O Fundador

O Fundador

Título: The Founder
Ano: 2016
Realização: John Lee Hancock
Interpretes: Michael Keaton, Nick Offerman, John Carroll Lynch…
Sinopse: A história de Ray Kroc, um vendedor que conseguiu vender a ideia revolucionária de dois irmãos na cadeia de fast-food. McDonad’s tornou-se no maior negócio de comida em todo o mundo.

O Fundador” é um filme que desmistifica a verdadeira história da origem da empresa McDonald´s. Todos nós conhecemos como a maior cadeia de restaurantes em todo o mundo que cozinham fast food rápido e saboroso com muitas ofertas de escolha. Um menu ideal para toda a família que é amigo das crianças, e totalmente universal. Contudo a verdadeira história de como começou esta empresa revolucionária alimentar, não são inteiramente conhecidas.

Ray Kroc (Michael Keaton) um vendedor ambulante a quem o negócio não lhe estava a correr bem, decide investigar um restaurante drive-in que lhe encomenda 6 máquinas de fazer milk-shakes. Quando chegou ao local em San Bernardino na Califórnia, Ray nem conseguia acreditar na fila de pessoas que aguardava para comer uma hambúrguer do famoso McDonalds. O sistema de serviço era inovador, rápido e sem conflitos. Só pedir, levar e comer fora. Curioso com tal ideia, Ray decidiu conhecer os irmãos Dick e Mac Mcdonalds. A persistência de Ray tornou esta numa das maiores empresas em todo o mundo, um negócio multimilionário que quase fez esquecer a originalidade dos irmãos que tudo começaram.

Neste filme baseado em factos verídicos percebemos como é fácil ganharmos tudo num segundo, mas também perdermos. O mundo dos negócios de milhões é uma selva que nem sempre é fácil a sobrevivência. Esta foi uma forte história real sobre o melhor negócio do mundo e ao mesmo tempo o pior. Por outro lado fiquei a conhecer esta história marcante, que a pensar de conhecermos bastante bem a marca, não conhecemos as suas origens. Concluindo o filme estava interessante, com uma narrativa bem explicativa e personagens marcantes. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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“GAME OF THRONES” 8X03

“GAME OF THRONES” 8X03

“The Long Night”

E chegamos a meio da 8ª e última temporada e com um episódio que de certeza irá marcar a série. E, que episódio…

Começa com a perspectiva de Sam sobre a batalha. De ar ofegante, está nervoso e com razão, por ele passam outras personagens como Lyanna Mormont, Missandei e Bran. Cada um com um importante papel neste episódio.

As tropas estão posicionadas e preparadas para o que se aproxima. E então, vemos Melisande. Melisandre vem avisou que voltaria mais uma vez. Incendiou as espadas dos dothraki e mais uma vaticinou que iria morrer. Os dothraki carregam sobre o escuro, e encaminham-se corajosamente até ao exército da noite. Os que ficam para trás vêm as luzes a desaparecer, e poucos sobram. Este início for perfeito para perceber que nada iria ser fácil. Na frente da batalha está Jorah Mormont e Ghost, o lobo de Jon Snow. Jorah ainda conseguiu retirar-se da vanguarda após descobrir o perigo de continuar, já do lobo ainda nada se sabe. Um silêncio ensurdecedor.

Daenerys e Jon queimam as hordes do exército da noite com os dragões, mas o Night King lança uma tempestade de neve. O que torna os dragões inúteis nesta batalha. Ambos não estavam preparados para um combate frente a frente com Night King. Não apresentam a mesma mestria de controlar um dragão como o terrível homem de gelo. Mas com manobras aéreas, lá conseguem fazê-lo cair do dragão.

A batalha intensifica-se e é um caos. As primeiras baixas vão acontecendo. No meio da confusão e do escuro da noite cerrada tentamos acompanhar a luta incansável dos protagonistas e tentamos perceber quem morreu e quem ainda sobrevive.

Arya tem alguns dos melhores momentos do episódio. Seja a lutar nas muralhas do castelo, a fugir de whites na biblioteca de Winterfell num momento de suspense à Hitchkook, ou a fazer luto pela morte de Beric. Mas foi o reencontro com Melissandre que a tornou mais determinada na sua missão. Arya foi sem dúvida a personagem que mais se destacou neste episódio. O oposto de Clegane que por momentos pensou em desistir devido ao inúmeros inimigos que apareciam.

Nas criptas, estão os mais indefesos, e os que não podem lutar. Tyrion sente-se algo inútil ali sem fazer nada. Mas brevemente aceita que é o máximo que pode fazer naquele momento. Já Varys e Missandei aguardam com paciência. E adivinhem, as criptas não eram 100% seguras. Nesse momento, Sansa e Tyrion partilham um momento bastante emotivo, sem dizerem uma palavra, trocam olhares que comunica tudo o que ficou por falar. Naqueles dois nasceu uma nova confiança inesperada.

Daenerys e Jon tentam, mas não conseguem matar o Night King. Impossível ultrapassar o exército de mortos-vivos. Night King não perde muito tempo com eles, e passo a passo encaminha-se para para o seu objectivo: encontrar-se com o Corvo de Três Olhos.

Theon Greyjoy prometeu e cumpriu. Protegeu Bran Stark com a sua vida, literalmente. Bran disse que ele era uma bom homem e agradeceu-lhe e, assim, o arco de redenção de Theon terminou. Morreu pela sua família e casa de forma honrosa. Um momento poético e muito emotivo. Existe um compasso de espera, Night King e Bran olham-se e Night King prepara-se para matar Bran, que está bastante sereno. Mas, do nada aparece Arya e mata-o. Um badass moment, totalmente inesperado e que veio salvar os sobreviventes da batalha. Sempre se pensou que seria Jon a matar o Night King, a ser o herói, mas mais uma vez Game of Thrones vira as expectativas.

Este episódio teve bons momentos de certas personagens, principalmente os Stark, e os que estão relacionados à sua família. Arya, Theon, Sansa, Tyrion, Beric, Jorah tiveram algumas das melhores cenas.

As personagens que morreram mexeram com as nossas emoções, principalmente a de Lyanna Mormont, que morreu valentemente, enquanto era esmagada conseguiu matar um gigante. Jorah Mormont, que proporcionou uma morte corajosa a salvar Daenerys. Melisandre e Beric cumpriram o seu propósito, já os Mormont foram extintos. Uma pena, escusavam de ter morto a miúda, que era das personagens mais interessantes no Norte. “Não somo uma Casa grande, mas somos uma orgulhosa.”

Miguel Sapochnik realizou uma vez mais uma batalha épica. Uma batalha sobrenatural sem precedentes, com zombies, dragões e magia à mistura. Com algumas one shot, como é habitual, ângulos dinâmicos, e uma ação bem intercalada com momentos mais calmos que nos deixa respirar. E, com uma cinematografia lindíssima.Um episódio que saiu caro em orçamento, mas vai ficar para a história da televisão.

Outro aspecto que merece ser realçado é a fantástica banda sonora. Cada momento mantinha uma batida específica que intensificava a ação. Como espectador sentia o nervoso miudinho da compilação sonora escolhida. Da música mais calma ao compasso mais acelerado, deixava o nosso coração aos saltos com o que estava para vir.

E, contrariamente ao que se pensava, o Night King não é o grande vilão, mas sim Cersei Lannister. Por acaso até é preferível, o sobrenatural foi a cereja no topo do bolo da série, e o mais importante sempre foi a humanidade e sede de poder, esta é a verdadeira a guerra dos tronos.

Uma guerra pelo trono e por Westeros se avizinha. Será Cersei contra todos os outros , ou mais alguma facção irá surgir? E, como irão reagir o resto das personagens à revelação da verdadeira identidade de Jon Snow? Só faltam três episódios.

Vingadores: Endgame

Vingadores: Endgame

Título: Avengers: Endgame
Ano: 2019
Realização: Anthony Russo, Joe Russo
Interpretes: Brie Larson, Linda Cardellini, Scarlett Johansson…
Sinopse: Após os trágicos eventos do filme Vingadores: Infinity War, o universo está arruinado. Com a ajuda dos aliados sobreviventes, os Vingadores juntam-se para mais uma batalha e desfazer as ações de Thanos para assim restaurarem a ordem do universo.

[ARTIGO SEM SPOILERS]

Chegamos ao fim de mais uma épica saga. Após vinte e dois filmes da MCU, os realizadores Anthony e  Joe Russo culminaram toda a ação num fantástico filme, que termina uma era, mas deixam uma nova começar. Após os eventos do filme anterior, “Vingadores: Guerra do Infinito” (crítica podem ler aqui), o vilão Thanos tornou-se invencível, após dizimar metade da população do universo, para seguir a sua ideologia de poupar em recursos naturais. Os Vingadores com a moral em baixo, pela primeira vez, perderem, procuram agora encontrar a esperança para reverter o que aconteceu e novamente com a ajuda das pedras do infinito, conseguir vingar aqueles que desapareceram.

O projecto desde o início foi ambicioso, juntar em cada filme, uma pista para o próximo, todos interligados como se fosse apenas uma história. Nunca se viu nada assim no cinema. Mas será que os irmãos foram capazes de concretizar o sonho?

O argumento bem pensado, conseguiu interligar todos os pontos deste vasto universo. Os fãs que foram com as expectativas altas para a sala do cinema, saíram com um sorriso nos lábios de orgulho e com a lágrima no canto do olho, por este ser o filme final. Ninguém pensava que em 2008 quando estreou o primeiro filme do Homem de Ferro, o seu sucesso seria tão vasto e grandioso que hoje, passados 11 anos estaríamos a sentir a emoção à flor da pele, devido a estas personagens. Nasceu assim a época dos super-heróis no cinema, pois ninguém até à data dava muito por estes protagonistas da banda desenhada.

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Os que sobreviveram do filme passado, vão juntar forças e dar tudo por tudo para destruir Thanos. Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Viúva Negra, Hulk, Nebula, War Machine, Hawkeye, Captain Marvel e o mais recente Homem-Forminga, que recentemente conseguiu sair do Mundo Quântico. Neste filme não somos absorvidos pelo ritmo frenético do filme anterior. Em “Guerra Infinita” sabíamos que uma guerra estava a acontecer e o nível de ação era elevado. Contudo, aqui, existe mais uma ponderação de acontecimentos. Uma forte inteligência emocional que nos aborda em cada minuto. Várias são as referências apresentadas que deixaram os fãs com o coração aos saltos, um bom truque utilizado pelos irmãos Russo. Neste filme pela primeira vez, sentimos que os super-heróis também são humanos. No sentimento de derrota, perda e dor, acompanhamos todos estes sentimentos. Demónios do passado foram encontrados, mas cada um dos protagonistas conseguiu vencer da melhor maneira.

As três horas de duração não são nada comparadas com a magnitude desta obra cinematográfica. Algo necessário, para o final imponente desta saga, além disso temos um rol diverso de diferentes personagens que de uma forma ou outra conseguiram marcar presença. A narrativa consegue conjugar uma ação fantástica e imponente, o mesmo com os fortes momentos dramáticos e a comédia refrescante e divertida que já nos habituaram. Foram muitos os momentos que nos deu vontade de saltar da cadeira e bater palmas de pé de tão surpreendente que foi.

Respondendo à minha pergunta inicial, sim. Tudo foi superado e surpresas incríveis aconteceram. Gostei todos os momentos e via novamente o filme de seguida. Mesmo apesar de alguns aspectos previsíveis, ficou compensado por outros imprevisíveis. Sobre o final, admito que esperava um pouco mais, mas tornou-se igualmente especial. O blogue atribui 4,5 estrelas em 5.

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Alta Pedrada

Alta Pedrada

Título: Pineapple Express
Ano: 2008
Realização: David Gordon Green
Interpretes: Seth Rogen, James Franco, Gary Cole…
Sinopse: UM servidor de processos e o seu dealer de droga, fogem de um assassino profissional e de uma polícia corrupta, após assistirem a um assassinato, enquanto tentava entregar-lhe uns papéis.

Nesta comédia pouco convencional, temos novamente a dupla junta: Seth Rogen e James Franco. Ambos trabalham várias vezes juntos na criação produtiva de filmes e até conseguem ser bem sucedidos na comédia cinematográfica atual. “Alta Pedrada” não apresenta nada de novo, mas o argumento desconexo, e inteligente, consegue ser mesmo espontâneo. Este é o factor mais positivo. Os atores principais, não desempenharam o papel de uma vida, aliás já os vimos várias vezes neste mesmo registo, mas as suas personagens tresloucadas e fala-baratas tornam-se numa boa companhia. No entanto destaco o ator James Franco que se torna o mais caricato de todos. O seu perfil bem-disposto, consegue colar-nos ao ecrã.

Considerei a narrativa deste filme interessante, no entanto, não foi inteiramente aproveitado. Esperava mais situações cómicas e com mais peripécias para mais riso durante o filme. “Alta Pedrada” é totalmente imaturo e irresponsável, mas ao mesmo tempo consegue ser vibrante e hilariante.

O realizador David Gordon Green tem evoluído na sua carreira, e não se dedica apenas a filmes de comédia. Conquistou-nos com “Stronger” e “Halloween“, logo percebemos que se torna muito versátil e varia facilmente de género. Ora drama, ou até mesmo terror. David Gordon Green consegue adaptar-se mesmo a tudo. Concluindo o blogue atribui 3 estrelas em 5.

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REVIEW: “Game of Thrones” 8×02

REVIEW: “Game of Thrones” 8×02

“A Knight of the Seven Kingdoms”

Depois do final do primeiro episódio, estávamos curiosas para ver as consequências da descoberta da verdade. Mas, esse assunto só foi tocado mais tarde.

Este episódio foi uma forma de mostrar a “calma” antes da “tempestade”, que estava a caminho e que se mostra imparável, foi dedicado a mostrar o lado humano de todos em Winterfell e de como se prepararam nas últimas horas que possivelmente lhes restavam de vida.

Primeiro, a chegada de Jaime Lannister a Winterfell causou rebuliço. Com a sua estadia a ser questionada de todas as frentes, principalmente por Sansa e Dany, mas após a intervenção de Brienne em sua defesa acabou por ficar. Já Jon não se opõe a qualquer aliado desde que esteja vivo. Daenerys ficou frustrada e ameaçou tirar o lugar de Mão a Tyrion. Jaime, por sua vez, ficou surpreendido por Bran não ter contado a verdade, que tinha sido ele a puxá-lo da janela. Bran não achou necessário e deixou no ar a questão “Quem disse que haverá um depois?”.

Daenerys, a conselho de Jorah, tentou aproximar-se de Sansa realçando o facto de serem ambas mulheres numa posição de poder e de terem famílias complicadas. Notou-se que Daenerys esforçou-se demais, e quase parece que está a fazer por obrigação. Sansa voltou a tocar no assunto da independência do Norte, nota-se que Sansa não irá entregar o Norte de mão beijada. Daenerys não gostou, mas foram interrompidas pela chegada a Winterfell de Theon. E, Sansa acolheu-o novamente.

A chegada, também, de Ed, Tormund e Beric foi celebrada, mas traziam consigo más notícias. Os mortos estavam a caminho de Winterfell, e não faltava muito para chegarem. Medidas de defesa foram tomadas num conselho de guerra. Bran Stark, deixou aí bem claro que é o alvo do Night King.

Num momento de quietude antes da batalha, Jaime juntou-se a Tyrion, Brienne, Pod, Tormund e Davos de volta da lareira, e partilharam histórias. Num dos momentos mais emotivos do episódio, Jaime Lannister fez de Brienne uma cavaleira. Um momento merecido e esperado por muito por esta personagem. Sentiu-se em Jaime admiração por Brienne, gratidão por parte de Brienne e alegria por parte dos restantes.

Jon e Sam reencontraram-se com Ed, e juntos partilham um momento de irmãos, os últimos da Night’s Watch. E, foi nesta cena que apareceu Ghost, finalmente. Mas soube a pouco.

Já Arya Stark protagonizou um dos momentos de choque do episódio. Arya entregou-se completamente ao que sentia por Gendry. Foi algo inesperado por ter acontecido tão rápido e de forma tão gráfica.

Jon esperou até ao último momento para confrontar Dany, mesmo em frente da estátua de Lyanna Stark, sua mãe, e revelar o seu grau de parentesco com esta e ela percebeu que ele era o último homem Targaryen vivo, tornando-o no legítimo herdeiro do trono. Mas, logo após esta demonstrar-se mais preocupada com a sua posição sendo ameaçada, versus o grau de parentesco, começam a soar os alarmes do ataque iminente do exército dos mortos.

Alguns pontos ressaltaram neste segundo episódio. A posição de Tyrion como Mão está cada vez mais fragilizada, pelos erros que cometeu. Estamos curiosas para perceber se Tyrion terá mais algum trunfo na manga, ou se por outro lado, uma morte horrível lhe espera. Algo é certo, este Tyrion está longe daquele que conhecemos na 1ª temporada. Por outro lado, sente-se em Daenerys cada vez mais impaciência com toda esta situação: os erros de Tyrion, o confronto com Sansa, a relutância do Norte em aceitá-la como rainha, e por último, ver o seu direito ao trono ameaçado por Jon. É mais evidente em Westeros a falta de jeito para a diplomacia por parte de Daenerys. Já Sansa, é cada vez mais respeitada pelo Norte e pelos seus súbditos. E Jon? Preferiu não contar a mais ninguém o segredo. E, ainda não se percebeu o que quererá ele fazer com essa verdade. Certo é que todos estes assuntos ficarão em suspenso. A última montagem de cenas foram acompanhadas por uma bonita canção original, onde prevalecia a imagem dos principais casais da série. Será que algum vai ficar destruído? E, onde estava o Night King?

Um episódio que foi apenas um preparar para a grande batalha, e um piscar de olhos de despedida a algumas personagens. Já foi dito que o próximo episódio contém a batalha mais longa de sempre da história do entretenimento. Será, sem dúvida, um episódio de ficar colado ao ecrã, e com muita emoção.

REVIEW: “Game of Thrones” 8×01

REVIEW: “Game of Thrones” 8×01

Reencontros e o confronto com o passado

O momento tão esperado chegou, a estreia da 8ª e última temporada de “Game of Thrones”. Fã que é verdadeiro fã, vê a introdução completa e desta valeu bem a pena ver. Uma intro diferente, mais estilizada, na qual seguimos o ponto de vista de invasão pelo Night King. Desde a muralha até Winterfell, passando pelas criptas dos Stark e rumando a Kings Landing, ao trono de ferro.

O episódio começou com um paralelo ao episódio piloto da série, não só em algumas cenas, mas até na banda sonora. Mas, desta vez não eram o rei Robert e a rainha Cersei a chegar, mas sim a rainha Daenerys Targaryen com o seu exército de unsullied e dothraki. Acompanhados de mais dois dragões. O povo nortenho olha a rainha com desconfiança, mas não só o povo. Apesar da chegada de Jon ser esperada pela família e ex-súbditos, já a chegada de Daenerys foi encarada com frieza pelos mesmos.

Lyanna Mormont, Sansa, mais tarde Samwell, e outros súbditos questionam Jon sobre o porquê dele abdicar da sua coroa, chegando mesmo Sansa a questioná-lo se o tinha feito pelo povo ou por amor, também Arya mostrou-se do lado desta quando questionada por Jon.

Por seu lado, sente-se que Daenerys mantém uma ligação muito forte com Jon. Contudo, a sua arrogância pode ser a sua queda. Até faz uma pequena ameaça a Sansa. E, quando revela a Samwell que assassinou a sua família, não se sente grande emoção, nem qualquer ponta de remorsos por parte dela.

Este episódio foi recheado de reencontros: Bran e Jon, Jon e Samwell… Só faltou mesmo um reencontro entre Jon e Ghost. Mas, Arya protagonizou os mais emotivos. O seu reencontro com Jon foi tudo que se esperava, um reencontro de duas pessoas que se amavam profundamente e que sentiam saudades. Contudo, Arya reforçou a sua posição de apoio à irmã e à família e disse a Jon para não esquecer a família. Arya também se reencontrou com Sandor Clegane e Gendry. Esse foi um momento que será importante para o desenvolvimento da narrativa. Arya apresenta a Grendry um protótipo de uma nova arma. Será que vai utilizá-la contra os white walkers? Outro reencontro interessante foi entre Sansa e Tyrion. Sansa questionou-o se ele realmente acreditava que Cersei iria enviar as suas forças para Norte.

Bran Stark passou o episódio a olhar as pessoas de forma pensativa: desde Daenerys, a Tyrion… Será que estava a ver algo no seu futuro? Já no final do episódio, Bran ficou à espera de um “velho amigo” dizia ele, que pensamos tratar-se de Jaime Lannister, que quando o viu pareceu que tinha visto um morto.

Em King’s Landing, assistimos à chegada dos mercenários da Golden Company. E, não há elefantes, infelizmente para Cersei. Já Cersei sucumbe ao pedido de Euron, mas sente-se nela uma repulsa por ele. Fez aquilo porque necessita ainda dele. Cersei sente-se encurralada na própria situação que maquinou. Por outro lado, incumbe Bronn de matar os seus dois irmãos, Jaime e Tyrion, e com a besta que foi usada para matar Tywin. Outro ponto interessante que nos saltou à vista foi quando Qyburn disse que Cersei teria outros planos para Daenerys. Que outros planos poderá ter Cersei para Dany? Já enquanto Euron estava ocupado com Cersei, Theon Geyjoy fez jus à promessa e salvou Yara. Yara irá tentar reaver o seu trono, pois Euron anda por King’s Landing. Já Theon rumará para Winterfell para ajudar a família adoptiva a combater os white walkers.

Outro dos momentos fortes do episódio foi a descoberta da verdadeira parentalidade de Jon Snow. O público já sabia, mas o protagonista ainda não. Confrontado por Bran, o Corvo de Três Olhos, Sam compreende que é o momento certo de contar a verdade da sua última descoberta. Pondo em causa a justiça da nova rainha, Sam explica ao seu amigo quem são os seus verdadeiros pais. Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen casaram em segredo e juntos tiveram um filho. Ned Stark jurou proteger o sobrinho, que o considerou como filho. Mediante esta informação, Jon Snow, recusou pensar no que tal implicava. Seria verdade e justo declarar-se ao trono? Ou tal tornaria-o num traidor? A decisão será apenas de Jon, mas o amor que pairava no ar, será fortemente abalado para os recém-amantes. Apesar de momentos antes percebermos o estado da situação do romance de Daenerys e Jon. Não foi só uma noite fugaz, a relação evoluiu. Para mostrar a sua confiança, Dany aprovou a experiência de Jon voar pela primeira vez em cima de um dragão. Um momento interessante a CGI que provou que esta não é uma série qualquer. Os seus efeitos especiais assemelham-se a uma proeza cinematográfica. Juntos refugiaram-se num local seguro, e até ponderam esconder-se por ali durante alguns tempos, no lugar só deles. Mesmo com o olhar atento e desconfiado dos dragões que causou algum desconforto a Jon.

Num dos melhores momentos do episódio, quase a lembrar mais uma cena de uma série de terror, a Patrulha da Noite e Tormund e Beric Dendarion, encontram-se no castelo do pequeno Lord Umber. Mas quando lá chegam, estava deserto, encontrando o pequeno Ned Umber morto, num cenário grotesco com a assinatura do Night King.

Winterfell” o título do primeiro episódio da oitava temporada, conseguiu um excelente arranque. Momentos marcados por reencontros, novas decisões e ameaças cada vez mais próximas. Este foi um episódio que nos fez pensar sobre qual será o destino de cada uma das personagens, já que os peões do tabuleiro estão a avançar no jogo do poder.

O blogues Beautiful Dreams, More Than Entertainment e Tagarela Geek vão todas as semanas esmiuçar cada episódio da temporada final de “Guerra dos Tronos”, por isso acompanhem-nos nesta aventura.

 

A Favorita

A Favorita

Título: The Favourite
Ano: 2018
Realização: Yorgos Lanthimos
Interpretes: Olivia Colman, Emma Stone, Rachel Weisz…
Sinopse: No início do séc. 18, em Inglaterra, a rainha Anna, ocupa o trono, e a sua melhor amiga, Lady Sarah, governa o país no seu lugar. Quando uma nova emprega, Abigail, chega o seu charme afasta Sarah do poder.

O realizador grego Yorgos Lanthimos consegue deixar a sua marca em todos os seus filmes. Histórias pouco convencionais, num mundo cinematográfico muito saturado. Em “Lagosta” foi estranho, mas apetitoso e voltou a repetir a dose com “A Favorita“. Desta vez o seu filme mereceu destaque e conseguiu várias nomeações nos Óscares, foi mesmo dos favoritos. No entanto apenas Olivia Colman, conseguiu o Óscar de Melhor Atriz Principal. A ousadia e irreverência de Yorgos é totalmente espontânea e não nos deixa “descolar” os olhos do ecrã.

Neste filme de época, estamos nos primórdios do séc. XVIII, no reinado da rainha Anna (Olivia Colman). Uma rainha desmotivada, preguiçosa e que precisa de muita ajuda emocional para as suas decisões de estado. Para tal tem o apoio da sua melhor amiga a Lady Sarah (Rachel Weisz) que chefia o reino. A intimidade e amizade das duas é abalada quando, Abigail (Emma Stone) uma serva que outrora foi uma dama, começa a ganhar terreno nas graças da rainha. Começa assim uma rivalidade de mulheres para a atenção favorita da suprema máxima. Entre peripécias da época, tradições mirabolantes e esquemas mesquinhos percebemos a dura rivalidade para sobreviver na corte.

Esta obra cinematográfica foi assimilada num forte humor negro, com tons sombrios que marcam as cores das filmagens e o vestuário das personagens. A música é frenética e inesperada. Como um compasso seguro do que está para chegar. A banda sonora tornou-se num toque moderno ao passado do filme. “A Favorita” é uma surpresa cinematográfica sobre as inseguranças pessoais e na confiança do desconhecido, apesar de aparentar mais charmoso. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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O estilo de Emma Watson

A estrela de Harry Potter cresceu e tornou-se numa forte tendência de moda. Difícil foi escolher os seu melhores looks já que todos lhe ficam bem. Emma Watson é bonita jovem e deslumbra sempre na passadeira vermelha. Ontem festejou 29 anos. Estes são os seus melhores looks.

 

Samurai X: O filme Parte I

Samurai X: O filme Parte I

Título: Rurôni Kenshin: Meiji kenkaku roman tan
Ano: 2012
Realização: Keishi Ohtomo
Sinopse: Um assassino formado que jurou nunca mais matar é solemente testado.

Os filmes live-action começam cada vez mais a ganhar relevo. Contudo filmes live-action de animes é mais incomum. Samurai X marcou a minha infância. Um anime que focava-se na vida de Kenshin Himura, um ex-guerreiro que agora apenas queria uma vida com tranquilidade. Conhece Kaorou e instala-se no seu dojo, contudo o passado dele parece não o largar. Kenshin é muitas vezes visitado por fortes guerreiros que tem a ambição de vencê-lo, além disso é muitas vezes convocado pela polícia local para combater o malfeitores. As sequências de ação e as tenebrosas lutas eram dos factores mais empolgantes de “Samurai X“, além disso os momentos de comédia davam o toque final necessário ao sucesso da animação. Podem ler o artigo que fiz sobre o anime, aqui.

Este primeiro filme de uma trilogia, foca-se nos primeiros episódios do anime. As semelhanças são evidentes, seja na sequência da narrativa como no visual das personagens. Ainda bem, pois para os fãs este factor é importante. Evidentemente que existe uns atalhos, mas é a versão curta cinematográfica. Os atores estão impecáveis e sensíveis às origens das suas personagens. O filme demorou a começar, mas logo conseguiu proporcionar momentos empolgantes e dramáticos. As coreografias das batalhas e a agilidade de Kenshin são do melhor. O que tornou-se um factor menos favorável foi o argumento bastante simples e com diálogos desfragmentados que não nos deixava perceber a profundidade da personagem.

Concluindo, esta película conseguiu surpreender-me pela positiva e fiquei interessada em continuar a assistir à trilogia, pois finalmente vai aparecer o Shishio, o principal vilão de Kenshin. Para quem gostou do anime, também vai gostar deste filme. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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A Noite de Todas as Almas

A Noite de Todas as Almas

As séries sobre o universo sobrenatural podem já ser consideradas de saturadas na televisão. Mas de vez em quando aparece algumas que ainda nos surpreendem. ” A Noite de Todas as Almas” criada por Sarah Walker, Alice Troughton e Juan Carlos Medina já tem uma temporada completa e a segunda já está em desenvolvimento. Baseada nos livros de Deborah Harkness, conhecemos a história de Diana Bishop uma bruxa que tenta viver uma vida normal, mas rapidamente é “arrastada” para uma crise entre bruxas, vampiros e demónios. A única pessoa viva a descobrir o livro de Ashmore, conhecido como o Livro da Vida, onde explica a origem das espécies. Diana está em perigo, até ao dia em que conhece o sedutor e misterioso, Matthew Clairmont, um vampiro muito antigo que começa a sentir-se atraído pela jovem bruxa. Mesmo quebrando todas as regras das espécies, os dois apaixonam-se.

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O argumento bem lógico convida o espectador às lindas paisagens históricas de Londres, em Oxford, Veneza e França. Com um ambiente muito europeu, mas confiante de linhagens passadas. Enquanto acompanhamos o rumo das personagens somos abordados com temas interessantes da História. A narrativa bem escrita e completa deixa-nos de coração aos saltos com esta história sobre o sobrenatural e muito misteriosa. Um romance que se torna empolgante e seduz o público.

Teresa Palmer (Lights Out) é Diana Bishop, uma bruxa que ainda não conhece bem o seu poder completo. Sofre por ser orfã, mas tem a ajuda das tias. Acredita que consegue viver sem magia, mas as suas habilidades tem uma forma especial de aparecem quando menos espera. Curiosa e corajosa, apaixona-se por Matthew. Matthew Clairmont é interpretado por Matthew Goode (Downton Abbey) um inteligente vampiro que procura a cura para a mortalidade da espécie. Encontra em Diana aquilo que se proibiu a ele próprio ter. No entanto ajuda-a nesta jornada de descoberta pelos segredos dos antepassados da Congregação das espécies. Goode apresenta uma seriedade à personagem, mantendo a sua postura e charme de cavalheiro. Já Palmer apresenta o sentimento à série, no entanto não tem o medo de arriscar e descobrir mais sobre o seu passado.

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A Discovery of Witches” em título original tem apenas 8 episódios, mas muito completos. Já foi renovada para a segunda e terceira temporada. Não esperava outra coisa, depois daquele final que nos deixou a chorar por mais. Esta série de fantasia tornou-se o drama mais visto do ano passado e não estou admirada. Um problema que apresento é que focam-se mais no clã das bruxas, os vampiros não tem medo do sol e dos demónios pouco se sabe, pois na verdade quase parecem humanos. Contudo muitos mistérios ficaram por desvendar e acredito que nada está certo e muito vai acontecer. Podem assistir à série na HBO Portugal.