UnREAL

UnREAL

UnReal é uma série da Lifetime que estreou sem complexos na televisão em 2015. Viu, chegou e conquistou. Durante quatro temporadas acompanhamos os bastidores de um programa de televisão, “Everlasting” um programa dedicado a encontrar o amor nos concorrentes. A história segue a produtora Rachel Goldberg (Shiri Appleby) que volta para mais uma temporada de “Everlasting” após o colapso do ano anterior, com pedido da sua amiga e mentora, a produtora executiva Quinn King (Constance Zimmer). Com uma reputação a manter, Rachel vai ter de fazer aquilo que consegue fazer melhor: manipular os concorrentes para o melhor proveito de audiências.

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Nesta série de drama acompanhamos as intrigas, mentiras e manipulações tudo para conseguirem oferecer o que o público quer. Televisão sem escrúpulos, polémica e que consegue sempre surpreender. Nos bastidores do programa, jogam com as emoções reais dos concorrentes de forma a conseguirem o que querem, uma boa história para atrair público. Logo desde o primeiro episódio que “UnREAL” conseguiu destacar-se no panorama televisivo. Uma série forte que arrasa, oferece bom drama e personagens carismáticas.

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O centro desta narrativa são mesmo as personagens Rachel e Quinn. Vivem numa relação possessiva de amor-ódio, amizade-hostilidade, mas no final e por mais que a situação complica (complica-se sempre) estão lá para a outra. Ambas as atrizes Appleby e Zimmer apresentam um desempenho feroz, emotivo e bem dramático. Duas atrizes  que receberam a sua oportunidade de brilhar e provar que a presença feminina o protagonismo pode ser compensador.

UnREAL” apresenta os bastidores destes reality-show de namoro que embora de uma forma divertida, existe um jogo tresloucado e cínico que esperemos que não aconteça mesmo na realidade. Apesar de como espectadores apreciarmos este drama intrigante. Além disso a produção conseguiu manter-se focada, apesar do extenso elenco seja na parte dos bastidores do show e concorrentes. Vale a pena conhecer esta série, pois não é muito longa e torna-se cada vez mais empolgante a cada episódio, com personagens danificadas com assuntos para resolver, além do excelente argumento que podemos encontrar.

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Stranger Things – Terceira Temporada

Stranger Things – Terceira Temporada

Histórias de Amor, Monstros e Russos

A miudagem está de volta. Uma das séries mais rentáveis da Netflix, voltou e agradou.

Depois dos eventos da temporada anterior em que Eleven utiliza o seu máximo poder para fechar o portal que separa o nosso mundo do Mundo Invertido. Os (ainda) pré-adolecentes tentam viver a sua vida normal e não pensar mais nestes problemas de monstros e adultos… Se tudo fosse assim tão fácil. A série que normalmente estreava no Halloween voltou para uma terceira temporada e este ano mudou a sua rota de estreia. Foi lançada no dia 4 de julho, feriado norte-americano, e conseguiu ser o topo das audiências.

Em 1985, os protagonistas já deixaram de ser as crianças da primeira temporada. Trocaram o jogo Dungeons & Dragons por raparigas e os encontros na cave por tardes no novo centro comercial, Starcourts, que abriu em Hawkins. O verão tranquilo é abalado, quando estranhos eventos começam a acontecer na pequena cidade. Acontecimentos esses que vão criar quatro diferentes histórias paralelas com os protagonistas, mas que funcionam com o mesmo propósito.

Joyce (Winona Ryder) estranha o facto dos ímanes do frigorífico e da loja onde trabalha caírem sem justificação possível. Decide procurar as suas próprias respostas e junta-se a Hopper (David Harbour) no seu caminho. Juntos descobrem que as desconfianças de Joyce estavam certas, quando encontram uma quinta abandonada, que esconde engenheiros russos que estão a trabalhar em algo secreto. Enquanto isso, são perseguidos por um Exterminador Impecável, que se assemelha muito a Arnold Schwarzenegger e que está mesmo disposto a elimina-los.

Nancy (Natalia Dyer) e o seu namorado Jonathan (Charlie Heaton), trabalham num jornal local. Apesar do emprego estável, Nancy ambiciona ser uma verdadeira jornalista e detesta a sua função de ir buscar cafés e levar o pequeno-almoço aos chefes. Apesar das suas ideias para o jornal, é sempre vista como uma cara bonita sem capacidade para escrever. A sua história surge, quando é contactada por uma idosa sobre um caso de raiva de ratos que incontrolavelmente comem fertilizante. Este é o seu grande momento. Mesmo ao tornar-se na chacota do jornal, Nancy não desiste da sua história. Decide investiga-la com os seus próprios meios.

Quando Will (Noah Schnapp) sente um calafrio no pescoço, sabe que o Mind Flayer está próximo e por algum motivo conseguiu entrar no mundo deles. A confirmação chega, quando Eleven (Millie Bobby Brown), utilizando os seus super-poderes, descobre que algo se passa com Billy (Drace Montgomery), meio irmão de Max (Sadie Sink). O grupo dos cinco: Will, El, Max, Lucas (Caleb McLaughlin) e Mike (Finn Wolfhard) tentam descobrir o que se passa, mas são surpreendidos por algo muito poderoso.

Enquanto isso, acompanhamos também Dustin (Gaten Matarazzo), Steve (Joe Keery), Robin (Maya Hawke) e Erica (Priah Ferguson) – estas duas últimas são novas personagens. Robin é colega de Steve na gelataria do centro comercial Scoops Ahoy e Erica é a irmã mais nova de Lucas. Este grupo cria a sua própria missão, ao descobrirem um código encriptado russo relacionado com algo secreto. Curiosos, os jovens decidem investigar, mas não será um caminho fácil, uma vez que descobrem um laboratório subterrâneo secreto que os deixa em perigo.

Cada parte desta história será fundamental para a destruição do Mind Flayer que pretende construir um exército para se tornar mais forte. O culminar de tudo acontece no dia 4 de julho, com o fogo de artificio a iluminar a noite da cidade, mas pode por em perigo a cidade inteira.

Esta série de ficção científica conseguiu superar as anteriores temporadas. A história amadureceu e as personagens também, afinal, estão a entrar na adolescência. O argumento mantém-se num nível mais complexo. Os irmãos Matt e Ross Duffer criaram uma narrativa com mais drama, mais suspense e terror, mas ainda com uma dose de humor. Os anos 80 estão na sua melhor representação nesta temporada. As cores vibrantes das roupas e os cabelos volumosos.

Um dos momentos mais divertidos foi ver a amizade a crescer entre as duas raparigas do grupo: Max e El. Ambas cansadas de pertencerem a um mundo de rapazes, decidem as duas divertirem-se no centro comercial. Afinal, como diz a música de Cindy Lauder, Girls Just Wanna Have Fun. Outras fortes referências sobre esta época são mencionadas, como as aulas de aeróbica e filmes como “Regresso ao Futuro”, “Never Ending Story” e “Star Wars”, algo que conseguiu deixar os fãs mais nostálgicos.

Esta temporada conseguiu ainda trazer algumas surpresas e refiro-me ao arco que fizeram com a personagem Billy. No passado, era um delinquente que não demonstrava ter nada de bom, mas agora conseguimos compreender melhor os seus “motivos” de manter a sua personalidade desprezível, quando a sua infância e o seu lado mais pessoal e emotivo são apresentados à Eleven. Outro dos grandes momentos desta temporada foi a batalha final no centro comercial. Um confronto entre todas as personagens que mantinham um objectivo em comum, ajudando-se mutuamente a destruírem o Mind Flayer, enquanto que, pela primeira vez, a Eleven sentiu-se indefesa e nem os seus poderes foram suficientes. Nestes momentos finais da batalha, aviso que o coração de espectador acelera bastante, devido à densidade do clímax da ação. A conclusão foi emocional e deixou em aberto uma próxima aventura. Ficamos a aguardar pelos próximos capítulos.

Melhores Episódios de Roswell

Melhores Episódios de Roswell

Top Episódios de Roswell

Roswell” comemora este ano 20 anos desde a sua estreia. A série de ficção científica que abordou a temática extraterrestre num formato mais juvenil, onde além de fantasia, conhecemos bons momentos de drama, comédia e romance.

Max, Isabel e Michael vivem em Roswell, no Novo México, e escondem um segredo desde sempre – que eles vieram de outro planeta. Quando Max é exposto enquanto tenta salvar a vida de Liz, eventualmente algumas outras pessoas acabam por descobrir o segredo. Os três alienígenas e os seus novos amigos tentam seguir vidas normais, enquanto descobrem mais sobre o lugar de onde vieram e como voltarem para casa.

Depois de três temporadas com fortes emoções, personagens carismáticas e narrativa envolvente, conseguimos escolher os melhores episódios. Os blogues Beautiful Dreams e o blogue More Than Entertainment juntaram-se para mais uma lista seriólica, desta vez desta série que marcou estas duas fãs e que terá sempre um lugar especial.

10) 2×17 “Cry your Name”

 

Este foi provavelmente o episódio mais doloroso de assistir. Alex, perde a vida num acidente de carro e nem os poderes de Max o conseguem salvar. Numa altura em que o romance entre Isabel estava a evoluir e quando já estava dentro do segredo que mantinha o grupo unido. O modo como o episódio foi realizado foi muito bem conseguido. Primeiro começamos com a tragédia e depois conforme o episódio avança descobrimos os contornos que envolvem a morte de Alex e as suas estranhas circunstâncias. No final Liz faz uma acusação que põe em risco a estabilidade do grupo. Neste episódio perdemos uma personagem que afectou a continuação da narrativa, pois pela primeira vez estavam a por em causa a segurança perto dos extraterrestres. Se eles são capazes de curar, também são capazes de magoar.

9) 1×09 – “Heat Wave”

Do episódios mais divertidos e espontâneos da série. Uma onda de calor acontece em Roswell e as hormonas não dão descanso aos jovens. Maria e Michael tentam levar a sua relação mais a sério. Isabel começa a notar Alex. Liz e Max consideram começar uma relação. O foco na juventude é o ponto mais alto neste episódio. Mas o que mais gostamos de assistir são os padrões sociais dos jovens. Liz e Alex são presos por Valenti, e numa noite de confissões, Liz sente-se encurralada entre dizer a verdade ou não sobre os extraterrestres. Tudo para salvar a amizade que tem com Alex.

8) 1×14 – “Blind Date”

Numa tentativa de ajudar a amiga a esquecer a paixoneta por Max, Maria inscreve Liz num concurso da rádio para encontrar par perfeito, um encontro às cegas. Maria e Alex acertam os últimos pormenores para o concerto ao vivo. Já Max, enciumado com o encontro de Liz, resolve beber, o que não é uma boa ideia para quem é extraterrestre. Com Kyle, Max entra numa aventura nocturna da qual não se vai lembrar.

7) 3×11 – “I Married an Alien”

 

Sem dúvida, este episódio tinha de estar na lista. Quando os recém casados Jesse e Isabel recebem em casa a visita de um amigo jornalista dos tempos de universidade de Jesse, Isabel vê o seu segredo em risco. Então imagina como seria a sua vida de casada com Jesse se este soubesse o segredo, mas ao estilo da série “Casei com uma Feiticeira”. Divertido e criativo, a junção de Roswell com Bewitched foi perfeita. Veríamos essa série xD

6) “Viva Las Vegas”

 

Este episódio surgiu como uma quebra ao novo drama pelo qual os jovens estavam a escapar. Depois de teorias da conspiração, extraterrestres mutantes e perseguições do FBI, “Viva Las Vegas” é um episódio de comédia bem divertido. Após Michael receber 50 000 dólares decide viajar até à cidade da loucura. Entretanto todo o gang decide acompanhá-lo. Mas as férias de Michael mudam de rumo, quando ele e Max discutem no casino e vão presos. Este é dos melhores episódios com o grupo completo que tentam ao máximo divertirem-se da melhor maneira que conseguem.

5) 1×22 – “Destiny”

 

Depois de fugir de Pierce, Max e o seu grupo de amigos ainda se encontram em risco ao serem procurados pelas forças do FBI. Mesmo depois de estarem dispostos a fugir todos, ajuda vem de onde mesmo se espera. Na demanda da descoberta da verdade do passado, uma divisão surge entre humanos e extraterrestres que separa de forma temporária o grupo. Um final de temporada cheio de emoção, tensão e que abre a curiosidade para as próximas aventuras.

4) 1×01 – “Pilot”

“Roswell” não podia ter começado da melhor maneira. Logo no primeiro episódio existe muita tensão, mistério e drama que nos deixa agarrados e com vontade de ver a série até ao fim. “It’s September 24th, I’m Liz Parker and five days ago I died”, esta foi a frase como tudo começou. Depois de Liz ser baleada no restaurante local onde trabalhava, Max salva-a, expondo-o o seu maior segredo: não pertence a este planeta. Mas não só ele, Isabel, a sua irmã e Michael o melhor amigo. O episódio continua com as dúvidas de Liz a procura da verdade. No final humanos e extraterrestres ajudam-se mutuamente para escaparem das desconfianças do xerife Valenti. Um episódio completo que já estava a mostrar o seu potencial.

3) 3×18 – “Graduation”

 

O último episódio de “Roswell” deixou alguma nostalgia, pois não queríamos que terminasse. Liz começa a ter premonições da sua morte, de Max, Michael e Isabel. Acreditando que o final destino será a duas semanas, o grupo junta-se para resolver a situação. Decidem deixar Roswell logo após a graduação, um por um. Descobrem muito tarde que afinal a morte dos quatro será durante a cerimónia de graduação, onde todos estão presentes. Este foi um final completo, mas que até conseguiu resultar muito bem, sendo dos melhores finais de séries. Os laços de amizade mantiveram-se unidos e isso é que importa.

2) 1x 06 – “285 South”

Michael rouba o carro de Maria e leva Maria para o Texas em procura da forma geodésica dome com a qual teve visões. Max, Isabel e Liz vão atrás deles mas infelizmente não são os únicos que os seguem. Um episódio que fortalece as relações entre o grupo, e que mostra o potencial de Michael e Maria como casal.

1) 3×10 – “A Tale of Two Parties”

Max e Maria juntam forças para tentar achar uma famosa rave de Final de Ano em Roswell. Enquanto Liz fica no Crashdown para uma tradição familiar com o pai, Michael passa mal. E Isabel ajuda Kyle a encontrar a mulher perfeita, levando o a re-pensar os sentimentos que ele sente por ela. Longe dos problemas que se avizinham no futuro, um episódio de Ano Novo divertido e que junta pares do grupo, algo improváveis.

Esta é uma lista para todos os fãs de Roswell. Episódios que fazem desta uma série fantástica, divertida e com ação. As personagens são carismáticas e hoje em dia ainda não encontrei uma série com um elenco assim tão dinâmico. Só de pensar que este ano “Roswell” faz 20 anos fico nostálgica. Acho que é um bom motivo para assistir a uma maratona destes melhores 10 episódios da série.

Big Little Lies

Big Little Lies

Temporada 2

Depois do sucesso de uma temporada bem produzida, a equipa avançou à risca com uma segunda temporada. “Big Little Lies” terminou, ou será que não?

A conceituada atriz e vencedora de Óscares, Meryl Streep, foi o trunfo escolhido para salvar a segunda ronda da série “Big Little Lies”. Depois do trágico desfecho da temporada anterior, as Cinco de Monterey tentam viver a sua vida normalmente, cada uma ainda a lutar contra os seus demónios. Celeste (Nicole Kidman) tenta ser uma mãe dedicada dos seus dois filhos gémeos, que repentinamente perderam o pai no início do verão, após uma noite de festa na cidade. Perry (Alexander Skarsgard) era um marido abusivo que maltratava a esposa. O tema violência doméstica foi dos assuntos mais abordados na temporada passada. Para lidar com esta difícil fase da sua vida, Celeste tem a ajuda de Mary Louise (Meryl Streep), a sua sogra, que cuida das crianças. Mas apesar da ajuda, Mary Louise quer muito mais.

Mais um ano escolar recomeça e com isso novas revelações começam a aparecer. Madeline (Reese Witherspoon) tenta a todo o custo salvar o seu casamento com Ed (Adam Scott), após a sua infidelidade recente. Renata (Laura Dern) culpa o marido da estarem na falência e do stress que impõe à sua filha. Bonnie (Zoe Kravitz) está num mau estado, quando luta contra os seus próprios demónios, após se sentir culpada pela morte de Perry, quando o empurrou para o seu destino final. Jane (Shailene Woodley), enquanto encontra o amor novamente, descobre que afinal ainda tem muitos problemas a resolver, muito devido à violação que foi vítima por Perry. Enquanto isso, o seu filho, Ziggy, descobre a verdade sobre o seu pai e Jane tem de ser sincera sobre o que aconteceu. Desenterrar memórias do passado que ainda são muito dolorosas.

Andrea Arnold segue as mesmas instruções de realização de Jean-Marc Vallée com os flashbacks sobre situações que aconteceram atormentam as personagens. Essas memórias rápidas são cenas recorrentes em todos os episódios. Esta realização é dos factores mais positivos, pois deixa a dúvida pairar no ar sobre suposições do que será que aconteceu e o que se passa na mente das personagens. A banda sonora também é um aspecto de respeito nesta série. A música é recorrente e apresenta muitos significados para o que bem a seguir.

What have they done?” este é o primeiro episódio da série e foca-se nas desconfianças da inspectora do caso que vitimou Perry, pois não acredita que tenha sido uma queda acidental.  As mesmas desconfianças surgem em Mary Louise que já tinha perdido um filho. O seu maior objectivo é descobrir a verdade dos acontecimentos. Atenta aos comportamentos bizarros da mãe dos seus netos, Mary Louise não vai ficar calada nesta situação. Meryl Streep está fantástica neste papel. Conseguiu apresentar-se com duas caras. A simpática avó que está sempre disponível a ajudar e a maldade que esconde no seu interior. Os pontos altos da atriz foi a pequena disputa entre ela e a personagem de Reese Witherspoon com a frase “Não gosto de pessoas pequenas, não me inspiram confiança” e o grito desalmado durante a hora de jantar para libertar a raiva do luto. Além disso os momentos que passava com Nicole Kidman era intensos, duas grandes atrizes juntas num só ecrã.

A diferença entre as duas temporadas é notória. Nesta, não temos o mistério. Já sabemos quem foi a vítima e o culpado. Agora temos um pacto de silêncio que une as cinco mulheres, intituladas de as Cinco de Monterey. Apesar de ser um drama, esta série apresenta alguns momentos de comédia, principalmente através do sarcasmo, que é uma das suas maiores armas. O argumento da lado privado é muito bom e entramos mesmo no íntimo das personagens, contudo, de um modo geral faltava algo. Houve situações mito convenientes, como o facto das crianças descobrirem sobre o pai biológico de Ziggy e a descoberta de Ed sobre a infidelidade de Madeleine.  Os flashbacks da vida de Bonnie com o tempo que esteve com a mãe foram desnecessários e deitaram por terra várias teorias sobre o seu futuro. No entanto, a interpretação de Zoe Kravitz está excelente, a atriz está mesmo um caco. Laura Dern também recebeu um arco melhor nesta temporada. A sua personagem estava histérica com motivo e proporcionou dos melhores momentos da série.

Concluindo, só a presença de Meryl Streep foi o melhor, apesar de ter sido um assunto sem desfecho, pois a sua personagem veio procurar a verdade e não aprofundou o assunto. Novas revelações, nem desenvolvimentos futuros para as personagens foram conhecidos, excepto a cena final do último episódio. Agora paira no ar. Será que “Big Little Lies” terá uma terceira temporada?

Santa Clarita Diet

Santa Clarita Diet

Fazem falta séries de comédia com o carácter sobrenatural, ou então mesmo de humor negro. “Santa Clarita Diet” veio libertar o jejum nesse género. Com uma produção da Netflix, e exibida em 2017, conseguiu um total de três temporadas. No elenco principal temos Drew Barrymore (que também trabalha como produtora) e Timothy Olyphant. A química entre ambos é evidente quando interpretam marido e mulher.

Sheila e Joel, casados, ambos trabalham no sector imobiliário, em Santa Clarita e tem uma filha adolescente, Abby. A família tipicamente normal muda, a partir do momento em que Sheila devido a uma má disposição, vomita uma estranha bola vermelha e começa a comer apenas…carne humana. Confusos sobre o que realmente aconteceu, a família terá de se juntar e esconder muito bem este segredo, que aos poucos e poucos começa a dar nas vistas. Além de não se magoar, nem de envelhecer, Sheila é caracterizada como uma undead, mas tenta redimir-se ao apenas matar pessoas que acha que merece, e para isso tem a ajuda do marido.

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A narrativa é original e não deixa de surpreender enquanto descobrir a verdade sobre o mistério da Sheila. Nesta comédia de zombies dos tempos modernos, sobre uma família que vive nos subúrbios, temos vários momentos que divertem, mas ainda conseguem chocar os mais sensíveis. O argumento bem escrito consegue promover a curiosidade de insistirmos nesta pequena série, mas também nos faz rir devido às situações mirabolantes em que a Sheila e o Joel se conseguem meter. O que acho é que como casal deixam muitas vezes a filha, Abby (Liv Hewson) à parte dos acontecimentos. E por isso esta personagem começou a criar uma história só sua, com o seu melhor amigo, Eric (Skyler Gisondo), mas não tão interessante.

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O que se torna mesmo delicioso de assistir neste leve comédia é a interacção dos atores Drew Barrymore e Timothy Olyphan, pois é notório o divertimento aos interpretarem as suas personagens. Cada temporada aborda uma temática, e mesmo apesar de estar tudo perdido, a roda muda. A terceira e última temporada foi a melhor. Mesmo com comédia, existe ação e desenvolvimento das personagens. “Santa Clarita Diet” é mesmo assim divertido de assistir. Uma série para relaxar e devorar rapidamente.

O Justiceiro

O Justiceiro

Blood, Blood, Too Much Blood

Depois da sua entrada na série “Daredevil“, Frank Castle ou “Punisher“, merecia uma série só sua. Conseguiu em 2017 uma série original da Netflix, do qual terminou após 2 temporadas. O ator Jon Bernthal é o protagonista desta série com muita ação, sangue, suor e tiros.

Após os eventos do passado, pensava-se que Frank Castle estava morto. Como homem procurado por assassinar governantes e polícias corruptos, Frank decide viver nas sombras e assumir uma nova identidade. Nunca esquecendo o trágico desfecho da sua família, que vitimou a sua esposa e os dois filhos. Com a vingança a ecoar nas suas veias, Frank decide descobrir toda a verdade por detrás do assassinato da sua família.

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1ª Temporada

Na primeira temporada Frank Castle ainda luta contra os mesmos demónios.Desta vez é procurado por torturar e assassinar o ex-parceiro da agente Madani. Castle junta-se a Lieberman que finge estar morto para proteger a sua família, devido à quantidade de informação que conhece. Uma teoria da conspiração de que Castle foi alvo enquanto servia no Afeganistão voltou para persegui-lo. Isso e o seu ex-colega de serviço e melhor amigo, Billy Russo (Ben Barnes) que sabe mais daquilo que aparenta. Com o jogo de rato e gato, o Punsiher só tem um objectivo: justiça.

Todos os episódios da série são bastante bons. Apesar de ser necessário ter estômago para algumas das cenas retratadas, é uma realidade bem gráfica e necessária para a densidade da personagem. Apesar desse lado negro e violento, apoiamos Frank Castle nas suas decisões e somos abordados com o seu lado mais humano. O amor que sente pela família e dignidade que ainda mantém. A série bem realizada tornou-se um sucesso também devido ao elenco. Não consigo ver mais ninguém para o papel de Frank Castle como Jon Bernthal. Ben Barnes também está excelente como um vilão, onde consegue lançar charme, mas ao mesmo tempo ser vil.

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2ª Temporada

Nesta temporada, Frank Castle, está novamente livre e com a ficha limpa. Tenta viver uma vida normal, mas a confusão volta a ir ter com ele. Enquanto isso Billy Russo, que começa a ter as principais características do seu alter-ego Jigsaw, está confuso e sem memória do que aconteceu consigo. Frank, ajuda uma jovem rapariga de ser assassina, que o incentiva a voltar a ser o Punisher. Mas o destino é voltar a juntar Castle e Russo que se tornam finalmente inimigos. Mas um novo vilão está à espreita a Frank terá de ajudar a jovem na situação complexa em que se meteu.


Apesar da primeira temporada ser mais refinada e viciante, para compreendermos melhor os impulsos de Frank Castle, na segunda temos uma continuação para o rumo final das personagens. A série é muito violenta e sangrenta, mas faz mesmo o estilo dark do protagonista. Um anti-herói, que não tem medo de usar as próprias mãos para terminar o serviço. Destaco as fantásticas interpretações da série. Não vamos ter um Punisher tão ousado e feroz como Jon Bernthal, mas os seus co-protagonistas também conseguiram manter a postura.

“Game Of Thrones”: Temporada 8

“Game Of Thrones”: Temporada 8

Opinião final

Em 2011 quando a série foi lançada pelo canal HBO, ainda não se previa a magnitude que ia receber nos anos seguintes. O fenómeno “Guerra dos Tronos” começou logo no final da primeira temporada quando a personagem que todos pensavam ser a principal, foi sentenciado com a morte. Vários comentários inundaram as redes sociais e palavra passa a palavra a série tornou-se num tópico recorrente e todos queriam conhecer. Baseado nos livros de George R.R. Martin, na saga intitulada “A Song of Ice and Fire”, a série conseguiu crescer muito além dos livros e tornou-se independente, com uma história só sua. A oitava temporada, culminou o fim a série que muitos fãs aglomerou ao longo dos anos. Mas será que a última temporada respondeu às expectativas do público? Faremos então um apanhado geral do que achamos desta última temporada. Mas, mesmo antes da série começar, já se sabia que era impossível preencher todos os requisitos e agradar a todos.

Ora, o início da temporada, mais especificamente os 3 primeiros episódios foram mais focados no conflito a norte de Westeros. Jon e Daenerys chegaram a Winterfell com um exército e dois dragões para lidar com a ameaça dos white walkers. Apesar da disponibilidade de Daenerys em ajudar, os nortenhos olhavam-na com desconfiança. Desconfiança essa que era manifestada nas palavras e ações de Sansa. Este tipo de conflito entre Daenerys e Sansa trouxe algum sabor à história. Mas, existiram outros momentos dignos de menção: reencontros, entre Arya e Jon, Arya e Gendry e Sandor Clegane, entre Bran e Jaime, entre Sansa e Tyrion; Ghost finalmente reapareceu na grande batalha; o segredo de Jon foi descoberto por ele, Daenerys, e os Stark; Brienne tornou-se cavaleira… Contudo, foi neste início de temporada que se percebeu que não iria haver tempo para se ser minucioso. A batalha de Winterfell pôs, finalmente, os dois lados em batalha. Esperava-se algo do nível da batalha dos bastardos, ou até superior. Mas, faltou algo, faltaram certos momentos chave que se estava à espera, em geral e em particular para algumas personagens, como por exemplo um pequeno confronto físico entre Jon e o Night King.. E, até se pensava que iriam morrer mais personagens. Mas, o desfecho não nos pareceu o pior, pois foi inesperado e a questão dos white walkers ficou arrumada, para assim dar lugar a Cersei Lannister. Uma vilã bem mais interessante.

Depois da derrota dos white walkers, a atenção virou-se para Cersei Lannister e os seus aliados, a Companhia Dourada e Euron Greyjoy. Já outro lado, Daenerys sentiu-se sozinha e isolada: perdeu Jorah e Missandei; Tyrion e Varys já não a apoiavam da mesma forma e o verdade sobre o parentesco de Jon pairava no ar. Com todas estas questões, foi na 2ª metade da temporada que o argumento descambou, ao não dar tempo para estas questões serem amadurecidas. Já outro tipo de questões que foram enfatizadas noutras temporadas, pouca importância tiveram, como por exemplo, a verdade sobre o parentesco de Jon. Certas personagens começaram a tomar decisões inesperadas e que não pareciam do seu carácter. Varys, Tyrion e Jon foram alguns desses exemplos, ao se terem tornado menos perspicazes, mais teimosos e descuidados. Jaime foi um exemplo de uma personagem que se redimiu, e que no fim voltou ao mesmo. Já as decisões de Daenerys até foram compreendidas, e impulsionadas pela sua fúria, no entanto não houve tempo para explicações mais directas. E, tudo pareceu repentino. Já Cersei Lannister não teve a presença na história que merecia. Parecia uma personagem secundária. O episódio “The Bells” foi estranho. Se estávamos á espera de uma batalha, mais pareceu um massacre. A Companhia dourada foi uma desilusão, imediatamente dizimados. Tal como o final de Cersei, que merecia ter caído em glória/traição. Mas, sempre tivemos o Clegane. Já o episódio final teve como destaque a sobrevivência e felicidade dos Starks: Sansa rainha do Norte, Arya tornou-se uma exploradora, Jon tornou-se novamente livre de politiquices e segredos para além da muralha e Bran tornou-se rei de Westeros. Diz-se que o final de Bran como rei foi algo planeado por George Martin mas, foi a escolha que menos gostamos deste final.

Já em termos de realização e cinematografia não há defeitos a apontar. Uma qualidade exímia com screenshots icónicos. O elenco também sempre nos habituou a interpretações competentes e esta temporada não foi diferente, fizeram o melhor com o material que lhes deram. A banda sonora de Ramin Djawadi tornou o quadro geral muito melhor.

No geral, o final de GOT foi mesmo agridoce. Apenas não manteve a qualidade das temporadas anteriores porque a história foi apressada quando tinha material para pelo menos mais duas temporadas. Apesar de tudo, GOT continua a ser das melhores série de tv de sempre. E, nota-se o quanto o elenco e a equipa por detrás das câmaras é apaixonada pela série e que deu o seu melhor. Será sempre recordada como uma série que mexeu com as emoções dos fãs como nenhuma outra e que marcou para sempre a cultura pop moderna e a maneira de como se faz televisão.

The Act

The Act

Baseado em factos verídicos e inspirado pelo documentário “Mommy Dead and Dearest” a HULU apostou nesta série com Patricia Arquette e Joe King no protagonismo. Nesta mini-série de seis episódios, acompanhamos a estranha relação de Dee Dee Blanchard com a sua filha Gypsy Rose. Desde pequena que Gypsy sempre pensou, (pensamento imposto pela mãe) que era doente. Andava de cadeira de rodas, alimentava-se por uma sonda e não podia comer açúcar. Por dia tomava dezenas de medicamentos, para doenças inventadas pela própria mãe. Gypsy nem a sua idade sabia correctamente, apenas quando ganhou maturidade é que começou a questionar as ações da mãe. Esta parece história de um filme, mas foi mesmo real.

Apesar da série ser pequena conseguimos compreender bem os acontecimentos. Entre flashbacks do passado e presente, até à situação atual das personagens. Compreendemos bem a relação desconexa de mãe e filha. Gyspsy só queria ser uma rapariga normal, que se apaixonava pelo príncipe tal como acontecia nos filmes da Disney, queria ter amigos de verdade além dos seus peluches e comer o que quisesse sem restrições. A sua mãe era uma regra constante, não a deixava viver e fazia-lhe acreditar que não estava em condições de viver independentemente. Apesar de manter muitas informações ocultas da rigor da sua mãe, Gyspsy ainda continuava com ela, pois acreditava que eram as melhores amigas, pois a mãe fazia-lhe tudo como se ainda fosse uma criança. Tudo mudou quando conheceu online um rapaz e começaram a namorar. Nick não era estável, avaliado com múltiplas personalidades, não tinha as suas capacidades intelectuais completas. Fez acreditar que era o príncipe encantado de Gypsy e fez o que sempre ela queria, livrar-se da mãe.

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A Hulu conseguiu constituir bem os eventos. Apesar de alguns factores fictícios, que ajudaram a tornar a história mais apelativa, não houve muita diferença a acrescentar, pois a história já era digna de fição. Uma série bem produzida, com os cenários muito equilibrados e idênticos aos originais. O que merece ser destacado é mesmo o desempenhos das atrizes Patricia Arquette e Joe King. Vencedora de um Oscar pelo filme Boyhood, Patricia Arquette está totalmente irreconhecível nesta série. Não só o seu aspecto, que ficou mudado graças à maquilhagem, mas mesmo a sua voz e movimentos. Contudo a revelação foi mesmo Joey King, a jovem de 19 anos, que já nos surpreendeu em filmes como “Dava tudo para estar cá“. Sendo que esta não foi a primeira vez que rapa o cabelo para uma personagem. Joey King tal como Gypsy mudou o seu tom de voz, para algo mais suave e se comparamos ambas, as diferenças são mesmo poucas. Um elogio para o departamento de casting. Concluindo este drama é muito interessante com excelentes prestações e um óptima equipa que ajuda a criar mais realidade a toda a produção. Este caso ainda hoje é falado, mas agora podemos conhece-lo na fição.

A pergunta fundamental nesta série é descobrir quem matou quem primeiro.

Em Portugal podem conhecer a série na HBO Portugal.

 

Game Of Thrones – 8×06

Game Of Thrones – 8×06

“The Iron Throne”

E, chegamos ao fim da temporada 8, que encerra a série “Game of Thrones”. Um sentimento bittersweet, acho que é a expressão perfeita para descrever os nossos sentimentos.

O episódio começa com Tyrion e Jon a verem a destruição causada por Daenerys e Drogon King’s Landing. Os nortenhos estão estupefactos, tal como Davos. Tyrion e Jon estão em conflito consigo próprios, pois, sentem-se culpados por acreditarem na pessoa errada.

A matança ainda continua. Greyworm está quase a executar alguns soldados Lannister, mas Jon intromete-se. A guerra tinha acabado e eles tinham ganho, seria necessário matar soldados que se tinham rendido? Jon entra em confronto directo com os unsullied e apenas Davos consegue acalmar os ânimos.

Tyrion tenta descobrir se Cersei e Jaime tinham conseguido fugir. E, descobre-os mortos, e chora por eles. Para Tyrion, foi a gota de água ver ali os seus irmãos mortos numa cidade completamente destruída.

Daenerys faz um discurso de vitória às suas tropas: unsullied e dothraki. Agradece por ficarem ao seu lado e promete libertar mais povos. Tyrion não aceita o seu discurso e aproxima-se na auto proclamada Rainha dos Sete Reinos. Daenerys confronta-o e acusa-o de traição, pois libertou o seu irmão prisioneiro. Tyrion acusa-a de ser uma assassina, e atira para longe o símbolo da Mão. Ato que lhe comprometeu o seu destino e foi preso, aguardando julgamento para ser condenado à morte.

Jon encontra Arya, que lhe diz que Daenerys não irá pôr um fim à guerra. Jon, mais uma vez, reafirma que Daenerys é a rainha de todos. Uma afirmação que volta a repetir na sua conversa com Tyrion, mais tarde. Neste momento, só apetece dar um murro em Jon, frustrante que ele não queira ver o que está mesmo à sua frente. Tyrion arrepende-se de ter morto Varys, e arrepende-se de ter acreditado em Daenerys. Jon quer honrar o seu compromisso, mas vê que está num beco sem saída. Nessa mesma conversa, Tyrion toca no ponto fraco de Jon: a família. Relembra-o que a família Stark de Jon, não se irá submeter tão facilmente à vontade da nova rainha tirana.

Daenerys passeia sozinha numa sala de trono destruída, com o trono de ferro ao seu alcance. Finalmente o seu desejo está concretizado. Toca-lhe, e vê-se nela um brilho especial, o momento mais desejado finalmente chegou. Jon interrompe, e interroga-a sobre as mortes que causou. Não se vê em Dany qualquer remorso, apenas mais vontade de mudar o mundo à sua maneira. Ela pede-lhe para ele se juntar a ela nesta cruzada para “tornar o mundo melhor”. Jon diz que esta é e sempre será a sua rainha, aproxima-se e beija-a. No ato rápido apunhala-a junto do coração. Matando-a. Drogon sentiu que algo estava errado e vê que a sua mãe está morta. Em desespero e tristeza, Drogon parece que vai matar Jon, mas o sangue de Targaryan salva-o. Em vez disso, canaliza toda a sua fúria para o trono de ferro. Destrói-o com o fogo. Pega com cuidado no corpo Daenerys e desaparece.

Nota-se que passou algum tempo, e Greyworm traz o prisioneiro Tyrion a um conselho constituído pelas famílias mais poderosas de Westeros: os três Starks, Yara Greyjoy, Samwell Tarly, Robin Arryn, o novo príncipe de Dorne… Também se descobre que Jon foi preso depois de matar Daenerys. As tropas de Daenerys querem justiça pela morte da rainha. Não se percebe porque não os mataram logo. Sim, porque os dothraki são conhecidos pela sua lógica e racionalidade. É aí que Tyrion tem a ideia e influencia os presentes em escolherem Bran como Rei. Bran really? Depois de ele saber a verdade sobre Jon? O que aconteceu à mensagem do Jon ser o verdadeiro herdeiro do trono, que Varys tanto se esforçou para espalhar?

Após todos votarem que sim ao Bran ser o rei, Sansa pede ao irmão que entenda, mas quer que o norte seja independente, tal como havia sido por centenas de anos, não fazendo parte dos reinos de Westeros, o que torna Bran rei dos 6 kingdoms e não 7 como eram até então.

A partir daqui, o rei está escolhido e escolhe para mão do rei Tyrion Lannister como “castigo” para emendar tudo o que ajudou a destruir, o que também o acabou por salvar da tão desejada morte por parte dos unsullied como vingança.

E o que fazer de Jon, bem este foi condenado a voltar à Knight’s Watch, onde não poderá casar, ter filhos, ficando isolado do mundo, essa é a sua pena por ter morto Daenerys e que acabou por ser aceite pelo Grey Worm. É este o agradecimento que recebe o homem que matou a rainha tirana?

Os unsullied foram para a ilha de Naath, Jon para a muralha, Sansa para Winterfell, Arya em descoberta do desconhecido, o sítio onde terminam os mapas de Westeros, Bran fica em Kings Landing como rei (King Bran the Broken), vemos também o pequeno conselho do rei Bronn, como mestre da moeda, Davos como mestre dos navios, Sam como Grandmaester (Grão mestre) e Brienne como a cabeça da Kingsguard (Guarda Real), faltando ainda alguns mestres como o da guerra.

Após este momento para nos dar a conhecer o pequeno conselho de Bran, vemos o que se passa com todos os outros, Jon a chegar à muralha e o seu reencontro com Ghost, finalmente ele mostra ternura com o seu lobo.

Sansa é agora a rainha do norte e vemos a sua cerimônia de coroação, com os nortenhos a proclamá-la Rainha do norte.

Arya está no seu navio com um lobo gigante na vela, símbolo dos Stark, em busca da parte desconhecida do mapa.

A série acaba para além da muralha, tal como começou. Jon vai com os wildlings e ghost para norte da muralha. Nesta cena percebemos que o inverno chegou finalmente ao fim. No meio do gelo, encontra-se vida. Uma planta verde a nascer que traz consigo a chegada da Primavera.

Um episódio bem filmado, com uma cinematografia acima da média. E a banda sonora perfeita. Já o argumento, meh…Nota-se que foi bastante apressado, não se sabe como certas personagens chegaram a certo ponto. E, também não percebemos algumas das suas decisões.

É difícil processar tudo isto, porque houve momentos bons e outros nem por isso, sendo esta a combinação especial para um episódio agridoce. Mas, deixemos essas opiniões para um artigo geral sobre a temporada.

Game Of Thrones 8×05

Game Of Thrones 8×05

“The Bells”

Que episódio estranho, está a dividir opiniões entre os fãs e críticos. Mas, todos concordam que o argumento, tal como na 7ª temporada, não tem a mesma qualidade de temporadas anteriores.

No início do episódio, Varys escreve num pergaminho com uma novidade: Jon é afinal Aegon Targaryen. Parece que Varys está a espalhar a revelação por Westeros, o que pode mudar o rumo da história. Na mesma medida, confronta Jon com a sua opinião, de que deveria ser ele o rei de Westeros. Jon, mais uma vez, recusa. Já Tyrion visita uma Daenerys ferida de orgulho, triste e zangada. Tyrion, numa decisão algo estranha, admite que Varys a traiu. Varys já sabia o que lhe esperava, e seguiu para o seu julgamento sem oferecer resistência. Varys despede-se de Tyrion e apenas deseja que esteja errado sobre Daenerys. A palavra Dracarys é ouvida e Varys é queimado vivo. Sempre foi uma das personagens mais interessantes da série, e se calhar era dos poucos que defendia o povo e o reino. Claro que, como se veio a ver mais tarde, Varys tinha mesmo razão sobre Daenerys.

Jon e Daenerys reencontram-se e têm uma nova conversa. A Mãe dos Dragões culpa-o por contar o segredo, e atribui a Sansa a culpa da morte de Varys. A opinião de Jon fica clara, quando aceita-a apenas como rainha e soberana. No planeamento da batalha, Daenerys deixa claro que fará o necessário para ganhar a guerra. Fire and Blood.

Jon e Tyrion parecem estar mais burrinhos que o costume, apenas esperam o melhor, que Daenerys irá colocar a mão na consciência. E, Tyrion faz queixinhas, que levam um dos seus poucos amigos a morrer, o que não é nada dele. Já Jon disse a Theon que era um Stark e um Greyjoy, mas ele próprio ainda não assimilou as duas identidades. Ele ainda parece algo perdido e adormecido.

Jaime foi apanhado ás portas de King’s Landing pelas forças de Daenerys. Tyrion ajuda Jaime a escapar e pede-lhe que ele e Cersei fujam para Pentos. Jaime e Tyrion partilham um momento bastante ternurento entre irmãos, o que pareceu uma despedida. Tyrion, mais uma vez, pode ter feito algo que vá contra as intenções de Daenerys e que podem condenar mesmo a sua vida, depois do último aviso dela.

Chega o dia da batalha. A frota de Euron na Baía, e a Companhia Dourada às portas da cidade. O povo foge para dentro da Red Keep, pelo menos os que conseguiram, os restantes ficaram na cidade. Daenerys aparece de rompante e destrói a frota de Euron. E, depois destrói os escorpiões. Do nada, fogo irrompe pelo portão de King’s Landing e a Companhia Dourada foi destruída. Um dragão fez o que três não conseguiram. Um exército que foi tão falado, e foi derrotado tão facilmente. Deixou a desejar, foi irrelevante, não acrescentou nada. As forças de Daenerys e de Jon entram em King’s Landing e começam a lutar.

Os sinos tocam em rendição e por momentos tudo se acalma, sente-se na cidade um alívio momentâneo. Surpreendentemente Daenerys não ouve Tyrion e destrói completamente a cidade. Invadida pela fúria e num ímpeto de destruição, mata inocentes a eito. O seu olhar de fúria culpa Cersei por tudo, sem se interessar pela cidade que outrora jurou proteger.

Os soldados Lannister rendem-se mas, Greyworm e o resto, não têm misericórdia. Vêm os actos de Daenerys como um vale tudo, e os que pareciam os heróis, são agora vilões aos olhos dos civis. Atacam mesmo com os adversários desarmados, o que para mim foi um golpe muito baixo. Daenerys mostra todo o seu poder, e apenas se confirma que irá governar pelo medo. Acho que se esperava uma luta de igual para igual, mais renhida, mas foi um massacre. Tyrion e Jon assistem imóveis à destruição total. A esperança em Daenerys esvai-se. Matou mais inocentes neste episódio, do que Cersei em toda a série. Uma probabilidade alta para descobrirmos afinal quem é o verdadeiro vilão da “Guerra dos Tronos”.

Jaime tem um pequeno encontro com Euron Greyjoy, que miraculosamente está vivo. Jaime ganha, mas sai mortalmente ferido, restando-lhe pouco tempo de vida. A esvair-se em sangue vai ao encontro de Cersei e consegue socorrê-la no momento em que esta se encontrava mais vulnerável.
Eles nasceram juntos e agora pode-se dizer que juntos morreram, nos braços um do outro. Como devia ser. Conclusão, não houve ninguém específico a cometer o ato de assassinar a Cersei com que tantos sonharam, esta acabou por ser uma das milhares de fatalidades que ocorreram pelo ataque impiedoso de Daenerys.

Sandor Clegane e Arya Stark entram juntos na Fortaleza Vermelha, mas Sandor convence Arya a ir embora, e esquecer a vingança com Cersei, caso contrário esta não iria sobreviver. Um momento bonito entre estas duas personagens. Arya surpreendentemente segue o conselho e passa o resto do episódio a tentar sobreviver no meio do caos. Uma das cenas é non-stop tal como GOT nos habituou. Arya protagonizou uma das cenas mais bonitas do episódio. Depois da confusão e destruição, as cinzas caem do céu, como se fosse um novo renascimento de uma nova era. Mas Arya não gostou do que viu, e sem dúvida que vai ser uma das responsáveis para mudar ao que assistiu.

O momento mais aguardado por Sandor Clegane (The Hound), era a oportunidade de matar o seu irmão, Gregor Clegane (The Mountain). Num momento em que a cidade estava a descambar e a queimar, chamas exultam por todos os lados, que até então assustavam Sandor, mas agora abraçam a sua derradeira batalha.

Gregor deixa de obedecer Cersei e mata o Gran Master. Começa a luta, quase parece invencível, pois todos os ataques mortais que Sandor desferiu-lhe revelaram-se ineficazes e quando já parecia impossível matá-lo da forma tradicional, Sandor atira-o indo juntamente para as chamas que consomem a cidade e assim morrem os dois.

Jon está em choque. Esta “batalha” foi a gota de água. Põe à prova todos os seus valores morais, que até então defendia, ele viu-se pela primeira vez do lado mau, viu o lado inimigo que se tinha rendido e que fora traído, a tentar socorrer o povo, quando o seu lado estava só interessado na chacina e matar inocentes sem qualquer motivo. Vemos o desespero nos seus olhos a tentar processar e parar toda esta loucura, mas sem forma de o conseguir, fez o que podia e retirou o máximo de tropas que conseguiu da cidade, antes que mesmo eles sucumbissem ao fogo e destruição causados pela sua “rainha”.

Este episódio também acompanhou muito uma parte que até então não era muito explorada, o povo, fomos acompanhando a menina que entregava as mensagens de Varys, na sua tentativa de sobreviver juntamente com a sua mãe e nessa jornada atribulada vimos o que o povo sofre com as decisões dos seus governantes. Sem terem tido um pingo de culpa em todo este enredo. Arya chegou mesmo a tentar salvá-las, mas estas acabaram por ser mais uma das milhares de fatalidades do fogo do dragão e da destruição massiva da cidade.

No final do episódio, alguns pontos parecem certos. A Daenerys calhou-lhe o lado louco da moeda dos Targaryen. Está a tornar-se tudo aquilo que dizia nunca ser, a rainha das cinzas. As pistas estavam lá, mas talvez fosse necessário mais tempo para chegar aquele ponto. Já Jon e Tyrion tem algumas decisões para tomar, e sem dúvida de arcar com as consequências das suas ações. Jon terá de se impor, e pôr termo a esta loucura. Já Tyrion, não prevemos que tenha um futuro muito feliz, é bem capaz de ser morto por traição por Daenerys. Uma coisa é certa, Daenerys é agora rainha do caos e destruição, que ela mesma semeou.