Bates Motel

De Good a Great

Bates Motel” é uma prequela à história de Norman Bates, imortalizada pelo clássico de cinema “Psico” de Hitchcok. A série baseia-se na peculiar e tóxica relação entre mãe e filho e nos problemas mentais de Norman que gradualmente começam a aumentar. Durante cinco temporadas (10 episódios cada uma) acompanhamos a difícil adolescência do protagonista que mais tarde vai levar aos eventos de “Psico”. Norman Bates brilhantemente interpretado por Freddie Highmore (“A Fábrica de Chocolates”) é um rapaz que se muda de cidade, juntamente com a sua mãe, após a morte do pai. Juntos gerem o  Motel Bates. Norman sempre foi um menino super protegido pela sua mãe e isso terá repercussões na sua sanidade mental. Efeitos negativos que irão criar a terrível personagem assassina que conhecemos.

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Apesar de alguns conflitos e dramas familiares iniciais a série demora a arrancar. Só a partir da terceira temporada é que começa o ponto crucial. “Bates Motel” não abrange muitas personagens no seu enredo, mas a forma como cada uma se conecta com a história principal está bem delineada. Foi admirável conhecer novas personagens, fora do filme. Além da família disfuncional, temas como drogas, doença metal, abusos sexuais são outros assuntos abordados. Uma série bastante atual que à medida que avança torna-se mais adulta, sombria e mórbida. Evolui tal como Norman piora a sua sanidade mental. A cena mítica do chuveiro, foi medianamente alterada na série, o que foi bastante positivo pois tornou-se surpreendente. O final sufocante foi necessário e não havia melhor forma possível. “Bates Motel” terminou como devia. Um aplauso para a conexão excecional de Vera Farmiga e Freddie Highmore, juntos fazem uma dupla fantástica. Soube mais tarde que Freddie é padrinho na vida real do filho de Farmiga. Parece que a conexão entre ambos cresceu para fora do ecrã.


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