Viagem ao Japão – Dia 6

Viagem ao Japão – Dia 6

De manhã acordamos cedo para voltarmos a conhecer um Japão rural, com pequenas aldeias muito tradicionais, mas repletas de História. A nossa primeira paragem foi Tsumago. Quando saímos à rua choveu bastante.

Tsumago

Esta é a melhor aldeia preservado do Japão do tempo Edo. O seu ambiente está mesmo recriado à época e facilmente sentimos como se estivéssemos perdidos no tempo. Esta era uma aldeia de passagem para os viajantes. Mantinha em stock comida, dormidas, ryokan e cavalos.  Esta aldeia não tem ainda tantos turistas como Shirakawago e por isso pode ser visitada sem pressas e com mais reconhecimento. Neste local experimentamos os famosos pãezinhos recheados, um doce tradicional da região.

Museu Magome Waki-Honjin (casa Samurai)

A 15 minutos de Tsumago visitamos o Museu Magome Waki-Honjin. Ainda sobre o Japão Antigo, temos um alojamento luxuoso construído principalmente para os oficiais do  governo que viajavam e samurais. Actualmente foi reconstruído e transformou-se num museu que pode ser visitado. Como este era um local de passagem entre Quioto e Tóquio, serviu para o descanso dos viajantes. Muitos senhores feudais utilizaram e até recebeu uma curta visita do próprio Imperador Meiji em 1880, quando escoltou a Princesa Kazunomiya para um casamento arranjado. O preço de entrada é de 600Yen e vale totalmente conhecer este monumento histórico. Neste museu conhecemos o espaço e jardins adjacentes, assim como viviam as pessoas daquele tempo a mesmo as regras para nos sentarmos à fogueira. O museu é grande e ainda conseguimos conhecer a História japonesa.

Almoçamos numa área de serviço local, pois seguir teríamos de apanhar o comboio-bala para o nosso próximo destino nas montanhas do Japão.

Comboio-Bala

Durante a tarde apanhamos o famoso Comboio-Bala. Tal como dizem é mesmo rápido e não se atrasa de maneira nenhuma. Temos apenas 2 minutos para entrar e é necessário antes do comboio chegar mantermos-nos em filas indianas para evitar confusões. Andamos no comboio JR Super-expresso aproximadamente 300km/h. Super confortáveis os comboios e totalmente espaçosos. Em cerca de uma hora chegávamos a Nagoya. Contudo admito que não gostei muito da viagem foi muito rápido e senti-me desconfortável. As imagens da paisagem eram muito rápidas para o meu cérebro acompanhar. Mas conseguimos uma surpresa. Como passamos pelo Monte Fuji, mereceu logo uma fotografia, o que nem sempre é fácil devido ao tempo nublado. Tivemos sorte mesmo. Ali está ele na foto abaixo.

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Paisagem do comboio bala. Tivemos sorte e conseguimos uma imagem do Monte Fuji.

Hakone

Neste dia perdemos mais tempo em transportes. Depois da chegada à estação de comboio, fomos de autocarro até ao hotel. O hotel ficava em Hakone, e para lá chegarmos subimos à montanha. Como neste dia era domingo, apanhamos algum trânsito para chegar ao hotel. Isto porque, segundo a guia, os japoneses que vivem em cidades como Tóquio, durante o fim-de-semana viajam até ao meio mais sossegado e rural para descansar. Aproveitam as termas e o contacto com a natureza, algo que durante o dia-a-dia não estão habituados. Daí mais pessoas na estrada. Chegamos ao hotel e fomos logo descansar também. Com um banho no ryokan (este não era tão bonito como o do dia anterior), mas totalmente relaxante na mesma. Depois o hotel tinha um jantar preparado para nós, tipicamente japonês. Vestimos-nos a rigor com yukatas e jantamos sem perceber muito bem o que estávamos a comer. Mas estava tudo delicioso e bem bonito. Já repararam como os japoneses embelezam o prato?

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Jantamos como japoneses e japonesas.

Este foi um dia relaxante também na zona mais calma do Japão. Brevemente estávamos quase a conhecer a azafama da cidade. Na próximo dia conhecemos Tóquio.

Não percam os próximos episódios, porque nós também não. 

 

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Viagem ao Japão – Dia 5

Viagem ao Japão – Dia 5

Ainda continuando no ambiente mais rural do Japão, e ainda em Quioto. Logo de manhã, após o pequeno-almoço entramos no autocarro e rumamos ao nosso próximo destino: Shirakawago. O tempo estava a pedir chuva, mas a temperatura continuava quente.

Shirakawago

Esta pequena aldeia, agora um pouco mais turística, foi uma verdadeira surpresa. Shirakawago fica numa montanha e é conhecida pelas suas casas típicas. As chamadas  gasshoku, são construídas inteiramente em madeira e o telhado é composto por plantas de arroz, onde são trocadas em cada cinco anos. Esta aldeia já é considerada Património Mundial da Humanidade.  Shirakawago localiza-se a uma hora de Takayama e perto dos Alpes japoneses. Eu visitei durante o verão, onde o verde é cor predominante, mas no Inverno com a neve fica uma paisagem lindíssima.

Rapidamente visitamos esta aldeia, mas ficamos fascinados com a paisagem breath-taking do local.  Fiquei surpreendida em conhecer esta aldeia. Podemos atravessar uma longa ponte em cimento que abana facilmente, um pouco vertiginoso. No final saímos de lá com a cabeça a andar à roda. Depois de muitas fotos às casas, e campos de arroz de ocupam grande área do local, subimos ao monte mais alto para uma fotografia panorâmica. O caminho pode ser a pique, mas vale totalmente a pena. Lá em cima tem um pequeno café e fotógrafos se quiseres comprar uma foto mais profissional. Depois chegou a hora do almoço e almoçamos como verdadeiros japoneses.

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Nos campos de arroz. Como podem ver na imagem o verde é a cor predominante.

Num restaurante típico onde foi necessário tirar os sapatos e comer no chão. A sala era composta por uma lareira no meio do espaço para os dias mais frios. Almoçamos comida típica: sopa misu, carne cozida em folhas, sardinha grelhada, arroz, chá e tofu.

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Um almoço tipicamente japonês. No Japão não comem muito, mas tem muita diversidade.

Takayama

Após uma hora de viagem de autocarro, chegamos à nossa próxima paragem: Takayama. Esta é uma cidade histórica. As suas casas de madeira e ruas compridas, pertencem ao Período Edo. Com muitos comerciantes e museus tradicionais. Esta cidade é famosa pelo Festival bianual de Takayama, que remota ao séc. 17. Este festival celebra a primavera e outono com desfiles que apresentam carros alegóricos dourados e espectáculos de fantoches.

Neste local fizemos degustação de sake. Um sake normal e outro mais doce com sabor a limão. Entramos numa loja que fazia gratuitamente. Neste dia choveu muito daí que aproveitamos para ir lanchar a um local mais acolhedor. Como já falei o chá verde é o sabor predominante do Japão. Olhem só para este menu. Batido de chá verde – bolo de chá verde – bola de gelado baunilha e creme de chá verde. Overdose de chá verde! Eu não gostei muito, pois o sabor é muito apurado e sem açúcar. Como já evidenciei é costume lá oferecerem sempre água gelada.

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Um lanche especial com….muito chá verde

Conhecem o filme Your Name? Em Takayama é possível encontrar as pulseiras vermelhas feitas à mão, tal como apresentadas no filme. Além disso é possível ter uma experiência completa de Your Name (consegue-se encontrar o poster do filme em muitas zonas da cidade), nos locais como comércio e restaurantes podemos pedir por essa experiência, pois muitos dos locais do filme foram lá inspirados. Além disso podes aprender a fazer as conhecidas pulseiras. De seguida fomos visitar o Museu de Takayama.

Neste museu podemos conhecer os famosos carros alegóricos, sendo que já contam com mais de 600 anos. O museu é pequeno e ficamos a conhecer o festival que atrai imensas pessoas. O funcionamento mais rudimentar dos carros é interessante, pois é um mecanismo muito antigo e necessita de muita perícia para manejar.

Visitamos também o templo que estava perto do museu e ainda conhecemos as carpas enormes do lago. Experimentei um pão recheado que é tradicional do local. Um pão branco muito fofinho e saboroso, feito a vapor com recheio de abóbora. Mas tinha outros sabores como carne, vegetariano…

Curiosidade: Em Takayama existe a tradição de um boneco que pode ser entrado para compra em qualquer lugar, chama-se Sarubobo. Segundo a tradição este é um amuleto japonês. São bonecos em forma humana que a sua cor original é vermelho, mas pode ser encontrado em muitas outras cores. Sem características faciais as avós e mães faziam para os seus filhos para a boa sorte, saúde e alegria. Segundo acredita-se é o nosso anjo da guarda, ou os nossos antepassados que nos protegem. Não tem expressões faciais pois varia conforme o estado de humor de quem olhar para ele. 

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Gero

Gero foi o local escolhido para descansar. Em Gero apenas conhecemos o hotel. Esta conhecida cidade é famosa devido às fontes termais. Os chamados de ryokans são termas de água quente onde os japoneses costumam banhar-se todos nus. Existe espaços diferentes para homens e mulheres. Não há necessidade para ter vergonha de mostrar o corpo, nos ryokans as pessoas respeitam a privacidade de quem usa e sabe mesmo bem aquela água quente.

Uma das experiências mais interessantes foi esta, estar no ryokan de água quente e lá fora (sim porque é ao ar livre) estar a chover. Antes de entrarmos nas águas termais é necessário tomarmos banho primeiro e depois apenas com uma toalha minúscula podemos entrar. Totalmente relaxante, mas não é possível ficar muito tempo na água, pois aquece demasiado. Uns 10-20 minutos é suficiente. Lamento não ter fotografias, mas como compreendem é impossível levar telemóvel. Até porque do quarto do hotel até ao ryokan já íamos preparados com a Yukuta (robe género de quimono) e com chinelos.

No final fomos jantar no restaurante comida tipicamente japonesa. Muito à base do género que almoçamos, mas com mais diversidade de legumes. No Japão comem pouco carne e peixe, mas muitos legumes (principalmente crus) e tofu, cozinhado de várias maneiras.

Este foi o quinto dia neste fantástico país. Este foi um dia mais rural e histórico onde aprendemos melhor a cultura japonesa com outros dias. Brevemente escrevo sobre o próximo capítulo.

Viagem ao Japão – Dia 4

Viagem ao Japão – Dia 4

Depois de um excelente pequeno-almoço em Quioto, que bem foi preciso, pois este foi o dia que mais caminhamos durante toda a viagem. Como tínhamos o dia livre e era o último nesta cidade de tradição, que já foi capital do Japão, decidimos aproveitar e explorar os locais mais emblemáticos. Para tal apanhamos o comboio para o primeiro destino: Fushimi Inari.

Fushimi Inari

Provavelmente dos locais mais instagráveis do Japão. Muitos devem conhecer como os  famosos portões torii avermelhados que estão montados em corredor por 4 kms de caminho. Difícil de conseguir uma fotografia perfeita, já que são milhares os visitantes que circulam por lá. Este é dos mais importantes e mais bonito santuário xintoísta, dedicado a Inari (deus do arroz). Com origem no ano 794, estão concentrados cerca de 30 mil torri vermelhos, conhecidos como Senbon Torii, normalmente são ofertas de particulares ou empresas, para prosperidade. O nome de cada dador e a data podem ser encontradas atrás do torii.

Saindo da estação principal de Quioto é preciso apanhar o comboio para a Estação Inari (cerca de 7 minutos de viagem). Depois é só 2 minutos de caminhada e chegamos ao local sagrado. Fushimi-Inari tem várias estátuas de raposa que protegem a entrada, consideradas as mensageiras.

 

Segundo a tradição devemos atirar uma moeda, bater duas palmas e fazer uma oração. Quem quiser tentar a sua sorte pode comprar os papéis da sorte. Custam cerca de 100 yens e reflectem mensagens de sorte ou azar. Se for de sorte é costume guardar na carteira ou em casa, se for azar deve-se colocar lá no santuário em locais próprios amarrados para não se concretizar.

É necessário uma manhã para conhecer este santuário e a entrada é gratuita.

Kiyomizu Dera

Kiyomizu-dera é um templo budista a leste de Quioto. Este é um dos monumentos mais antigos da cidade e considerado Património Mundial da UNESCO. O templo foi fundado no ano de 798 por Sakanoue no Tamuramaro, um general shogun. A antiguidade do espaço é bastante notória. O salão principal possui uma ampla varanda, suportada por largos pilares altos. Devido à sua altura oferece uma vista fantástica pela cidade. Ainda no salão principal está uma fonte de água natural, que segundo acredita-se tem o poder de realizar desejos. Lá está presente outros santuários., incluindo o Santuário Jishu, dedicado ao deus do amor. Segundo a lenda, acredita-se que quem conseguir atravessar de olhos fechados uma distância de 6 metros, até chegar ás pedras do amor, vai ter sorte nessa área. O praticante pode ser ajudado na tarefa.

 

Uma curiosidade do local é que os bilhetes são mesmo bonitos e muitos tem a função de amuleto para dar sorte.

Depois de caminharmos por todo o espaço no final podemos contemplar um lago com carpas. Foi neste dia que choveu (por sorte levamos guarda-chuva). No Japão a época de chuvas em junho e julho. Mas durante a nossa estadia tivemos muita sorte, pois só choveu dois dias.

Descida de Kyomizu Dera

A descida de Kyomizu Dera é um corredor de lojinhas de cada lado da rua. Difícil é resistir entrar em todas as lojas. Mas ainda consegui adiantar muitas lembranças aqui. Neste espaço conseguimos ver várias meninas vestidas de quimono a tirar fotografias nas principais paisagens. Foi também nesta rua que fomos abordados por um grupo de estudantes japoneses do básico, que estavam à procura de turistas para aprenderem a falar inglês. Enquanto isso respondemos a umas perguntas que tinham e ainda tiramos umas fotografias. Quando chegamos ao final da rua, já era hora do almoço.

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Os monumentos no Japão são frequentados diariamente por milhares de turistas.

Massa Udon

Encontramos um restaurante próximo e muito acolhedor com especialidade em massa udon. Esta é uma massa mais grossa e diferente do ramen. A sua confecção leva água e farinha de trigo. Tradicionalmente é colocada num saco de plástico e as mulheres amassam com os pés. Estranho não é, mas se pensarmos é igual ao vinho que é amassado com os pés. Servido quente ou frio (eu prefiro quente) esta massa é acompanhado com um caldo mais leve, cebolinha picada e tempurá ou carne. Neste restaurante, a bebida chá frio era oferecida. Depois de descansarmos um pouco e aquecermos da chuva, traçamos o nosso roteiro.

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O meu almoço. Massa udon com tempura e arroz.

Visitar os Macacos em Iwatayama

Adoro animais e não podia perder a oportunidade de conhecer os famosos macacos japoneses. Para visitarmos os macacos de Iwatayama foi necessário apanharmos o autocarro até Arashiyama. O Google fornece-nos estas informações todas. Numa viagem de 20 minutos e chegamos ao nosso destino. Como chegamos quase na hora de fecho (faltavam 30 minutos) e estava um tempo que chamava por chuva, subimos o monte com tranquilidade (sim, porque em dias de muito calor subir até ao topo seria muito complicado). Numa caminhada de 20 minutos encontramos finalmente os macacos.

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Depois de atravessar a ponte, e quase a chegar ao monte onde finalmente ia conhecer os macacos de Iwatayama.

Existem três regras principais: Não devemos olhar os macacos nos olhos, não devemos dar de comida fora do local designado e não devemos tocá-los. Neste local existem cerca de 130 macacos que andam livremente pelo espaço. No topo existe uma cabana onde podemos comprar comida e dar aos macacos, mas só lá no seu interior. Comprei uma banana descascada e foi bastante divertido ver os macacos a comer. Depois de algumas fotos e apreciar aquela vista, foi hora de descermos, até porque os treinadores já estavam a indicar aos macacos para se retirarem.

 

Floresta de Bambu de Arashiyama

A famosa floresta de bambu é um local que merece ser conhecido. Perto do local dos macacos de Iwatayama fizemos outra caminhada, mas sem antes fazer uma pausa para o lanche. Depois das energias renovadas visitamos a conhecida Floresta de Bambu. Não é necessário pagarmos a entrada e podemos andar em liberdade pelos diferentes caminhos de bambu. Um local mágico a descobrir e excelente fundo para fotos. Contudo às vezes pode ser complicado já que existem muitos turistas e para conseguirmos imagens sem pessoas desconhecidas é preciso ter muita paciência.

 

Exploramos a zona e ainda nos esperava uma longa caminhada até ao metro. Quando chegamos à estação de Quioto, conhecemos melhor aquele mundo movimentado, diferente do Quioto que conhecíamos. Ali era o encontro de todas as estações e como era hora de ponta, era muita gente num só local. No Japão conseguem concentrar tudo num mesmo sítio, seja o mais tradicional (que foi todas as paragens que fizemos durante este dia), seja o mais moderno e tecnológico que foi o que aconteceu quando chegamos à estação e na Torre de Quioto. Jantamos num shopping que se encontrava mesmo em baixo do nosso hotel e depois fomos descansar pois o dia tinha sido longo, mas muito divertido.

No próximo dia já íamos rumar a outro destino. Não percam os próximos episódios porque nós também não.


VÍDEO:

Viagem ao Japão – Dia 3

Viagem ao Japão – Dia 3

O segundo dia de viagem era daqueles mais esperado. Pois íamos visitar O Parque de Nara conhecido pelos cervos que circulam livremente pelo local. Utilizamos o autocarro do hotel até ao Parque e logo à entrada conseguíamos ver os vários veados e cervos que habitavam o espaço. Eram centenas, mas antes de nos perdemos a tirar fotos com os meigos animais, tínhamos um objectivo: Templo Todai-ji.

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Templo Todai-ji

Parque de Nara de Templo Todai-ji

Considerado Património da Humanidade pela UNESCO, esta é considerada a maior construção em madeira no mundo. A sua construção começou em 728, em homenagem a um jovem príncipe. Depois teve várias alterações e em 743 é que se tornou o Templo do Grande Buda. Depois de vários incêndios e reconstruções, o Templo finalmente tornou-se o que conhecemos agora. A portas de entrada para o local, são das maiores encontradas no Japão, assim como as estátuas que guardam o local. A estátua do Buda no interior é também grandiosa, com 14 metros de altura. O salão é espaçoso e ainda para os mais corajosos existe um desafio. Uma pequena abertura sobre um pilar que segundo a lenda quem conseguir atravessar, terá sorte durante todo o ano.

Depois de sairmos do templo à nossa espera estavam os cervos, considerados de sagrados. São meigos e podemos estar à vontade a tirar fotos. Além disso fazem vénias quando nos querem pedir comida. Tenho que contar a minha experiência: No local existe venda de bolachas para cervos, que eu fui comprar. Contudo nem tive tempo para libertar o papel que as embrulhava, pois já tinha dez cervos à minha volta a pedir comida, e mordiam-me porque não lhes dava. Um stress. Quando as bolachas terminaram (que nem consegui dar calmamente) eles fugiram todos, pois já não havia mais comida. Enfim…Um pouco interesseiros aqueles.

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Os cervos são muito pacíficos.
Curiosidade: Foi neste local que aprendi o ritual de purificação para entrar no templo.

Templo Kofukuji

Também em Nara visitamos o Templo Kofukuji, conhecido pela Torre dos 5 Pisos. Construído em 669 e fundado pela Princesa Kagami. Este templo foi importante por motivos imperiais, e também várias vezes reconstruído devido a guerras e incêndios. Visitamos apenas o exterior deste monumento. Agora chegou a altura de conhecermos melhor o centro de Quioto.

Quioto – Castelo de Nijō

Já em Quioto começamos por conhecer o Castelo de Nijo. Mandado construir por Ieyasu Tokugaw em 1601, temos um espaço amplo, utilizado maioritariamente para debates sobre estratégias de guerras e cerimónias importantes. Apesar de ser considerado como um local de glória, já que neste mesmo lugar o shogunato (época militar e título do general), perdeu o seu poderio para o imperador, já que o seu reinado estava a entrar em declínio. Desde a Era Meiji (começo 1868) o castelo pertence à presidência de Quioto, assim como outros monumentos históricos. No interior do palácio é possível ver extraordinárias pinturas, onde ainda estão bem conservadas desde a época Edo. Outra curiosidade do espaço é o facto do chão ser criado com a técnica de “pisos rouxinol” que range como pássaros quando pisado, tal servia para prevenir ataques de desconhecidos. Ao redor podemos conhecer os magníficos jardins circulam o palácio.

Templo Kinkakuji

Neste dia foi mesmo conhecer fantásticos monumentos. Ainda a caminho visitamos o Templo Kinkakuji, ou mais conhecido como Pavilhão Dourado. Este é um templo zen budista que se mantém rodeado por um belo lago espelhado e por um verde jardim. A sua estrutura é fascinante pois mantém-se coberto com folhas de ouro puro, o que lhe conserva o aspecto brilhante e dourado. Kinkakuji foi construído em 1397 e actualmente é considerado Património da Humanidade. Excelente paisagem para fotografias é fácil tirarmos a vista deste monumento. Não podemos entrar, mas  exterior é lindíssimo. à sua volta tem mais espaços de devoção e jardins.

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Templo Kinkakuji no seu esplendor

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Foi neste local que experimentei gelado de chá verde. No Japão utilizam o sabor de chá verde (matcha) em tudo! 

Gion

No centro de Quioto zona que é obrigatória visitar é Gion, conhecida por ser habitada pelas gueixas. Mulheres das artes e histórias vivas de tradição japonesa, é difícil teremos a sorte de encontrarmos uma gueixa nestas ruas. Eu consegui ver, ao longe, caminhava elegantemente pela rua com o seu fantástico traje e penteado e maquilhagem perfeitas. Apesar de há muitos anos existirem muitas geiko, nos dias que correm é cada vez mais raro, sendo que a maioria das casas de gueixa foram compradas e transformadas em bares e pequenos restaurantes. Algumas ruas de Gion são consideradas património histórico, devido ao seu valor tradicional que merece ser preservado. Para quem quer conhecer melhor as tradições japonesas existe um teatro designado de Gion Corner, muito conhecido pelos turistas. Este teatro tem um preço médio de 25€, e esgota facilmente. Este é um espectáculo de dança, serviço de chá, marionetas, arranjos florais…Imperdível para quem quer conhecer a cultura japonesa completamente.

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Gion – Rua conhecida por ser habitada por gueixas

Em Quioto começamos a encontrar muitas pessoas, principalmente jovens raparigas que se vestem com quimono de forma tradicional. Contudo na sua maioria são turistas que gostam de se vestir a rigor.

No final do dia fomos jantar a um pequeno restaurante familiar de sushi. Sem tabelas em inglês provamos o verdadeiro sushi japonês. Eu não fiquei fã, isto porque colocavam o wasabi no interior do arroz e peixe. Experimentei a típica omelete japonesa, diferente da portuguesa. Mais crua e sem muitos complementos. Nota-se que os japoneses logo depois do trabalho, gostam de ir jantar com família/amigos com estar lá na conversa a beber sake pela noite dentro. Um ambiente agradável, valeu a pena, mesmo pela experiência de jantar de pés descalços e no chão sentados. Uma experiência completa.

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Este dia foi mais completo e conseguimos aproveitar bem para conhecer um pouco de tudo de Nara e Kyoto. Seguimos para o quarto dia, mas isso é história para outra publicação.

 
VÍDEO:

Viagem ao Japão – Dia 1 e 2

Viagem ao Japão – Dia 1 e 2

Viajar até ao Japão sempre foi um sonho meu. Influência dos animes, a cultura japonesa sempre me deixou curiosa. Um mundo totalmente diferente, onde reina a tradição, tecnologia e modernismo. Tudo muito diferente de Portugal. A oportunidade surgiu e não podia deixar escapar. Após muito pensar, disse o sim! ao Japão. Viajei por uma agência, pois preferia a segurança, conforto e já que ia para um país totalmente desconhecido e diferente, decidi não arriscar. Escolhia a Agência Abreu pois já incluem um programa de 11 dias com um pouco do melhor do Japão.

A viagem até lá para mim foi o mais desgastante. Tudo no final valeu a pena (agora que já passei por isso), mas são muitas horas de avião. De Lisboa ao Dubai (local onde fiz escala) são entre 7/8 horas, depois do Dubai para Osaka são 8/9 horas. Aprendemos com o jet lag que devemos dormir o máximo durante o voo. Quando cheguei ao Japão já eram 18 horas da tarde, por isso não deu para muito. Chegamos ao hotel e jantamos no local random. Percebemos rapidamente que existem três mundos diferentes no Japão: o mundo terrestre, o subterrâneo no metro e o mundo no alto dos arranha-céus. Como estávamos muito cansados não exploramos muito, mas ainda visitamos Dotonbori, a rua que fazia parecer dia durante a noite. Nunca vi nada assim, cada loja fazia a sua melhor publicidade para conseguir ter o destaque que merecia.

Dia 2


Depois de acordar bem cedo, e de um pequeno-almoço com uma vista fantástica da cidade. O Hotel Monterey Grasmere conseguiu surpreender-me com a sala de pequenos-almoços. Seguimos viagem de autocarro (sim, porque no Japão evitam ao máximo transportes privados, devido à poluição) para o Castelo de Osaka. Do séc. XVI é um dos pontos de referência importante, pois permitiu a unificação do país. Com cinco andares temos um espaço com alguns marcos da história local. Um museu com armaduras samurai, armas de época, maquetes de construções e ainda teatros digitais para conheceremos melhor as lendas do Japão. O castelo está cercado de um enorme jardim que em época das flores de cerejeira torna-se numa bela paisagem para fotografias.

Depois que conhecermos o local mais histórico e emblemático da cidade, fomos conhecer o mais moderno edifício construído. Umeda Sky Bulding  merece uma visita para conhecer o pôr-do-sol. Dois arranha-céus, juntos pelo topo com 173 metros de altura e 40 andares. Com uma vista panorâmica conseguimos ver a Osaka de todos os ângulos. Vale totalmente a pena conhecer esta perceptiva mais moderna. Além disso em terra conhecemos um fantástico jardim, mas plantado na vertical.

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Vista panorâmica da cidade de Osaka

Durante a tarde foi dia de conhecer as ruas movimentadas de Osaka. O mercado Kuromon Ichiba, é um marco perfeito de combinação de cheiros e sabores. Ideal para abrir o apetite para o almoço. Peixe fresco, marisco, ostras e ainda muito mais como flores e muita comida tipicamente japonesa como takoyaki. Este mercado é definitivamente um local a conhecer. Principalmente para os food lovers.

As ruas de Osaka são sempre muito animadas, mesmo em dia de semana. Voltamos a Dontonbori, pois ainda havia muito para explorar. A quantidade de pessoas é imensa a circular nos principais locais. Experimentamos as famosas máquinas de pachinko. Uma verdadeira obsessão para os japoneses, que ainda não percebi como se joga. Também jogamos nas famosas máquinas de prémios com peluches e figuras de oferta. São prédios e prédios destas diversões que deixa qualquer um viciado.

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Noite em Osaka. Lojas e edifícios iluminados, quase que parece dia.
O à parte, os japoneses não fala muito bem inglês, e os que falam não se percebe muito bem o sotaque, por isso em algumas situações tivemos dificuldades em comunicação, mas nada que não se resolva. 

Brevemente escrevo a continuação para o Dia 3. Não percam estas aventuras no Japão, porque nós também não.

VÍDEO

Viagem a Barcelona

Viagem a Barcelona

Barcelonaaaaaaaa

Como fã incansável de Freddie Mercury não parei de cantar a música que o próprio interpretou com Montserrat Caballé na altura dos Jogos Olímpicos na grande cidade. O meu real propósito de visitar Barcelona, não foi para conhecer, mas sim devido ao concerto do Ed Sheeran que não tive a oportunidade de assistir quando veio a Portugal. Sendo assim malas feitas e rumo à cidade mais próxima da digressão. Comprei a viagem com antecedência pela Ryanair, e como tal consegui um bom preço para duas pessoas ida e volta. Com uma viagem de 2 horas, chegamos ao aeroporto El Prat, onde de tempo em tempo passam autocarros que nos levam ao centro e onde ficava o hotel.

Saímos na Praça de Espanha e foi tempo para umas fotografias e ida ao shopping, que em tempos foi uma arena de touros. Depois visitamos Parc de Montjuic e Museu Nacional de Arte da Catalunha. A subida até ao espaço é lindo, mas logo procuramos um sítio para almoçar. Escolhemos um restaurante alemão, que de momento não sei o nome. A caminhada seguiu-se para a Casa de Batló e a Sagrada Família.

No dia seguinte visitamos a Praça da Catalunha, passando pelas La Rambla e pelas grandes lojas da cidade. A seguir paramos na Catedral de Barcelona para umas fotos e depois almoço. Sobre a comida em Barcelona é quase difícil encontrar um restaurante que não seja de tapas. Prefiro comida de prato, pois assim evita-se despesas desnecessárias. Só nos faltava visitar Parc de La Ciutadella e foi o que fizemos. Um parque enorme, onde aproveitamos para descansar. Depois já estava na hora de nos dirigirmos para o Estadi Olimpic Lluís Companys, onde ia acontecer o concerto de Ed Sheeran com o convidado James Bay. O concerto de uma vida e o Ed provou ser um one-man show. Fantástico.

No terceiro dia fomos de autocarro até ao Parc Guell. Não entramos, mas conseguimos fotos muito giras no espaço exterior. Depois demos um passeio pelas cidades com construções góticas. O melhor da cidade na minha opinião.

Barcelona é uma cidade que não demora muito tempo a ser visitada na sua totalidade. Em três dias temos o roteiro feito. Não achei uma cidade com muita história, mas muito baseada no mesmo, nas obras de Antonio Gaudí. No final do último dia ainda consegui experimentar o doce típico do local, os famosos churros com chocolate, que foram uma delícia. Contudo valeu totalmente a pena com o concerto do fantástico Ed Sheeran.

Tudo aqui no vlog:

O dia mais geek do ano

O dia mais geek do ano

Quase a festejar o segundo aniversário, o Café Mais Geek está a preparar o Dia Mais Geek do ano. No dia 27 de julho durante as 10 horas e as 19 horas no Agrupamento de Escolas de Penacova está aberto um dia cheio de atividades relacionadas com o género geek. Torneios de videojogos, demonstrações de jogos de tabuleiro e de cartas, cosplay e muito mais. Todos estão convidados e podem participar. Brevemente serão anunciadas mais informações sobre o evento. Como estão a perguntarem-se sobre a entrada, é gratuita, apenas é pedido diversão e boa-disposição.

Vem até Penacova, festejar o 2º aniversário de Café Mais Geek com os membros da equipa. Em 2017 iniciou-se este projecto em que actualmente desenvolve conteúdo exclusivo sobre as mais diversas áreas: literatura, banda desenhada, videojogos, cinema, séries, jogos de tabuleiro, anime e manga.

Junta-te ao grupo mais geek. Vais ficar de fora?

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