Mommy Dead and Dearest

Mommy Dead and Dearest

Neste documentário sobre factos reais explica a história que chocou a América em 2015. Este é o caso de Dee Dee e Gipsy, mãe e filha que apesar das aparências, não eram uma família normal. Dee Dee sempre muito protectora e cuidadora da filha, já que Gipsy não era autónoma, sofria de várias doenças, tais como epilepsia, músculos atrofiados (não podia andar), múltiplas doenças respiratórias, indisposição intestinal e mantinha fracas defesas no seu sistema. Já tinha vencido o cancro, mas o seu corpo era muito fraco e não conseguia sobreviver sozinha. Graças à sua situação, as duas era tratadas com carinho na comunidade local, não pagam impostos e receberam várias ofertas de viagens e passeios devido ao estado terminal de Gipsy. Apesar de todas as evidências e várias idas ao hospital…era tudo mentira.

Gipsy que desde criança vivia só com a mãe, desde muito nova foi incentivada a vários tratamentos e a medicação diária. A loucura e mentira da mãe chegou ao fim, quando em 2015, Gipsy já cansada da prisão onde vivia, pediu ao namorado para assassinar Dee Dee. O choque foi de todos, quando se descobriu a verdade das falsas doenças de Gipsy, que ainda cumpre pena de prisão, mas mantém-se uma rapariga saudável e normal sem necessidade de tomar medicamentos. “Mommy Dead and Dearst” é um forte documentário da HBO que reflecte a história de Gipsy na primeira pessoa. Após a sua sentença aceitou esta entrevista exclusiva a explicar os pormenores da sua vida com a mãe e os contornos da sua morte. Gipsy tornou-se numa vítima a uma culpada, mas não está completamente inocente.

Difícil de acreditar que aconteceu mesmo, pois quase parece enredo de um filme. A Hulu lançou uma série “The Act” que vai estrear a 20 de março onde explora o que aconteceu a Gipsy e a Dee Dee. Podem ver o trailer aqui:

Entretanto se gostariam de assistir a este documentário podem aderir ao HBO Portugal. Informo que pode conter imagens chocantes para os mais sensíveis.

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Secrets of Great British Castles

Secrets of Great British Castles

Dan Jones é um excelente historiador. O seu conhecimento sobre a História é transmitido de forma clara, fácil e sentimos que ficamos com vontade de aprender mais. Conheci os documentários deste apresentador sem estar à procura. Lembro-me que era um sobre o reinado do rei Henry VIII. A partir daí comecei a seguir o trabalho de Dan Jones. Descobri esta série de documentários sobre os fantásticos castelos britânicos nas recomendações da Netflix. Soube imediatamente que era a série ideal para mim.
Ao longo de duas temporadas conhecemos os castelos de Dover, Torre de Londres, Warwick, Caernarfon, Stirling, Carrickfergus, Edimburgo, Cardiff, York, Lancaster, Leeds e Arundel. Segredos são desvendados e histórias turbulentas sobre poderio militar, político, religioso e social ao longo da História britânica.
A boa disposição do apresentador, Dan Jones é cativa e a sua linguagem é muito própria e nada enfadonha. Quem não gosta de História, acho que vai ficar a gostar. Além de mostrar os locais onde tudo se passou, Jones aborda especialistas em determinados assuntos para uma melhor encenação do que realmente aconteceu e se era possível atualmente. O público viaja por lugares fantásticos com Dan Jones que nos conta os grandes segredos da História daqueles locais. Este é um complemento muito interessante para os amantes do tema.

Casting JonBenet: A Pequena Rainha da Beleza

Casting JonBenet: A Pequena Rainha da Beleza

Mesmo passados 21 anos, a morte de JonBenét Ramsay ainda está envolta em muito mistério. A menina norte-americana de 6 anos foi assassinada em sua casa no dia de natal. Participante assídua de concursos de beleza JonBenét era uma boneca com cara de anjo que adorava ser adulta. Maquilhava-se e vestia-se a rigor para os concursos de miss no seu país, do qual conseguiu ganhar alguns. A Netflix baseou-se no caso que ainda hoje provoca opiniões distintas nos norte-americanos e criou um documentário sobre a pequena rainha da beleza.

 Com contornos diferentes dos habituais documentários, desta vez não tentamos descobrir as evidências do que verdadeiramente aconteceu, nem descobrimos o culpado. Em “Casting JonBenét”  durante uma hora, conhecemos as suspeições do caso. Várias pessoas fazem o casting para interpretarem os envolventes, enquanto explicam a sua opinião pessoal sobre a situação. Falam à vontade dos seus sentimentos e expressam com base no que ouviram e viram, basicamente o que conhecem.

Esta é uma forma inovadora de apresentação do documentário. Conhecemos o outro lado, o da opinião pública. E este lado é o que mais impacto tem. Quanto à verdade ainda está por descobrir. Será que foi a mãe? O pai? Ou o irmão? Havia assédio sexual? Ciúme? São todos temas que estavam na mesa mas nenhum foi oficialmente confirmado.

Sobressaí a montagem final deste documentário, onde retrata as várias hipóteses do acontecimento e as suas percussões. Tudo ao mesmo tempo. Já podem assistir na plataforma Netflix.

Twinsters

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Isto podia ter sido um filme, mas não é. Anaïs Bordier vive em França e Samantha Futerman nos Estados Unidos da América, há uns anos atrás descobriram que eram irmãs…gémeas. Samantha conseguiu papéis em séries como The Big C e nos filmes As Memórias de uma Geisha e 21&Over, além disso fazia vídeos para o Youtube. Ora foi nesses vídeos do Youtube que  Anaïs, quase do outro lado do mundo, viu alguém muito idêntico a si. Foi através do Facebook que começaram a falar e as semelhanças eram imensas. Depois de muito Skype, decidiram encontrar-se em carne o osso. Sam foi a primeira a ir a França e tornaram-se imediatamente inseparáveis. Sempre sabiam que eram adoptadas, mas nunca pensaram  na hipótese de terem uma irmã gémea. Fizeram os testes de ADN e revelou serem mesmo idênticas. A busca não parou por aqui,  Anaïs e Sam queriam descobrir mais sobre o passado de ambas. Visitaram a Coreia com a possibilidade de conhecerem a mãe biológica.

Tudo este processo foi filmado para um documentário. “Twinsters” explora a jornada de descoberta das duas irmãs separadas à nascença. As dúvidas, o amor crescente, a procura de mais semelhanças e a alegria de terem encontrado uma à outra. A própria Samantha Futerman e Ryan Miyamoto (realizadores) retrataram com clareza todos os momentos vividos. Achei mesmo irresistível este documentário, estas histórias mexem mesmo comigo. Interessante, revelador, e com uma excelente fotografia acompanhamos o encontro das duas irmãs. O documentário pode ser visto na Netflix.

Amanda Knox

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Inocente ou Culpada?

Neste documentário da Netflix recordamos o mediático homicídio da inglesa Meredith Kercher, em Itália. Amanada Knox, uma norte-americana e sua parceira de quarto foi a principal suspeita do crime. Esteve presa durante quatro anos, mas só em 2015 é que foi aprovada como inocente pelo Supremo Tribunal, juntamente com o seu namorado da época, Raffaele Sollecito. O caso remota a 2007 em Perugia, Itália e foi do assunto mais referido na imprensa. De jogos de sexo, a rituais satânicos, todos esses assuntos foram apontados como as causas do sucedido. Amanda estava na mira dos jornalistas, todo o seu passado foi descoberto e todas as suas fotografias publicadas. De personalidade extrovertida a jovem foi vista como a culpada do homicídio. Porquê tudo isto? A resposta é simples, porque vendia e os jornais queriam tirar o maior proveito. Este documentário da Netflix não quer provar a inocência de Amanda, o principal objectivo é explicar os factos, num processo que arrastou-se durante anos e anos. E ainda hoje não existem certezas.

Amanda Knox
Amanda Knox voltou a dar novamente a cara e a recordar os acontecimentos daquele dia que mudou para sempre a sua vida. Além da protagonista, nas testemunhas do caso podemos ver Raffaele Sollecito, um jornalista e o Inspector italiano do homicídio. Com imagens reais, este documentário prima pela seriedade dos acontecimentos e da abordagem de todo o processo. No entanto para alguém como eu, que apesar de conhecer a história, não me recordava dos contornos, achei que deixaram algumas pontas por esclarecer. Nomeadamente do lado de Meredith, mas por um lado este era um programa sobre Amanda. O media foram dos principais responsáveis na averiguação dos culpados, mesmo antes da polícia. O que mais uma vez explica que a opinião pública pode muito bem ser manipulada para o lado que interessa mais. Aconselho a assistirem a este documentário, está no Netflix.

Killing Lincoln

killing-lincoln-billy-campbell-jesse-johnsonKilling Lincoln é um documentário filmográfico produzido pela National Geographic, em 2013. Comecei por assistir a este documentário, porque recentemente assisti ao filme The Conspirator (2010) com James McAvoy e Robin Wright, do qual centrava-se na história de Mary Surratt da qual foi culpada por uma rede de conspiração no assassinato ao presidente Lincoln. Mary foi a primeira mulher a ter a punição de morte nos Estados Unidos da América. Gostei de todo o enredo do filme e por isso tive a curiosidade em assistir Killing Lincoln, para aprofundar os meus conhecimentos daquele que foi um dos crimes mais mediáticos de toda a história da América do Norte. Com a narração do ator Tom Hanks (Forrent Gump) envolvemos-nos completamente em toda a história, com assuntos detalhados e documentados. Nota-se que houve uma pesquisa integral em todo o acontecimento, desde a conspiração, até à execução dos traidores. A morte do Presidente Abraham Lincoln a 14 de Abril de 1865 ainda é um dos “pontos sensíveis” da história americana. O que faz matar um dos presidentes mais adorados e mais benevolentes do país? Baseado no best-selling da New York Times, cheio de suspense, compreendemos os motivos e consequências do sucedido e como na altura se conseguiu lidar com a situação.

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Gostei da narração de Tom Hanks deu um efeito ainda mais dramático ao sucedido, e não se limita apenas na voz, mas também nas expressões que fazia. Fiquei impressionada com as fotografias de época apresentadas durante o documentário, mais na parte final. Nenhum pormenor foi deixado de “pontas soltas” e tudo foi devidamente explicado. Aconselho a assistirem, principalmente se gostam de história. Agora fiquei com curiosidade de assistir ao filme Lincoln (2012), realizado por Steven Spielberg. Sempre a aprender, sempre a aprender…