Um Lugar Silencioso

Um Lugar Silencioso

Título: A Quiet Place
Ano: 2018
Realização: John Krasinski
Interpretes: Emily Blunt, John Krasinski, Millicent Simmonds…
Sinopse: Num mundo pós-apocalíptico, uma família é forçada a viver em silêncio enquanto se escondem dos monstros super-sensíveis ao som.

Um filme de suspense que nos “cola” ao ecrã desde o primeiro momento. Percebemos logo que aquele não é um mundo normal.  Num mundo pós-apocalíptico o único amigo dos humanos é o mais puro silêncio. Isso mesmo, os humanos de forma a sobreviveram não podem fazer sons. Como é que se vive num mundo assim? Isso mesmo é explicado neste filme protagonizado e dirigido por John Krasinski.

Conhecemos a família Abbott que todos os dias vivem de rotinas para evitar a produção de sons. Depois da perda do filho mais novo, os patriarcas da família vivem ainda sob mais segurança. Cada o cuidado é pouco nesta luta pela sobrevivência. Enquanto descobrimos um pouco mais sobre as ameaças contra os humanos, a família Abbott tem outro desafio. A chegada de um bebé pode ser bastante complicada neste mundo de silêncio.

A narrativa inovadora é dos factores mais positivos e irreverentes do filme. Contudo para o avançar correto desta obra cinematográfica só conseguimos ouvir os sons de fundo do ambiente. As personagens para se expressarem terão de usar gestos e serem facialmente expressivos. Nenhum som pode ser utilizado. Neste filme de suspense existe sempre aquele clima de medo que sufoca. Uma premissa que se desapega do tema com filmes como “Alien“, mas que conseguiu superar na inovação de género. Quase não existe diálogo, mas também não é necessário, percebemos bem os sentimentos dos atores, as suas dúvidas e angustias. Espera-se uma sequela. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Título: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Ano: 2004
Realização: Alfonso Cuarón
Interpretes: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint..
Sinopse: Este é terceiro ano de Harry em Hogwarts. Não tem apenas um novo professor de Magia Contra As Artes das Trevas, como também está a melhorar. O terrível prisioneiro de Azkaban Sirius Black fugiu da prisão e está à procura de Harry.

Na altura não foi dos meus filmes favoritos. O aumento da tensão e o aparecimento de personagens mais assustadoras, ditou a minha opinião sobre este filme. Contudo agora com uma maior maturidade, consigo dar o braço a torcer. “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” é um bom filme.

Neste terceiro ano em Howarts, Harry Potter e os amigos, além da preocupação das aulas como Defesa contra a artes negras, Adivinhação e Criaturas Mágicas, tem outros receios. O facto de se sentir fraco sempre que um Dementor aproxima-se dele e a fuga de Sirius Black da prisão de alta segurança, Azkaban, preocupam Harry Potter. Hogwarts deixou de ser segura e Harry terá de aprender a defender-se. Com a ajuda de Ron e Hermione, percebem que existe mais verdade para além da que lhe contam.

Neste livro/ filme os protagonistas crescem. A narrativa adensa-se e temas mais sérios são retratados, como a perda precoce dos pais, o sentimento de perda e a chegada da adolescência. A inocência de criança perde-se a a escuridão começa a chegar e cada vez mais sem avisar. Para abordar estes temas mais obscuros o realizador escolhido foi Alfonso Cuarón. Apresentou um à vontade com estas figuras mais dark e realizou aquele que é dos filmes mais bonito esteticamente. Os planos alargados das paisagens foi dos aspectos positivos para melhor conhecermos este mundo magico. O que apontava para melhorar seria os fade-outs desnecessários. A fotografia deste filme é mesmo a melhor. Cuarón conseguiu criar cenas escuras com cores derivadas do preto e cinzento, mas superou-se nas duas situações novidade nesta longa-metragem: os dementores e o Patronus. A escuridão e a luz que não funcionam uma sem a outra. A cena da viagem no tempo também conseguiu uma prova superada.

Três fortes novas aquisições ao elenco foram adicionadas. A ator Michael Gambon que substitui o falecido Richard Harris como Professor Dumbledor. Emma Thompson excêntrica e muito própria como Professora Trelawney e Gary Oldman como Sirius Black. Concluindo “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” é um filme intenso e dos melhores da saga. Apesar de alguns planos desnecessários, conseguiu superar os seus antecessores. Não devido a factores técnicos, mas porque neste a narrativa se torna mais interessante, obscura e misteriosa. Pois nem tudo no mundo da magia são fadas e unicórnios. O blogue atribui 4 estrelas em 5.


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Mamma Mia! Here We Go Again

Mamma Mia! Here We Go Again

Título: Mamma Mia! Here We Go Again
Ano: 2018
Realização: Ol Parker
Interpretes: Lily James, Amanda Seyfried, Meryl Streep…
Sinopse: Cinco anos após os eventos em “Mamma Mia” (2008), Sophie prepara a grande reabertura do Hotel Bella Donna, enquanto conhecemos mais sobre o passado da mãe.

Mamma mia, here I go again
My my, how can I resist you?

Isso mesmo, após um primeiro filme mediano, a segunda ronda de “Mamma Mia” volta e como animou bastante o verão de 2018, não podia deixar de conhecer este filme. Algumas músicas podem ser repetidas do primeiro filme, mas a energia positiva dos ABBA está presente em cada momento. Dez anos depois do primeiro filme, muito mudou, mas as personagens mantém-se para a continuação da história. Sophie está empenhada em concretizar os  sonhos da mãe, Donna, que faleceu há uns anos. Para isso deseja reabrir o hotel na Grécia onde Donna trabalhou. Para a inauguração conta com a presença das Dynamos, e dos seus três pais, que por motivos de trabalho não vão conseguir está presentes e do marido, Sky que está ocupado em Nova Iorque. Tudo está a correr mal, mas Sophie ainda tem a esperança de deixar a mãe orgulhosa. Enquanto isso, conhecemos o passado de Donna, os seus sonhos, como conseguiu chegar à Grécia e mais importante como se envolveu com três homens diferentes num espaço curto de tempo. Para melhorar o ambiente as fantásticas músicas dos ABBA complementam a banda sonora. “Mamma Mia“, “Fernando” “Waterloo“, “One of Us“, “Dancin Queen” “My Love My Life“, “Super Trouper” são alguns dos exemplos que oferecem energia e alegria às cenas retratadas.

Desta vez não é Meryl Streep que assume o papel principal (a atriz apenas aparece para uma cena especial), mas é Lily James em versão de Donna mais jovem. James é divertida, alegre e bem-disposta como a protagonista e consegue cativar para continuarmos a assistir à sua história que começou tudo. Este segundo filme é mais completo e empolgante do que o seu antecessor e sem dúvida que conseguiu superá-lo. A par das músicas cativantes, o elenco é fantástico e divertido. 

Mamma Mia 2:Here We Go Again” consegue surpreender durante todo o tempo. A narrativa bem delineada apresenta uma história cheia de sonhos, mas com muito amor. Este filme vai conquistar o coração de todos. O blogue atribui 3, 5 estrelas em 5. 

Harry Potter e a Câmara dos Segredos

Harry Potter e a Câmara dos Segredos

ítulo: Harry Potter and the Chamber of Secrets

Ano: 2002

Realização: Chris Colombus

Interpretes: Daniel Radcliffe, Rupert Grint,Emma Watson…

Sinopse: Uma profecia antiga começa a tornar-se realidade quando uma misteriosa presença começa a percorrer os corredores da escola de magia, deixando as suas vítimas paralisadas.

O segundo filme do feiticeiro Harry Potter foi tal como o primeiro dirigido por Chris Columbus. Não houve muito espaço entre filmes, pois foram gravados de seguida, o que possibilitou aos atores não crescerem imediatamente. Nesta obra baseada no sucesso literário de J.K. Rowling, conhecemos um novo mal que assombra o castelo de Hogwarts. Segundo a lenda acredita-se que existe um terrível monstro à solta, deixado por Salazar Slytherin, um dos fundadores da escola, com o objectivo de destruir os feiticeiros que não são puros. Harry Potter torna-se novamente o centro das atenções, quando se descobre que sabe falar serpentês, algo que não é muito bem visto no mundo dos feiticeiros.

Este era o livro mais pequeno da saga. Daí conseguiu completar-se bastante bem no filme. Apesar de certas referências não estarem evidenciadas, o resultado final conseguiu ser uma produção bem fundamentada e com efeitos visuais bastante positivos. Lembram-se da cena do carro voador? O elenco mais jovem consegue um à vontade maior nas câmaras o que possibilita uma internação melhorada com as suas personagens. Este filme também é memorável por foi o último do ator Richard Harris que interpretou Dumbledore.

Concluindo neste filme uma evolução é apresentada. Este foi o último realizado por Chris Columbus, mas devo dizer que teve a ousadia necessária para começar a dirigir estes filmes baseados no sucesso literário. “Harry Potter e a Câmara dos Segredos” é um filme passivo, mas que consegue juntar bem a ação juvenil, comédia e mistério. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

3-5-estrelas

The Incredibles 2: Os Super-Heróis

The Incredibles 2: Os Super-Heróis

Título: Incredibles 2
Ano: 2018
Realização: Brad Bird
Interpretes: Craig T. Nelson, Holly Hunter, Sarah Vowell…
Sinopse: Bob Parr (Sr. Incredible) foi deixado em casa a tomar conta das crianças, enquanto a esposa, Helen (Elastigirl) está a salvar o mundo.

Foram precisos 14 anos para um segundo filme de “The Incredibles” bastante esperado. A história da família Parr continua após o final do primeiro filme. Apesar de serem uma família especial com poderes que os ajudam a combater contra o crime, não são bem vistos pela sociedade, devido à destruição que deixam após os salvamentos. O governo proibiu os super-heróis que agora tem de arranjar outra actividade para fazer, dedicarem-se a outro emprego. A vida familiar muda quando Helen (Elasticgirl) foi contratada por uma agência para tornar os heróis legais novamente. Enquanto está a salvar o mundo sozinha, Bob (Sr. Incredible) tem de dedicar-se aos três filhos com os seus problemas. Violet começa os primeiros anos da adolescência apaixonar-se por um rapaz, Flash tem dificuldades na escola e Jack Jack começa a desenvolver os seus primeiros poderes. Será que Bob vai dar conta do recado?

Nesta comédia familiar, os papeis invertem-se. O papel feminino recebe mais destaque neste filme e ainda bem que a Disney consegue produzir os seus filmes para coincidir com os tempos modernos. Cada vez mais as mulheres conseguem carreiras profissionais de grande responsabilidade e muitas vezes são os homens que se focam mais em casa e cuidar dos filhos. Uma ideia inovadora de plot que conseguiu umas peripécias bastante engraçadas.O factor mistério também acompanha a essência do filme, pois apenas perto do final descobrimos quem é o vilão.

The Incredibles 2” é um filme que entretém, mas não é dos melhores dos estúdios. Com aquilo que apresentaram podiam ter feito muito melhor. À medida que a história avança torna-se previsível e sem carisma. Não é memorável este filme e até podia ter continuado na gaveta o projecto, apenas até conseguirem algo mais fascinante. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

3-5-estrelas

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Título: Harry Potter and the Sorcerer’s Stone

Ano: 2001

Realização: Chris Columbus

Interpretes: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Richard Harris…

Sinopse: Um rapaz orfão descobre que é aceite numa Escola de Magia e Feitiçaria, onde descobre a verdade sobre si, a sua família e o terrível mal que ameaça este mundo de Feitiçaria.

Depois de livros de sucesso, chegou a ideia de tornar a magia literária em filmes. No primeiro filme do feiticeiro Harry Potter, realizado por Chris Columbus, acompanhamos o início desta fantástica história. Os atores ainda crianças evoluíram e cresceram com estes oitos filmes que prolongaram as suas personagens. Para um primeiro filme e ainda sem muitos recursos financeiros, o filme apresenta-se com excelente qualidade e com consideração ao elenco infantil que nunca tinha representado, excepto em pequenos papéis, mas nada de muito relevante. 

Algo que se tornou bastante positivo e rentável para a continuação de mais filmes de “Harry Potter” foi o facto de a obra cinematográfica seguir linearmente a narrativa apresentada nos livros. Fiel ao original e consequentemente criou uma agrado aos fãs que ansiosamente já tinham lido os livros e esperavam o mesmo efeito no cinema. 

Apesar do seu enredo cativante, este normalmente é o filme mais evitado pelo público mais adulto. Talvez ainda pela inocência dos protagonistas e a falta de mais magia negra, afugenta os crescidos. Mas verdade seja dita, este foi um excelente início de aventura. Pode ser o menos sentimental e sombrio de todos, mas seria bastante arriscado começar por algo tão bruto assim, afinal o público-alvo eram crianças. Crianças que iam crescer com “Harry Potter” e consequentemente reflectirem sobre os seus problemas nesta personagem que também avançava para a adolescência e idade adulta. E essa evolução em acompanhada de filme para filme. 

Chris Columbus conseguiu suportar plenamente o seu papel de realizador neste filme produzido pela Warner Bros. Os seus planos bem conseguidos como o duelo de xadrez dos feiticeiros, o jogo de Quiddich e mesmo algumas ilusões deste mundo de magia. Os efeitos visuais são satisfatórios e bem construídos. A banda sonora não podia estar melhor entregue do que John Williams. O jovem elenco principal composto por Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson conseguiu surpreender pelo seu talento e determinação. A acompanha-los está um forte elenco adulto como Alan Rickman e Maggie Smith. Para terminar “A Pedra Filosofal” foi um forte começo de saga que conseguiu suportar subtilmente mais sete filmes e que hoje em dia recebe críticas agradáveis nesta indústria do cinema. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

3-5-estrelas

Pesquisa Obsessiva

Pesquisa Obsessiva

Título: Searching
Ano: 2018
Realização: Aneesh Chaganty
Interpretes: John Cho, Debra Messing, Joseph Lee…
Sinopse: Depois da sua filha de 16 anos desaparecer, um pai desesperado invade o computador da filha em busca de pistas para os motivos do seu desaparecimento.

Quando vi o trailer deste filme, fiquei mesmo curiosa. “Pesquisa Obsessiva” consegue surpreender bastante pela positiva. O realizador Aneesh Chaganty de 27 anos, conseguiu inovar na perspectiva de filme. A verdade é que durante 1.30h toda  narrativa é apresentada através do mundo online. Redes sociais, vídeo, webcams, noticiários, tudo é muito bem explorado de forma a conseguirmos compreender a aflição de um pai protector que não conhece o paradeiro da única filha. Parece quase impossível que toda a ação cinematográfica se passa através de um computador, mas é mesmo assim. A qualidade das filmagens pode não ser a mais indicada, mas é a ideal para acompanharmos a moralidade desta obra cinematográfica. Seguimos os passos das personagens, através das suas pegadas digitais, o que tem de assustador é também impressionante e criativo.

John Cho consegue transpor a sua preocupação para o ecrã de um computador, enquanto tenta por todos os meios descobrir mais sobre a vida da filha, que deixou de entender após a morte da mãe. Aliás quase todo o filme é o rosto de Cho, as suas dúvidas, medos e esperanças. Ao lado do protagonista temos Debra Messing, a inspectora da polícia. Será ela que vai ajudar o pai a encontrar a filha. O elenco é muito pequeno, mas sólido. Torna o ciclo de personagens mais fechado, mas mais completo.

Este filme é também um “abre-olhos” para o público. De um lado temos a verdade e como esta pode ser facilmente modificada pelas redes sociais. A opinião de cada um pode modificar com a explicação errada dos acontecimentos, uma distorção da realidade.

A internet pode ser uma janela para as nossas memórias e amizades, mas também uma fonte perigosa de suspeita e falta de privacidade. Este é um filme muito interessante, que não vai deixar ninguém indiferente. O que ainda o torna mas interessante é o factor mistério que nos envolve durante toda a longa-metragem. O factor final não desilude. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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Tomb Raider

Tomb Raider

Título: Tomb Raider
Ano: 2018
Realização: Roar Uthaug
Interpretes: Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins…
Sinopse: Lara Croft a filha corajosa e independente de um aventureiro desaparecido terá de ir aos limites quando descobre a ilha onde o seu pai desapareceu.

Do jogo para o grande ecrã. Apesar de já ter merecido uma adaptação cinematográfica, interpretada por Angelina Jolie, esse nunca foi um bom filme. Lara Croft a protagonista dos videojogos Tomb Raider, merecia algo melhor. Depois da nova actualização do jogo, Alicia Vikander foi a escolhida para interpretar a jovem aventureira. Um filme que prometia astúcia e determinação feminina, tornou-se numa longa-metragem morna e sem chama.

A narrativa apresenta um esforço mínimo de sucesso. Um pouco desleixada e com personagens pouco memoráveis. Este filme prolonga-se numa história maçadora e sem grandes expectativas. Quando o filme começou a melhorar e a cortar na lamechiche desnecessária foi quando já estava a terminar. O final foi mesmo a pedir por mais . Acredito que esta só tenha sido a apresentação da personagem, que ainda não recebe o nome de valente “Tomb Raider“.

Alicia Vikander como protagonista já teve melhor dias, mas apesar de apresentar uma preparação física, não apresenta uma preparação emocional. O problema foi da forma como caracterizaram esta corajosa personagem, que neste filme ainda é uma aprendiz. O argumento está minado de serões desnecessários e foco para o crescimento das personagens. Falta mais astúcia da personagem e mais relevo em algumas cenas de ação. Pouco acabamos de perceber sobre o backgroud de Lara Croft, de como vivia durante aqueles tempos que o pai estava desaparecido. Ficou só o vislumbre de uma personagem forte feminina que ainda tem muito para oferecer. O final ficou em aberto e espera-se algo mais do que cenas com efeitos especiais. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Diana

Diana

Título: Diana
Ano: 2013
Realização: Oliver Hirschbiegel
Interpretes: Naomi Watts, Naveen Andrews, Cas Anvar…
Sinopse: Durante os últimos dois anos da sua vida, a Princesa Diana embarca num ritual de passagem: um secreto romance com um médico paquistanês, Hasnat Khan.

A morte da Princesa Diana foi um choque. Abalou todo o mundo e ainda hoje conseguimos dizer o que estávamos afazer quando descobrimos sobre o acidente. Eu lembro-me bastante bem e na altura tinha 6 anos. Neste filme realizado por Oliver Hirschbiegel e protagonizado por Naomi Watts, no papel Diana, acompanhamos os últimos dois anos da princesa do povo.

Depois de uma separação complicada com o Príncipe de Gales, Diana tenta seguir a sua vida. Afastada dos filhos por ordens reais, tenta continuar naquilo que sempre fez tão bem. Ajudar as pessoas. O seu rosto é sempre o escolhido para discursos formais de eventos de caridade onde promovem a sensibilização para os mais necessitados. Numa visita ao hospital, conheceu Hasnat Khan, um cirurgião cardíaco paquistanês. Caracterizado por muitos amigos íntimos como “o amor da sua vida“. Nesta obra cinematográfica “Diana” é apresentado a relação de ambos. As dificuldades do casal, a exposição mediática era muito grande e difícil de lidar para o privado médico. Apesar de tudo tiveram momentos felizes mantinham muitos aspectos em comum.

Não se deixem enganar, este não é um filme biográfico. Oliver Hirschbiegel apenas focou-se neste período de vida da Lay Di, a sua separação, divórcio e a mediática entrevista à BBC referindo a verdade nua a crua do seu casamento real. Enquanto assistimos a essa situação, Naomi Watts interpreta uma mulher perdida, solitária e infeliz. Carinhosa e com coração de ouro, ajuda no que pode os outros. Um momento feliz da sua vida retratado quando começa o relacionamento com Hasnat Khan (Naveen Andrews).

A narrativa não avança de forma continua e tal torna o filme bastante lento e maçudo. “Diana” não está preparado para retratar aquela que foi das figuras femininas mais amadas e mediáticas da segunda metade do século XX. O guião foi completamente destruído por Stephen Jeffreys, que ignorou por completo os grandes marcos sociais da Princesa do Povo, e substituiu por um romance baseado em boatos que não me parece muito real.

O que muitos esperavam por uma obra cativante, equilibrada e elegante sobre Diana, acabou por se tornar um caos completo que não fez juz à história real. No final tornou-se um filme sem brilho, mesquinho e desinteressante. O blogue atribui 2,5 estrelas em 5.

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Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

Título: Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald
Ano: 2018
Realização: David Yates
Interpretes: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler…
Sinopse: A segunda parte da série “Fantastic Beasts” escrito por J.K. Rowling sobre a continuação da Magia e Feitiçaria explica a história do zoologista mago Newt Scamander.

O mundo de Harry Potter criado no total pela imaginação da escritora J.K. Rowling ainda consegue render mesmo após os sete livros e oito filmes. Antes da existência de Harry Potter, houve outro herói que captou a atenção de um mais jovem Dumbledore. A personagem principal desta história é Newt Scamander, um Hufflepuff de Hogwarts que estuda as diferentes criaturas do mundo mágico. Nesta nova aventura, tem uma forte missão atribuída por Dumbledore. Deve encontrar Credence, um jovem com um poder obscuro que desconhece o seu passado e ainda evitar uma catástrofe no mundo mágico com o fugitivo Grindelwald.

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Tal como muitas vezes acontece, este filme sofreu a maldição dos segundos filmes. Uma narrativa intermédia que serve de âncora para os seguintes. As personagens principais foram ofuscadas pela incógnita de Credence sobre a sua identidade e os desejos extremos de Grindelwald em criar uma sociedade de feiticeiros-puros, recusando os muggles ou non-mags. Newt, um feiticeiro simples, apenas quer liberdade para viajar e encontrar novas criaturas, está ainda indeciso sobre a proposta de Dumbledore. Até ao dia que lhe entra pela porta Quennie e Jacob. Sozinho com o seu amigo humano, Newt decide procurar Tina para descobrir a verdade dos rumores de uma vez por todas.

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Novas personagens aparecem neste novo filme. Theseus Scamander (Callum Turner), irmão de Newt é uma das presenças novas no filme. Está noivo de Leta Lestrange (Zoe Kravitz) uma das personagens importantes do desenvolvimento deste filme. Estava curiosa para ver Johnny Depp como o vilão e fiquei impressionada, o ator demonstrou o seu carisma e persuasão para Grindelwald. Além disso outras personagens como Dumbledore e Nagini que ficamos a conhecer o passado. Jude Law interpreta o conhecido headmaster de Hogwarts que ainda era Professor em 1927. Um mudança radical já que estava habituada aos filmes de Harry Potter com Dumbledore as as suas longas barbas e cabelo grisalho, mas a personalidade mantém-se bastante vincada. Quanto a Nagini, esperava mais iteração da personagem, não a conhecemos bem. Espero que melhor nos próximos filmes.

O que torna este filme interessante de assistir é à qualidade dos efeitos visuais que são superiores. Além disso o mundo da magia é sempre divertido de conhecer. Ficou ainda muito por revelar. Principalmente naquele momento final, mas isso não vou revelar. As cenas forçadas para a relação com o mundo de Harry Potter, tornaram-se demasiadamente óbvias, o que nem sempre é satisfatório. Concluindo “Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald” é mesmo um filme para fãs que não ficou melhor do que o primeiro, contudo acredito que a história ainda via progredir bastante. Além disso é sempre ótimo assistir ás cenas dos nifflers. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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