“Game Of Thrones”: Temporada 8

Opinião final

Em 2011 quando a série foi lançada pelo canal HBO, ainda não se previa a magnitude que ia receber nos anos seguintes. O fenómeno “Guerra dos Tronos” começou logo no final da primeira temporada quando a personagem que todos pensavam ser a principal, foi sentenciado com a morte. Vários comentários inundaram as redes sociais e palavra passa a palavra a série tornou-se num tópico recorrente e todos queriam conhecer. Baseado nos livros de George R.R. Martin, na saga intitulada “A Song of Ice and Fire”, a série conseguiu crescer muito além dos livros e tornou-se independente, com uma história só sua. A oitava temporada, culminou o fim a série que muitos fãs aglomerou ao longo dos anos. Mas será que a última temporada respondeu às expectativas do público? Faremos então um apanhado geral do que achamos desta última temporada. Mas, mesmo antes da série começar, já se sabia que era impossível preencher todos os requisitos e agradar a todos.

Ora, o início da temporada, mais especificamente os 3 primeiros episódios foram mais focados no conflito a norte de Westeros. Jon e Daenerys chegaram a Winterfell com um exército e dois dragões para lidar com a ameaça dos white walkers. Apesar da disponibilidade de Daenerys em ajudar, os nortenhos olhavam-na com desconfiança. Desconfiança essa que era manifestada nas palavras e ações de Sansa. Este tipo de conflito entre Daenerys e Sansa trouxe algum sabor à história. Mas, existiram outros momentos dignos de menção: reencontros, entre Arya e Jon, Arya e Gendry e Sandor Clegane, entre Bran e Jaime, entre Sansa e Tyrion; Ghost finalmente reapareceu na grande batalha; o segredo de Jon foi descoberto por ele, Daenerys, e os Stark; Brienne tornou-se cavaleira… Contudo, foi neste início de temporada que se percebeu que não iria haver tempo para se ser minucioso. A batalha de Winterfell pôs, finalmente, os dois lados em batalha. Esperava-se algo do nível da batalha dos bastardos, ou até superior. Mas, faltou algo, faltaram certos momentos chave que se estava à espera, em geral e em particular para algumas personagens, como por exemplo um pequeno confronto físico entre Jon e o Night King.. E, até se pensava que iriam morrer mais personagens. Mas, o desfecho não nos pareceu o pior, pois foi inesperado e a questão dos white walkers ficou arrumada, para assim dar lugar a Cersei Lannister. Uma vilã bem mais interessante.

Depois da derrota dos white walkers, a atenção virou-se para Cersei Lannister e os seus aliados, a Companhia Dourada e Euron Greyjoy. Já outro lado, Daenerys sentiu-se sozinha e isolada: perdeu Jorah e Missandei; Tyrion e Varys já não a apoiavam da mesma forma e o verdade sobre o parentesco de Jon pairava no ar. Com todas estas questões, foi na 2ª metade da temporada que o argumento descambou, ao não dar tempo para estas questões serem amadurecidas. Já outro tipo de questões que foram enfatizadas noutras temporadas, pouca importância tiveram, como por exemplo, a verdade sobre o parentesco de Jon. Certas personagens começaram a tomar decisões inesperadas e que não pareciam do seu carácter. Varys, Tyrion e Jon foram alguns desses exemplos, ao se terem tornado menos perspicazes, mais teimosos e descuidados. Jaime foi um exemplo de uma personagem que se redimiu, e que no fim voltou ao mesmo. Já as decisões de Daenerys até foram compreendidas, e impulsionadas pela sua fúria, no entanto não houve tempo para explicações mais directas. E, tudo pareceu repentino. Já Cersei Lannister não teve a presença na história que merecia. Parecia uma personagem secundária. O episódio “The Bells” foi estranho. Se estávamos á espera de uma batalha, mais pareceu um massacre. A Companhia dourada foi uma desilusão, imediatamente dizimados. Tal como o final de Cersei, que merecia ter caído em glória/traição. Mas, sempre tivemos o Clegane. Já o episódio final teve como destaque a sobrevivência e felicidade dos Starks: Sansa rainha do Norte, Arya tornou-se uma exploradora, Jon tornou-se novamente livre de politiquices e segredos para além da muralha e Bran tornou-se rei de Westeros. Diz-se que o final de Bran como rei foi algo planeado por George Martin mas, foi a escolha que menos gostamos deste final.

Já em termos de realização e cinematografia não há defeitos a apontar. Uma qualidade exímia com screenshots icónicos. O elenco também sempre nos habituou a interpretações competentes e esta temporada não foi diferente, fizeram o melhor com o material que lhes deram. A banda sonora de Ramin Djawadi tornou o quadro geral muito melhor.

No geral, o final de GOT foi mesmo agridoce. Apenas não manteve a qualidade das temporadas anteriores porque a história foi apressada quando tinha material para pelo menos mais duas temporadas. Apesar de tudo, GOT continua a ser das melhores série de tv de sempre. E, nota-se o quanto o elenco e a equipa por detrás das câmaras é apaixonada pela série e que deu o seu melhor. Será sempre recordada como uma série que mexeu com as emoções dos fãs como nenhuma outra e que marcou para sempre a cultura pop moderna e a maneira de como se faz televisão.

beautifuldreams

Licenciada em Ciências da Comunicação, adoro escrever e ler. Sou lontra de sofá, amante de filmes e séries televisivas, vejo tudo o que posso. Aprendiz de geek, vivo num mundo de fantasia. Adoro a vida e ainda há tanto para descobrir.

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