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Crítica: Cabaret – Adeus Berlim

Título: Cabaret
Ano: 1972
Realização: Bob Fosse
Interpretes:  Liza Minnelli, Michael York, Helmut Griem…
Sinopse: Um clube com entretenimento em Weimar Republic, Berlin, aborda o romance de dois homens quando o poder dos nazis começa a expor-se sobre aquela cidade.

Em plena época de ascensão nazi, numa Alemanha fragilizada, conhecemos Sally (Liza Minelli) uma jovem extrovertida e muito sonhadora, que ambiciona ser uma atriz conhecida. Neste momento trabalha no Kit Kat Klub um espaço de entretenimento, onde Sally é uma das atracções principais. Com música, bebida, dança, shows carnavalescos e muita animação é assim este clube nocturno. Sally conhece Brian um jovem a licenciar-se em Cambridge que procura um espaço para ficar em Berlin e terminar o seu curso. Invadindo a privacidade um do outro, o jovem casal vai se envolver. Mas a jovialidade de Sally faz-la conhecer um magnata Max, que leva-a a ela e a Brian para uns dias de puro luxo. O trio começa a sentir-se atraído e desencadeia em Brian a descoberta pela sua bissexualidade. Numa época onde o Hitler está a recuperar poder, talvez ficar em Berlin não seja a opção mais segura.

Num filme baseado num teatro musical, com ritmos vibrantes do cabaret, onde a música principal é “Life is a Cabaret” somos transportados para um circo de fantasia e excessos, numa época que ainda ignoramos o mundo lá fora e a terrível devastação que os nazis estão a projectar. Ainda somos inocentes a estes acontecimentos, apesar de assistirmos a todos os sinais desde os início do filme. Contudo enquanto isso, conhecemos estas personagens que tentam viver a sua vida o mais normalmente possível, apesar de já desconfiarem que o normal vai deixar de existir. A última cena do filme é marcante e muito assustadora, enquanto contemplamos a ameaça nazi que já assombra o clube de cabaret.

Filme vencedor de vários Óscares da Academia, incluindo de Melhor Realizador e Melhor Atriz Principal. Liza Minelli está absolutamente brilhante neste papel que lhe deu fama. A filha de Judy Garland estava a construir a sua carreira como cantora e atriz. O papel de Sally é mesmo icónico e sempre associado a Liza. A sua voz em músicas como “Maybe this Time” e “Life is a Cabaret” tornam-na numa excelente profissional que merece reconhecimento.

Concluindo “Cabaret” é um filme bem espevitado, muito carismático que apesar de nos assustarmos com as maquilhagens das personagens, somos absorvidos pela narrativa bem composta que os faz pensar na complexibilidade destas personagens. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

Rating: 3.5 out of 5.

beautifuldreams Ver todos

Licenciada em Ciências da Comunicação, adoro escrever e ler. Sou lontra de sofá, amante de filmes e séries televisivas, vejo tudo o que posso. Aprendiz de geek, vivo num mundo de fantasia. Adoro a vida e ainda há tanto para descobrir.

2 opiniões sobre “Crítica: Cabaret – Adeus Berlim Deixe um comentário

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