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Crítica: Doze Homens em Fúria

Título: 12 Angry Men
Ano: 1957
Realização: Sidney Lumet
Interpretes: Henry Fonda, Lee J. Cobb, Martin Balsam…
Sinopse: Um júri convicto tenta evitar uma falha na justiça e forçar os seus colegas a reconsiderar todas as provas do sucedido.

Este é um dos mais célebres filmes sobre courtroom. Um filme com cerca de uma hora e meia que ocorre sempre no mesmo local, um sala onde estão presentes doze jurados que vão definir o destino de um jovem acusado de assassinar o pai com múltiplas facadas. O filme foi baseado na peça de Reginald Rose de 1954 que com o poder da argumentação tenta definir quem é culpado ou inocente. Será que a verdade vai ser encontrada?

Um caso sério chegou às mãos deste júri. Um jovem está entre a vida e a morte quando é acusado de ter assassinado o seu pai. Os doze homens escolhidos para o júri terão de ter os seus votos unânimes para definir o destino do acusado. Doze votos como culpado ou doze votos como inocente. O início comprova algumas desigualdades, 11 apostam que é o assassino, mas apenas um júri acredita na sua inocência. Mesmo apesar de todas as provas indicarem o contrário, decide que pelo menos merece um tempo para pensarem na sua vida, já que o destino final podem ser a sentença à morte. Aos poucos e poucos os homens estudam o caso e questionam as provas existentes e a veracidade das testemunhas do caso. A tensão aumenta e vamos conhecendo as histórias de cada um e o que os motiva. Tal como no palco, este filme apresenta o mesmo peso, como se fosse tudo filmado na mesma sequência.

Um filme com um excelente argumento que nos vai prender até ao final, quando todas as opinião são ouvidas. Nomeado para o Óscar de Melhor Filme em 1958, não ganhou, mas conseguiu destacar-se como um filme intemporal e um clássico. As interpretações são fantásticas e expressivas e conseguimos ver o pânico daqueles homens que tem uma vida humana nas suas mãos. Afinal sentem o mesmo pânico de se tornarem assassinos ou não. Pois a sua ordem podem decretar esse final.

12 Angry Men” é uma tempestade de razão e fundamentos argumentativos que nos fazem ver mais além das aparências. Mesmo todo o cenário, ajuda a aumentar a pressão para estas questões morais. Razão, emoção, luz, escuridão e certo, errado, tudo abordado numa fantástica obra fictícia, mas que muito bem podia ser real. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

Rating: 4 out of 5.

beautifuldreams Ver todos

Licenciada em Ciências da Comunicação, adoro escrever e ler. Sou lontra de sofá, amante de filmes e séries televisivas, vejo tudo o que posso. Aprendiz de geek, vivo num mundo de fantasia. Adoro a vida e ainda há tanto para descobrir.

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