Glee

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A música como forma de vida

Ryan Murphy foi arrojado na criação desta série,  prova que apesar de parecermos todos diferentes, somos todos iguais. Em 2009 surgia a série Glee, uma comédia musical que tinha como espaço uma escola secundária tipicamente americana. Em idade que o ser diferente nota-se mais, foi criado um clube de canto. Will Schuester, professor de línguas, sempre viveu no sonho de ser cantor, mas a vida não lhe permitiu e com contas para pagar, viu-se “preso” numa vida que não queria. Daí que teve uma ideia, incentivar os jovens às artes na escola que leccionava. Num clube onde os que querem ser “fixes” não se inscrevem, Rachel Berry uma rapariga ingénua, mas cheia de sonhos e ego cheio de talento, é a primeira a inscrever-se. Estava dado o primeiro passo para uma série que ia durar seis anos a terminar, chegando aos 121 episódios (o último lançado a semana passada) e conseguiu 2 Globos de Ouro. Depois de Rachel, seguiu-se Kurt Hummel, um rapaz homossexual que tem dificuldade em identificar-se no mundo, Finn o quarterback da equipa de futebol, Artie o rapaz na cadeira de rodas, Mercedes com uma ótima voz mas tem problemas de peso e Tina uma rapariga que ainda não escolheu o seu estilo. Aos poucos e poucos mais se vão juntado, como Quinn, Brittany e Santana, a mando se Sue Sylvester, a temível treinadora de cheerleading que decidiu fazer a vida de Will num inferno. Abordando temas sérios e preocupantes como gravidez na adolescência, obesidade, suicídio, depressão, bullying, sexualidade e religião, são alguns dos exemplos.

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Comecei a ver esta série porque a achei divertidissíma.A primeira temporada fez-me rir do princípio até ao fim, apaixonei-me logo pelas personagens e os números musicais eram absolutamente fantásticos. Entretanto tudo começou a descambar na terceira temporada, quando as histórias começam a desalinhar-se e todos andavam com todos (se me entendem). Também as músicas começavam a não ser as melhores escolhas como os episódios especiais de cantores como “Madonna”, “Horror Story” e “Michael Jackson”. A audiência também sentiu isso e o que tinha sido uma produção em massa, havia sido criado um reality-show, chamado de Glee Project e ainda um filme a 3D com o cast completo, enquanto que os cds mantinham-se nos Tops; estava em decadência. Apesar das baixas audiências, manteve-se até à sexta temporada, e desta apenas dos dois últimos episódios valeram a pena. O penúltimo foi cheio de emoções e nostalgia do que outrora fora. Gostei da ideia de criar um episódio em que era igual ao primeiro, só mudou o ponto de vista, o no final a música “Don´t stop believing” que lhes deu a fama, ainda continuou a dar-me arrepios, pois foi o momento em que percebi que a série ia valer a pena. Nesse momento também voltava a aparecer Cory Monteith, ator principal que faleceu em 2013. No último adeus de Glee, estavam todos presentes, e ainda bem, esta é uma série de amizades que duram. Em que os sonhos com esforço se podem tornar realidade. E não custa acreditar, a música também pode ajudar.

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