Big Little Lies

Começa com uma morte. Ninguém sabe quem é. Muito menos desconfiamos quem é o assassino. Ouvimos testemunhas. Várias testemunhas, mas nenhuma parece saber do que está a falar. Ninguém conhece a história, não verdadeiramente. Conhecemos as personagens principais. Madeline Mackenzie (Reese Witherspoon), melhor amiga de Celeste Wright (Nicole Kidman), conhece Jane Chapman (Shailene Woodley), recente na cidade de Monterey, enquanto ambas levam os seus filhos para a escola primária.

As aparências de vidas perfeitas começam a dissuadir com o avançar dos episódios. Madeline, pessoa desinibida e um pouco controladora, sofre com a desobediência da sua filha adolescente. Vive às turras com o seu ex-marido, mas tenta ser feliz ao lado do seu atual marido, que faz tudo por ela. Celeste, abdicou do seu trabalho como advogada para se dedicar inteiramente à família, aos seus filhos gémeos e marido. No seu casamento é vítima de um amor obsessivo, e incoerente liderado por muita raiva e agressão. Jane ainda não conhecemos muitas informações sobre a sua vida privada. Mãe solteira, vive quase sem a ajuda da família num lugar estranho. A amizade que tem por Madeline vai ajudá-la a resolver falhas do passado.

big-little-lies 2

Um trio feminino que se junta todos os dias depois de deixarem as crianças na escola, mas cada uma esconde os seus próprios segredos. Ao longo de sete episódios acompanhamos a história baseada no livro de Liane Moriarty. “Big Little Lies” é uma série que me fez lembrar “Donas de Casa Desesperadas“, portanto o seu enredo não contém nada de novo. Contudo a sua concepção bem realizada e o elenco de luxo tornam a série mais apelativa. Os foco principal dos temas da série são bastante atuais e que mexem bastante com a sociedade dos dias de hoje. Temos a violência doméstica, o abuso sexual, a descriminação, o bullying e como as relações pessoais que mantemos pode influenciar bastante a opinião de terceiros. Basicamente são demonstrados conflitos de como viver em sociedade. A par da excelente realização e das interpretações dos atores, temos a banda sonora que consegue captar os momentos mais emotivos.

Merecedora de prémios nos Emmy Awards de Melhor Série, Direcção, Melhor Atriz e Melhor Ator Secundário e Globos de Ouro. “Big Little Lies” consegue bem misturar o drama ao mistério, com um ligeiro tom de comédia e que torna o espectador empolgado por descobrir o final. A segunda temporada já está em gravações e Meryl Streep já foi confirmada no elenco. Considerada como das melhores séries de 2017.

La Casa de Papel

Para quem já viu a série, provavelmente já sabe a música “Bella Ciao” de cor. Tema interpretado pelos protagonistas, como o hino oficial ao roubo. Personagens como o Professor, Tóquio, Berlin, Rio e Denver já são conhecidos facilmente pelos portugueses. A série com 15 episódios (a Netflix modificou esse registo em Portugal) tornou-se num verdadeiro sucesso. Em qualquer lugar é facilmente possível encontrar alguém que já viu a série. Um grupo de oito assaltantes que já cometeram a sua dose de crimes, juntam-se ao Professor, mastermind de um plano perfeito para assaltar a Casa da Moeda em Espanha.

Uma série fantástica e que tem sido um sucesso internacional. As personagens carismáticas e cada uma com a sua história cativante, criou uma onda de apoio do público pelos assaltantes. A narrativa bem escrita criada por Álex Pina é dos factores mais consagrantes da série. O argumento é fantástico e não modificava nem uma vírgula. Facilmente ficamos viciados neste carrossel de emoções e esperamos que tudo corra bem para estes protagonistas com nomes de cidades.

La Casa de Papel-2

La Casa de Papel” provoca o vício e queremos mesmo ver tudo até ao fim. Cada episódio é uma arrepiante manobra para o desfecho do assalto mais mediático do momento. Temos de continuar a ver até ao fim, porque é fácil terminar um episódio com alguém a apontar uma arma a outro. À primeira vista, esta situação fez-me lembrar do filme “O Infiltrado“, até estava à espera de algo do género, mas o resultado final foi ainda mais surpreendente. Nesta série podemos contar com um pouco de tudo: ação, drama, romance, amizade e muitas situações e decisões difíceis que os protagonistas terão de ultrapassar. Ninguém fica indiferente a esta série e é um dos temas recorrentes em qualquer lugar. “La Casa de Papel” é em língua espanhola e totalmente diferente das séries norte-americanas, mas ainda melhor. Uma série imperdível que já chegou ao meu top de melhores séries de sempre.

American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace

A série criada por Scott Alexander, Larry Karaszewski e Tom Rob Smith recebeu um novo rumo nesta segunda temporada. Baseada na série principal, American Horror Story, esta também segue a influência de uma história autónoma a cada temporada. Depois de abordado o caso de O.J. Simpson e do seu julgamento em 1994-1995 sobre a morte da sua ex-mulher e do seu amigo. A segunda temporada foi baseada no livro de Maureen Orth, “Vulgar Favors: Andrew Cunanan, Gianni Versace, and the Largest Failed Manhunt in US History”, sobre o assassinato do estilista Gianni Versace. A família da casa italiana apresentou a sua oposição à série. Por esse motivo percebemos que esta é uma obra baseada na imaginação dos produtores e tal é explicado no final de cada episódio. Sabemos o desfecho final, contudo os meios são ainda ocultos. Esta é uma série baseada em eventos verídicos, mas apenas com conteúdos de entretenimento e não históricos.

O primeiro episódio começa com o início do fim. O estilista italiano, mundialmente famoso, Gianni Versace (Édgar Ramirez) acorda na sua mansão em Miami Beach. Toma o pequeno-almoço e sai para comprar as notícias do dia. Durante o caminho ainda é abordado por alguns fãs que insistem num autógrafo. Na mesma sequência conhecemos o lado do assassino, Andrew Cunanan (Darren Crisis). Com um aspecto desnorteado e desesperado, grita sozinho em plenos pulmões na praia. Percorre as ruas de Miami com tristeza no olhar e com cara de decidido. Usa um chapéu vermelho e uma mochila às costas com uma cópia do livro “The Man Who Was Vogue”, o nome do episódio, e uma arma na mão direita. Enquanto Versace abre a porta da sua mansão, Cunanan vê aí a oportunidade e dispara à queima-roupa. Esta é a introdução da história.

Voltamos atrás no tempo e conhecemos os precedentes de Cunanan. Um jovem vivaço que mente com os dentes todos. Usa a imaginação e cria histórias fantásticas sobre a sua vida e conseguindo ainda fazer os outros acreditarem. Mestre da persuasão, aprendeu estas técnicas com o seu pai. No episódio 8 “Creator / Destroyer” é apresentada a sua infância. Educado e mimado pelo progenitor, que via nele o “filho especial”, tornou-se narcisista e individualista. A família sempre foi o seu pilar. Contudo quando esta desabou, o pai fugiu do país para as Filipinas acusado de fraude, a doença metal da mãe começou a agravar e a falta de dinheiro, ajudaram a que Andrew fizesse tudo para chegar ao topo da classe social. Para isso usou a arma que sabia usar melhor, mentir. [LER MAIS]

6 acontecimentos que não gostei em ‘Diários do Vampiro’

A série “Diários do Vampiro” terminou no ano passado, mas ficaram-me situações entaladas que não concordei. Se fosse eu, fazia de maneira diferente, mas Julie Plec foi quem decidiu. Esta é a lista de 10 acontecimentos que não gostei em “Diários do Vampiro”.

Morte do Tyler

O Tyler não era das minhas personagens favoritas. De longe. Mas fazia parte do elenco inicial e isso já era importante. Depois de muitos episódios fugido e reencontrado na série “Originals” esta personagem teve um fim que podia ter sido evitado. Na última temporada, Damon sob a influência de Sybill mata impiedosamente Tyler.

Caroline e Alaric

Pode mesmo dizer-se que Alaric foi das personagens mais azaradas da série. Ficou sem a sua esposa, que escolheu ser vampira. A sua namorada Jenna morreu como sacrifício e a sua noiva no dia do casamento foi assassinada pelo próprio irmão. Contudo quando Caroline engravidou das suas filhas, pensou ter reencontrado o amor. Este noivo de Caroline durante três anos, mas ela só pensava noutro. A história destes dois é um pouco disfuncional e não avançou para o enredo.

Stefan ser Silas

Vampire Diaries” era uma série que se focava em Doppelgängers. Mas a insistência no assunto era tão cansativo que já aborrecia. Na quinta temporada foi apresentado um novo vilão com origem na antiga Grécia, mas não encheu as medidas. Silas era nada mais nada menos do que o Doppelgänger de Stefan.

Bad girl Elena

Quando Elena tornou-se vampira aceitou dedicar-se a fazer uma dieta apenas com sangue animal. Mas essa ideia de vegetariana de vampiro não resultou como pensado. Elena tinha fome por sangue humano. Na quarta temporada ainda não certa dos seus sentimentos amplificados esta personagem era um espírito livre e isso tornou-a muito idêntica a Katherine.

Saga dos Travelers

A quinta temporada ficou marcada pelos Travelers. Uma ceita de bruxas que de geração em geração tem transmitido o conhecimento dos seus poderosos feitiços. Esta foi a saga mais aborrecida da série “Vampire Diaries“. Um lineamento fraco dos episódios e das personagens que quase desisti de assistir à série neste momento.

Romance de Lily com Enzo

Tanto “Vampire Diaries” como “Originals” foca-se bastante no poder dos progenitores. Na temporada seis apareceu a mãe de Stefan e Damon, que pensavam estar morta. Com o avançar da história apercebemos que Enzo nutre um romance com Lily do passado. Ambos não mantém química nenhuma. Além disso torna-se um pouco estranho já que é o mesmo Enzo que começa a namorar com Bonnie.

Ficheiros Secretos

A quarta temporada de Ficheiros Secretos foi exibida no ano de 1996. Temos um agente Mulder (David Duchovny) com um novo penteado, estilo anos 90. Aquele género que Leonardo DiCaprio usou no “Titanic” e jovem Matt Damon também. Além deste momento fashion conhecemos uma nova personagem com o nome peculiar. Marita Covarrubias (Laurie Holden), mais conhecida como a Andrea de The Walking Dead. Esta também foi a temporada em que Mulder e Scully quase se beijaram. Apesar de não acontecer, ficou aquele clima no ar.

A série criada por Chris Carter tenta inovar a cada episódio. Por isso temos momentos bons como o episódio “Demons” em que Mulder acorda sem memória num quarto de hotel coberto de sangue e a sua investigação será sobre o desaparecimento da sua irmã, ainda em criança.  Episódios chave que revelam o passado de personagens como o smoking man. Percebemos que apesar de um assassino a sangue frio sonha ser um poeta famoso e esteve presente em grandes momentos da história americana. Foi ele que cedeu a ordem do assassinato do presidente Kennedy e de Martin Luther King. Também marcou presença na primeira autopsia a um extraterrestre. A personagem Skinner também foi o protagonista de uma episódio especial. Contudo é Scully que vai sofrer as consequências de ter sido raptada por extraterrestres na temporada anterior. No episódio “Leonard Betts“, os agentes do FBI descobrem o caso de um homem imortal que se alimenta das partes cancerígenas do ser humano. Na penúltima cena do episódio, Betts larga a bomba na Scully e refere “tens algo que eu preciso“. Dana começa a ter sintomas de doença, mais tarde confirmada como um tumor no cérebro, provavelmente devido ao contacto com os alienígenas.

   

Outros episódios fantásticos contribuem para a qualidade desta temporada. “Home” é um episódio perturbador, mas absolutamente surpreendente e interessante. “Paper Hearts” foca-se num assassino em série e no passado de Mulder que pode ou não estar relacionado com o desaparecimento da sua irmã. O verão de 1997 foi longo para os fãs da série, pois ansiavam pela chegada da quinta temporada . A quarta termina de uma forma dolorosa com “Gethsemane“. Scully é chamada a identificar um corpo e no final somos confrontados com uma dura realidade. Será que sim? Será que não?

8 acontecimentos que não gostei em ‘Dawson’s Creek’

Quem diria que a série “Dawson’s Creek” faz 20 anos? Lembro-me de ainda ser miúda e acompanhar esta série durante as férias de verão transmitido no canal TVI (ainda não existiam os morangos com açúcar) e de achar que os adolescentes eram complicados. Revi a série quando entrei para a faculdade e tudo já fez um pouco mais de sentido. “Dawson’s Creek” também acompanhou-me durante a minha adolescência. Fui-me afeiçoando às personagens, mas existem situações que não concordo nada. Esta é a lista.

1. O trágico destino de Mitch

Ainda não recuperei dito. Mitch teve o seu fim marcado na série quando morreu de forma trágica enquanto conduzia. O problema é que o acidente foi provocado pelo próprio enquanto conduzia e comia um cone de gelado. O gelado escorregou e Mitch despistou-se. Não me convenceu.

2. O fim da amizade com Andy

Apesar dos seus problemas, Andy conseguiu fazer parte do grupo. Manteve um romance sério com Pacey, e eram os dois felizes. Considerada como a mais maternal do grupo, era também a mais responsável. Andy fazia parte da equipa, contudo a sua forte depressão abalou a amizade.

3. O caso de Joey com um professor

A personalidade da Joey não parecia a mesma na temporada. Sempre muito racional e com receio de se entregar completamente ao amor, Joey caiu no mesmo erro que Pacey na primeira temporada, ter um caso com um professor. Talvez os argumentistas tinham a intenção de tornar a protagonista mais adulta, mas tal não caiu muito bem no historial da personagem. Caracterizo este momento como esquisito.

4. O estranho romance de Dawson com Gretchem

Gretchem Witter era a irmã mais velha de Pacey. Voltou para Capeside para reunir-se novamente com a família. Ou assim pensavam. Dawson começou a conviver mais com Gretchem (a sua paixão de infância) e juntos começaram um rápido romance. Mas não tinham nada haver um com o outro.

5. A despedida da Jen

O drama principal da série focava-se no triângulo amoroso do Dawson-Joey-Pacey, e por isso algumas personagens foram completamente abandonadas à sua sorte. Jen Lindley (Michelle Williams) foi desses casos. No último episódio descobriu-se que tinha uma filha e que ia morrer. Além disso nunca chegou a encontrar o amor que tanto procurou. Não percebo este drama, a morte dela foi totalmente exagerada.

6. O forte protagonismo de Joey

Como integrante do elenco principal Joey Porter (Katie Holmes) era das personagens com mais desenvolvimento. Contudo foi um exagero. Os inúmeros namorados, as volta e acaba histórias e ainda as cantorias forçadas. A personagem era muitas vezes exposta a situações que não enquadravam na sua tipologia.

7. A traição de Andie

Logo na terceira temporada, Andie volta a Capeside, após um tempo a recuperar numa clínica. Pacey feliz com a chegada da namorada, fica magoado quando descobre que ela o traiu com um paciente da instituição. O casal termina de vez. Na minha opinião, Andie sempre foi uma pessoa pacífica, e esta situação de ter relações com outra pessoa foi muito estranha, já que ela e Pacey adiaram esse momento.

  

8. O fugaz namoro de Joey e Charlie

A Joey nunca foi muito decidida. Além de Dawson e Pacey outros romances surgiram, principalmente na sua ida para a faculdade. Charlie Todd (Chad Michael Murray) foi um desses casos. O ex-namorado de Jen aproximou-se de Joey. Juntos mantinham uma banda, e foi um dos motivos da separação do casal. Acho este casal demasiado fosco. Além disso ele já tinha andado com a Jen, a Joey não tem de ficar com todos.

Séries que vão terminar em 2018

2018 será o ano de despedida de algumas séries de televisão. Estas são a que mais vamos sentir falta. Até ao momento estes foram os finais anunciados. Qual é a que te vai custar mais?

The Americans

Apreciada pela crítica (e com bons motivos) “The Americans” vai chegar ao fim. Os produtores sempre assim o disseram, quando chegar a altura certa, terminamos. Parece que é agora. A história segue um casal de espiões soviéticos disfarçados nos Estados Unidos da América como americanos na década de 80. A sexta temporada será a última, com 11 episódios. Estreia a 28 de março.

Scandal

O drama político criado por Shonda Rhimes vai deixa-la mais à vontade quando terminar. Olivia Pope uma das gerentes de crises da Casa Branca vai terminar a sua estadia na televisão na sétima temporada que já exibiu sete episódios em 2017. Vai voltar agora para mais onze.

House of Cards

A série que catapultou a Netflix para a fama, vai chegar ao fim. Após o escândalo com o ator Kevin Spacey, o que resultou no seu despedimento, “House of Cards” terá apenas só mais uma temporada.  Esta será apenas focada em Claire (Robin Wright), mas ainda sem data de estreia.

Nashville

Após seis temporadas baseadas em música country, “Nashville” tem o seu fim contado com 16 episódios. Muito drama e música à mistura foi o que esta série nos ofereceu nestes anos.

New Girl

A série de comédia da FOX protagonizada por Zoey Deschanel vai terminar na sétima temporada com oito episódios. Será assim o desfecho das aventuras de Jess. A estreia será no dia 10 de abril.

The Originals

Um ano depois do fim da série-mãe, “Vampire Diaries” será a vez de “The Originals” chegar ao fim. A história dos vampiros originais tentarem recuperar a sua cidade vai terminar com 13 episódios na quinta temporada, provavelmente no início da primavera. Além disso a criadora Julie Plec não descartou a possibilidade de continuar com mais um spin-off sobre os vampiros.

12 Monkeys

Esta adaptação do clássico de ficção científica de Terry Gilliam com Bruce Willis esteado em 1995 vai finalizar a história do homem mandado para o passado (nosso presente) com o propósito de encerra o desfecho de uma praga mortal que irá extinguir a Humanidade. Segundo o canal Syfy a quarta será a última.

The Fosters

A história da família adotiva mais diversa da televisão vai terminar após cinco temporadas, já no início do ano. No entanto a emissora Freeform anunciou que irá começar um nosvo spin-off da série com a presença de Callie (Maia Mitchell) e Mariana (Cierra Ramirez).

Veep

A série de comédia política da HBO vai terminar este ano. O canal televisivo já anunciou que a sétima temporada desta série vencedora de vários prémios será a última. A protagonista Julia Louis-Dreyfus explicou a decisão de concluir a produção: “Nós não queremos repetir-nos ou desgastarmo-nos”. Contudo recentemente também anunciou que estava a enfrentar um cancro da mama e iria começar os tratamentos.

The Crown – Temporada 2

Uma das séries de sucesso da Netflix voltou para a segunda temporada. Baseia-se noutra década do reinado da Rainha Elizabeth II.

Misadventure” é o título do primeiro episódio. Começamos a temporada com uma crise matrimonial entre a Rainha Elizabeth (Claire Foy) e Philip o Duque de Edimburgo (Matt Smith). Durante os episódios seguintes, recuamos meses do ponto de partida e compreendemos a origem da situação. O casamento real é posto à prova, e o divórcio não é opção. O casal terá de lutar para que o matrimónio se mantenha estável. Elizabeth terá de tomar difíceis decisões a nível pessoal e nacional. Numa série histórica que acompanha factos verídicos, o espectador conhece mais pormenores sobre a Crise Suez e o Caso Profumo. Para relembrar, a guerra Suez, mencionada, aconteceu no ano de 1956, uma crise política que teve início quando Israel com o apoio do Reino Unido e França, países que utilizavam o canal para o livre acesso ao comércio oriental, declarou guerra ao Egipto. Já o desfecho da temporada foi marcado pelo Caso Profumo. Um escândalo político, entre John Profumo, Secretário do Estado de Guerra e Christine Keller uma futura modelo de 19 anos de idade  que abalou  o Parlamento e  resultou na demissão do Primeiro-Ministro.  Estes foram fortes assuntos que assombraram as décadas de 1950 e 1960, período que se foca esta temporada.

A Netflix prometeu-nos 60 episódios desta série que se tem mantido um sucesso, e ainda só vamos na segunda metade de reinado na vida da Rainha. Durante estes anos além das crises políticas que abalavam o governo, após Churchill (interpretado por John  Lithgow na temporada passada) dois primeiros-ministros não conseguem manter-se no cargo, fortes críticas são feitas à monarquia, a fidelidade do Duque de Edimburgo é posta em causa, o casamento real entre a princesa Margaret e um fotográfico bissexual e até a visita dos Kennedy ao Palácio Buckingman, dois anos antes do  assassinato do Presidente, todos estes temas foram  retratados nesta temporada. [LER MAIS]

Séries que ando a ver – Parte 2

Neste post vou fazer um update sobre as séries que ando a ver ultimamente. Saem umas, entram logo outras. Nesta lista excluí os animes, entretanto depois também posso fazer um post sobre esse tema. Também aqui só estão as séries que de momento está no ar a temporada, ou então as que eu estou a seguir e que já terminaram.

Series que ando a ver-3

The Walking Dead – Já sigo há imenso tempo esta série e não é agora que vou parar. Aliás já me afeiçoei às personagens e não é agora que as vou largar. A história ainda consegue ser interessante, apesar de não concordar com muitas das decisões. Pobre Carl.

The Originals – Esta é recente, ainda só comecei a vê-la há uma semana. O spin-off de Os Diários do Vampiro, mantém o mesmo carácter sobrenatural, mas não tão adolescente. Soube que vai terminar este ano, mas ainda tenho muito para ver antes de aí chegar.

Once Upon a Time – Na minha opinião esta série já deu tudo o que tinha para dar. Nada de novo tem surgido nesta nova temporada. A maioria das personagens saíram e entraram outras novas. Ainda a continuo a ver porque tem aquele carácter de fantasia e é da autoria da Disney.

Anatomia de Grey – O meu guilty pleasure de fim-de-semana. Mesmo após anos a ver esta série, ainda consegue fascinar-me. O elenco não é tão forte como o das primeiras temporadas, mas lá se mantém.

Empire –  Comecei a seguir esta série nas férias do ano passado. Ultimamente não tem dado uma para a caixa. A narrativa dos episódios é cansativa e as personagens com histórias desinteressantes. Espero que termine nesta temporada. O que vale é a banda sonora que continua cinco estrelas.

Series que ando a ver-1

Narcos – Segui as duas temporadas anteriores, mas esta está a demorar mais a arrancar. Como os episódios são demoradas, por vezes é difícil conciliar o tempo. A história baseada em eventos reais é fantástica e até conseguem uma qualidade cinematográfica em cada episódio. A não perder.

This is Us – Adoro dramas familiares, mas This is Us não é uma série comum. Consegue por os nossos sentimentos à flor da pele. Acreditem quando vos digo que passo o episódio inteiro com lágrimas nos olhos. Aguardo sempre todas as semanas por um episódio novo.

Supernatural – Estes dois já passaram por tudo e eu estive sempre a acompanhar os bons e maus momentos durante estes anos todos. A série ainda se mantém muito devido aos fãs, mas os argumentistas fazem um bom trabalho com a qualidade dos guiões.

Gotham – Confesso que já começo a ficar cansada desta série. A história demasiadamente apressada e vilões aos molhos, danifica a qualidade da narrativa. Ainda continuo porque estamos a falar do Batman. Tenho cá para mim que não vai durar muito mais.

Rescue Me – Esta série já terminou. Comecei a vê-la porque lembro-me de assistir a alguns episódios na televisão e gostar. Contudo como não é muito popular, apesar das sete temporadas que teve só consigo vê-la online e nem sempre é fácil encontra-la. Por isso estou atrasada, já que comecei a vê-la há um ano.

Series que ando a ver-2

Sabrina a Bruxinha Adolescente – Esta série de 20 minutos é a minha felicidade antes de ir dormir. Um episódio de Sabrina anima o dia por mais crappy que tenha sido. Vi isto em miúda, mas a qualidade mantém-se. Adoro as piadas do gato Salem e o humor maduro da protagonista.

Ficheiros Secretos – Esta série vão assistindo quando posso. É um tapa-buracos, posso assim dizer. Quando não tenho nada para ver assisto a um episódio de X-Files, já que os episódios não seguem uma história linear, mas sim casos diferentes. Se continuam a fazer mais temporadas, por este andar nunca mais termino.

Dois Homens e Meio – Uma série de comédia que também gosto muito. Como estou naquela parte em que saiu o Charlie Sheen tem sido um pouco complicado de arrancar. Fiz uma pausa para começar um anime, e ainda não arranquei. Mas este ano tenho de terminar.

 

Drácula

“Drácula” uma série criada pela NBC e Sky Living em 2013, conseguiu apenas uma temporada com dez episódios. O plot interessante que se foca no majestoso e supremo vampiro, interpretado por Jonathan Rhys Meyers. Contudo o apressar da produção da série, não permitiu a qualidade do argumento acompanhar a sua conhecia narrativa. Momentos mortos e personagens pouco convincentes, tornam esta série desmotivante e com muitas pontas soltas por segurar.

 A série começa com o acordar de Drácula, há anos adormecido. Na sua chegada a Londres, assume o nome de Alexander Grayson, que deseja conseguir mudar mentes ao trazer a ciência moderna à cidade vitoriana. A electricidade é ainda uma invenção recente e nada melhor do que um show para atrair as pessoas que deseja à sua mansão. Mas a verdade não é bem essa. Drácula tem apenas um objectivo. Vingança, por aqueles que lhe fizeram mal no passado. Tudo muda, quando o famoso vampiro conhece Mina, a reencarnação da sua falecida esposa, Ilona.

Dracula-2

Esta série dispersa-se muito na sua narrativa. Por esse motivo não conseguiu o apoio do público e foi cancelada. As personagens marcam potencial, até porque incentivam à presença feminina, contudo os produtores não souberam gerir a viabilidade da história. O espaço foi bem escolhido, a época vitoriana, desperta-nos o misticismo pelas criaturas sobrenaturais. O elenco também se mantém razoável, mas nem assim consegue salvar os fracos episódios.

Existem claramente momentos bons e dramáticos necessários a uma série deste género, mas tal não foi suficiente para o seu sucesso. Apesar de  Jonathan Rhys Meyers estar excelente para o papel, é um Drácula de “quase” bom coração, o que se torna desmotivante. Nesta série era esperado mais sangue e dentes afiados, mas tal não aconteceu.