Sabrina a Bruxinha Adolescente

Sabrina a Bruxinha Adolescente

Lembro-me de ser miúda a assistir religiosamente aos episódios que eram transmitidos da Sabrina no canal RTP2 na hora do jantar. A minha memória é mais clara nas últimas temporadas, quando a protagonista já estava na faculdade. “Sabrina a Bruxinha Adolescente” foi exibida em 1996 e conseguiu-se manter no ar até 2000. Recentemente voltei a pegar nesta série, que até ao momento estava esquecida, que começou a ser relembrada devido ao lançamento de uma nova série da Netflix com o mesmo nome, mas produzida noutros parâmetros. Escolhi voltar a vi este sitcom, porque primeiro não cheguei a terminar, e a minha curiosidade persistia. Será que a Sabrina ficou com o Harvey? e segundo queria uma série descontraída, e curta que servi-se para assistir ao final do dia e ainda rir um pouco. Comecei a ver, e o meu namorado não resistiu, acompanhou-me nesta aventura de rever um fantástico clássico da televisão.

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Sabrina Spellman, interpretada pela carismática e divertida Melissa Joan Hart, ao fazer 16 anos, descobre que é metade mortal e metade bruxa. Nesta idade, começa a receber poderes, mas rapidamente percebe que tudo tem um preço e nada se torna tão simples como parece. A viver com as suas tias bruxas, a responsável Zelda e a desatinada Hilda, vai aprender que não se deve tomar o caminho mais fácil. Além disso o gato de companhia falante Salem tem sempre opinião sobre todos os assuntos, às vezes inconveniente, mas sempre com a mesma piada.

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Esta série produzida por Hartbreak Films, Archie Comics, Finishing the Hat Productions, e Viacom Productions conseguiu ser um sucesso televisivo. Numa época em que se procurava chegar a um público mais juvenil , esta foi a solução encontrada que conquistou miúdos e graúdos. Apesar da sinergia cliché entre todas as personagens, “Sabrina The Teenage Witch” era engraçada, com muitas das piadas “secas” utilizadas por Salem e os sarilhos e diálogos protagonizados por Sabrina.


Resumo das Temporadas

Temporada 1

Nesta primeira temporada, Sabrina no seu 16º aniversário descobre que é uma bruxa. Meia mortal do lado da sua mãe que não a pode visitar e meia bruxa do lado do seu pai. Entregue ás suas duas tias, começa a desenvolver os seus poderes. Nesta temporada a protagonista tenta encontrar o equilíbrio entre os dois mundos (por vezes difícil), além disso vive nos loucos anos da adolescência. Deseja causar boa impressão no seu crush, Harvey Kinkle mas também deseja evitar problemas com a rapariga popular Libby, que está sempre no seu caminho. O argumento bem escrito foi dos factores cruciais para o seu sucesso. Depois desta temporada a sua melhor amiga Jenny e o professor Mr. Pool saíram da série sem explicação.

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Temporada 2

Com 17 anos, Sabrina descobre que tem de estudar para passar no teste de bruxa, senão perde a licença. Contudo ela não respeita os conselhos das tias e falha. Obrigada a estudar num boot camp para bruxas, consegue passar, mas ainda com cautela. Apenas quando fizer 18 anos terá uma nova prova de feitiçaria. Será orientada pelo Quizmaster que ao longo do ano a vai aconselhar sobre a melhor maneira de fazer magia. Conhecemos a neurótica amiga de Sabrina, Valerie e o novo vice-presidente da escola, Mr. Kraft que acha Sabrina uma rapariga estranha, mas tem uma paixoneta pela sua tia Hilda.

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Temporada 3

Sabrina consegue a sua licença, mas descobre que para conseguir utilizar a mesma, terá de descobrir o segredo da família. Durante a temporada, membros da família visitam-na e oferecem-lhe pistas. No final da temporada as personagens Valerie e Libby saem da série.

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Temporada 4

Nesta temporada, Sabrina é mentora da nova personagem Dreama, uma bruxa muito desajeitada que nada o que faz, sai certo. Um novo amigo de Harvey, Brad, aparece na série. Brad te um gene especial que o torna um caçador de bruxas. Sabrina e Dreama tem de evitar a todo o custo, utilizar magia na presença de Brad. Além disso, a protagonista começa a trabalhar no Bean There, Brewed That, um coffee house, onde conhece Josh, um universitário. No decorrer da temporada as personagens Brad e Dreama, vão desaparecendo da série, sem motivo. A relação entre Harvey e Sabrina estava um pouco tremida devido ao beijo de Sabrina em Josh. No final da temporada Harvey descobre que Sabrina é uma bruxa, devido à quota de feitiços excedida nele e termina com a jovem.

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Temporada 5

Sabrina começa a faculdade e muda-se da casa das tias, para uma casa própria de faculdade. Lá conhece novos colegas: Roxie (uma feminista social), Morgan (uma mimada e fútil rapariga) e Miles (um geek obcecado com ficção científica e paranormal). Hilda e Zelda sentem-se sozinhas desde que a sobrinha saiu de casa e decidem seguir a sua vida. Hilda comprou o coffee house e Zelda começou a leccionar na faculdade. A série termina com um beijo entre Sabrina e Josh que finalmente assumem os seus sentimentos.

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Temporada 6

Ainda juntos, Josh e Sabrina terão de decidir algo importante juntos. Josh recebeu um proposta irrecusável para trabalhar no estrangeiro, o que complica a situação de ambos. Harvey reaparece, mas desta vez namora com Morgan, a colega de Sabrina. No final da temporada, Sabrina acorda em sacrificar o seu verdadeiro amor de forma a que Hilda case com o homem da sua vida. Sabrina parte-se em pedaços quando Harvey e Josh dizem que nunca mais a vão ver na vida.

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Temporada 7

Zelda sacrifica os anos da sua idade adulta para restaurar o coração de Sabrina. Depois das tias, Josh e Miles serem cortados da série, Sabrina e as amigas, Roxie e Morgan vão viver para a casa das tias. A protagonista começa a trabalhar como jornalista na revista Scorch. No final da temporada ela escolhe o seu verdadeiro amor.

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Conclusão

Sabrina a Bruxinha Adolescente” é uma série bastante divertida e apesar de ter o factor teenager , não cai em demasiados dramas do género. O argumento bem contextualizado é dos factores mais positivos e foca-se em temas como a responsabilidade, amizade, amor e fazer o que está certo. Apesar dos sarilhos e dilemas da personagem principal, o público aprende com Sabrina e emendar o errado. Esta é uma série com muita vibe dos anos 90 que me faz lembrar da minha infância, e conseguiu ter um novo gostinho agora que assisti novamente. Quem se lembra desta série?

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Doutora no Alabama

Doutora no Alabama

Hart of Dixie ou em título português Doutora no Alabama é uma série criada por Leila Gerstein (produtora de Handmaid’s Tale) que conseguiu quatro temporadas ao longo de 2011 e 2015. A história centra-se em Zoe Hart (Rachel Bilson) uma nova-iorquina que para se tornar numa melhor médica é obrigada a praticar medicina numa clínica na pequena cidade no Alabama, Bluebell. Descobre mesmo aí que a clínica lhe foi deixada pelo anterior médico da cidade, o Dr. Harley Wilkes.

Habituada à cidade e com dificuldades de integração numa pequena vila, Zoe é logo posta de parte pelos habitantes. Contudo a sua simpatia, e bom cuidado médico vão ser factores que a vão aproximar dos seus utentes e será esse o mote para Zoe continuar em Bluebell.

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O sólido elenco é dos factores mais promissores da série. Rachel Bilson (The O.C.) é a protagonista Zoe Hart, deste drama/comédia romântica, muito ao estilo de Gilmore Girls. A atriz é bastante engraçada com atitudes divertidas e estratégias que acabam sempre furadas. Um triângulo amoroso acontece quando Zoe, apaixona-se por George Tucker interpretado por Scott Porter (Friday Night Lights), mas conhece Wade Kinsella (Wilson Bethel), o mulherengo da zona. Apesar de parecer um plot cliché, não é, muito acontece com as personagens. Lemon Breeland (Jaime King), a noiva de George, começou a receber destaque o que originou divertidas peripécias. Lemon conseguiu receber um desenvolvimento emocional maior e foi das personagens que mais cresceu na série.

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Apesar de ser aquele típica girl show, “Doutora no Alabama” consegue diferenciar-se. O argumento bem escrito, complementado com diálogos coerentes e muito divertidos tornam ainda mais apaixonante está série com simplicidade. Cada episódio é uma aventura e depois de conhecermos as personagens melhor, conseguimos mesmo rir em vários momentos. Intrigas pessoais, planos de juntar casais, segredos que são revelados e sentimentos à flor da pele. “Hart of Dixie” foi filmado nos mesmo estúdios de “Gilmore Girls” e “Everwood” que se focam em pequenas cidades, tal como Bluebell. As reviravoltas no plot é uma das características desta série. Para quem aprecia mais este tipo de série relaxante e comédia trapalhona é um excelente serão. Além disso o final desta série foi dos mais divertidos que já assisti. Aquela sensação de happy ending é do melhor.

Downton Abbey

Downton Abbey

Não há série mais fiel aos tempos antigos, do que Downton Abbey. Tal se deve o seu sucesso, ao detalhe minucioso de todos os pormenores relacionados com o início dos anos 20. O criador da série Julian Fellowers, não teve mãos a medir ao criar esta série de época, líder de audiências.


O Resumo

Durante o reinado de Jorge V, e início do século XX, acompanhamos o quotidiano da família aristocrata Crawley, proprietária da mansão Downton Abbey. A primeira temporada desenvolve-se em torno da trágica notícia sobre o naufrágio do Titanic, em 1912. Tal informação abalar o destino de Downton. O conde Crawley e atual responsável pela propriedade tem de conceder a herdade a um elemento masculino da família, contudo como só tem filhas, o destino de Downton torna-se cada vez mais incerto. Por tal motivo, tenta conseguir casamento para a filha mais velha, Mary, com um primo afastado da família, Matthew. Durante esta temporada acompanhamos os segredos das personagens, as suas decisões e o impacto para o futuro. Além dos senhorios da mansão, os empregados são elementos fundamentais para a manutenção do espaço. Desde o mordomo, Mr. Carson, ao lacaio, Thomas, ao motorista Tom, à governanta, Ms Hughes, cozinheira, Ms Pattmore, todos tem um papel fundamental para a família e Downton.

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A segunda temporada abrange a primeira guerra mundial, e como tal afectou a sociedade e economia do país. Tornou-se um assunto sério quando explorou o sofrimento da guerra para os britânicos. Os desaparecimentos, ferimentos e mortes causadas. A independência das mulheres e a gripe espanhola foi outros dos assuntos que marcaram. A terceira temporada decorre no começo dos anos 20. As consequências da guerra ainda continuam, a falta de dinheiro para manutenção da propriedade e a baixa no nível do pessoal, preocupa Downton. Esta temporada foca-se noutros temas como a homofobia e prostituição. Na quarta temporada os problemas financeiros dos Crawley continuam. A família terá de conseguir criar um plano de gestão da propriedade para esta se tornar rentável. O preconceito racial é o tema principal da quinta temporada. Isso e os conflitos internos entre os familiares. Na última temporada, e a chegada do mundo moderno, Downton está novamente em vias extinção. Devido a várias mansões nobres sucumbirem, é caso para não deixarem traçar o mesmo destino para Downton que se mantém como casa familiar durante gerações.

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O Sucesso

Arrasador de prémios, conquistou o público e a crítica. Nunca uma série de época conseguiu audiências tão altas. O detalhe com que ficamos a conhecer o quotidiano destas personagens, seja proprietários ou criados foi dos factores mais impressionantes. Além disso o argumento bem descontraído, com vários momentos de humor e personagens carismáticas conseguiu captar a atenção dos espectadores. “Downton Abbey” funciona quase como uma aula de história. Conhecemos os costumes, hábitos e as dificuldades/curiosidade com a chegada do mundo moderno, desta sociedade. Imediatamente fazemos parte da família Crawley, e criamos amizades com a criadagem.

O elenco é base principal de excelência que nos brindaram com excelentes interpretações. Adoro a personagem de Maggie Smith, a Condensa Violet, não perde a oportunidade para dizer o que pensa. Mas outras referências como Hugh Bonneville, Michelle Dockery e Jim Carter são sempre presenças que marcaram a série.

Esta série vai comover-nos do princípio ao fim. Apenas perde um pouco de qualidade a partir da terceira temporada, quando os assuntos já começam a desgastar. Contudo é algo superável. Especial atenção para os episódios de natal que se tornaram sempre uma referência da série. Das séries mais apelativas da televisão nos últimos anos e que nos ensina que por vezes a simplicidade é o melhor remédio. Foi anunciado este ano que Downton Abbey vai voltar para um filme com todas as personagens que já conhecemos a amamos.

As melhores interpretações de Glee

As melhores interpretações de Glee

A série Glee terminou em 2015, mas as suas interpretações musicais ficaram para a História da televisão. Adequadas aos momentos por quais os protagonistas estavam a passar, eram um factor crucial para manter a emoção da narrativa. Lembram-se da primeira vez que assistiram a Glee? A série apresentava um grande número de personagens que facilmente nos conseguíamos relacionar.  Seja com a bela cheerleader, ao nerd mais responsável, o rebelde, desportista ou até ao mesmo ao coração mais bondoso. O mais interessante sobre Glee é que não importa a situação, cada uma interpretava a canção no clube. Melhor do que qualquer diálogo. Estas são as 10 melhores interpretações musicais da série.

10) Born This Way – New Directions [T.2 E.18]

A série Glee sempre nos ensinou isto desde o início. Aceitar as nossas e as diferenças dos outros.  Não devemos de ter vergonha do nosso aspecto físico ou dos nossos gostos. Glee é mesmo um clube de aceitação e amizade. Com esta música da Lady Gaga, Born This Way, aprendemos que somos todos diferentes, mas todos iguais. As personagens vestiram t-shirts a realçar os seus aspectos que achavam menos positivos, aos olhos dos outros.

9) Teenage Dream – Blaine/Warblers [T.2 E.6]

A entrada da personagem Blaine, que depois acabou por ficar até ao final, não podia ser melhor. Teenage Dream da Katy Perry interpretada com energia positiva e muita coordenação. Uma forma de boas-vindas do Kurt para os Warbles, um grupo masculino de coro da Escola Dalton Academy. Esta foi a prova que a voz é o melhor instrumento que temos.

8) Don’t Speak – Rachel/Finn Blaine/Kurt [T.4 E.4]

Pode não ter sido das interpretações mais memoráveis, mas foi sem dúvida aquela com mais emoções. Don’t Speak dos No Doubt diz tudo o que precisa de dizer nesta situação da narrativa. Quando estes dois casais não estão completamente bem um com o outro, o ambiente sufoca. Esta música interpretada a quatro foi um momento forte para estas personagens.

7) I’ll Stand by You – Finn [T.1 E. 10]

Um solo de Finn que nos aquece o coração. A descobrir que vai ser pai, guarda para si a ecografia do bebé e canta para ele. I’ll stand by you dos The Pretenders foi o tema tão bem escolhido para este momento especial. O amor evidenciado nesta cena é tocante e faz-nos sentir parte da história. Além disso prova que por vezes cantar solta as nossas emoções mais profundas.

6) Dream On – Will e Bryan [T.1 E.19]

Um duelo de titãs para a música Dream On dos Aerosmith. De forma a querer ser melhor do que o seu ex-companheiro de escola, Bryan Ryan (convidado especial Neil Patrick Harris), Will tenta de tudo num concurso de talentos. Devido à falta de tempo da organização, os dois fazem um dueto. Melhor não podia ter corrido, ambos puxam pela voz e dão tudo naquela música, no final foi difícil manter a respiração.

5) Don’t Rain in my Parade – Rachel [T. 1 E. 13]

Rachel  nunca desilude nas suas interpretações. Apesar da sua personalidade mimada e carente de atenção, Rachel oferece tudo o que tem nas suas músicas. O seu sonho concretizou-se quando interpretou Don’t Rain on My Parade de Barbra Streisand, o seu ídolo, no filme Funny Girl. A música é catchy e a Rachel está na sua praia.

4) Singing in the Rain / Umbrella – Will e Molly [T.2 E. 7]

Um mash-up bombástico. Duas músicas relacionadas com chuva, Singing in the Rain, interpretada por Gene Kelly no cinema e Umbrella por Rihanna e Jay-Z. Will e Molly interpretaram este dueto, com uma dança apelativa, com muita água e que nos fazia lembrar do tema. A atriz Gwyneth Paltron estreou-se como convidada especial da melhor maneira com momentos que nos fazem lembrar os anos 50.

3) Bohemian Rhapsody –  Vocal Adrenaline [T.1 E.22]

Já conhecia esta música da banda Queen, mas ainda não conhecia até à exaustão. Foi após ver esta performance que comecei a conhecer a letra de Bohemian Rhapsody. Além da fantástica mistura de vozes, a dança é bastante personalizada e muito interpretativa. Captou a minha atenção até porque ainda havia aquele odiozinho/amor entre a Rachel e o Jesse, que na minha opinião conseguem os melhores duetos.

2) Rumour Has It /Someone Like You – Santana e Mercedes [T.3 E.6]

Um mix explosivo com excelentes vozes. O mash-up Rumor Has It/Someone Like You, ambas da Adele, excederam todas as expectativas. Santana com uma voz soul e Mercedes que atinge altos surpreendentes foi um toque positivo à música. Com uma dança bem coreografada e uma picante rivalidade feminina tornou esta performance das melhores da série.

1) Don’t Stop Believing – New Directions [T.1 E.1]

Foi neste episódio que tudo mudou. Corrijo. Foi nos últimos cinco minutos do episódio que tudo mudou. Durante o primeiro episódio de “Glee” ficamos a conhecer um pouco mais sobre as personagens que decidem participar no grupo coral da escola. Uns por iniciativa própria e por sonharem com o palco, e outros por influência que algo de maior possa acontecer. No últimos minutos ouvimos o grupo “New Directions” a interpretar “Don’t Stop Believing” dos Journey. Rachel e Finn como o dueto principal e os restantes elementos no coro. Foi naquele momento que percebemos que esta série era para valer.

Inuyasha

Inuyasha

Inuyasha é uma manga criada por Rumiko Takahashi em 1996. A adaptação televisiva não demorou a chegar e em 2000 foi lançado o primeiro episódio. Os estúdios Sunrise produziam o anime, mas em 2004 deixaram a obra incompleta. Em 2009 “InuYasha: The Final Act” foi lançado por outra emissora. A história começa em Tóquio nos tempos atuais, Kagome uma rapariga vive com a mãe, o avô e o irmão mais novo no santuário de Shinto. Enquanto procura o seu gato, perto do poço sagrado, um espírito empurra-a para o outro lado. Kagome, viaja no tempo, até ao período Sengoku do Japão. Desesperada e a fugir o monstro youkai, Kagome, libera o meio-demómio InuYasha que estava preso a uma árvore. Embora se revele útil, Inuyasha revela-se um problema maior. Preso a uma árvore durante 50 anos tem rancor da antiga reencarnação de Kagome, Kikyou, a sacerdotisa que o amaldiçoou. Kagome rapidamente se torna um alvo pois é a portadora da jóia das quatro almas, a Shikon no Tama. À medida que a aventura continua, novas personagens acrescentam-se ao grupo, é o caso de Shippou, uma jovem raposa orfão; Miroku, um monge que sofre uma uma poderosa maldição; e Sango uma destruidora de youkais que viu todo o seu clã ser morto. O grupo tem um objectivo, derrotar Naraku, o vilão e o principal culpado de todas as maldades que aconteceram às personagens.

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Inuyasha” apresenta um argumento bem equilibrado e completo. Uma mistura ideal entre a ação, romance e drama necessário para uma história que nos faz colar ao ecrã. As personagens também são carismáticas e todas fazem parte da narrativa e ainda conseguem evoluir. Não existe personagens desnecessárias e cada uma criou o seu próprio lugar. Os diálogos bem escritos, consolidam bem o carácter dos protagonistas no avançar da história.

Além de uma animação bem delineada com 193 episódios de anime, completa-se com mais quatro filmes (alguns já podem ler a crítica aqui no blogue). “Inuyasha” prevalece certas mensagens sobre a amizade, amor, família, rendição e fazer o que está certo. O coração mais puro é sempre o mais forte.
Na minha opinião gostei bastante de assistir a este anime que não mudava rigorosamente nada.

Ficheiros Secretos

Ficheiros Secretos

A quarta temporada de Ficheiros Secretos foi exibida no ano de 1996. Temos um agente Mulder (David Duchovny) com um novo penteado, estilo anos 90. Aquele género que Leonardo DiCaprio usou no “Titanic” e jovem Matt Damon também. Além deste momento fashion conhecemos uma nova personagem com o nome peculiar. Marita Covarrubias (Laurie Holden), mais conhecida como a Andrea de The Walking Dead. Esta também foi a temporada em que Mulder e Scully quase se beijaram. Apesar de não acontecer, ficou aquele clima no ar.

A série criada por Chris Carter tenta inovar a cada episódio. Por isso temos momentos bons como o episódio “Demons” em que Mulder acorda sem memória num quarto de hotel coberto de sangue e a sua investigação será sobre o desaparecimento da sua irmã, ainda em criança.  Episódios chave que revelam o passado de personagens como o smoking man. Percebemos que apesar de um assassino a sangue frio sonha ser um poeta famoso e esteve presente em grandes momentos da história americana. Foi ele que cedeu a ordem do assassinato do presidente Kennedy e de Martin Luther King. Também marcou presença na primeira autopsia a um extraterrestre. A personagem Skinner também foi o protagonista de uma episódio especial. Contudo é Scully que vai sofrer as consequências de ter sido raptada por extraterrestres na temporada anterior. No episódio “Leonard Betts“, os agentes do FBI descobrem o caso de um homem imortal que se alimenta das partes cancerígenas do ser humano. Na penúltima cena do episódio, Betts larga a bomba na Scully e refere “tens algo que eu preciso“. Dana começa a ter sintomas de doença, mais tarde confirmada como um tumor no cérebro, provavelmente devido ao contacto com os alienígenas.

   

Outros episódios fantásticos contribuem para a qualidade desta temporada. “Home” é um episódio perturbador, mas absolutamente surpreendente e interessante. “Paper Hearts” foca-se num assassino em série e no passado de Mulder que pode ou não estar relacionado com o desaparecimento da sua irmã. O verão de 1997 foi longo para os fãs da série, pois ansiavam pela chegada da quinta temporada . A quarta termina de uma forma dolorosa com “Gethsemane“. Scully é chamada a identificar um corpo e no final somos confrontados com uma dura realidade. Será que sim? Será que não?

Os Azares de Sofia

Os Azares de Sofia

Esta é uma série animada infantil baseada no livro da Condessa de Ségur publicado no século XI. O título original francês é Les Malheurs de Sophie. A história centra-se em Sofia, uma menina irrequieta de espírito livre que só se mete em confusões. Depois de perder a família num naufrágio a caminho da América, Sofia tem como tutora a sua madrasta que a trata muito mal. Apesar deste período negro, uma família caridosa decide adoptar esta francesinha.

A série criada em 1998 pelo canal francês, mantém no total 26 episódios numa só temporada. A etiqueta e cultura da época são cuidadosamente retratadas nesta animação. Para ser uma dama em pleno séc. XI era necessário muito prática e respeito. A personagem principal pode ser o oposto de boa etiqueta e delicadeza, mas no final de cada episódio aprende bastante com os seus erros.

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No final de cada episódio é possível compreendermos facilmente a mensagem. Por isso “Azares de Sofia” é uma excelente animação para as crianças. Lembro-me perfeitamente de assistir a este desenho animado na RTP1 quando era criança. Por um lado achava Sofia uma menina muito insolente, mas por um lado achava que tinha um bom coração. Além disso sofreu o bastante como criança. “Os Azares de Sofia” acompanha a menina na infância, adolescência e no último episódio como adulta. Esta é uma animação interessante, divertida que nos mostra a vida da alta sociedade na burguesia francesa.

Gilmore Girls – Tal Mãe Tal Filha

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Gilmore Girls prolongou-se durante sete temporadas durante os anos 2000 a 2007. No epicentro da história temos Lorelai Gilmore (Lauren Graham) e a sua filha de 17 anos Rory (Alexis Bledel). Ambas mantém uma relação mãe-filha de melhores amigas e confidentes. Esse é o fio condutor desta série televisiva, as dificuldades de uma mãe solteira, que engravidou aos 17 anos e abandonou família com dinheiro para viver independentemente. Agora com a filha adolescente, tenta voltar a conviver com os seus pais, devido a um trato que Lorelai fez porque precisava de ajuda a pagar a escola privada da filha.

O enredo não é muito denso, nem apresenta uma evolução durante estas sete temporadas. Esta é um dos pontos mais desfavoráveis à série. O espaço divide-se apenas em Stars Hollow, a calma vila onde estão sempre a acontecer eventos, os jantares de sexta-feira à noite, e a escola de Rory, Cliton ou Yale. Já os acontecimentos de “Gilmore Girls” baseiam-se muito no mesmo. Como expliquei anteriormente, não existem grandes dramas aqui. Talvez para não abalar o registo dinâmico e descontraído da série. As relações amorosas de Lorelai e Rory são os temas mais expostos, assim como a má relação entre Lorelai e a mãe. Pequenos confrontos que abalam a família e pouco mais. Entretanto o tema casamento filhos é um ponto recorrente nas personagens do trama.

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Não foi amor à primeira vista por esta série. Escolhi ver, porque a Netflix fez uma adaptação de A Year in the Life da série, quase 10 anos após a último episódio. Achei interessante essa situação e então propus-me a ver. O meu gosto pela série surgiu por volta do quinto episódio quando Dean começa a namoriscar com Rory. Inicialmente considerava as personagens criadas com personalidades forçadas. Exemplo da Sookie (Melissa Mccarthy) a cozinheira desastrada e melhor amiga de Lorelai, e Michel (Yanic Allan Truesdale) o colega intolerável, mas de bom coração que trabalha na pousada e até Kirk (Sean Gunn), o tosco habitante de Stars Hollow que faz tudo. Contudo fui-me habituando a estas personagens. O ponto mais favorável de “Gilmore Girls” é qualidade do diálogo, que não vemos em mais lado nenhum.

O tom de ironia frequentemente utilizado com a abordagem de temas atuais é a grande preciosidade desta série. Amy Sherman-Palladino é a grande criadora desta vivacidade no argumento. “Gilmore Girls” está recheada de quotes e expressões que marcaram uma geração.  Os diálogos das meninas Gilmore são intensos com um humor fora de comum. O que também torna esta série natural e expressiva é o profissionalismo dos atores que vivem como uma família. Lauren e Alexis tornaram-se mesmo mãe e filha e tal ligação é notória durante os episódios da série. O papel de Lorelai Gilmore foi mesmo feito para Lauren, a energia e vivacidade que a atriz apresenta para a personagem são únicos. A Netflix não podia ter feito melhor em nos preparar um revival desta série, já que o final ainda ficou em aberto.

As Brumas de Avalon

DIE NEBEL VON AVALON

Antes de Guerra dos Tronos…

…Havia “As Brumas de Avalon” (The Mists of Avalon), uma mini-série com dois episódios, transmitida em 2001. Com as participações de Anjelica Huston, Julianna Margulies, Joan Allen nos principais papéis. Baseada no bestseller de Marion Zimmer Bradley, explica a convicções das mulheres por detrás da história do Rei Arthur. Incluindo a sua mãe  Igraine, a sua meia-irmã Morgaine, a sua tia Viviane Senhora do Lago e a sua esposa Gwenwyfar. Comparo mesmo esta série a “Guerra dos Tronos” porque na verdade são mesmo idênticas. Lutas pelo poder, magia, incesto, traições, vingança e ganancia, tudo isto numa série bastante completa. A história o Rei Arthur sempre me fascinou e lembrou-me de ver esta mini-série na RTP1, voltei a rê-la e o sentimento de curiosidade manteve-se.

Hoje em dia as histórias de fantasia estão desgastadas. Contos de era uma vez, saturam a nossa televisão. “Brumas de Avalon” é uma série complexa e bem estruturada, conhecemos o passado, o presente e o futuro das personagens. Tudo com um início, meio e fim. De forma histórica e quase real compreendemos a mitologia que envolve a lenda por nós todos conhecida, mas que representa uma diferente perspectiva sobre o que verdadeiramente aconteceu. Esta mini-série foi baseada nos livros da escritora Marion Zimmer Bradley.

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O enredo “cola” o espectador do primeiro ao último momento com a sua história intrigante repleta de mistérios. Não é de maneira alguma cansativa e nem nos apercebemos do tempo passar. Num rol de personagens fixas e cada uma com os seus próprios interesses compreendemos as decisões difíceis de cada um. O que considerei mais duvidoso foi as escolhas para o elenco. No entanto devo confirmar que “As Brumas de Avalon” é das melhores adaptações literárias para a televisão. Quem se lembra?

W.I.T.C.H.

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W.I.T.C.H. é uma série animada da Disney baseada numa banda desenhada italiana de aventura e fantasia baseada no mesmo nome. Com um total de 52 episódios e 2 temporadas, transmitidos entre 2005 e 2008, acompanhamos um grupo de amigas. Will, Irma, Taranee, Cornelia e Hay Lin, descobrem que tem poderes mágicos e são as “Guardians of the Veil”.  As Guardiãs tem a obrigação de salvar o  Meridian do malvado feiticeiro Phobos e Cedric. Entretanto a princesa e verdadeira herdeira do trono está perdida. O grupo das guardiãs recebe a primeira missão de encontrar a princesa, antes do seu irmão. Esta é a base da primeira temporada, restaurar o equilíbrio como outrora acontecera no Meridian. Além da sua transformação em guardiãs, Will, Irma, Taranee, Cornelia e Hay Lin, também vivem as suas vidas normais na Terra. A segunda temporada na minha opinião foi mais interessante. Com novos desafios paras as personagens e tomadas de decisão mais maduras. A vilã também se presentou mais convincente do que Phobos.

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Esta animação prevalece por não ser demasiadamente infantil e debate assuntos interessantes como a amizade, a responsabilidade e o trabalho em equipa. O desenvolvimento das personagens também consegue ser convincente. A série foca-se principalmente na magia/fantasia, mas também aborda temas mais sérios. Além disso consegue ser engraçada em certos momentos. Não tem um enredo que seja imprevisível, mas serve perfeitamente para vermos algo descontraídos e sem a preocupação de pensar muito. Em Portugal esta animação foi transmitida no canal SIC. Entretanto ainda não há planos para uma terceira temporada.