One Piece: Strong World

One Piece: Strong World

Título: Wan pisu firumu: sutorongu warudo
Ano: 2009
Realização: Munehisa Sakai
Interpretes: Felecia Angelle, Christopher Bevins, Ed Blaylock…
Sinopse: O grupo dos chapéus de palha devem salvar a sua navegadora e parar de vez um pirata lendário, Shiki o Leão Dourado de conquistar East Blue.

One Piece: Strong World é o décimo filme do franchise e o primeiro a ser escrito pelo próprio criador da manga, Eiichido Oda. Em honra do 10ª aniversário da saga (este ano já festeja 20 anos) decidiram criar mais um filme.

Os chapéus de palha estão perdidos numa ilha estranha. Uma ilha onde os animais são ferozes e a aldeia vive com medo. O grupo está separado, mas tem um objectivo: reencontrarem-se e resgatarem a navegadora Nami que foi sequestrada por Shiki, o Leão Dourado que tem como poder utilizar a gravidade em seu proveito. Luffy, Zoro, Sanji, Usopp, Chopper, Robin, Franky e Brook terão de unir forças para conseguirem salvar a companheira Nami e ainda libertar a aldeia do poderio de Shiki que até ao momento não encontrou força maior para desafiar.  O filme ocorre entre os Arcos Thriller Bark e o Sabaody Arquipélago.

Muito ao contrário do que seria de esperar o filme é interessante e apresenta uma aventura empolgante para as personagens. A excelente qualidade da realização é dos factores mais  positivos também, com este encargo esteve Munehisa Sakai muito bem. A narrativa foi bem delineada e deixa curiosidade até ao fim. Para os fãs da saga este filme merece ser visto. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Once Upon a Time…in Hollywood

Once Upon a Time…in Hollywood

Estamos em Hollywood, na década de 60, mais exatamente no ano de 1969. O primeiro calor do verão começa a fazer-se sentir, mas Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) famoso ator de épocas glorificantes da televisão (ainda a preto e branco), onde o género de western era o mais apreciado, tem outras preocupações. Já a sentir-se velho na sua profissão, aceita papéis onde não se destaca, e por isso tem medo de ficar esquecido pelo público. Fuma sem parar, bebe cerveja e chora no ombro do seu melhor amigo, que o leva para todo a lado, já que ficou sem carta por conduzir várias vezes alcoolizado. Cliff Booth (Brad Pitt) ouve os dramas do parceiro, pois tal como ele, percebe este lado da fama mais sofrível. Afinal Booth é o duplo de Dalton nos seus filmes. Enquanto estas duas personagens fictícias dão uma continuidade à história,  surge outra paralela, mas com personagens reais. Margot Robbie interpreta a encantadora atriz Sharon Tate. Não podia ser outra atriz, a semelhança entre as duas é impressionante. Juntamente com o seu marido, o realizador Roman Polanski, conhecido pelo filme “A Semente do Diabo“, são vizinhos de Rick Dalton. Juntos fazem parte do casal sensação da época, onde visitam as mais prestigiadas festas e conhecem as pessoas mais influentes. As histórias não se juntam, mas criam caminhos que reflectem bem aquela época do final da era gloriosa de Hollywood.

Quentin Tarantino já nos habituou a grandes filmes. O seu jeito único e natural torna-o num visionário na sua profissão. Ignora as críticas e não se incomoda em ser polémico. Este nono filme do seu percurso, não fugiu à regra. A presença de Charlie Manson no filme causou alguma relutância no público. Afinal estávamos a falar de um homem cruel com ideias perturbadas que aterrorizou a América nos anos 60 e 70. A sua presença no filme foi muito subtil, mas o seu nome foi muito comentado pelas personagens . Tinha de ser, pois este foi o fio condutor que juntou no final as duas histórias diferentes.

Tarantino utilizou a sua experiência pessoal, dos anos da sua própria juventude para inspiração deste filme. Aliás são várias as referências de cinema clássico de uma América a chegar ao resto do mundo e vivências deste tempo que conseguimos notar. Além disso estamos no auge do movimento hippie e do uso de drogas mais alternativas. A banda sonora é viciante, intrigante com bom ritmo que acompanha as melhores cenas. O trabalho do realizador volta a ser excelente. Os planos e movimentos da câmara acontecem com serenidade e com uma beleza estética marcada pelo perfeccionismo. Apesar do início da narrativa demorar a arrancar vamos observando a amizade de Booth e Daton nos bastidores de Hollywood. Estes momentos são mesmo os melhores do filme. A cativante dupla Leonardo DiCaprio e Brad Pitt. Nunca antes trabalharam juntos a dividir o ecrã, mas com este filme percebemos o que faltava nas nossas vidas. O desempenho de DiCaprio está absolutamente brilhante. O ator entrega-se completamente à sua personagem. Mesmo com longos diálogos de apenas um take, onde mostra dúvida, seriedade, choro (muito choro) e a sua sensibilidade. Assim se consegue os grandes atores. Mas não esteve só. Este foi dos melhores filmes do ano, até ao momento e com desempenhos merecedores de nomeações ao Óscar. Será?

O humor aguçado faz parte do fantástico argumento desta obra cinematográfica. E não se esperada nada de diferente de Tarantino. Depois de uma contextualização longa, mas integra. Juntando o real ao fictício, temos um clímax genial. Este momento consegue absorver toda a nossa energia como espectador. Para quem já viu o filme sabe o momento que estou a referenciar. Existe muito para amar neste filme, e esta sequência era a peça chave que faltava para marcar a diferença. Tarantino mudou os acontecimentos e criou um novo espectro do que poderia acontecer naquela noite fatal em agosto de 1969. Um final alternativo dos eventos reais. Espero que não seja mal interpretado, pois eu acredito que esta foi uma visão positiva do realizador sobre o que realmente aconteceu.

Concluindo este é um filme muito bom, que pode não ficar para a História como o melhor de Tarantino, mas tornou-se dos melhores do ano. O elenco escolhido foi fantástico e por tudo isso vale a pena. O título leva-nos a pensar num conto de fadas hollywoodesco, onde tudo é possível.

Meia-Noite em Paris

Meia-Noite em Paris

Título: Midnight in Paris
Ano: 2011
Realização: Woody Allen
Interpretes: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kathy Bates…
Sinopse: Durante uma viagem a Paris com a família da noiva, um escritor nostálgico descobre um caminho temporal que o leva todas as noites até Paris em 1920 à meia-noite.

As ruas de Paris tem sempre um charme e encanto especial. Woody Allen inspirou-se nisso mesmo e criou este lindo filme sobre um escritor que vagueia pela cidade durante a noite à procura de inspiração. E sabem que mais? Encontra-a onde menos espera. O realizador conseguiu captar a magia artística dos anos 20 em Paris. Local onde vários artistas se reuniam para expressar as suas obras-primas: Picasso, Salvador Dalí, F. Scott Fitzgerald, T.S. Eliott…A história centra-se em Gil (Owen Wilson) que está em Paris brevemente com a sua noiva, Inez (Rachel McAdams) e a sua família. Rapidamente percebe que não se sente confortável com os planos luxuosos dos pais da noiva: jantar em restaurantes chiques, degustação de vinho, passeio por museus e escolha de uma mobília vintage caríssima. Gil é mais um homem simples e sem pretensões daquele mundo que não é o seu. O seu refúgio encontra-o à meia-noite em ponto nas ruas quase desertas em Paris, onde descobre a sua época favorita, a época de ouro: aquela cidade nos anos 20.

Woody Allen disserta sobre o pensamento da imaginação. Será que mudando o nosso ambiente e meio envolvente conseguíamos ter uma mente mais crítica e funcional? O nosso estado psicológico é moldável perante as experiências positivas. A direção de Woody Allen mantém-se soberba neste filme. Conseguiu por tal uma indicação ao Oscar. Os atores também conseguiram acompanhar bem o seu trabalho e todos eles provaram o sue profissionalismo. A narrativa é o factor mais positivo da obra-cinematográfica. Conseguiu o Óscar para melhor Roteiro Original. O espectador fica completamente absorvido por esta fantástica e linda história. As paisagens romanticas e encantadores da capital de França ajudaram a criar o ambiente perfeito para a continuação do filme. A cereja no topo do bolo como se costuma dizer. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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UnREAL

UnREAL

UnReal é uma série da Lifetime que estreou sem complexos na televisão em 2015. Viu, chegou e conquistou. Durante quatro temporadas acompanhamos os bastidores de um programa de televisão, “Everlasting” um programa dedicado a encontrar o amor nos concorrentes. A história segue a produtora Rachel Goldberg (Shiri Appleby) que volta para mais uma temporada de “Everlasting” após o colapso do ano anterior, com pedido da sua amiga e mentora, a produtora executiva Quinn King (Constance Zimmer). Com uma reputação a manter, Rachel vai ter de fazer aquilo que consegue fazer melhor: manipular os concorrentes para o melhor proveito de audiências.

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Nesta série de drama acompanhamos as intrigas, mentiras e manipulações tudo para conseguirem oferecer o que o público quer. Televisão sem escrúpulos, polémica e que consegue sempre surpreender. Nos bastidores do programa, jogam com as emoções reais dos concorrentes de forma a conseguirem o que querem, uma boa história para atrair público. Logo desde o primeiro episódio que “UnREAL” conseguiu destacar-se no panorama televisivo. Uma série forte que arrasa, oferece bom drama e personagens carismáticas.

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O centro desta narrativa são mesmo as personagens Rachel e Quinn. Vivem numa relação possessiva de amor-ódio, amizade-hostilidade, mas no final e por mais que a situação complica (complica-se sempre) estão lá para a outra. Ambas as atrizes Appleby e Zimmer apresentam um desempenho feroz, emotivo e bem dramático. Duas atrizes  que receberam a sua oportunidade de brilhar e provar que a presença feminina o protagonismo pode ser compensador.

UnREAL” apresenta os bastidores destes reality-show de namoro que embora de uma forma divertida, existe um jogo tresloucado e cínico que esperemos que não aconteça mesmo na realidade. Apesar de como espectadores apreciarmos este drama intrigante. Além disso a produção conseguiu manter-se focada, apesar do extenso elenco seja na parte dos bastidores do show e concorrentes. Vale a pena conhecer esta série, pois não é muito longa e torna-se cada vez mais empolgante a cada episódio, com personagens danificadas com assuntos para resolver, além do excelente argumento que podemos encontrar.

Um Violino no Telhado

Um Violino no Telhado

Título: Fiddler on the Roof
Ano: 1971
Realização: Norman Jewison
Interpretes: Topol, Norma Crane, Leonard Frey…
Sinopse: Na pré-revolucionária Rússia, um judeu, preocupa-se com o casamento das suas três filhas enquanto novos ideais correm pela sua aldeia.

O nome não é estranho. “Um Violino no Telhado” começou como uma peça de teatro, escrita por Sholom Aleichem, que após receber a sua adaptação na Broadway conseguiu a fama que lhe esperava. Em 1971 chegou ao cinema e conseguiu 4 Óscares: Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Direcção Artística e Melhor Banda Sonora. Nesta obra cinematográfica onde a comédia se junta ao drama da revolução iminente e de um período negro para a história dos judeus que são obrigados ao exílio do país natal.

No início do séc. XX na pequena vila de Anatevka, na Ucrânia, pertencente ao Império Russo vive pacificamente dividida por duas secções: a judaica ortodoxa e a igreja ortodoxa russa. “Nós não incomodamos, e até agora, eles não nos incomodam”, assim refere o protagonista. Sob o domínio czarista, lá vivem sem  conflitos as duas comunidades, seguindo as tradições estabelecidas. No centro da história temos Tevye (Chaim Topol) um pobre e humilde leiteiro judeu que vive na sua humilde casa com a esposa e as seis filhas. As três mais velhas: Tzeitel, Hodel e Chava já pensam em casamento, mas não aceitam os arranjos de namoro que a casamenteira da vila lhes sugere. Tevye decide escolher maridos para as filhas, mas elas já tem outros planos e tudo sai ao contrário do que o pai esperava. Mas a sua paciência chega ao limite quando a sua filha Chava decide casar com um jovem não judeu. Além disso terá de lidar com a ordem de abandono da vila do czar e na dificuldade de encontrarem um novo local para viverem em paz.

Um Violino no Telhado” apresenta uma fantástica filmografia de época uma reconstrução humilde, mas muito cativante. Pois apesar de ser um filme com uma história comum de tradições da época, apresenta personagens carismáticas e muito interessantes, pois como público ficamos curiosos com o destino de cada um. Com vários momentos musicais e referências importantes, seguimos uma narrativa sobre o amor, família e as tradições. Focando-se muitas vezes no casamento, mas negando o casamento sem amor. A mensagem que reflecte este filme é que o amor é o ponto-chave para um futuro melhor, mesmo apesar das dificuldades que a vida possa trazer. Tendo amor em nós, o caminho torna-se cada vez mais fácil.

“He loves her. Love, it’s a new style… On the other hand, our old ways were once new, weren’t they?… On the other hand, they decided without parents, without a matchmaker!… On the other hand, did Adam and Eve have a matchmaker?… Well, yes, they did. And it seems these two have the same Matchmaker!” 

Este pode ser mais um produto da indústria cinematográfica, mas ainda bem que o fizeram pois assim não conhecia esta fantástica história.  O ator Topol é mesmo a estrela deste filme e o seu desempenho está genial. A música é lindíssima e enquadra-se plenamente. Os momentos musicais são os melhores desta obra. A fotografia consegue apresenta uma época difícil de muita pobreza, e os cenários levam-nos para aquele local, envolvemo-nos inteiramente. Concluindo apaixonei-me por este filme, um clássico não só no palco, mas também no cinema. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

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Viagem ao Japão – Dia 6

Viagem ao Japão – Dia 6

De manhã acordamos cedo para voltarmos a conhecer um Japão rural, com pequenas aldeias muito tradicionais, mas repletas de História. A nossa primeira paragem foi Tsumago. Quando saímos à rua choveu bastante.

Tsumago

Esta é a melhor aldeia preservado do Japão do tempo Edo. O seu ambiente está mesmo recriado à época e facilmente sentimos como se estivéssemos perdidos no tempo. Esta era uma aldeia de passagem para os viajantes. Mantinha em stock comida, dormidas, ryokan e cavalos.  Esta aldeia não tem ainda tantos turistas como Shirakawago e por isso pode ser visitada sem pressas e com mais reconhecimento. Neste local experimentamos os famosos pãezinhos recheados, um doce tradicional da região.

Museu Magome Waki-Honjin (casa Samurai)

A 15 minutos de Tsumago visitamos o Museu Magome Waki-Honjin. Ainda sobre o Japão Antigo, temos um alojamento luxuoso construído principalmente para os oficiais do  governo que viajavam e samurais. Actualmente foi reconstruído e transformou-se num museu que pode ser visitado. Como este era um local de passagem entre Quioto e Tóquio, serviu para o descanso dos viajantes. Muitos senhores feudais utilizaram e até recebeu uma curta visita do próprio Imperador Meiji em 1880, quando escoltou a Princesa Kazunomiya para um casamento arranjado. O preço de entrada é de 600Yen e vale totalmente conhecer este monumento histórico. Neste museu conhecemos o espaço e jardins adjacentes, assim como viviam as pessoas daquele tempo a mesmo as regras para nos sentarmos à fogueira. O museu é grande e ainda conseguimos conhecer a História japonesa.

Almoçamos numa área de serviço local, pois seguir teríamos de apanhar o comboio-bala para o nosso próximo destino nas montanhas do Japão.

Comboio-Bala

Durante a tarde apanhamos o famoso Comboio-Bala. Tal como dizem é mesmo rápido e não se atrasa de maneira nenhuma. Temos apenas 2 minutos para entrar e é necessário antes do comboio chegar mantermos-nos em filas indianas para evitar confusões. Andamos no comboio JR Super-expresso aproximadamente 300km/h. Super confortáveis os comboios e totalmente espaçosos. Em cerca de uma hora chegávamos a Nagoya. Contudo admito que não gostei muito da viagem foi muito rápido e senti-me desconfortável. As imagens da paisagem eram muito rápidas para o meu cérebro acompanhar. Mas conseguimos uma surpresa. Como passamos pelo Monte Fuji, mereceu logo uma fotografia, o que nem sempre é fácil devido ao tempo nublado. Tivemos sorte mesmo. Ali está ele na foto abaixo.

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Paisagem do comboio bala. Tivemos sorte e conseguimos uma imagem do Monte Fuji.

Hakone

Neste dia perdemos mais tempo em transportes. Depois da chegada à estação de comboio, fomos de autocarro até ao hotel. O hotel ficava em Hakone, e para lá chegarmos subimos à montanha. Como neste dia era domingo, apanhamos algum trânsito para chegar ao hotel. Isto porque, segundo a guia, os japoneses que vivem em cidades como Tóquio, durante o fim-de-semana viajam até ao meio mais sossegado e rural para descansar. Aproveitam as termas e o contacto com a natureza, algo que durante o dia-a-dia não estão habituados. Daí mais pessoas na estrada. Chegamos ao hotel e fomos logo descansar também. Com um banho no ryokan (este não era tão bonito como o do dia anterior), mas totalmente relaxante na mesma. Depois o hotel tinha um jantar preparado para nós, tipicamente japonês. Vestimos-nos a rigor com yukatas e jantamos sem perceber muito bem o que estávamos a comer. Mas estava tudo delicioso e bem bonito. Já repararam como os japoneses embelezam o prato?

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Jantamos como japoneses e japonesas.

Este foi um dia relaxante também na zona mais calma do Japão. Brevemente estávamos quase a conhecer a azafama da cidade. Na próximo dia conhecemos Tóquio.

Não percam os próximos episódios, porque nós também não. 

 

Baby Driver – Alta Velocidade

Baby Driver – Alta Velocidade

Título: Baby Driver
Ano: 2017
Realização: Edgar Wright
Interpretes: Ansel Elgort, Jon Bernthal, Jon Hamm, Lily James…
Sinopse: Depois de cumprir uma dívida de dinheiro, um jovem condutor de assaltos, terá de cumprir um final crime até conseguir mudar de vida.

Baby Driver” não é um filme que conseguimos conhecer o panorama geral, o espectador fica “preso” na perspectiva do protagonista, Baby (Ansel Elgort). As outras personagens são meramente secundárias e ficamos sem conhecer ao concreto a envolvente ampla do acontecimentos. Tudo começa com um assalto. Os profissionais assaltam o banco, enquanto que Baby, os conduz, é o motorista deste trabalho. Ao ritmo da música acelera, impulsa as mudanças com segurança e é rei na estrada. A sua personalidade é pacata, e não interage com os seus companheiros de trabalho. Vai para casa, e cuida do seu pai adoptivo, enquanto espera por outra chamada para voltar ao trabalho. Baby não se mete com ninguém, e espera que os outros também cumprem, mas não é bem assim. Indignados com o seu jeito estranho e solitário, sempre de auscultadores nos ouvidos, é abordado várias vezes, mas é sempre impecável naquilo que faz.

Edgar Wright é conhecido realizador de filmes de ação, e este não é excepção, “Baby Driver” segue um ritmo alucinante de drama, perseguições, adrenalina e mais importante boa música. O que faltou foi uma narrativa mais coerente (principalmente nos últimos 20 minutos de filme, onde o nonsense tomou partido), sem falhas nas decisões das personagens e com um fluxo mais real. Faltou muito, mas antes conseguimos-nos importar com a história de Baby.

O elenco não se destaca propriamente neste filme, por isso foi focar-me nas perseguições de carros que foi o melhor desta obra cinematográfica. Movimentos acelerados que nos faz subir a adrenalina e o bater do coração. Tal como em “Velocidade Furiosa” ficamos logo apaixonados por este ritmo. Além disso mantém uma excelente banda sonora a acompanhar. Isso foi perfeito. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Sony Pictures Portugal

 

Stranger Things – Terceira Temporada

Stranger Things – Terceira Temporada

Histórias de Amor, Monstros e Russos

A miudagem está de volta. Uma das séries mais rentáveis da Netflix, voltou e agradou.

Depois dos eventos da temporada anterior em que Eleven utiliza o seu máximo poder para fechar o portal que separa o nosso mundo do Mundo Invertido. Os (ainda) pré-adolecentes tentam viver a sua vida normal e não pensar mais nestes problemas de monstros e adultos… Se tudo fosse assim tão fácil. A série que normalmente estreava no Halloween voltou para uma terceira temporada e este ano mudou a sua rota de estreia. Foi lançada no dia 4 de julho, feriado norte-americano, e conseguiu ser o topo das audiências.

Em 1985, os protagonistas já deixaram de ser as crianças da primeira temporada. Trocaram o jogo Dungeons & Dragons por raparigas e os encontros na cave por tardes no novo centro comercial, Starcourts, que abriu em Hawkins. O verão tranquilo é abalado, quando estranhos eventos começam a acontecer na pequena cidade. Acontecimentos esses que vão criar quatro diferentes histórias paralelas com os protagonistas, mas que funcionam com o mesmo propósito.

Joyce (Winona Ryder) estranha o facto dos ímanes do frigorífico e da loja onde trabalha caírem sem justificação possível. Decide procurar as suas próprias respostas e junta-se a Hopper (David Harbour) no seu caminho. Juntos descobrem que as desconfianças de Joyce estavam certas, quando encontram uma quinta abandonada, que esconde engenheiros russos que estão a trabalhar em algo secreto. Enquanto isso, são perseguidos por um Exterminador Impecável, que se assemelha muito a Arnold Schwarzenegger e que está mesmo disposto a elimina-los.

Nancy (Natalia Dyer) e o seu namorado Jonathan (Charlie Heaton), trabalham num jornal local. Apesar do emprego estável, Nancy ambiciona ser uma verdadeira jornalista e detesta a sua função de ir buscar cafés e levar o pequeno-almoço aos chefes. Apesar das suas ideias para o jornal, é sempre vista como uma cara bonita sem capacidade para escrever. A sua história surge, quando é contactada por uma idosa sobre um caso de raiva de ratos que incontrolavelmente comem fertilizante. Este é o seu grande momento. Mesmo ao tornar-se na chacota do jornal, Nancy não desiste da sua história. Decide investiga-la com os seus próprios meios.

Quando Will (Noah Schnapp) sente um calafrio no pescoço, sabe que o Mind Flayer está próximo e por algum motivo conseguiu entrar no mundo deles. A confirmação chega, quando Eleven (Millie Bobby Brown), utilizando os seus super-poderes, descobre que algo se passa com Billy (Drace Montgomery), meio irmão de Max (Sadie Sink). O grupo dos cinco: Will, El, Max, Lucas (Caleb McLaughlin) e Mike (Finn Wolfhard) tentam descobrir o que se passa, mas são surpreendidos por algo muito poderoso.

Enquanto isso, acompanhamos também Dustin (Gaten Matarazzo), Steve (Joe Keery), Robin (Maya Hawke) e Erica (Priah Ferguson) – estas duas últimas são novas personagens. Robin é colega de Steve na gelataria do centro comercial Scoops Ahoy e Erica é a irmã mais nova de Lucas. Este grupo cria a sua própria missão, ao descobrirem um código encriptado russo relacionado com algo secreto. Curiosos, os jovens decidem investigar, mas não será um caminho fácil, uma vez que descobrem um laboratório subterrâneo secreto que os deixa em perigo.

Cada parte desta história será fundamental para a destruição do Mind Flayer que pretende construir um exército para se tornar mais forte. O culminar de tudo acontece no dia 4 de julho, com o fogo de artificio a iluminar a noite da cidade, mas pode por em perigo a cidade inteira.

Esta série de ficção científica conseguiu superar as anteriores temporadas. A história amadureceu e as personagens também, afinal, estão a entrar na adolescência. O argumento mantém-se num nível mais complexo. Os irmãos Matt e Ross Duffer criaram uma narrativa com mais drama, mais suspense e terror, mas ainda com uma dose de humor. Os anos 80 estão na sua melhor representação nesta temporada. As cores vibrantes das roupas e os cabelos volumosos.

Um dos momentos mais divertidos foi ver a amizade a crescer entre as duas raparigas do grupo: Max e El. Ambas cansadas de pertencerem a um mundo de rapazes, decidem as duas divertirem-se no centro comercial. Afinal, como diz a música de Cindy Lauder, Girls Just Wanna Have Fun. Outras fortes referências sobre esta época são mencionadas, como as aulas de aeróbica e filmes como “Regresso ao Futuro”, “Never Ending Story” e “Star Wars”, algo que conseguiu deixar os fãs mais nostálgicos.

Esta temporada conseguiu ainda trazer algumas surpresas e refiro-me ao arco que fizeram com a personagem Billy. No passado, era um delinquente que não demonstrava ter nada de bom, mas agora conseguimos compreender melhor os seus “motivos” de manter a sua personalidade desprezível, quando a sua infância e o seu lado mais pessoal e emotivo são apresentados à Eleven. Outro dos grandes momentos desta temporada foi a batalha final no centro comercial. Um confronto entre todas as personagens que mantinham um objectivo em comum, ajudando-se mutuamente a destruírem o Mind Flayer, enquanto que, pela primeira vez, a Eleven sentiu-se indefesa e nem os seus poderes foram suficientes. Nestes momentos finais da batalha, aviso que o coração de espectador acelera bastante, devido à densidade do clímax da ação. A conclusão foi emocional e deixou em aberto uma próxima aventura. Ficamos a aguardar pelos próximos capítulos.