Melhores Episódios de Roswell

Melhores Episódios de Roswell

Top Episódios de Roswell

Roswell” comemora este ano 20 anos desde a sua estreia. A série de ficção científica que abordou a temática extraterrestre num formato mais juvenil, onde além de fantasia, conhecemos bons momentos de drama, comédia e romance.

Max, Isabel e Michael vivem em Roswell, no Novo México, e escondem um segredo desde sempre – que eles vieram de outro planeta. Quando Max é exposto enquanto tenta salvar a vida de Liz, eventualmente algumas outras pessoas acabam por descobrir o segredo. Os três alienígenas e os seus novos amigos tentam seguir vidas normais, enquanto descobrem mais sobre o lugar de onde vieram e como voltarem para casa.

Depois de três temporadas com fortes emoções, personagens carismáticas e narrativa envolvente, conseguimos escolher os melhores episódios. Os blogues Beautiful Dreams e o blogue More Than Entertainment juntaram-se para mais uma lista seriólica, desta vez desta série que marcou estas duas fãs e que terá sempre um lugar especial.

10) 2×17 “Cry your Name”

 

Este foi provavelmente o episódio mais doloroso de assistir. Alex, perde a vida num acidente de carro e nem os poderes de Max o conseguem salvar. Numa altura em que o romance entre Isabel estava a evoluir e quando já estava dentro do segredo que mantinha o grupo unido. O modo como o episódio foi realizado foi muito bem conseguido. Primeiro começamos com a tragédia e depois conforme o episódio avança descobrimos os contornos que envolvem a morte de Alex e as suas estranhas circunstâncias. No final Liz faz uma acusação que põe em risco a estabilidade do grupo. Neste episódio perdemos uma personagem que afectou a continuação da narrativa, pois pela primeira vez estavam a por em causa a segurança perto dos extraterrestres. Se eles são capazes de curar, também são capazes de magoar.

9) 1×09 – “Heat Wave”

Do episódios mais divertidos e espontâneos da série. Uma onda de calor acontece em Roswell e as hormonas não dão descanso aos jovens. Maria e Michael tentam levar a sua relação mais a sério. Isabel começa a notar Alex. Liz e Max consideram começar uma relação. O foco na juventude é o ponto mais alto neste episódio. Mas o que mais gostamos de assistir são os padrões sociais dos jovens. Liz e Alex são presos por Valenti, e numa noite de confissões, Liz sente-se encurralada entre dizer a verdade ou não sobre os extraterrestres. Tudo para salvar a amizade que tem com Alex.

8) 1×14 – “Blind Date”

Numa tentativa de ajudar a amiga a esquecer a paixoneta por Max, Maria inscreve Liz num concurso da rádio para encontrar par perfeito, um encontro às cegas. Maria e Alex acertam os últimos pormenores para o concerto ao vivo. Já Max, enciumado com o encontro de Liz, resolve beber, o que não é uma boa ideia para quem é extraterrestre. Com Kyle, Max entra numa aventura nocturna da qual não se vai lembrar.

7) 3×11 – “I Married an Alien”

 

Sem dúvida, este episódio tinha de estar na lista. Quando os recém casados Jesse e Isabel recebem em casa a visita de um amigo jornalista dos tempos de universidade de Jesse, Isabel vê o seu segredo em risco. Então imagina como seria a sua vida de casada com Jesse se este soubesse o segredo, mas ao estilo da série “Casei com uma Feiticeira”. Divertido e criativo, a junção de Roswell com Bewitched foi perfeita. Veríamos essa série xD

6) “Viva Las Vegas”

 

Este episódio surgiu como uma quebra ao novo drama pelo qual os jovens estavam a escapar. Depois de teorias da conspiração, extraterrestres mutantes e perseguições do FBI, “Viva Las Vegas” é um episódio de comédia bem divertido. Após Michael receber 50 000 dólares decide viajar até à cidade da loucura. Entretanto todo o gang decide acompanhá-lo. Mas as férias de Michael mudam de rumo, quando ele e Max discutem no casino e vão presos. Este é dos melhores episódios com o grupo completo que tentam ao máximo divertirem-se da melhor maneira que conseguem.

5) 1×22 – “Destiny”

 

Depois de fugir de Pierce, Max e o seu grupo de amigos ainda se encontram em risco ao serem procurados pelas forças do FBI. Mesmo depois de estarem dispostos a fugir todos, ajuda vem de onde mesmo se espera. Na demanda da descoberta da verdade do passado, uma divisão surge entre humanos e extraterrestres que separa de forma temporária o grupo. Um final de temporada cheio de emoção, tensão e que abre a curiosidade para as próximas aventuras.

4) 1×01 – “Pilot”

“Roswell” não podia ter começado da melhor maneira. Logo no primeiro episódio existe muita tensão, mistério e drama que nos deixa agarrados e com vontade de ver a série até ao fim. “It’s September 24th, I’m Liz Parker and five days ago I died”, esta foi a frase como tudo começou. Depois de Liz ser baleada no restaurante local onde trabalhava, Max salva-a, expondo-o o seu maior segredo: não pertence a este planeta. Mas não só ele, Isabel, a sua irmã e Michael o melhor amigo. O episódio continua com as dúvidas de Liz a procura da verdade. No final humanos e extraterrestres ajudam-se mutuamente para escaparem das desconfianças do xerife Valenti. Um episódio completo que já estava a mostrar o seu potencial.

3) 3×18 – “Graduation”

 

O último episódio de “Roswell” deixou alguma nostalgia, pois não queríamos que terminasse. Liz começa a ter premonições da sua morte, de Max, Michael e Isabel. Acreditando que o final destino será a duas semanas, o grupo junta-se para resolver a situação. Decidem deixar Roswell logo após a graduação, um por um. Descobrem muito tarde que afinal a morte dos quatro será durante a cerimónia de graduação, onde todos estão presentes. Este foi um final completo, mas que até conseguiu resultar muito bem, sendo dos melhores finais de séries. Os laços de amizade mantiveram-se unidos e isso é que importa.

2) 1x 06 – “285 South”

Michael rouba o carro de Maria e leva Maria para o Texas em procura da forma geodésica dome com a qual teve visões. Max, Isabel e Liz vão atrás deles mas infelizmente não são os únicos que os seguem. Um episódio que fortalece as relações entre o grupo, e que mostra o potencial de Michael e Maria como casal.

1) 3×10 – “A Tale of Two Parties”

Max e Maria juntam forças para tentar achar uma famosa rave de Final de Ano em Roswell. Enquanto Liz fica no Crashdown para uma tradição familiar com o pai, Michael passa mal. E Isabel ajuda Kyle a encontrar a mulher perfeita, levando o a re-pensar os sentimentos que ele sente por ela. Longe dos problemas que se avizinham no futuro, um episódio de Ano Novo divertido e que junta pares do grupo, algo improváveis.

Esta é uma lista para todos os fãs de Roswell. Episódios que fazem desta uma série fantástica, divertida e com ação. As personagens são carismáticas e hoje em dia ainda não encontrei uma série com um elenco assim tão dinâmico. Só de pensar que este ano “Roswell” faz 20 anos fico nostálgica. Acho que é um bom motivo para assistir a uma maratona destes melhores 10 episódios da série.

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Maria, Rainha dos Escoceses

Maria, Rainha dos Escoceses

Título: Mary Queen of Scots
Ano: 2018
Realização: Josie Rourke
Interpretes: Saoirse Ronan, Margot Robbie, Jack Lowden…
Sinopse: Mary Stuart tenta ultrapassar a sua prima, Elizabeth I, Rainha de Inglaterra, mas fica aprisionada das suas decisões à espera de ser executada.

A História britânica é marcada por grandes e gloriosos momentos, principalmente nesta época medieval, ainda muito vinculada à monarquia. Um desses momentos foi o conflito entre Mary, a Rainha dos Escoceses e  Elizabeth Rainha de Inglaterra. Uma guerra entre duas rainhas para definir qual das duas apresentava melhor direito ao trono. Nesta época a desconfiança era elevada e uma ameaça ao trono devia ser logo eliminada.

Mary, Rainha de França fica viúva muito cedo, ainda com 18 anos desafia a corte e decide não casar. Volta para o seu país natal, a Escócia. Em 1561 a Escócia e Inglaterra eram propriedades da rainha Elizabeth, prima de Mary. Ambas as mulheres a governar num mundo de homens, desejam ser independentes, mas cometem o erro de desafiar a outra. Mary ambiciona por um trono que não é seu. Elizabeth parecia um alvo fácil. Solteira, protestante e sem sucessores. O oposto de Mary, mulher mais jovem, católica tinha o apoio de muitos que ainda acreditavam em alta fé no catolicismo. E ainda procurava bom partido para casar e ter filhos. As primas jogaram durante anos os jogos do poder, mas sem desistirem das suas convicções. Elizabeth conseguiu prosperar durante muitos anos, foi das Rainhas que mais governou Inglaterra, já Mary foi traída e isso custou-lhe a vida.

O argumento avança rapidamente, mas não aplica explicações em momentos cruciais. A narrativa fica a balançar. Neste filme vemos apenas as perspectivas das rainhas, principalmente a de Mary. Contudo alguns dos momentos apresentados no filme são meramente cinematográficos não aconteceram na realidade. As personalidades das rainhas seriam mais destemidas e não tão solidárias. O mesmo se aplica quanto ao encontro entre ambas. Mas muitos dos aspectos da vida de Mary aconteceram. O casamento falhado, as traições, o nascimento do filho e a abdicação do trono.

Concluindo este é um filme histórico interessante, mas o argumento devida ser melhorado. Além disso não souberam bem aproveitar o elenco fantástico das duas grandes atrizes: Saoirse Ronan e Margot Robbie. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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Universal Pictures Portugal

Big Little Lies

Big Little Lies

Temporada 2

Depois do sucesso de uma temporada bem produzida, a equipa avançou à risca com uma segunda temporada. “Big Little Lies” terminou, ou será que não?

A conceituada atriz e vencedora de Óscares, Meryl Streep, foi o trunfo escolhido para salvar a segunda ronda da série “Big Little Lies”. Depois do trágico desfecho da temporada anterior, as Cinco de Monterey tentam viver a sua vida normalmente, cada uma ainda a lutar contra os seus demónios. Celeste (Nicole Kidman) tenta ser uma mãe dedicada dos seus dois filhos gémeos, que repentinamente perderam o pai no início do verão, após uma noite de festa na cidade. Perry (Alexander Skarsgard) era um marido abusivo que maltratava a esposa. O tema violência doméstica foi dos assuntos mais abordados na temporada passada. Para lidar com esta difícil fase da sua vida, Celeste tem a ajuda de Mary Louise (Meryl Streep), a sua sogra, que cuida das crianças. Mas apesar da ajuda, Mary Louise quer muito mais.

Mais um ano escolar recomeça e com isso novas revelações começam a aparecer. Madeline (Reese Witherspoon) tenta a todo o custo salvar o seu casamento com Ed (Adam Scott), após a sua infidelidade recente. Renata (Laura Dern) culpa o marido da estarem na falência e do stress que impõe à sua filha. Bonnie (Zoe Kravitz) está num mau estado, quando luta contra os seus próprios demónios, após se sentir culpada pela morte de Perry, quando o empurrou para o seu destino final. Jane (Shailene Woodley), enquanto encontra o amor novamente, descobre que afinal ainda tem muitos problemas a resolver, muito devido à violação que foi vítima por Perry. Enquanto isso, o seu filho, Ziggy, descobre a verdade sobre o seu pai e Jane tem de ser sincera sobre o que aconteceu. Desenterrar memórias do passado que ainda são muito dolorosas.

Andrea Arnold segue as mesmas instruções de realização de Jean-Marc Vallée com os flashbacks sobre situações que aconteceram atormentam as personagens. Essas memórias rápidas são cenas recorrentes em todos os episódios. Esta realização é dos factores mais positivos, pois deixa a dúvida pairar no ar sobre suposições do que será que aconteceu e o que se passa na mente das personagens. A banda sonora também é um aspecto de respeito nesta série. A música é recorrente e apresenta muitos significados para o que bem a seguir.

What have they done?” este é o primeiro episódio da série e foca-se nas desconfianças da inspectora do caso que vitimou Perry, pois não acredita que tenha sido uma queda acidental.  As mesmas desconfianças surgem em Mary Louise que já tinha perdido um filho. O seu maior objectivo é descobrir a verdade dos acontecimentos. Atenta aos comportamentos bizarros da mãe dos seus netos, Mary Louise não vai ficar calada nesta situação. Meryl Streep está fantástica neste papel. Conseguiu apresentar-se com duas caras. A simpática avó que está sempre disponível a ajudar e a maldade que esconde no seu interior. Os pontos altos da atriz foi a pequena disputa entre ela e a personagem de Reese Witherspoon com a frase “Não gosto de pessoas pequenas, não me inspiram confiança” e o grito desalmado durante a hora de jantar para libertar a raiva do luto. Além disso os momentos que passava com Nicole Kidman era intensos, duas grandes atrizes juntas num só ecrã.

A diferença entre as duas temporadas é notória. Nesta, não temos o mistério. Já sabemos quem foi a vítima e o culpado. Agora temos um pacto de silêncio que une as cinco mulheres, intituladas de as Cinco de Monterey. Apesar de ser um drama, esta série apresenta alguns momentos de comédia, principalmente através do sarcasmo, que é uma das suas maiores armas. O argumento da lado privado é muito bom e entramos mesmo no íntimo das personagens, contudo, de um modo geral faltava algo. Houve situações mito convenientes, como o facto das crianças descobrirem sobre o pai biológico de Ziggy e a descoberta de Ed sobre a infidelidade de Madeleine.  Os flashbacks da vida de Bonnie com o tempo que esteve com a mãe foram desnecessários e deitaram por terra várias teorias sobre o seu futuro. No entanto, a interpretação de Zoe Kravitz está excelente, a atriz está mesmo um caco. Laura Dern também recebeu um arco melhor nesta temporada. A sua personagem estava histérica com motivo e proporcionou dos melhores momentos da série.

Concluindo, só a presença de Meryl Streep foi o melhor, apesar de ter sido um assunto sem desfecho, pois a sua personagem veio procurar a verdade e não aprofundou o assunto. Novas revelações, nem desenvolvimentos futuros para as personagens foram conhecidos, excepto a cena final do último episódio. Agora paira no ar. Será que “Big Little Lies” terá uma terceira temporada?

À Deriva

À Deriva

Título: Adrift
Ano: 2018
Realização: Baltasar Kormákur
Interpretes: Shailene Woodley, Sam Claflin, Jeffrey Thomas…
Sinopse: Uma história verdadeira de sobrevivência, enquanto que um jovem casal descobre o primeiro amor, são apanhados pela pior tempestade registada na História.

Baseado em factos verídicos, Shailene Woodley é a produtora e protagonista deste filme com uma fantástica história de sobrevivência. Ao lado de Sam Claflin, juntos interpretam um jovem casal enamorado em 1983, que viajam num barco à procura de descobrirem o mundo.  Recebem um trabalho de levar a embarcação do Taiti até a São Diego. Contudo uma tragédia acontece e ambos são apanhados pelo terrível furação Raymond com ondas de 12 metros e vento a 225km/h. Estavam longe de prever a experiência traumática que iriam ter depois deste acontecimento.

O filme começa pelo fim, Shailene Woodley que interpreta Tami Oldham acorda no barco à deriva depois do furação. Esteve inconsciente. O barco está todo destruído, mas a sua única preocupação é encontrar Richard Sharp (Sam Claflin) o seu noivo. Esta é uma história de força e coragem, quando a esperança parecia ter perdido, ainda surge uma nova oportunidade. Voltamos atrás no tempo e percebemos como surgiu esta história de amor e como a vida os levou àquele exacto momento. Conheceram-se no Taiti e a química entre ambos surgiu logo. Ambos aventureiros, gostavam de velejar e atravessar o horizonte. Foi essa característica que os juntou.

À Deriva” foi baseado no livro de memórias da verdadeira Tami Oldham,  “Red Sky in Mourning”, onde desabafa sobre a sua experiência traumática, referindo que durante anos não queria sair de casa. A própria ajudou até os argumentistas a delinear a história do filme. O realizador Baltasar Kormákur preferiu montar o filme por momentos e não por ter uma história linear. Preferível assim, pois não cansa a narrativa e ficamos mais curiosos para descobrir mais sobre o casal. O final foi surpreendente e fez-nos deixar cair aquela lágrima. Concluindo este é um filme dramático mas com uma história verdadeira de coragem e sobrevivência, em que mostra que vale sempre a pena lutar pela vida. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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Viagem ao Japão – Dia 4

Viagem ao Japão – Dia 4

Depois de um excelente pequeno-almoço em Quioto, que bem foi preciso, pois este foi o dia que mais caminhamos durante toda a viagem. Como tínhamos o dia livre e era o último nesta cidade de tradição, que já foi capital do Japão, decidimos aproveitar e explorar os locais mais emblemáticos. Para tal apanhamos o comboio para o primeiro destino: Fushimi Inari.

Fushimi Inari

Provavelmente dos locais mais instagráveis do Japão. Muitos devem conhecer como os  famosos portões torii avermelhados que estão montados em corredor por 4 kms de caminho. Difícil de conseguir uma fotografia perfeita, já que são milhares os visitantes que circulam por lá. Este é dos mais importantes e mais bonito santuário xintoísta, dedicado a Inari (deus do arroz). Com origem no ano 794, estão concentrados cerca de 30 mil torri vermelhos, conhecidos como Senbon Torii, normalmente são ofertas de particulares ou empresas, para prosperidade. O nome de cada dador e a data podem ser encontradas atrás do torii.

Saindo da estação principal de Quioto é preciso apanhar o comboio para a Estação Inari (cerca de 7 minutos de viagem). Depois é só 2 minutos de caminhada e chegamos ao local sagrado. Fushimi-Inari tem várias estátuas de raposa que protegem a entrada, consideradas as mensageiras.

Segundo a tradição devemos atirar uma moeda, bater duas palmas e fazer uma oração. Quem quiser tentar a sua sorte pode comprar os papéis da sorte. Custam cerca de 100 yens e reflectem mensagens de sorte ou azar. Se for de sorte é costume guardar na carteira ou em casa, se for azar deve-se colocar lá no santuário em locais próprios amarrados para não se concretizar.

É necessário uma manhã para conhecer este santuário e a entrada é gratuita.

Kiyomizu Dera

Kiyomizu-dera é um templo budista a leste de Quioto. Este é um dos monumentos mais antigos da cidade e considerado Património Mundial da UNESCO. O templo foi fundado no ano de 798 por Sakanoue no Tamuramaro, um general shogun. A antiguidade do espaço é bastante notória. O salão principal possui uma ampla varanda, suportada por largos pilares altos. Devido à sua altura oferece uma vista fantástica pela cidade. Ainda no salão principal está uma fonte de água natural, que segundo acredita-se tem o poder de realizar desejos. Lá está presente outros santuários., incluindo o Santuário Jishu, dedicado ao deus do amor. Segundo a lenda, acredita-se que quem conseguir atravessar de olhos fechados uma distância de 6 metros, até chegar ás pedras do amor, vai ter sorte nessa área. O praticante pode ser ajudado na tarefa.

Uma curiosidade do local é que os bilhetes são mesmo bonitos e muitos tem a função de amuleto para dar sorte.

Depois de caminharmos por todo o espaço no final podemos contemplar um lago com carpas. Foi neste dia que choveu (por sorte levamos guarda-chuva). No Japão a época de chuvas em junho e julho. Mas durante a nossa estadia tivemos muita sorte, pois só choveu dois dias.

Descida de Kyomizu Dera

A descida de Kyomizu Dera é um corredor de lojinhas de cada lado da rua. Difícil é resistir entrar em todas as lojas. Mas ainda consegui adiantar muitas lembranças aqui. Neste espaço conseguimos ver várias meninas vestidas de quimono a tirar fotografias nas principais paisagens. Foi também nesta rua que fomos abordados por um grupo de estudantes japoneses do básico, que estavam à procura de turistas para aprenderem a falar inglês. Enquanto isso respondemos a umas perguntas que tinham e ainda tiramos umas fotografias. Quando chegamos ao final da rua, já era hora do almoço.

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Os monumentos no Japão são frequentados diariamente por milhares de turistas.

Massa Udon

Encontramos um restaurante próximo e muito acolhedor com especialidade em massa udon. Esta é uma massa mais grossa e diferente do ramen. A sua confecção leva água e farinha de trigo. Tradicionalmente é colocada num saco de plástico e as mulheres amassam com os pés. Estranho não é, mas se pensarmos é igual ao vinho que é amassado com os pés. Servido quente ou frio (eu prefiro quente) esta massa é acompanhado com um caldo mais leve, cebolinha picada e tempurá ou carne. Neste restaurante, a bebida chá frio era oferecida. Depois de descansarmos um pouco e aquecermos da chuva, traçamos o nosso roteiro.

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O meu almoço. Massa udon com tempura e arroz.

Visitar os Macacos em Iwatayama

Adoro animais e não podia perder a oportunidade de conhecer os famosos macacos japoneses. Para visitarmos os macacos de Iwatayama foi necessário apanharmos o autocarro até Arashiyama. O Google fornece-nos estas informações todas. Numa viagem de 20 minutos e chegamos ao nosso destino. Como chegamos quase na hora de fecho (faltavam 30 minutos) e estava um tempo que chamava por chuva, subimos o monte com tranquilidade (sim, porque em dias de muito calor subir até ao topo seria muito complicado). Numa caminhada de 20 minutos encontramos finalmente os macacos.

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Depois de atravessar a ponte, e quase a chegar ao monte onde finalmente ia conhecer os macacos de Iwatayama.

Existem três regras principais: Não devemos olhar os macacos nos olhos, não devemos dar de comida fora do local designado e não devemos tocá-los. Neste local existem cerca de 130 macacos que andam livremente pelo espaço. No topo existe uma cabana onde podemos comprar comida e dar aos macacos, mas só lá no seu interior. Comprei uma banana descascada e foi bastante divertido ver os macacos a comer. Depois de algumas fotos e apreciar aquela vista, foi hora de descermos, até porque os treinadores já estavam a indicar aos macacos para se retirarem.

Floresta de Bambu de Arashiyama

A famosa floresta de bambu é um local que merece ser conhecido. Perto do local dos macacos de Iwatayama fizemos outra caminhada, mas sem antes fazer uma pausa para o lanche. Depois das energias renovadas visitamos a conhecida Floresta de Bambu. Não é necessário pagarmos a entrada e podemos andar em liberdade pelos diferentes caminhos de bambu. Um local mágico a descobrir e excelente fundo para fotos. Contudo às vezes pode ser complicado já que existem muitos turistas e para conseguirmos imagens sem pessoas desconhecidas é preciso ter muita paciência.

Exploramos a zona e ainda nos esperava uma longa caminhada até ao metro. Quando chegamos à estação de Quioto, conhecemos melhor aquele mundo movimentado, diferente do Quioto que conhecíamos. Ali era o encontro de todas as estações e como era hora de ponta, era muita gente num só local. No Japão conseguem concentrar tudo num mesmo sítio, seja o mais tradicional (que foi todas as paragens que fizemos durante este dia), seja o mais moderno e tecnológico que foi o que aconteceu quando chegamos à estação e na Torre de Quioto. Jantamos num shopping que se encontrava mesmo em baixo do nosso hotel e depois fomos descansar pois o dia tinha sido longo, mas muito divertido.

No próximo dia já íamos rumar a outro destino. Não percam os próximos episódios porque nós também não.

Bumblebee

Bumblebee

Título: Bumblebee
Ano: 2018
Realização: Travis Knight
Interpretes: Hailee Steinfeld, Jorge Lendeborg Jr., John Cena…
Sinopse: Durante o ano de 1987, Bumblebee refugia-se num ferro velho, escondido na California. Ao completar 18 anos e à procura de um significado para a sua vida, Charlie Watson, descobre Bumblebee, magoado e assustado.

Esta franquia já não é nova. Em 2007, Michael Bay conseguiu recriar um filme baseado nos brinquedos japoneses, Transformers (crítica podem ler aqui). Agora Travis Knight pegou no testemunho e decidiu recriar a saga. O primeiro filme “Bumblebee“, baseado nos anos 80, explica a chegada do protagonista ao Planeta Terra enquanto aguarda pela chegada do seu mestre, Optimus Prime, enquanto tenta fugir dos Deceptions uns destruidores natos que não olham a meios para atingir o fim. Nesta viagem, Bumblebee conhece Charlie (Hailee Steinfeld) uma rapariga com 18 anos, que ainda procura o seu lugar no mundo, após a morte repentina do pai. Juntos vão ser a salvação de uma ameaça iminente.

A narrativa mediana, não acrescenta nada de novo. Além disso as personagens não tem o carisma necessário para serem lembradas nesta produção. Hailee Steinfeld interpreta a rebelde Charlie que vive num mundo próprio e ainda persegue o mesmo sonho que tinha com o pai. A personagem de John Cena também não foi bem aproveitada, pois não apresentou um desenvolvimento necessário no filme. Esperava mais realmente e até referências típicas dos anos 80. O que melhor conseguiu este filme foi excelente banda sonora da época e os efeitos visuais com transformações robóticas e assim.

Contudo este é um filme dinâmico e não desagrada por completo os fãs do franchise.  “Bumblebee” entretém de forma mediana e espera-se já uma sequela. Este ocupa o segundo lugar dos melhores filmes com o tem “Transformers“. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

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thank you, next

Sabias que…
A artista Ariana Grande inspirou-se me vários filmes da cultura popular para o seu videoclip “thank you, next“. Podemos encontrar referências de filmes como “Giras e Terríveis“, “De repente já nos 30“, “Tudo por Elas” e “Legalmente Loira“. Ora descobre.
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Reign of the Supermen

Reign of the Supermen

Título: Reign of the Supermen
Ano: 2019
Realização: Sam Liu
Interpretes: Jerry O’Connell, Rebecca Romijn, Rainn Wilson….
Sinopse: Após a morte do Super-Homem, novos heróis apresentam-se como os seus sucessores.

A continuação do filme “A Morte do Super-Homem” chega-nos com “Reign of the Supermen”. Depois da morte do herói mais forte e mediático da Liga da Justiça, provocada pelo Doomsday, vários novos heróis tentam re-surgir e reivindicar o título de Super-Homem. Não está fácil decidirmos em quem confiar, cada um é forte na sua medida, mas o povo precisa de um herói que seja a solução para os males e invasores do planeta Terra. Mas ainda existe aquela possibilidade de que Super-Homem não está verdadeiramente morto. Mas será possível?

Neste filme de animação da DC Comics conhecemos das histórias mais mediáticas do super-herói. Como a morte do Super-Homem pode abalar fortemente os membros da Liga da Justiça e a segurança do povo. As pessoas precisam de acreditar em algo que as torne mais seguras, e isso também aplica-se à realidade. Esta obra cinematográfica não é tão empolgante do que a antecessora, sendo que ainda ameaçou no final ter uma continuação. Junta uma boa dose de drama e ação, com personagens que já conhecemos da banda desenhada. Lex Luthor neste filme deixa de ser o vilão, e conseguimos encara-lo de outra maneira. Concluindo este filme é apenas um complemento do que já foi apresentado. O blogue atribui 2,5 estrelas em 5.

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Santa Clarita Diet

Santa Clarita Diet

Fazem falta séries de comédia com o carácter sobrenatural, ou então mesmo de humor negro. “Santa Clarita Diet” veio libertar o jejum nesse género. Com uma produção da Netflix, e exibida em 2017, conseguiu um total de três temporadas. No elenco principal temos Drew Barrymore (que também trabalha como produtora) e Timothy Olyphant. A química entre ambos é evidente quando interpretam marido e mulher.

Sheila e Joel, casados, ambos trabalham no sector imobiliário, em Santa Clarita e tem uma filha adolescente, Abby. A família tipicamente normal muda, a partir do momento em que Sheila devido a uma má disposição, vomita uma estranha bola vermelha e começa a comer apenas…carne humana. Confusos sobre o que realmente aconteceu, a família terá de se juntar e esconder muito bem este segredo, que aos poucos e poucos começa a dar nas vistas. Além de não se magoar, nem de envelhecer, Sheila é caracterizada como uma undead, mas tenta redimir-se ao apenas matar pessoas que acha que merece, e para isso tem a ajuda do marido.

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A narrativa é original e não deixa de surpreender enquanto descobrir a verdade sobre o mistério da Sheila. Nesta comédia de zombies dos tempos modernos, sobre uma família que vive nos subúrbios, temos vários momentos que divertem, mas ainda conseguem chocar os mais sensíveis. O argumento bem escrito consegue promover a curiosidade de insistirmos nesta pequena série, mas também nos faz rir devido às situações mirabolantes em que a Sheila e o Joel se conseguem meter. O que acho é que como casal deixam muitas vezes a filha, Abby (Liv Hewson) à parte dos acontecimentos. E por isso esta personagem começou a criar uma história só sua, com o seu melhor amigo, Eric (Skyler Gisondo), mas não tão interessante.

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O que se torna mesmo delicioso de assistir neste leve comédia é a interacção dos atores Drew Barrymore e Timothy Olyphan, pois é notório o divertimento aos interpretarem as suas personagens. Cada temporada aborda uma temática, e mesmo apesar de estar tudo perdido, a roda muda. A terceira e última temporada foi a melhor. Mesmo com comédia, existe ação e desenvolvimento das personagens. “Santa Clarita Diet” é mesmo assim divertido de assistir. Uma série para relaxar e devorar rapidamente.