O Grande Showman

Título: The Greatest Showman
Ano: 2017
Realização: Michael Gracey
Interpretes: Hugh Jackman, Michelle Williams, Zac Efron…
Sinopse: Celebre o aniversário do mundo do entretenimento e conheça a história do visionário que do nada criou o maior espectáculo de sempre.

Hugh Jackman é perfeito para este género de papéis. Este ator é mesmo um entreteniment man completo. Papéis musicais assentam-lhe que nem uma luva. “O Grande Showman” é um filme baseado na vida de P. T. Barnum, o primeiro empresário a criar um espectáculo para todos. Um circo com apresentações invulgares que atraiu muitas pessoas a comprar os bilhetes para assistirem aos fantásticos espectáculos. Nesta obra cinematográfica somos invadidos com muita música, cor e com personagens fortes. “The Greatest Showman“é um espectáculo divertido onde a música está sempre presente. As letras foram escritas pelos mesmos do filme “La La Land” e o resultado não podia ter sido melhor. Músicas que surgem da alma para percebermos os verdadeiros sentimentos das personagens.

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O argumento mantém-se bastante simples e tal factor merecia ser melhorado. As personagens são interessantes, contudo apenas apresentam o básico da sua história. Fiquei desiludida com a narrativa. A história da vida de Barnum é verídica, contudo alguns desenvolvimentos entre as personagens são muito irreais. Esta obra cinematográfica é curta, com espaços temporais muito acelerados. As músicas são catchy e mesmo após assistirmos ao filme facilmente cantarolamos “Milions Dreams“, “Rewrite the Stars” e “This is Me” (Canção nomeada para os Óscares de Melhor Original). “O Grande Showman” não é um filme memorável dentro dos musicais, mas consegue facilmente entreter o público. A dinâmica das personagens também foi interessante, apesar de considerar que faltaram algumas pontas soltas que facilitaram a chegada de Barnum ao êxito. O elenco de luxo também não decepciona. Neste filme são abordados temas pertinentes como a diferença das classes sociais, descriminação, bullying, a luta difícil para mudar  opiniões, os valores da família e sucesso. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Last Days – Últimos Dias

Título: Last Days
Ano: 2005
Realização: Gus Van Sant
Interpretes: Michael Pitt, Lukas Haas, Asia Argento…
Sinopse: A vida de um músico de Seattle são reminiscentes para a lenda de Kurt Cobain.

Provavelmente dos filmes mais deprimentes que assisti na vida. A sua sequência pachorrenta e o seu argumento aborrecido, tornam o seu visionamento muito chato de assistir.  “Last Days” pretende fazer uma homenagem ao cantor Kurt Cobain, que tal como ele a personagem principal deste filme, Blake (Michael Pitt) debate sobre as suas obrigações da fama. As obrigações profissionais, e a sensação de isolamento tornam- se factores eficazes para a depressão. Apoiando-se nas drogas e na bebida, deixam a loucura fluir, até baterem lá no fundo. Blake procura fugir das pessoas na sua própria mansão. Os seus amigos, empregados procuram-no no espaço da habitação, mas sem sinal do músico. Blake passa assim os seus últimos momentos sozinho, à espera de uma salvação possível.

O realizador Gus Van Sant queria inicialmente criar um filme biográfico sobre os últimos dias do artista Kurt Cobain. Contudo entrou em discrepâncias legais com a viúva de Cobain, Courtney Love e desistiu. Começou esta nova produção que se mantém muito idêntica à história do música dos Nirvana, só alterando o nome e algumas personagens fictícias.

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Este filme consegue ser mesmo difícil de assistir. Não conseguimos estar atentos e a ação não desenrola. Nem a interpretação dos atores vale. Michael Pitt mantém mesmo parecenças com Cobain, mas o seu protagonismo está muito abafado. A sua presença é completamente perdida e desorientada. Mas sem alterar gostos, este pode ser um filme agradável para quem aprecie obras enigmáticas, com uma faixa complexa de narrativa que não é para qualquer um. Gus Van Sant torna esta obra de fição num factor inclinado para o objeto e não para o sujeito. O blogue atribui 2 estrelas em 5.

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Sugestões ‘outfits’ para levar ao Cinema

Na passada sexta-feira 13, fui convidada pela AMC Portugal para a antestreia da quarta temporada da série Fear The Walking Dead nos Cinemas NOS no Norteshooping. A excelente iniciativa foi fantástica, foi uma noite completa cheia de surpresas e até zombies a circular pelos corredores. Nunca assisti a nenhum episódio da série, mas acreditem, fiquei mesmo fã. Este evento deu-me a ideia de sugerir alguns outfits para uma ida ao cinema, que sabe sempre tão bem. Vou apresentar três sugestões, seguem elas.

Outfits para o Cinema

Dei-te o Melhor de Mim

Título: The Best of Me
Ano: 2014
Realização: Michael Hoffman
Interpretes: James Marsden, Michelle Monaghan, Luke Bracey…
Sinopse: Um par de estudantes do secundário, reúnem-se após vinte anos separados para visitarem a sua terra natal.

Nicholas Sparks inventou a formula perfeita para os corações mais românticos. Jovem casal apaixona-se em adolescente e por algum assunto grave, separam-se. Anos mais tarde voltam a reencontrar-se e a chama da paixão volta a surgir. Sparks é o deus do amor que com as suas palavras cria histórias apaixonantes que são sempre adaptadas ao cinema. Este livro, “O Melhor de Mim“, não foi exceção.

Amanda e Dawson conhecem-se na pequena cidade onde vivem. Ele, um rapaz mais tímido com um passado complicado tem dificuldade em conectar-se com as pessoas. Ela, é mais desinibida, uma rapariga bem-disposta e alegre que costuma ser o centro das atenções. Inesperadamente apaixonam-se e passam um tempo agradável juntos. Contudo uma confusão familiar (não vou dar spoilers) separou o casal que se reencontrou 21 anos mais tarde, devido ao falecimento de uma amigo de ambos. A seta do cupido voltou a atingir Amanda e Dawson e muitas situações ficaram mal resolvidas. Neste filme viajamos pelo passado e o presente para descobrimos pistas sobre a história destes dois.

The Best Of Me

Vou ser sincera. “O Melhor de Mim” é uma película lamechas e sem graça. O previsível acontece e não o considero surpreendente. Nicholas Sparks tem obras melhores, e admito que de vez em quando perco-me com os contos dele, libertando alguns suspiros como Ooooooh e Aaaaw. Aqui não foi o caso. Não senti química com os atores, nem empatia com a história. Contudo o cenário é perfeito e as paisagens lindas. Ficamos com vontade de viver naquela vila faz de conta com docas, riachos, flores e rios calmos onde é possível nadar sem preocupação. Achei esta narrativa muito idêntica a “Diário da Nossa Paixão“, também criada por Sparks e por isso não captou muito a minha atenção. Posso dizer que já vi melhores. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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La Casa de Papel

Para quem já viu a série, provavelmente já sabe a música “Bella Ciao” de cor. Tema interpretado pelos protagonistas, como o hino oficial ao roubo. Personagens como o Professor, Tóquio, Berlin, Rio e Denver já são conhecidos facilmente pelos portugueses. A série com 15 episódios (a Netflix modificou esse registo em Portugal) tornou-se num verdadeiro sucesso. Em qualquer lugar é facilmente possível encontrar alguém que já viu a série. Um grupo de oito assaltantes que já cometeram a sua dose de crimes, juntam-se ao Professor, mastermind de um plano perfeito para assaltar a Casa da Moeda em Espanha.

Uma série fantástica e que tem sido um sucesso internacional. As personagens carismáticas e cada uma com a sua história cativante, criou uma onda de apoio do público pelos assaltantes. A narrativa bem escrita criada por Álex Pina é dos factores mais consagrantes da série. O argumento é fantástico e não modificava nem uma vírgula. Facilmente ficamos viciados neste carrossel de emoções e esperamos que tudo corra bem para estes protagonistas com nomes de cidades.

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La Casa de Papel” provoca o vício e queremos mesmo ver tudo até ao fim. Cada episódio é uma arrepiante manobra para o desfecho do assalto mais mediático do momento. Temos de continuar a ver até ao fim, porque é fácil terminar um episódio com alguém a apontar uma arma a outro. À primeira vista, esta situação fez-me lembrar do filme “O Infiltrado“, até estava à espera de algo do género, mas o resultado final foi ainda mais surpreendente. Nesta série podemos contar com um pouco de tudo: ação, drama, romance, amizade e muitas situações e decisões difíceis que os protagonistas terão de ultrapassar. Ninguém fica indiferente a esta série e é um dos temas recorrentes em qualquer lugar. “La Casa de Papel” é em língua espanhola e totalmente diferente das séries norte-americanas, mas ainda melhor. Uma série imperdível que já chegou ao meu top de melhores séries de sempre.

Vitória & Abdul

Título: Vitória & Abdul
Ano:2017
Realização: Stephen Frears
Interpretações: Judi Dench, Ali Fazal, Tim Pigott-Smith…
Sinopse: A Rainha Victória cria uma amizade inesperada com um jovem indiano de nome, Abdul Karim.

Baseado numa história verídica e que poucos conhecem. Descoberta recentemente em 2010 quando investigaram o passado da Rainha Victória de Inglaterra. Apesar da família real querer esconder a peculiar amizade entre ambos, tudo acaba por se descobrir. Em 1887, o jovem Abdul Karim viajou até ao Reino Unido para entregar um presente à Rainha. Devido à sua simplicidade e boa-disposição, diferente do que a Rainha Victoria estava habituada. Pois o seu mundo era preenchido por protocolo, burocracias e pessoas com interesses. Conquistou-a. Depressa deixou de ser um simples criado e tornou-se no seu Munshi, ou em outros termos e o seu professor espiritual. Victoria partilhava uma forte conexão com Abdul e até começou a aprender a língua urdul. Contudo esta amizade não era bem vista pela família nem pelos conselheiros da casa real. Imprevisivelmente  e contra tudo e todos, conseguiu durar até à morte da Rainha em 1901.

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Stephen Frears agarrou nesta história e transformou num filme interessante de comédia. Judi Dench interpreta uma idosa, rabugenta e vício ao poder. Contudo muito solitária. A atriz não desilude e consegue dar um novo alento à  Rainha, que muitas vezes foi adaptada ao cinema e televisão. É interessante ficarmos a conhecer o começo desta amizade. Durante o filme são vários os momentos de descontracção, que nos fazem rir das situações caricatas das personagens. O final já foi mais triste, o que ficou desordenado com o resto do filme. O elenco é dos factores mais fortes desta obra cinematográfica, o mesmo refiro sobre o guarda-roupa, minuciosamente preparado. Não foi ao acaso que ficou nomeado para os Óscares de Melhor Guarda-Roupa e Maquilhagem. Concluindo “Vitória & Abdul” é um filme colorido, divertido e histórico. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Os 10 melhores livros de Nicholas Sparks adaptados ao cinema

Depois de ver mais um filme do escritor Nicholas Sparks, percebi que já os vi quase todos. Podem achar lamechas, mas de vez em quando sabe bem assistir a um filme com uma história assim. Romance e muito drama à mistura, um misto de sentimentos que ninguém fica indiferente. Esta é uma lista das melhores adaptações para cinema dos livros de Nicholas Sparks.

10º A Melodia do Adeus

Miley Cyrus conheceu o seu atual namorado Liam Hemsworth no filme “Melodia do Adeus“. Ambos interpretam um casal que se apaixona. Ronnie é uma rapariga rebelde que é obrigada a passar as férias de verão no Sul com o seu pai. Através da paixão pela música surge um romance que não vai ser fácil devido ao clima emocional de ambos.

A Melodia do Adeus - www.wook.pt

9º O Sorriso das Estrelas

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Por vezes é difícil entregarmos-nos ao amor. Um dos obstáculos pode ser a idade que já avançada pelo tempo, descobre que é melhor desistir. Em “O Sorriso das Estrelas“, Richard Gere e Diane Lane apaixonam-se como se fosse a primeira vez. Paul é um médico que viaja para visitar o seu filho, contudo é surpreendido pelo afeto que sente por uma mulher com um casamento fracassado numa praia perto do farol.

8º Palavras que nunca te direi

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Em 1999 este foi o primeiro livro de Nicholas Sparks adaptado ao cinema. “Palavras que nunca te direi” tem como protagonista o galã Kevin Costner e Robin Wright. Theresa descobre uma estranha mensagem numa garrafa na praia. Decidida a procurar o autor daquelas palavras, parte numa viagem de auto-descoberta.

7º Juntos ao Luar

Channing Tatum (que ficou recentemente solteiro) faz par romântico com Amanda Seyfried neste filme. Um soldado apaixona-se por uma estudante conservadora no tempo que ele está em casa antes de partir para a sua missão. Juntos definem a lua como ponto de encontro. Porque não importa onde estiveres, a lua nunca é maior do que o teu polegar.

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6º Uma Escolha por Amor

Apesar de primeiro estranhar, gostei muito da química entre estes dois. Travis e Gabby são vizinhos e não se dão bem ao início. Na pequena vila costeira apaixonam-se apesar de já manterem uma relação. Uma trágica situação vai mudar a vida de ambos e por à prova o amor que sentem um pelo outro.

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5º Um Refúgio para a Vida

Uma mulher com um passado misterioso, muda-se para Southport, North Carolina. Começa a apaixonar-se por um viúvo e só ele vai conseguir confrontar o terrível segredo do passado dela. Este é um filme sobre recomeços e que possível sempre encontrar o amor.

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Um Refúgio para a vida- www.wook.pt

4º O Melhor de Mim

Entre o passado e o presente compreendemos o romance de Dawson e Amanda. Um jovem casal que se apaixonou em adolescente, mas que uma terrível situação os separou. Reencontraram-se 20 anos depois e perceberam que o amor ainda existe, apesar de terem avançado com as suas vidas. Como não podia deixar de ser Nicholas Sparks adiciona o fator trágico à história.

Imagem relacionadaNicholas Sparks - www.wook.pt

3º Uma Vida a Teu Lado

Gosto deste por seguir uma narrativa diferente. “Uma vida a teu lado” apresenta duas histórias paralelas. Além disso adiciona o factor de ação. Luke, o cowboy de rodeo, apaixona-se por Sofia uma estudante. Contudo a vida de Luke é arriscada devido à sua perigosa profissão. Será o amor mais forte?

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2º Um Amor para Recordar

Provavelmente o primeiro filme que vi de Nicholas Sparkes. Dois adolescentes da Carolina do Norte. Landon Carter e Jamie Sullivan juntam-se depois das confusões de Landon. Obrigado a ser um aluno melhor tem a ajuda de Jamie nos estudos. Apenas existe uma regra: não se podem apaixonar. Evidentemente que algumas regras são para quebrar, contudo Jamie esconde um segredo.

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1º O Diário da Nossa Paixão

Em primeiro lugar só podia estar “O Diário da Nossa Paixão“. Já o vi uma dezena de vezes e gostos sempre. Este foi o único livro que li do autor. Allie e Noah não se suportavam. Isso até ao dia em que ele a obriga a sair consigo. Um amor de verão que será curto. Os pais da jovem não apoiam o romance e proíbem de se encontrarem. Só o tempo os vai juntar, quando passados anos se reencontram e esclarecem todo o passado. Um jovem Ryan Gosling e Rachel McAdams assumem o protagonismo.

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Qual é para vocês o melhor filme?

Porquê Ele?

Título: Why Him?
Ano: 2016
Realização: John Hamburg
Interpretes: Zoey Deutch, James Franco, Tangie Ambrose…
Sinopse: A época natalícia descarrila quando Ned Fleming, percebe que a sua querida filha começou a namorar com um milionário de Silicon Valley e tudo fica pior quando descobre a ele vai pedir a sua filha em casamento.

Reflectindo o mesmo género de narrativa do que o filme “Meet the Parents” e “O Pai da Noiva” temos “Porquê Ele?” numa versão mais adaptada para os tempos modernos. Stephenie sempre foi muito unida ao seu pai. Entrou recentemente na universidade, mas não tem sido sincera com o seu progenitor. A jovem começou um namoro com Laird um criador de videojogos que vive numa enorme mansão, mantida às custas do seu primeiro videojogo. O plano de Stephenie era simples: juntar a família toda na época natalícia e assim apresentar o seu namorado aos pais e irmão. Mas desde o início que tudo estava inclinado para correr mal.

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Why Him?” é uma comédia muito mediana. A grande aposta deste filme é no argumento bem-disposto e com alguns disparates no meio. Contudo estava à espera de algo com mais ação. Algumas peripécias engraçadas entre os protagonistas seria interessante. O momento mais cómico do filme é quando tentam hackear o computador de Laird para descobrir pistas do seu passado, mas o plano sai completamente furado e proporciona uns bons momentos de riso. A presença dos Kiss também foi dos factores mais positivos de assistir. Concluindo este é um filme bastante previsível, sem nada que o destinge das películas do género. A história é banal e com personagens de personalidades exageradas ou demasiadamente convenientes. O elenco também não se destaca. James Franco não tem cara de inocente e por isso este papel não lhe foi bem atribuído. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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