Alta Pedrada

Alta Pedrada

Título: Pineapple Express
Ano: 2008
Realização: David Gordon Green
Interpretes: Seth Rogen, James Franco, Gary Cole…
Sinopse: UM servidor de processos e o seu dealer de droga, fogem de um assassino profissional e de uma polícia corrupta, após assistirem a um assassinato, enquanto tentava entregar-lhe uns papéis.

Nesta comédia pouco convencional, temos novamente a dupla junta: Seth Rogen e James Franco. Ambos trabalham várias vezes juntos na criação produtiva de filmes e até conseguem ser bem sucedidos na comédia cinematográfica atual. “Alta Pedrada” não apresenta nada de novo, mas o argumento desconexo, e inteligente, consegue ser mesmo espontâneo. Este é o factor mais positivo. Os atores principais, não desempenharam o papel de uma vida, aliás já os vimos várias vezes neste mesmo registo, mas as suas personagens tresloucadas e fala-baratas tornam-se numa boa companhia. No entanto destaco o ator James Franco que se torna o mais caricato de todos. O seu perfil bem-disposto, consegue colar-nos ao ecrã.

Considerei a narrativa deste filme interessante, no entanto, não foi inteiramente aproveitado. Esperava mais situações cómicas e com mais peripécias para mais riso durante o filme. “Alta Pedrada” é totalmente imaturo e irresponsável, mas ao mesmo tempo consegue ser vibrante e hilariante.

O realizador David Gordon Green tem evoluído na sua carreira, e não se dedica apenas a filmes de comédia. Conquistou-nos com “Stronger” e “Halloween“, logo percebemos que se torna muito versátil e varia facilmente de género. Ora drama, ou até mesmo terror. David Gordon Green consegue adaptar-se mesmo a tudo. Concluindo o blogue atribui 3 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2

Anúncios

A Favorita

A Favorita

Título: The Favourite
Ano: 2018
Realização: Yorgos Lanthimos
Interpretes: Olivia Colman, Emma Stone, Rachel Weisz…
Sinopse: No início do séc. 18, em Inglaterra, a rainha Anna, ocupa o trono, e a sua melhor amiga, Lady Sarah, governa o país no seu lugar. Quando uma nova emprega, Abigail, chega o seu charme afasta Sarah do poder.

O realizador grego Yorgos Lanthimos consegue deixar a sua marca em todos os seus filmes. Histórias pouco convencionais, num mundo cinematográfico muito saturado. Em “Lagosta” foi estranho, mas apetitoso e voltou a repetir a dose com “A Favorita“. Desta vez o seu filme mereceu destaque e conseguiu várias nomeações nos Óscares, foi mesmo dos favoritos. No entanto apenas Olivia Colman, conseguiu o Óscar de Melhor Atriz Principal. A ousadia e irreverência de Yorgos é totalmente espontânea e não nos deixa “descolar” os olhos do ecrã.

Neste filme de época, estamos nos primórdios do séc. XVIII, no reinado da rainha Anna (Olivia Colman). Uma rainha desmotivada, preguiçosa e que precisa de muita ajuda emocional para as suas decisões de estado. Para tal tem o apoio da sua melhor amiga a Lady Sarah (Rachel Weisz) que chefia o reino. A intimidade e amizade das duas é abalada quando, Abigail (Emma Stone) uma serva que outrora foi uma dama, começa a ganhar terreno nas graças da rainha. Começa assim uma rivalidade de mulheres para a atenção favorita da suprema máxima. Entre peripécias da época, tradições mirabolantes e esquemas mesquinhos percebemos a dura rivalidade para sobreviver na corte.

Esta obra cinematográfica foi assimilada num forte humor negro, com tons sombrios que marcam as cores das filmagens e o vestuário das personagens. A música é frenética e inesperada. Como um compasso seguro do que está para chegar. A banda sonora tornou-se num toque moderno ao passado do filme. “A Favorita” é uma surpresa cinematográfica sobre as inseguranças pessoais e na confiança do desconhecido, apesar de aparentar mais charmoso. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2

Samurai X: O filme Parte I

Samurai X: O filme Parte I

Título: Rurôni Kenshin: Meiji kenkaku roman tan
Ano: 2012
Realização: Keishi Ohtomo
Sinopse: Um assassino formado que jurou nunca mais matar é solemente testado.

Os filmes live-action começam cada vez mais a ganhar relevo. Contudo filmes live-action de animes é mais incomum. Samurai X marcou a minha infância. Um anime que focava-se na vida de Kenshin Himura, um ex-guerreiro que agora apenas queria uma vida com tranquilidade. Conhece Kaorou e instala-se no seu dojo, contudo o passado dele parece não o largar. Kenshin é muitas vezes visitado por fortes guerreiros que tem a ambição de vencê-lo, além disso é muitas vezes convocado pela polícia local para combater o malfeitores. As sequências de ação e as tenebrosas lutas eram dos factores mais empolgantes de “Samurai X“, além disso os momentos de comédia davam o toque final necessário ao sucesso da animação. Podem ler o artigo que fiz sobre o anime, aqui.

Este primeiro filme de uma trilogia, foca-se nos primeiros episódios do anime. As semelhanças são evidentes, seja na sequência da narrativa como no visual das personagens. Ainda bem, pois para os fãs este factor é importante. Evidentemente que existe uns atalhos, mas é a versão curta cinematográfica. Os atores estão impecáveis e sensíveis às origens das suas personagens. O filme demorou a começar, mas logo conseguiu proporcionar momentos empolgantes e dramáticos. As coreografias das batalhas e a agilidade de Kenshin são do melhor. O que tornou-se um factor menos favorável foi o argumento bastante simples e com diálogos desfragmentados que não nos deixava perceber a profundidade da personagem.

Concluindo, esta película conseguiu surpreender-me pela positiva e fiquei interessada em continuar a assistir à trilogia, pois finalmente vai aparecer o Shishio, o principal vilão de Kenshin. Para quem gostou do anime, também vai gostar deste filme. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2

Rocky

Rocky

Título: Rocky
Ano: 1976
Realização: John G. Avildsen
Interpretes: Sylvester Stallone, Talia Shire, Burt Young…
Sinopse: Um boxer de pequena categoria recebe a oportunidade única de lutar contra o legendário campeão de peso pesado. Uma luta para conseguir o respeito próprio que sempre precisou.

De zé-ninguém a herói

Rocky foi o primeiro filme sobre o boxe que deixou a indústria cinematográfica americana nas bocas do mundo. Um filme totalmente escrito por Sylvester Stallone, e também protagonista, explica a história de Rocky Balboa, um zé-ninguém com 30 anos, já um pouco acabado para a carreira do boxe profissional, mas que se torna num ídolo quando lhe dão uma oportunidade. O filme aborda a diferença do músculo e cérebro. Rocky pode não ser um boxeur muito experiente, mas utiliza a sua força no trabalho como colector de dívidas. Já Adrian, a mulher por quem se apaixona, é descrita como inteligente e dedicada. Até numa conversa entre ambos, Rocky afirmou que o pai o incentivou a usar a força desde miúdo, pois não gostava da escola. Daí que começou no boxe. Já a Adrian os pais diziam que devia dedicar-se à escola, porque não era muito bonita.

A vida pacata de Rocky muda e a sua sorte volta a aparecer quando é escolhido por Apollo Creed o campeão de pesos pesados para um confronto com ele e pode vencer o título. Rocky escolhido por ser uma presa fácil, vai esforçar-se ao máximo, como nunca o vez na vida e treinar para conseguir chegar ao final do combate. A mensagem de sátira destacada deste filme é que Apollo Creed é o típico americano. Arrogância, ego alto e forte tentação publicitária. Decide lutar contra Rocky com descendência italiana (baseada nas próprias origens de Stallone) e pretende humilha-lo só por parecer mais inexperiente.

O que torna este filme um fantástico must-see cinematográfico é a sua simplicidade. O drama inerente à situação e logo o público sente uma aproximação pelo protagonista que antes de Adrian sentia-se solitário e quase sem sonhos. Aliás o beijo entre os dois, foi dos mais bonitos apresentado no cinema. Tímido, inocente, mas muito fugaz. Neste filme sentimos o aconchego humano e até ficamos nervosos antes do combate, mesmo quando as dúvidas de Rocky sobre tudo começam a aparecer. Não cansa, e o argumento bem escrito propõe um excelente serão de cinema. Somos convidados a conhecer uma das melhores personagens do cinema do desporto. Um filme fantástico. O blogue atribui 5 estrelas em 5.

golden_star2 golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2

American Psycho

American Psycho

Título: American Psycho
Ano: 2000
Realização: Mary Harron
Interpretes: Christian Bale, Justin Theroux, Josh Lucas…
Sinopse: Um bancário executivo abastado, Patrick Bateman, esconde o seu ego alternativo e psicopata. Esconde-o dos seus amigos, colegas de trabalho, enquanto afunda-se em pensamentos cada vez mais violentos e sádicos.

Quase foi complicado acompanhar a sequência da narrativa deste filme. O que pensávamos que era, não foi. Ou será que aconteceu? Um filme totalmente ambíguo que se desenrola como uma sátira social sobre a burguesia da América. Um papel que marcou do percurso do jovem Christian Bale.

Patrick Bateman é um jovem, rico e bem-sucedido chefe executivo que passa a sua vida a fazer tratamentos de beleza de manhã, treinar, almoçar com os colegas e a jantar com diferentes mulheres no restaurantes mais in da zona. Não gosta que o contrariem e considera-se superior a todos os outros. Aliás a sua personalidade narcisista é várias vezes referenciada durante o filme. O que ele esconde é o seu imprevisível ego de assassino e o rasto de sangue que tranquiliza o seu impulso de matar. Apesar de adorar a sua vida de luxo, não é uma pessoa social e daí rejeita todas as presenças que o julguem. Para completar o vazio que sente de uma sociedade oca e pretensiosa, Bateman mata de uma forma muito higiénica, mas também muito selvagem.

Quase como filme de terror, “American Pshyco” é também uma comédia. Um humor negro exagerado, misturado com cenas sangrentas, num filme memorável. Baseado num livro de Bret Easton Ellis, a versão cinematográfica foi mais generosa com a sensibilidade do público do que o original literário. Apesar de não parecer, porque mesmo assim somos abordados com vários momentos violentos.

Considero este um filme profundo. A sua história é forte e os protagonistas carismáticos. Um drama misturado com violência gratuita, muito sangue, e uma pitada de ironia. No final de tudo ficamos a pensar porque não percebemos nada do que se passou e damos por nós a percorrer os principais momentos que marcaram o filme a tentar procurar pistas para o sucedido. Christian Bale está excelente neste papel. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

 


golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2

Annabelle 2: A Criação do Mal

Annabelle 2: A Criação do Mal

Título: Annabelle: Creation
Ano:2017
Realização: David F. Sandberg
Interpretes: Anthony LaPaglia, Samara Lee, Miranda Otto…
Sinopse: 12 anos após a trágica morte da sua filha, um criador de bonecas e a sua esposa, dão as boas-vindas a uma freira e a um grupo de meninas orfãs, na sua casa. Aí tornam-se no alvo de Annabelle a terrível boneca assombrada.

Ainda no mesmo seguimento dos filmes de Conjuring, baseado em factos verídicos na vida do casal Warren que resolviam situações anormais. Neste filme conhecemos a suposta criação de Annabelle, a assustadora boneca com poderes sobrenaturais. Este filme aborda quase todos os parâmetros de um filme de terror. Uma casa gigante, com muitos locais obscuros, crianças amedrontadas, uma freira, uma história trágica e um quarto proibido. Os cenários escuros fazem primor ao género de terror. A música também é crucial para proporcionar alguns sustos.

A história é bem linear e não apresenta um factor surpreendente. Conhecemos a origem do mal presente na boneca assustadora, conhecida como Annabelle. Com um enredo mediano, não se torna numa história aborrecida, mas esperava um final mais inesperado, como é comum em filmes de terror. As personagens principais não são marcantes e não nos apegamos a nenhuma, não existe protagonistas.

Concluindo o filme é mediano sem grandes intervenientes e com uma história simples e eficaz. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2

Boy Erased

Boy Erased

Título: Boy Erased
Ano: 2018
Realização: Joel Edgerton
Interpretes: Lucas Hedges, Nicole Kidman, Joel Edgerton…
Sinopse: O filho de um pastor é obrigado a participar numa escola religiosa para a desconversão da sua homossexualidade, forçado pelos seus próprios pais.

Ultimamente o cinema não tem mãos a medir em filmes de casos verídicos sobre situações de droga e homossexualidade. “Boy Erased” foca-se em factos reais na vida de Garrard Conley e no seu livro publicado, um memoir sobre a sua experiência no “Love in Action“. Um programa de terapia que se focava na conversão da homossexualidade.  Garrad explica por tudo o que passou enquanto esteve lá inscrito em 2004, e até mesmo aos conflitos que teve com os pais que não conseguiram aceitar facilmente a sua homossexualidade.

No filme as personagens são fictícias, criadas para tornar a história mais digna de filme, mas toda a experiência é verdadeira. Luca Hedges, interpreta Jared Eamons, filho de um pastor (Russell Crowe) que proclama a palavra de Deus. Sente-se aflito relativamente aos seus sentimentos. Apesar da personalidade rigorosa do pai, a sua mãe (Nicole Kidman) dá-lhe sempre muito apoio e incentivo em relação a tudo. Quando explica aos pais que é gay, e se sente atraído por homens, Jared é persuadido a inscrever-se num programa “Love in Action” para converter a sua homossexualidade. As medidas e os recursos utilizados nesse programa são extremas, e muitas vezes teriam de passar por situações desconfortáveis e ofensivas. Durante as semanas de terapia, Jared percebe que existe muitas diferenças entre os presentes. Como Jon que está tão sério em levar a conversão até ser hetero que até se proíbe em tocar noutros homens. Outros como Gary, apenas continuam com o “seu papel” fingindo que a terapia está a resultar. Os métodos eram humilhantes, desde bater com bíblias a insistir consequentemente que a culpa deles estarem naquele local era da família e deviam culpar os pais. Esse foi o gatilho final de Jared que conseguiu fugir da sessão, para nunca mais voltar.

O ator Lucas Hedges tem crescido bastante nestes papéis mais maduros que interpreta. Nomeado para o Óscar com o filme “Manchester by the sea” já conseguiu participar em vários filmes com atores de topo. Neste filme como Nicole Kidman e Russell Crowe, mas também Julia Roberts, Ralph Fiennes, Bruce Willis, entre outros. Atualmente já é considerado uma escolha segura para um papel dramático, já que é esse o género que mais participa. Lucas Hedges tem evoluindo bastante com os anos, e prova disso são estes filmes sempre com um ambiente pesado que faz.

Concluindo este é um filme dramático, sobre a homossexualidade que aborda um cenário que não tinha conhecimento, mas que faz todo o sentido exporem. Não só devido aos maus-tratos que os inscritos no programa teriam de suportar, mas também devido à ingenuidade sobre o processo de conversão. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2

The Departed – Entre Inimigos

The Departed – Entre Inimigos

Título: The Departed
Ano: 2006
Realização: Martin Scorsese
Interpretes: Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson…
Sinopse: Um polícia infiltrado e uma toupeira no departamento da polícia tentam descobrir a identidade um do outro, enquanto se infiltram num gang irlandês no Sul de Boston.

Quem confiar?

Neste filme realizado por Martin Scorsese temos uma história única sobre polícias infiltrados que seguem apenas uma missão. Não nos podemos deixar influenciar pois o nosso inimigo pode estar mesmo ao lado e sem nos apercebemos estamos numa teia de conspiração difícil de sair. “The Departed” conta a história de dois homens. Dois polícias com origens diferentes e com objectivos futuros diferentes. Um correto, outro errado. Matt Damon é Colin Sullivan. Desde criança foi ajudado por Frank Costello a estudar e a seguir os seu sonhos, estava a treina-lo para guardar os seu negócios de tráfico de drogas, delator de informação e máfia. Colin alistou-se no departamento da polícia estatal e tornou-se numa toupeira que transmitia informação a Costello. Do outro lado da moeda estava Billy, interpretado por Leonardo DiCaprio. Devido ao seu registo familiar, foi incumbido com uma missão importante. Infiltrar-se na equipa de Costello e conseguir provas necessárias para mandá-lo para a prisão durante muitos anos.

O desenvolvimento da narrativa, não pára um segundo neste filme. Apesar de ser uma versão adaptada do original chinês Mou Gaan Dou, conseguiu deixar a sua marca na história do cinema. Venceu os Óscares de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Roteiro Adaptador e Melhor Edição em 2007. Este filme é mesmo interessante, não só pelo facto de ser uma corrida entre o gato e o rato, mas também pela forma imprevisível como os acontecimentos são retratados. Ninguém desconfia sobre o que vai acontecer a seguir.

O elenco é forte e dispensa apresentações. O jovem Leonardo DiCaprio que ainda neste altura estava a apostar em filmes mais sérios que tinha a certeza que levava a sua carreira mais alto. Não esteve nomeado para o Óscar com este filme, mas merecia. Assim como outros atores que se apresentaram fieis à sua personagem. Como Jack Nicholson, Matt Damon e Mark Wahlberg, que conseguiu a nomeação para melhor ator secundário

O final foi impulsivo e deixou  aquele sabor de agridoce. Não existe muita ação, mas o relógio não abranda e continuam sempre a rodar aqueles jogos de estratégias e planos para apanhar o rato e a toupeira. Outro bom filme de Martin Scorsese. O blogue atribui 4,5 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2

 

Nas Nuvens

Nas Nuvens

Título: Up in the Air
Ano: 2009
Realização: Jason Reitman
Interpretes: George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick…
Sinopse: Ryan Bingham adora o seu trabalho de mala sempre na mão, viaja pelo país a despedir pessoas, mas sente a sua vida ameaçada pela presença de um novo interesse amoroso, e uma nova contratação.

É difícil imaginar-mos a nossa vida sem as pessoas que mais gostamos, sem bens materiais. Será que a nossa vida cabia apenas numa só bagagem? Para Ryan Bingham (George Clooney) a sua vida é mesmo assim. Vive de aeroporto em aeroporto e passa a maior parte do seu tempo em hotéis e aviões. Não é apegado a ninguém, nem mesmo à família. Vive para o trabalho e adora o que faz. Trabalha numa empresa onde despede as pessoas. Um viajante moderno que adora trabalhar. A sua opinião pelo seu modo de vida muda quando começa a ter um interesse amoroso e é-lhe atribuído uma nova parceira de viagem.

Realizado por Jason Reitman (Juno) este é um filme pleno sobre a necessidade do ser humano de se conectar com outros. Aquela força natural que nos leva a ser sociais. George Clooney é o protagonista neste drama/comédia e consegue captar o charme da sua personagem. Ao lado de Vera Farmiga que também está bem receptiva com o seu papel como par romântico de Clooney.

A dificuldade de nos conectarmos aos outros pode ser inquietante. Mas quem disse que devemos seguir as regras de casar e ter filhos? Cada indivíduo tem as suas noções de felicidade e refúgios que considera pertinente ter. Cada pessoa é digna de escolher o que pretende para o seu futuro. Este pode não ser o momento indicado, mas mais tarde pode ser uma hipótese. Após muitos anos de ser dono de si próprio, Ryan Bingham, encontra finalmente alguém que deseja e um sítio para chamar de lar. Mas será que estão destinados a ficarem juntos? O blogue atribui 3 estrelas em 5. Os diálogos fortes entre ser uma mulher com 20 e 30. Além das diversidades de compromisso que existe são os pontos altos do filme.

golden_star2golden_star2golden_star2

As Pontes de Madison County

As Pontes de Madison County

Título: The Bridges of Madison County
Ano: 1995
Realização: Clint Eastwood
Interpretes: Clint Eastwood, Meryl Streep, Annie Corley…
Sinopse: O fotografo Robert Kincaid encontra, Francesca Johnson, uma dona de casa que o ajuda em direcções. Ambos ficam conectados um ao outro durante quatro dias nos anos de 1960.

São poucos os filmes que abordam o tema do romance já em idade avançada. Nunca é tarde demais para encontrar o amor e pode acontecer a qualquer um, em qualquer lugar. Francesca (Meryl Streep) tinha já uma vida composta. Com um marido trabalhador e dois filhos adolescentes. O que sentia falta na sua vida era de alguma emoção, ou partilha de momentos especiais. A sua família era normal e não era de todo comunicativa. Francesca ia vivendo cada dia de cada vez. As expectativas de vida mudaram em quatro dias. Sozinha em casa, enquanto o seu marido e filhos viajaram até uma feira de gado local. Nesse verão dos anos 60, conheceu Robert Kincaid (Clint Eastwood), um fotografo da National Geography que estava a fazer uma foto-reportagem às Pontes de Madison County. Evidentemente que a química entre ambos foi imediata, mas lentamente começaram a aproximar-se um do outro. Como dois adolescentes e secretamente entregaram-se ao amor e aqueles quatro dias que demoraram uma vida.

Este não foi o primeiro filme realizado por Clint Eastwood. Muitos dos planos apresentados é notório o detalhe e a sensibilidade com a câmara. A marca das lindas paisagens do estado americano é dos factores mais ricos do filme. A química entre o casal é muito natural e espontânea. Somos transportados para uma belíssima história de amor, que pelos primeiros segundos do filme percebemos que não teve um final feliz. Um amor maduro que se exprime genuinamente e a aceitação da vida como ela é, tentado preservar o que de melhor existe. “As Pontes de Madion County” foi baseado num livro de James Waller. O argumento demorado é também a apreciação completa do crescimento do amor deste casal conforme se vão conhecendo. Conversa puxa conversa e aos poucos sentem-se sem responsabilidades e só querem que cada momento dure sem restrições. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

golden_star2golden_star2golden_star2golden_star2