contudo para os cosplayers este novo espaço foi mais vantajoso.

Este ano o concurso foi muito tarde, começou às 17.40h. Mas antes disso preparei-me e tornei-me numa verdadeira Ariel. Facto curioso é difícil movimentar-nos com pés e uma cauda de sereia. Andar de devagar com tecidos a atrapalhar os membros inferiores. Mas tudo compensa quando somos a alegria das crianças. O melhor do mundo são mesmo os mais pequenos que deixaram-me feliz e satisfeita com aquele cosplay.

Iberanime18_BlogBeautifulDreams-2
Menina mais linda, ficou mesmo feliz ao encontrar-me. Foto: @abel_maio

Antes do concurso e com tempo livre, ainda consegui ver o concurso de Cosplay World Masters, passear pelo espaço, tirar fotos e almoçar. Uma crítica de melhoria para o evento. A lacuna na falta de diversidade de comidas para o almoço é muito grande. Não posso mais com aquelas massas que pagamos 3€ no dia e no supermercado 0,80 cêntimos. Enfim. Ainda bem que trouxe almoço de casa, foi o que me valeu. 

Iberanime18_BlogBeautifulDreams-3
Grupo mais fantástico do concurso de cosplay de grupo. Foto: @abel_maio

Depois dos preparativos nos bastidores, foi hora de estarmos à conversa com os restantes participantes. Esta energia positiva no backstage é do melhor, cosplayers fantásticos e amigos que só encontramos nestes momentos numa paixão que temos em comum. Fomos as terceiras a participar e o skit correu bastante bem, não caí em palco e isso já foi positivo. O público achou piada ao nosso teatro e ainda bem, porque o nosso propósito é mesmo divertimos-nos e divertir. Imediatamente foram divulgados os resultados. Ficamos em segundo lugar e sinceramente não estava à espera. Os participantes eram excelentes cosplayers e os skits estavam bastante engraçados. Até para o ano Iberanime.

Fotos: @abel_maio

Vlog do evento

 

Na Praia de Chesil

Na Praia de Chesil

Título: On Chesil Beach
Ano: 2017
Realização: Dominic Cooke
Interpretes: Billy Howle, Saoirse Ronan, Andy Burse…
Sinopse: Inglaterra, 1962, um jovem casal encontra o seu romance épico, que se culmina com dificuldades sexuais depois do casamento numa praia durante a lua-de-mel.

O filme começa com as primeiras horas de casados de Edward (Billy Howle) e Florence (Saoirse Ronan). Nos inícios da década de 60 escolheram um hotel perto da praia de Chesil para desfrutarem os primeiros momentos como jovem casal. Tudo parecia perfeito, até ás dúvidas de Florence. Como rapariga educada que nunca tinha pensado na sexualidade até aquele momento. Assustada e nervosa com a situação tenta lidar da melhor maneira com todas estas novidades sobre a primeira vez.

Na Praia de Chesil” acompanhamos não só os momentos pós-casamento, mas também por flashbacks conhecemos um pouco mais sobre o background dos protagonistas. Como se conheceram, quais as suas dúvidas, gostos e situações que passaram juntos que se culmina naquele exato momento na praia. Contudo à medida que esta longa-metragem avança percebemos que não é só isto, e mais situações relevantes acontecem e mudam o rumo das personagens. Esta obra cinematográfica é interessante, íntima e sentimentalista, contudo o seu desenvolvimento lento é a sua falha. As personagens não tem intensidade necessária e não existem razões.

O elenco jovem consegue suportar bem as suas personagens. Um destaque maior para a atriz Saoirse Ronan que sem dúvida é das melhores da sua geração e cada vez prova que consegue superar-se. Concluindo este é um filme mediano, sereno sobre uma decisão que muda a vida do casal, e tem percussões. O twist final é envolvente e faz-nos pensar. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2

Tully

Tully

Título: Tully
Ano: 2018
Realização: Jason Reitman
Interpretes: Charlize Theron, Mackenzie Davis, Ron Livingston…
Sinopse: A história de uma mãe com três rebentos e uma ama que só ajuda à noite.

O realizador Jason Reitman consegue expor a sua criatividade em filmes excelentes. Temos por exemplo “Juno“, “Nas Nuvens” e “Jovem Adulta“, também com Charlize Theron. Em “Tully” Reitman pediu novamente ajuda a Theron para ser a sua protagonista de mais um filme intenso sobre as dificuldades de uma mãe de dois filhos pequenos e um recém-nascido e ainda um casa para lidar.

O filme desenvolve-se à medida que Marlo (Charlize Theron) é mãe pela terceira vez e sem tempo e vontade para lidar com tantas tarefas, contrata uma ama para durante a noite cuidar do seu bebé recém-nascido. À medida que o filme desenvolve percebemos tudo o que a protagonista deixou para trás para formar família, mas também que conseguiu com o melhor do mundo que são os seus filhos. Uma mãe à beira de um ataque de nervos, que só precisa mesmo de descansar.

Tully” é uma obra interessante que surpreende mesmo na reta final. Os espectadores principalmente os pais, conseguem associar-se bastante a esta personagem. Como a vida muda completamente com a chegada de crianças. As responsabilidades são outras e os objectivos de vida também. Cada fase é uma fase e depois de “Jovem Adulta” (crítica aqui), Reitman aborda o tema da parentalidade. Interessante e envolvente só queremos conhecer como esta mãe vai superar as suas fragilidades. O realizador volta a focar-se em temas bastante reais que a sociedade por vezes esconde. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2