Homem-Formiga e a Vespa

Homem-Formiga e a Vespa

Título: Ant-Man and the Wasp
Ano: 2018
Realização: Peyton Reed
Interpretes: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Peña…
Sinopse: Enquanto Scott Lang luta entre ser um bom pai e um herói na luta contra o mal, Hope van Dyne e Dr. Hank Pym aceitam uma missão de urgência enquanto decidem percorrer as memórias do passado.

Depois do filme “Vingadores: A Guerra do Infinito” muito bom, a Marvel descortina um pouco mais sobre o Homem-Formiga que tinha ajudado o Capitão América na “Guerra Civil“. Scott Lang ainda em prisão domiciliar tenta passar o seu tempo sem conseguir sarilhos. Diverte-se com a filha, toca bateria, passa o dia a dormir e ver televisão, até cumprir o seu tempo. Tudo muda quando tem um estranho sonho com Janet van Dyne, a mãe de Hope. Apesar da relação entre Hope e Scott ter terminado. Ela ainda procura a sua ajuda para tentar perceber o que aconteceu com a mãe anos atrás.

Os ingredientes bem seleccionados pela Marvel Cinematic Universe voltam a ser um sucesso. Não se muda o que está bem. O que faltou foi mesmo um forte vilão. As personagens mantém o mesmo carisma e promovem um entretenimento fácil e satisfatório. A narrativa não acrescenta nada de novo, mas aprofunda o desenvolvimento de algumas personagens. Agora deixa de ser Scott (Homem-Formiga) o único protagonista, para dar entrada a Hope (Vespa) a um papel mais autónomo.

Os efeitos especiais são do melhor apresentado. As dimensões aumentam e diminuem rapidamente o que se torna interessante de assistir a este progresso. As cenas de ação são bem pensadas e não desiludem. Na cena final explica o que acontece ao Homem-Formiga após a decisão do Thanos, mas será que vão continuar com este herói? Fica a dúvida. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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A Lenda do Dragão

A Lenda do Dragão

Título: Pete’s Dragon
Ano: 2016
Realização: David Lowery
Interpretes: Bryce Dallas Howard, Robert Redford, Oakes Fegley..
Sinopse: As aventuras de um menino orfão, chamado de Pete e do seu melhor amigo Elliot, um dragão.

A Disney decidiu voltar a adaptar ao cinema o filme sobre um menino e o seu melhor amigo, um dragão. Neste filme de fantasia e ação e muito familiar, somos sensibilizados pela história de Pete. Um menino que ficou orfão muito cedo, e resultado de um acidente de viação fiou sozinho na floresta. Desorientado e perdido encontrou a companhia perfeita num dragão que vivia escondido na árvores. O filme original de 1977 foi adaptado aos tempos modernos com a ajuda do CGI, é possível efeitos bastante verídicos. No original o dragão era em versão animada de desenho e a história era ligeiramente diferente, mas o conteúdo mantém-se genuíno e muito ternurento sobre uma forte amizade invulgar.

Realizado por David Lowery, são apresentados valores necessários e imprescindíveis para a vida. Os laços que se criam, mesmo não sendo de sangue são igualmente inquebráveis. Uma obra de fantasia, criativa e que nos aquece o coração com a sensibilidade apresentada. Apesar de previsível é inocente e confiável a narrativa. Os jovens atores, são ainda pequenos em tamanho, mas grandes em talento pois conseguiram manter-se fiéis às suas personagens.

Concluindo, “A Lenda do Dragão” é um filme mediano, mas foi acarinhado pela crítica devido ao sentimentalismo que apresenta. A banda sonora junta-se aos momentos dramáticos e extasiastes da obra o que proporciona um resultado fiável. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Missão: Impossível – Fallout

Missão: Impossível – Fallout

Título: Mission: Impossible – Fallout
Ano: 2018
Realização: Christopher McQuarrie
Interpretes: Tom Cruise, Henry Cavill, Ving Rhames…
Sinopse: Ethan Hunt e a sua equipa IMF, ao lado de alguns aliados familiares, correm contra o tempo, após uma missão correr terrivelmente mal.

Os filmes de “Missão Impossível” não costumam desiludir. Tom Cruise segura as rédeas desta saga de ação desde 1996. A cada filme a adrenalina aumenta e o peso da responsabilidade também. Apesar de manter-se sempre na mesma premissa de filme de ação, em “Fallout” prevalece novamente uma missão impossível, mas desta vez com uma sensibilidade emotiva maior, o que valoriza a evolução das personagens.

Ethan Hunt (Tom Cruise) e os seus colegas de trabalho da equipa IMF terão uma perigosa missão em mãos. Do qual falham no objectivo. A equipa é reforçada com o agente August Walker (Henry Cavill) que não concorda com os planos improvisados de Ethan. Apesar destes conflitos internos, Hunt terá de lidar com memórias do passado.

Com muita ação, viajamos por várias zonas da Europa à procura do verdadeiro infiltrado onde seguimos as pistas para o seu encontro. “Missão Impossível: Fallout” apresenta uma narrativa eficaz com alguns momentos de humor, uma dose dramática e perseguições de alto risco. Esta obra cinematográfica consegue ser surpreendente e até consegue ultrapassar os seus antecessores. A mistura explosiva do elenco é dos factores mais positivos, onde cada um interpreta com perspicácia eficazmente a sua personagem. O jogo de quem é quem mantém-se neste filme e só com o avançar percebemos de que lado cada um está. “Missão Impossível” provou que afinal é possível ser melhor do que o original, mesmo apesar da quantidade de filmes produzidos. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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Como Livrar-se do Chefe

Como Livrar-se do Chefe

Título: Set It Up
Ano: 2018
Realização: Claire Scanlon
Interpretes: Zoey Deutch, Glen Powell, Lucy Liu…
Sinopse: Dois assistentes de empresários numa grande corporação, unem forças para fazer um “arranjinho” com os seus patrões e assim conseguirem ter mais tempo livre.

Uma comédia romântica original da Netflix que aborda uma história comum, mas que ainda consegue ser divertida. Quem nunca teve vontade de despistar o patrão do local de trabalho, só para ter algum momento de descanso. Isso aconteceu a  Harper e Charlie, dois funcionários do mesmo edifício que odeiam os seus patrões por serem mesmo viciados em trabalho. Fazem horas e mais e não aproveitam de vida social nenhuma passando todo o tempo atrás de quem lhes paga o ordenado. Por mero acaso conhecem-se e descobrem que tem muito em comum, criam um plano para juntar os seus patrões, Kirsten e Rick.

Um comédia fácil, mas com pontos que deviam ser retocados. Em primeiro lugar a química entre Zoey Deutch e Glen Powell é quase inexistente. A dupla torna-se num casal forçado que apesar de se tornar no epicentro da história, é desmotivante o interesse por estes dois como par romântico. Esperava peripécias mais engraçadas no “arranjinho” que estavam a fazer com os patrões, mas tal não aconteceu. Tudo muito rápido e foi como se fosse amor ao primeiro olhar, na realidade nem sempre é assim. O argumento estava desgastado e apesar da sua descontracção inicial, não melhorou com o avançar da narrativa.

Como livrar-se do chefe” é um daqueles filmes que nada de novo acrescenta e ideal para um domingo à tarde. Filme de pipoca comestível entre os olhos meios-abertos e sem a atenção máxima. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Han Solo: Uma História de Star Wars

Han Solo: Uma História de Star Wars

Título: Solo: A Star Wars Story
Ano: 2018
Realização: Ron Howard
Interpretes: Alden Ehrenreich, Woody Harrelson, Emilia Clarke….
Sinopse: Durante uma aventura no mundo criminal intergaláctico, Han Solo conhece o seu futuro co-piloto Chewbacca e o seu colega Lando Calrissian, anos antes da guerra dos rebeldes.

A Disney “espreme” ao máximo todo o conteúdo relacionado com “Star Wars” desde que conseguiu os direitos da saga. Contudo nem tudo que vem à rede é peixe. “Han Solo: Uma História de Star Wars” é um filme descartável onde nada acontece, mas mesmo assim consegue demorar mais de 2 horas o filme.

Sejamos francos, o interessa mesmo nas personagens criadas por George Lucas, não é a sua individualidade, mas sim o grupo completo. O trio inicial: Luke, Leia e Han Solo foram a essência do filme. Uma grande história que conseguiu ter sucesso devido ao conjunto destas personagens. Neste mais recente filme, resgataram a história de Han Solo e ofereceram um novo contorno. O público descobre como o piloto conheceu o seu fiel companheiro Chewbacca, como começou os atritos de amigo/inimigo com Lando e como conseguiu o Millenium Falcon. Fora isso nada de novo ou interessante é apresentado nesta obra cinematográfica. Muitas cenas perdidas entre ataques e tiros de raios laser que preenchem o filme, mas sem desenvolvimento para as personagens.

O ator Alden Ehrenreich não esteve nada mal como versão mais jovem de Harrison Ford. Consegui notar algum estudo por parte de Ehrenreich na concepção desta personagem. Tem o estilo descontraído, o ar malandro e o sonho de ser piloto. Fugiu da sua terra natal para uma vida melhor, mas só mesmo como vigarista conseguiu o reconhecimento que tanto queria. O elenco podia ser melhor aproveitado com nomes como Woody Harrelson, Emilia Clarke e Thandie Newton (que não teve o destaque que merecia).

Esta obra cinematográfica é vazia de conteúdo relevante, e apesar de tentar surpreender no final não tem o impacto que esperava  e deixa muitas pontas soltas para a sua conclusão. Num filme que foi escrito várias vezes, é notório muitos erros de concordância. Ron Howard, realizador de filmes como “Uma Mente Brilhante“, “Anjos e Demónios“, “Apollo 13“, tentou focar-se nas paisagens com cores quentes dos planetas e nas perseguições loucas, muito bem filmadas. Depois disto tudo o ponto negativo é atribuído só ao argumento que não conseguiu delinear o melhor para esta história de Star Wars. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Bohemian Rhapsody

Bohemian Rhapsody

Título: Bohemian Rhapsody
Ano: 2018
Realização: Bryan Singer
Interprete: Rami Malek, Lucy Boynton, Gwilym Lee….
Sinopse: Uma crónica explicativa dos primeiros anos dos Queen até ao seu sucesso ao épico culminar do espectáculo Live Aid onde aturam em concerto durante o ano de 1985.

Não sou do tempo de Freddie Mercury, mas sou do tempo do seu legado que ficou. Os Queen entraram na minha vida na adolescência. Conhecia êxitos como “We’re the Champions” e “We will rock you“, mas nada por aí mais. Foi quando conheci a música “Somebody to love” que a minha paixão pela banda começou a crescer. Depois conheci a “Bohemian Rhapsody” achei-a com imensa piada. A originalidade presente, devido à mistura e confusão musical, nunca tinha ouvido uma obra-prima tão espontânea e poética como aquela. Das poucas músicas que conheço de cor e salteado. A partir daí a minha visão sobre este banda melhorou e comecei a conhecer todas as suas músicas, das quais ouvia em loop continuo.

O amor pela banda foi crescendo e por isso não podia ficar indiferente ao lançamento deste filme que apresenta o caminho percorrido para o sucesso por todos os elementos, especialmente pelo fenómeno Freddie Mercury. O carisma dele, o seu jeito único e especial de ser, os altos da sua voz, à irreverência das suas roupas. Freddie Mercury foi uma lenda e os Queen das melhores bandas de todos os tempos. O ator Rami Malek aceitou o desafio de ser o protagonista e realmente não podiam escolher melhor. Muito estudo pela parte do ator que esforçou-se para ser Freddie. Aplaudo de pé à sua majestosa interpretação. O restante elenco também não podia ser melhor, com semelhanças enormes com os originais. Esquecemos-nos completamente que estamos a assistir a um filme, pois tudo parece mesmo real.

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Neste biopic a música tinha de estar presente. Não podia faltar. Afinal tudo o que Freddie pensava era na música. Os produtores de “Bohemian Rhapsody” escolheram as músicas de principal sucesso da banda e conseguiram colocar todas na banda sonora. Sentimos aquela vibração e a súbita vontade de cantar aos berros Queen em plena sala de cinema. Além da trilha musical, o guarda-roupa colorido e boémio dá-nos vontade de viver nos anos 70 em Londres.

O argumento conseguiu superar o esperado. A história da banda contada por outra visão explica o caminho percorrido naquela época para alguém que queria sucesso no mundo do rock. A dificuldade de chegar à rádio, a falha criativa e a marca que a banda queria deixar para o futuro. Finalmente com a fama, e os requisitos necessários para conseguirem manter-se no topo. Esta obra cinematográfica não foca-se só nos momentos de glória, a luta e os sacrifícios de Freddie Mercury para conseguir ser quem sonhou e ainda nos inspira. Essas situações promovem alguns dos momentos mais dramáticos desta longa-metragem. Mas o que mais me sensibilizou foi quando interpretaram “We´re the Champions” na recta final.

Bohemian Rhapsody” pode não ser um filme de Óscar, mas sem dúvida que eles “Will Rock You“. O blogue atribui 4,5 estrelas em 5.

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John Reid: So, tell me. What makes Queen any different from all of the other wannabe rockstars I meet?

Freddie Mercury: Tell you what it is, Mr. Reid. Now we’re four misfits who don’t belong together, we’re playing for the other misfits. They’re the outcasts, right at the back of the room. We’re pretty sure they don’t belong either. We belong to them.

O Mordomo

O Mordomo

Título: The Butler
Ano: 2013
Realização: Lee Daniels
Interpretes: Forest Whitaker, Oprah Winfrey, John Cusack…
Sinopse: Enquanto Cecil Gaines serve oito presidentes como mordomo na Casa Branca, vários acontecimentos criam impacto na sociedade americana e mundial. A luta pelos direitos civis, a Guerra do Vietnam e outros eventos que vão afectar a sua vida familiar e social.

Esta é uma história verídica que acompanha oito presidentes dos Estados Unidos da América e uma presença mais pequena em estatuto social, mas grande em opiniões assertivas. Cecil Gaines (Forest Whitaker) era quase nada quando nasceu. Em criança trabalhava nos campos de arroz, mas essa era uma vida de escravo para alguém de cor. Saiu da casa do seu senhorio com o objectivo de ter uma vida melhor. Passou fome e frio até encontrar alguém que lhe desse um emprego. Ser empregado de mesa num hotel. Aí aprendeu os truques para agradar os convidados e a sua presença foi tão marcante que  foi convidado para a função de mordomo na Casa Branca. Cecil não só conheceu a vida pessoal dos presidentes norte-americanos, mas também viveu perante as suas decisões. Crises políticas, racismo, luta pelos direitos civis, guerras, graves impactos que afectaram fortemente a sociedade norte-americana.

Uma envolvente dramática é notória em todos os planos deste filme. Poucas falas, mas assertivas na construção da história. A construção deste filme foi bem pensada, e posteriormente muito bem conseguida. A mensagem que transmite é o ponto mais forte da narrativa. A obediência de Cecil com os seus senhores e a rebeldia compulsiva do filme mais velho de Cecil, Louis que luta freneticamente pelos direitos civis. Cecil devagar conseguiu ter a confiança de homens importantes no governo, o que provavelmente influenciou as suas decisões em situações políticas. Louis emociona com as suas ações de persistência em defender que todos os cidadãos são iguais, independente da cor. Sentimos ódio daqueles que por maldade desejam o mal só por ter um tom de pele diferente. Além disso outras situações difíceis que os cidadãos norte-americanos tiveram de enfrentar nesta época.

O elenco é dos pontos mais fortes. No papel principal Forest Whitaker apresenta uma humildade fenomenal. Oprah Winfrey também não está nada mal. “O Mordomo” pretende sensibilizar, mas mesmo nos tempos atuais ainda existe muito ódio e muito que ainda se pode fazer. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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youtube https://www.youtube.com/watch?v=2qUZRX7cM24&w=560&h=315%5D

Carga

Carga

Título: Cargo
Ano: 2017
Realização: Ben Howling, Yolanda Ramke
Interpretes: Martin Freeman, Anthony Hayes, Susie Porter…
Sinopse: Após uma epidemia se espalhar pela Austrália, um pai desesperado procura alguém sobreviveste capaz de cuidar da sua filha.

Neste filme pós-apocalíptico, original da Netflix, somos abordados por uma história de amor. Num mundo destruído e em perfeito caos, um pai desesperado por ajuda, desequilibrado por uma doença infecciosa, procura alguém responsável e capaz de proteger a sua filha bebé.  Tem sido complicado sobreviver naqueles tempos. Andy vive num barco, no meio do rio com a sua esposa e a filha de 1 ano. Com medo de sair para terra firme, é obrigado a fazê-lo após o ataque surpresa de um infeccionado à esposa. A procura de salvação, naquele tempo perdido é quase inexistente, mas mesmo assim não perde a força na esperança da salvação e de um mundo melhor para a sua filha.

Martin Freeman é o protagonista e complementa-se nesta obra cinematográfica de drama e ficção. Consegue segurar bem o barco, mesmo sendo a maior presença em muitas das cenas. Apesar de por momentos ser um filme trágico e sério, consegue também apresentar fortes valores de amor e cumplicidade pelo próximo. Os momentos finais do filme são os mais marcantes e emocionantes, consegue mesmo comover o espectador.

Apesar de aspectos a melhorar esta obra cinematográfica mantém-se constante e firme. Alguns factores ficaram por explicar, como a história do miúdo selvagem e do seu povo. Além disso como o pai dele ficou infectado. O background de Andy  também não foi bem explorado, como ele decidiu viver num barco e como procedia em busca de alimentação. Concluindo este é um filme estável e para quem gosta do género é sempre algo de diferente, aqui as pessoas já vivem conformadas com a existência do vírus e não procuram mundos e fundos à procura de uma cura. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Eu Amo-te Phillip Morris

Eu Amo-te Phillip Morris

Título: I Love You Phillip Morris
Ano: 2009
Realização: Glenn Ficarra, John Requa
Interpretes: Jim Carrey, Ewan McGregor, Leslie Mann…
Sinopse: Um polícia torna-se extravagante quando sai do armário. Quando é preso, encontra o segundo amor da sua vida e não vai parar até conseguir uma forma de ficarem juntos.

Quase que é difícil de acreditar, mas este filme é mesmo baseado em factos verídicos. Steve Rusell (Jim Carrey) vivia aparentemente tranquilo com um vida comum. Com um emprego fixo e com uma vida familiar, era casado e tinha uma filha. Tudo muda quando tem um acidente de carro. A partir daí decide dedicar-se ao que o realmente deixa feliz. Assume a sua identidade verdadeira. Steve é um homossexual assumido (algo que escondia da esposa) e viver luxuosamente. Contudo para manter esse estilo de vida extravagante, o protagonista é mastermind de vários golpes vigaristas, o que o levam para a cadeia. Enquanto estava preso conhece Phillip Morris (Ewan McGregor). Imediatamente apaixonam-se e começam a própria história de amor de almas gémeas que não suportam viver um sem o outro. A narrativa muito básica, mas mais impressionante ao conhecer-mos que estamos a lidar com um história verídica. Steve Rusell engenha planos atrás de planos, convincentes, só para se reencontrar novamente com Phillip Mooris. Esta é uma história de amor incomum bem diferente do que estávamos habituados a conhecer.

Jim Carrey interpreta um excelente papel. Já nos tínhamos habituado à sua irreverência e peculiaridade, mas ainda consegue inovar. A sua personagem pedia alguém assim e Carrey conseguiu segurar o barco.

Eu Amo-te Phillip Morris” é uma comédia misturada com drama. Uma história de vida interessante com várias peripécias. Surpreendente e com excessos de afectos que fazem o coração derreter, apesar da malícia em algumas situações. Esta é uma viagem de descoberta que Jim Carrey fez questão de nos convidar sobre aceitar quem somos e fazer o melhor proveito disso. Esta obra cinematográfica aquece-nos o coração, mesmo o amor estar nos locais mais inesperados. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Na Praia de Chesil

Na Praia de Chesil

Título: On Chesil Beach
Ano: 2017
Realização: Dominic Cooke
Interpretes: Billy Howle, Saoirse Ronan, Andy Burse…
Sinopse: Inglaterra, 1962, um jovem casal encontra o seu romance épico, que se culmina com dificuldades sexuais depois do casamento numa praia durante a lua-de-mel.

O filme começa com as primeiras horas de casados de Edward (Billy Howle) e Florence (Saoirse Ronan). Nos inícios da década de 60 escolheram um hotel perto da praia de Chesil para desfrutarem os primeiros momentos como jovem casal. Tudo parecia perfeito, até ás dúvidas de Florence. Como rapariga educada que nunca tinha pensado na sexualidade até aquele momento. Assustada e nervosa com a situação tenta lidar da melhor maneira com todas estas novidades sobre a primeira vez.

Na Praia de Chesil” acompanhamos não só os momentos pós-casamento, mas também por flashbacks conhecemos um pouco mais sobre o background dos protagonistas. Como se conheceram, quais as suas dúvidas, gostos e situações que passaram juntos que se culmina naquele exato momento na praia. Contudo à medida que esta longa-metragem avança percebemos que não é só isto, e mais situações relevantes acontecem e mudam o rumo das personagens. Esta obra cinematográfica é interessante, íntima e sentimentalista, contudo o seu desenvolvimento lento é a sua falha. As personagens não tem intensidade necessária e não existem razões.

O elenco jovem consegue suportar bem as suas personagens. Um destaque maior para a atriz Saoirse Ronan que sem dúvida é das melhores da sua geração e cada vez prova que consegue superar-se. Concluindo este é um filme mediano, sereno sobre uma decisão que muda a vida do casal, e tem percussões. O twist final é envolvente e faz-nos pensar. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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