Erased

Erased

O que me prendeu neste anime foi a sua história. Satoru Fujinuma um jovem de 29 anos, recua no tempo 18 anos para evitar a morte da sua mãe que começou com uma série de raptos infantis durante o seu 5º ano. Erased ou em título original Boku Dake ga Inai Machi foi baseado numa manga escrita por Kei Sanbe em 2012, conseguiu receber a adaptação anime em 2016. Durante 12 episódios somos transportados para uma história intensa de suspense e drama.

Erased chamou logo à atenção antes de estrear. A sua narrativa diferente possibilitou a curiosidade de vários fãs de anime pela sua chegada. No ocidente “Erased” era já considerado dos melhores animes da temporada. A sua premissa cativante é o fenómeno principal. Apresenta uma carga dramática excessiva mas consistente e diferente do que se costuma ver na animação japonesa. Um foco mais maduro sobre valorizar as experiências do passado que influenciam o futuro

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Aliás os temas retratados são muito sérios. Maus-tratos, violência e bullying (sem querer spoilar mais), principalmente com crianças, o que torna o argumento mais denso. Contudo tais momentos são por vezes colmatados com outros divertidos entre as personagens que valorizam o poder da amizade, bondade e família. Uma fórmula de sucesso que resultou bastante no final. Boku Dake ga Inai Machi deixa um arrepio na pele no final de cada episódio. Como o anime é pequeno, não se torna maçudo e foca-se no que realmente importa. Ás vezes certas personagens não são valorizadas, mas até compreendo devido à duração desta animação.

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Entre o passado e o presente conhecemos pistas para o desenvolvimento da história. Imprevisível e bem delineada permitiu uma conclusão para cada personagem. A banda sonora é dos factores positivos também. Entre o passado, presente e futuro conhecemos o destino surpreendente de cada personagem e de como uma simples ação pode mudar a vida de muitas pessoas. Um anime quase imperdível que mexe profundamente com os nossos sentimentos. Vale a pena.


 

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Digimon

Digimon

O Mundo Digital antes de estar na Moda

Se recuar às minhas memórias de infância, um dos jogos que mais marcaram esses meus anos, além do Brick Game, onde passava horas a montar os cubos do Tetris, foi o Tamagotchi. Outro aparelho viciante que consistia em manter vivo o nosso animal digital, oferecendo-lhe comida, brincando com ele e entregando-lhe os medicamentos, quando ficava doente. Ora, numa época em que os telemóveis ainda eram feitos de tijolo e com antena, tinham apenas a função de fazer chamadas e enviar mensagens, não podíamos contar com eles para nos entretermos a jogar. Os Tamagotchi eram como se fossem o nosso próprio animal de estimação. Uma forma que o oriente (o jogo foi inventado no Japão) conseguiu para entrar no ocidente. O sucesso deste jogo electrónico foi tanto que só se ouvia falar no assunto. Muitos não sabem, mas foi daqui que surgiu um dos desenhos animados que marcou a minha infância e mais tarde a  fase adulta. Estou a falar dos “Digimon”. Os estúdios de animação Toei Animations viram no brinquedo um sentido de oportunidade e juntamente com a Bandai (a marca que abrange grande parte dos brinquedos japoneses) decidiram criar uma animação baseada em companheiros digitais para humanos. Depois desta febre de Tamagotchis em 1997, foi lançado em 1999 um anime (animação produzida em estúdios japoneses) e que no ano seguinte já estava a ser transmitido nas televisões portuguesas.

Digimon” foi provavelmente das animações que mais marcaram a minha infância. Esperava ansiosamente por cada episódio. Todos os dias durante a semana não falhava. No início dos anos 2000, havia outro anime que lhes fazia concorrência, era “Pokemon“. Ainda recentemente voltou a febre desta franquia, com o lançamento do jogo online Pokemon Go, onde os jogadores conseguiam interagir com a realidade e o virtual, já que possibilitava a captura de pokemons em qualquer lugar. Muitos aderiram à Pokemania. Começaram a praticar mais exercício sempre em busca dos animais virtuais nos lugares mais insólitos. Quanto aos animes, moldaram-se com conceitos idênticos. Criaturas diferentes que interagiam livremente com humanos. Muitos aplaudiam mais por Pokemon, mas eu era Digimon a cem por cento.

Durante 54 episódios, acompanhamos sete crianças, designadas como digi-escolhidas, que, enquanto estavam num acampamento de Verão, foram levadas repentinamente para o Mundo Digital. Um mundo paralelo ao nosso, habitado exclusivamente por digimons ou monstros digitais. Cada criança era responsável por um digimon e ficavam parceiros de aventuras. Rapidamente perceberam que para voltarem para casa, teriam que derrotar o Mal daquele mundo. Muita responsabilidade para umas crianças que deveriam ajudar os seus parceiros a evoluírem e tornarem-se mais fortes.

A aderência ao anime na altura foi um sucesso. Além da televisão, os “Digimon” podiam ser encontrados em brinquedos, cartazes, jogos, entre outro merchandising. Tal permitiu que a franquia expandisse até 2003, mas, como dizem, não existe amor como o primeiro e os primeiros protagonistas foram sempre os melhores da saga. [LER MAIS]

Star Wars Rebels

Star Wars Rebels

Logo após a Disney comprar os direitos da história de Star Wars à Lucasfilms, empresa fundada por George Lucas, não perdeu tempo em criar uma animação baseada nesta vasto universo. “Star Wars Rebels” surgiu em 2014 e terminou este ano. Durante quatro temporadas e 75 episódios acompanhamos as aventuras dos rebeldes pela galáxia. A série começa com as forças imperiais a invadir um planeta remoto, oprimindo os seus habitantes. Um pequeno grupo de insurgentes decidem revoltarem-se contra o Império e roubam para ajudarem os mais necessitados. Os membros da nave “Fantasma” são os mais procurados pelas tropas imperiais. No grupo podemos contar com Kanan, um jedi sobrevivente; Hera a pilota da nave; Sabine especializada em armas e explosivos; Zeb conhecido pela sua força física e Chopper um droide muito teimoso. O caminho dos tripulantes rebeldes junta-se com o de Ezra Bridger, um jovem carismático e ladrão que começa a manifestar habilidades da força. Mais tarde será o pupilo de Kanan. Juntos combatem contra a opressão do Império enquanto descobrem a verdade sobre o passado.

Star Wars Rebels

Apesar da maioria dos episódios apresentarem uma narrativa descartável, existem outros episódios que superam as expectativas. Somos abordados por várias personagens que também são recorrentes nos filmes Star Wars. Obi-Wan Kenobi, Yoda, Princesa Leia, O Imperador, Lando, Darth Maul, e até Darth Vader. Estes são apenas alguns exemplos. Tais presenças marcou de forma positiva e enriqueceu ainda mais esta animação.

Inicialmente “Star Wars Rebels” foi criado para um público mais jovem de forma a que as crianças compreendessem melhor o universo Star Wars para o consumismo. Contudo foi o público mais maduro e já conhecedor da história que começou a assistir a esta animação. Por esse motivo é facilmente notória a evolução das personagens, e abordam temas mais sérios e pertinentes conforme a narrativa avança. O protagonista é uma jovem de 14 anos na primeira temporada, mas consegue atingir uma maturidade constante na última temporada. Durante esta animação os espectadores podem contar com muita ação, e comédia, onde também estão presentes dilemas ente o bem e o mal. A animação podia ser melhorada, no entanto prevalece as suas paisagens coloridas e cores quentes. Concluindo “Star Wars Rebels” é uma série animada bem composta, que mesmo não sendo das melhores da Disney, conseguiu manter-se forte e ainda revelou surpresas bastante positivas. Quanto ao final, conseguiu ser definido, mas ainda com uma fenda para uma possível continuação.

Os Azares de Sofia

Os Azares de Sofia

Esta é uma série animada infantil baseada no livro da Condessa de Ségur publicado no século XI. O título original francês é Les Malheurs de Sophie. A história centra-se em Sofia, uma menina irrequieta de espírito livre que só se mete em confusões. Depois de perder a família num naufrágio a caminho da América, Sofia tem como tutora a sua madrasta que a trata muito mal. Apesar deste período negro, uma família caridosa decide adoptar esta francesinha.

A série criada em 1998 pelo canal francês, mantém no total 26 episódios numa só temporada. A etiqueta e cultura da época são cuidadosamente retratadas nesta animação. Para ser uma dama em pleno séc. XI era necessário muito prática e respeito. A personagem principal pode ser o oposto de boa etiqueta e delicadeza, mas no final de cada episódio aprende bastante com os seus erros.

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No final de cada episódio é possível compreendermos facilmente a mensagem. Por isso “Azares de Sofia” é uma excelente animação para as crianças. Lembro-me perfeitamente de assistir a este desenho animado na RTP1 quando era criança. Por um lado achava Sofia uma menina muito insolente, mas por um lado achava que tinha um bom coração. Além disso sofreu o bastante como criança. “Os Azares de Sofia” acompanha a menina na infância, adolescência e no último episódio como adulta. Esta é uma animação interessante, divertida que nos mostra a vida da alta sociedade na burguesia francesa.

O “je ne sais quoi” de Harley Quinn

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Longe vão os tempos em que as vilãs era feias, narigudas e com voz estridente. Agora existe uma nova versão de lado mau. Um lado melhorado. Mais atraente mas também mais louco. Harley Quinn é o exemplo disso. Personagem ainda recente, a sua primeira aparição remota a 1992 na série animada de Batman da DC Comics. Companheira insubstituível de Joker, vive por ele um amor tresloucadamente obsessivo. Faz tudo que este lhe pede com um ar catita, sem se opor, mesmo que arrisque a sua vida. A também chamada de Princesa do Crime, ganhou fama novamente com a interpretação de Margot Robbie no filme Suicide Squad. E agora só se encontra Harley Quinn em todo o lado.

A Psiquiatra

Difícil é de acreditar que Harley Quinn como nós a conhecemos já teve uma carreira profissional. Ainda com o nome Harleen Quinzel, era psiquiatra em Arkham Asylum. Foi aí que se apaixonou pelo seu paciente, Joker. Fascinada por aquele homem fantasiado de palhaço, Harleen perde-se de amores por ele nas suas sessões de apoio. Ajuda Joker a sair de Arkham várias vezes, até que tal situação leva à sua ruptura emocional e assume o nome de Harley Quinn. Torna-se sidekick de Joker um dos melhores vilões de Batman .

A bela loucura

De ar jovial, atitude infantil e com uma presença carismática, Harley chama a atenção de qualquer um. O seu maior sucesso deve-se à sua personalidade e ingénua, juntamente com o seu comportamento sensual. Além disso ser das poucas personagens femininas com um lado mau na DC Comics ajuda à situação. Não tem medo de nada e faz o que lhe apetece. O seu mediatismo subiu em flecha em 2016 quando marcou presença no cinema no filme “Esquadrão Suicida“. Harley era das personagens principais. A atriz Margot Robbie interpretou com distinção a sua extravagância e insensatez.

Harley Quinn Everywhere

O seu espírito selvagem e atitude positiva são factores que contribuem para a popularidade desta personagem. A sua imprevisibilidade também. Depois da exibição do filme nos cinemas, Harley Quinn era a personagem predilecta para o Halloween e para cosplay. Todos querem ser Harley Quinn. O merchandising desta personagem invadiu as prateleiras das lojas com toda a sua força. Fica aqui a conhecer alguns produtos da Harley Quinn que podes encontrar.

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Preços e informações dos produtos

Notebook Harley Quinn

Porta-Chaves Harley Skull

T-shirt

Bastão Harley Quinn

Funko Pop Harley Batman Arkham

Caneca Suicide Squad

W.I.T.C.H.

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W.I.T.C.H. é uma série animada da Disney baseada numa banda desenhada italiana de aventura e fantasia baseada no mesmo nome. Com um total de 52 episódios e 2 temporadas, transmitidos entre 2005 e 2008, acompanhamos um grupo de amigas. Will, Irma, Taranee, Cornelia e Hay Lin, descobrem que tem poderes mágicos e são as “Guardians of the Veil”.  As Guardiãs tem a obrigação de salvar o  Meridian do malvado feiticeiro Phobos e Cedric. Entretanto a princesa e verdadeira herdeira do trono está perdida. O grupo das guardiãs recebe a primeira missão de encontrar a princesa, antes do seu irmão. Esta é a base da primeira temporada, restaurar o equilíbrio como outrora acontecera no Meridian. Além da sua transformação em guardiãs, Will, Irma, Taranee, Cornelia e Hay Lin, também vivem as suas vidas normais na Terra. A segunda temporada na minha opinião foi mais interessante. Com novos desafios paras as personagens e tomadas de decisão mais maduras. A vilã também se presentou mais convincente do que Phobos.

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Esta animação prevalece por não ser demasiadamente infantil e debate assuntos interessantes como a amizade, a responsabilidade e o trabalho em equipa. O desenvolvimento das personagens também consegue ser convincente. A série foca-se principalmente na magia/fantasia, mas também aborda temas mais sérios. Além disso consegue ser engraçada em certos momentos. Não tem um enredo que seja imprevisível, mas serve perfeitamente para vermos algo descontraídos e sem a preocupação de pensar muito. Em Portugal esta animação foi transmitida no canal SIC. Entretanto ainda não há planos para uma terceira temporada.

Sonic Underground

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Não desta vez não é só um. O protagonismo da série “Sonic Undergound” é divido por três ouriços. Ao azul que todos nós já conhecemos dos videojogos Sega, criado em 1991, junta-se dois irmãos. O verde de nome Manic e a cor-de-rosa chama-se Sonia. Originalmente produzido em França, esta animação foi lançada em 1999 na televisão e conseguiu um total de 40 episódios. O mérito vai principalmente para o ator Jaleel White que deu a sua voz aos três protagonistas, apesar do seu esforço as dobragens são dos aspectos negativos do desenho animado. Sem motivação, nota-se o pouco perfeccionismo no trabalho. Sobre a história, tudo começou com o nascimento dos três irmãos gémeos, filhos da rainha Aleena. Mobotropolis era então uma cidade calma, mas o Dr. Robotnik utilizou o seu engenho e tecnologia para transformar a cidade num caos, a chamada Robotopolis. Supremo e seguro de si, Robotnik conseguiu que os aristocratas pagassem que as pessoas comuns fossem transformadas em robôs e assim escravizadas. Entretanto as crianças foram escondidas pela mãe. Para salvar a vida dos filhos, não os podia mais ver, segundo a profecia do Oráculo, Sonic e os irmãos eram a salvação do reino.

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Star Wars Rebels Renovada

Comecei a ver esta animação quando estreou, e vá até que gostei. Agora foi renovada para uma terceira temporada. Star Wars Rebels é uma animação da Disney Channel e conta a história do jovem Ezra e o seu caminho para ser jedi num mundo aterrorizado pelo Império. “A série vai continuar a trazer divertimento, sinceridade, e emocionantes novas histórias de Star Wars todas as semanas, até aos seus fãs de todas as idades.” escreveu Kiri Hart, Senior VP of Development da Lucasfilm. A série não é só para crianças, mas também para adultos, não é por nada que conta com 48 milhões de telespectadores.

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Gárgulas

Gargoyles
As Gárgulas
ou em título original The Gargoyles é um desenho animado com um total de 78 episódios, com 22 minutos cada episódio. A sua estreia começou em 1994 e terminou em 1997. Lançado pela Disney esta animação teve logo aderência e foi um sucesso, que ainda hoje é recordado pelos fãs. Criada por Greg Weisman, dirigida a um público mais adulto, por isso mesmo ter um tom mais sombrio. Em 1995 até a Marvel aproveitou para fazer uma banda desenhada sobre o tema. O sucesso é explicado devido à complexibilidade e dramatismo dos temas debatidos. A série começa com os temas medievais, reis e rainhas, mas também aborda os Cavaleiros do Rei Arthur e ainda Shakespeare com as suas obras: Macbeth e Sonho de uma Noite de Verão. Mais tarde questionado sobre o tema, o criador Greg afirmou que a sua ideia era colocar na história todas as lendas e mitos antigos. Quanto à história centraliza-se num grupo mítico de gárgulas, seres esvoaçantes que só despertam à noite e durante o dia transformam-se em pedra. Acordam apenas anos e anos de estarem adormecidos numa maldição, mas num mundo totalmente diferente daquele que conheciam, acordam na atualidade e longe vai o tempo dos castelos. Mesmo assim decidem adaptar-se e tentam proteger os cidadãos americanos, no entanto as pessoas temem a sua aparência, excepto a detetive Eliza Maza, e o vilão Xanatos.

Love-Gargoyles-1Quem pertence aos anos 90 certamente que se lembra deste desenho animado, que ainda hoje deixa marca. A ideia principal foi criar de forma dinâmica uma animação que ao mesmo tempo que entretia, também ensinava. Assim foi. Em Gargulas, aprendemos muito sobre as lendas da história mundial, desde o Monstro de Loch Ness, Avalon, histórias de índios e até samurais. Tudo compactado numa só animação, em que as personagens principais terão de descobrir o mistério sobre cada conto. Quando comecei a seguir “The Gargoyles” não contava que tivesse mesmo tantos episódios, e apesar de a história tornar-se um pouco repetitiva, já que os mesmos vilões estão sempre a aparecer, o enredo está sempre bem definido. As Gárgulas tornou-se um desenho animado desvalorizado, mas vale a pena conhecer.

Tenho por aqui fãs?