REVIEW: “Game of Thrones” 8×02

REVIEW: “Game of Thrones” 8×02

“A Knight of the Seven Kingdoms”

Depois do final do primeiro episódio, estávamos curiosas para ver as consequências da descoberta da verdade. Mas, esse assunto só foi tocado mais tarde.

Este episódio foi uma forma de mostrar a “calma” antes da “tempestade”, que estava a caminho e que se mostra imparável, foi dedicado a mostrar o lado humano de todos em Winterfell e de como se prepararam nas últimas horas que possivelmente lhes restavam de vida.

Primeiro, a chegada de Jaime Lannister a Winterfell causou rebuliço. Com a sua estadia a ser questionada de todas as frentes, principalmente por Sansa e Dany, mas após a intervenção de Brienne em sua defesa acabou por ficar. Já Jon não se opõe a qualquer aliado desde que esteja vivo. Daenerys ficou frustrada e ameaçou tirar o lugar de Mão a Tyrion. Jaime, por sua vez, ficou surpreendido por Bran não ter contado a verdade, que tinha sido ele a puxá-lo da janela. Bran não achou necessário e deixou no ar a questão “Quem disse que haverá um depois?”.

Daenerys, a conselho de Jorah, tentou aproximar-se de Sansa realçando o facto de serem ambas mulheres numa posição de poder e de terem famílias complicadas. Notou-se que Daenerys esforçou-se demais, e quase parece que está a fazer por obrigação. Sansa voltou a tocar no assunto da independência do Norte, nota-se que Sansa não irá entregar o Norte de mão beijada. Daenerys não gostou, mas foram interrompidas pela chegada a Winterfell de Theon. E, Sansa acolheu-o novamente.

A chegada, também, de Ed, Tormund e Beric foi celebrada, mas traziam consigo más notícias. Os mortos estavam a caminho de Winterfell, e não faltava muito para chegarem. Medidas de defesa foram tomadas num conselho de guerra. Bran Stark, deixou aí bem claro que é o alvo do Night King.

Num momento de quietude antes da batalha, Jaime juntou-se a Tyrion, Brienne, Pod, Tormund e Davos de volta da lareira, e partilharam histórias. Num dos momentos mais emotivos do episódio, Jaime Lannister fez de Brienne uma cavaleira. Um momento merecido e esperado por muito por esta personagem. Sentiu-se em Jaime admiração por Brienne, gratidão por parte de Brienne e alegria por parte dos restantes.

Jon e Sam reencontraram-se com Ed, e juntos partilham um momento de irmãos, os últimos da Night’s Watch. E, foi nesta cena que apareceu Ghost, finalmente. Mas soube a pouco.

Já Arya Stark protagonizou um dos momentos de choque do episódio. Arya entregou-se completamente ao que sentia por Gendry. Foi algo inesperado por ter acontecido tão rápido e de forma tão gráfica.

Jon esperou até ao último momento para confrontar Dany, mesmo em frente da estátua de Lyanna Stark, sua mãe, e revelar o seu grau de parentesco com esta e ela percebeu que ele era o último homem Targaryen vivo, tornando-o no legítimo herdeiro do trono. Mas, logo após esta demonstrar-se mais preocupada com a sua posição sendo ameaçada, versus o grau de parentesco, começam a soar os alarmes do ataque iminente do exército dos mortos.

Alguns pontos ressaltaram neste segundo episódio. A posição de Tyrion como Mão está cada vez mais fragilizada, pelos erros que cometeu. Estamos curiosas para perceber se Tyrion terá mais algum trunfo na manga, ou se por outro lado, uma morte horrível lhe espera. Algo é certo, este Tyrion está longe daquele que conhecemos na 1ª temporada. Por outro lado, sente-se em Daenerys cada vez mais impaciência com toda esta situação: os erros de Tyrion, o confronto com Sansa, a relutância do Norte em aceitá-la como rainha, e por último, ver o seu direito ao trono ameaçado por Jon. É mais evidente em Westeros a falta de jeito para a diplomacia por parte de Daenerys. Já Sansa, é cada vez mais respeitada pelo Norte e pelos seus súbditos. E Jon? Preferiu não contar a mais ninguém o segredo. E, ainda não se percebeu o que quererá ele fazer com essa verdade. Certo é que todos estes assuntos ficarão em suspenso. A última montagem de cenas foram acompanhadas por uma bonita canção original, onde prevalecia a imagem dos principais casais da série. Será que algum vai ficar destruído? E, onde estava o Night King?

Um episódio que foi apenas um preparar para a grande batalha, e um piscar de olhos de despedida a algumas personagens. Já foi dito que o próximo episódio contém a batalha mais longa de sempre da história do entretenimento. Será, sem dúvida, um episódio de ficar colado ao ecrã, e com muita emoção.

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REVIEW: “Game of Thrones” 8×01

REVIEW: “Game of Thrones” 8×01

Reencontros e o confronto com o passado

O momento tão esperado chegou, a estreia da 8ª e última temporada de “Game of Thrones”. Fã que é verdadeiro fã, vê a introdução completa e desta valeu bem a pena ver. Uma intro diferente, mais estilizada, na qual seguimos o ponto de vista de invasão pelo Night King. Desde a muralha até Winterfell, passando pelas criptas dos Stark e rumando a Kings Landing, ao trono de ferro.

O episódio começou com um paralelo ao episódio piloto da série, não só em algumas cenas, mas até na banda sonora. Mas, desta vez não eram o rei Robert e a rainha Cersei a chegar, mas sim a rainha Daenerys Targaryen com o seu exército de unsullied e dothraki. Acompanhados de mais dois dragões. O povo nortenho olha a rainha com desconfiança, mas não só o povo. Apesar da chegada de Jon ser esperada pela família e ex-súbditos, já a chegada de Daenerys foi encarada com frieza pelos mesmos.

Lyanna Mormont, Sansa, mais tarde Samwell, e outros súbditos questionam Jon sobre o porquê dele abdicar da sua coroa, chegando mesmo Sansa a questioná-lo se o tinha feito pelo povo ou por amor, também Arya mostrou-se do lado desta quando questionada por Jon.

Por seu lado, sente-se que Daenerys mantém uma ligação muito forte com Jon. Contudo, a sua arrogância pode ser a sua queda. Até faz uma pequena ameaça a Sansa. E, quando revela a Samwell que assassinou a sua família, não se sente grande emoção, nem qualquer ponta de remorsos por parte dela.

Este episódio foi recheado de reencontros: Bran e Jon, Jon e Samwell… Só faltou mesmo um reencontro entre Jon e Ghost. Mas, Arya protagonizou os mais emotivos. O seu reencontro com Jon foi tudo que se esperava, um reencontro de duas pessoas que se amavam profundamente e que sentiam saudades. Contudo, Arya reforçou a sua posição de apoio à irmã e à família e disse a Jon para não esquecer a família. Arya também se reencontrou com Sandor Clegane e Gendry. Esse foi um momento que será importante para o desenvolvimento da narrativa. Arya apresenta a Grendry um protótipo de uma nova arma. Será que vai utilizá-la contra os white walkers? Outro reencontro interessante foi entre Sansa e Tyrion. Sansa questionou-o se ele realmente acreditava que Cersei iria enviar as suas forças para Norte.

Bran Stark passou o episódio a olhar as pessoas de forma pensativa: desde Daenerys, a Tyrion… Será que estava a ver algo no seu futuro? Já no final do episódio, Bran ficou à espera de um “velho amigo” dizia ele, que pensamos tratar-se de Jaime Lannister, que quando o viu pareceu que tinha visto um morto.

Em King’s Landing, assistimos à chegada dos mercenários da Golden Company. E, não há elefantes, infelizmente para Cersei. Já Cersei sucumbe ao pedido de Euron, mas sente-se nela uma repulsa por ele. Fez aquilo porque necessita ainda dele. Cersei sente-se encurralada na própria situação que maquinou. Por outro lado, incumbe Bronn de matar os seus dois irmãos, Jaime e Tyrion, e com a besta que foi usada para matar Tywin. Outro ponto interessante que nos saltou à vista foi quando Qyburn disse que Cersei teria outros planos para Daenerys. Que outros planos poderá ter Cersei para Dany? Já enquanto Euron estava ocupado com Cersei, Theon Geyjoy fez jus à promessa e salvou Yara. Yara irá tentar reaver o seu trono, pois Euron anda por King’s Landing. Já Theon rumará para Winterfell para ajudar a família adoptiva a combater os white walkers.

Outro dos momentos fortes do episódio foi a descoberta da verdadeira parentalidade de Jon Snow. O público já sabia, mas o protagonista ainda não. Confrontado por Bran, o Corvo de Três Olhos, Sam compreende que é o momento certo de contar a verdade da sua última descoberta. Pondo em causa a justiça da nova rainha, Sam explica ao seu amigo quem são os seus verdadeiros pais. Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen casaram em segredo e juntos tiveram um filho. Ned Stark jurou proteger o sobrinho, que o considerou como filho. Mediante esta informação, Jon Snow, recusou pensar no que tal implicava. Seria verdade e justo declarar-se ao trono? Ou tal tornaria-o num traidor? A decisão será apenas de Jon, mas o amor que pairava no ar, será fortemente abalado para os recém-amantes. Apesar de momentos antes percebermos o estado da situação do romance de Daenerys e Jon. Não foi só uma noite fugaz, a relação evoluiu. Para mostrar a sua confiança, Dany aprovou a experiência de Jon voar pela primeira vez em cima de um dragão. Um momento interessante a CGI que provou que esta não é uma série qualquer. Os seus efeitos especiais assemelham-se a uma proeza cinematográfica. Juntos refugiaram-se num local seguro, e até ponderam esconder-se por ali durante alguns tempos, no lugar só deles. Mesmo com o olhar atento e desconfiado dos dragões que causou algum desconforto a Jon.

Num dos melhores momentos do episódio, quase a lembrar mais uma cena de uma série de terror, a Patrulha da Noite e Tormund e Beric Dendarion, encontram-se no castelo do pequeno Lord Umber. Mas quando lá chegam, estava deserto, encontrando o pequeno Ned Umber morto, num cenário grotesco com a assinatura do Night King.

Winterfell” o título do primeiro episódio da oitava temporada, conseguiu um excelente arranque. Momentos marcados por reencontros, novas decisões e ameaças cada vez mais próximas. Este foi um episódio que nos fez pensar sobre qual será o destino de cada uma das personagens, já que os peões do tabuleiro estão a avançar no jogo do poder.

O blogues Beautiful Dreams, More Than Entertainment e Tagarela Geek vão todas as semanas esmiuçar cada episódio da temporada final de “Guerra dos Tronos”, por isso acompanhem-nos nesta aventura.

 

A Favorita

A Favorita

Título: The Favourite
Ano: 2018
Realização: Yorgos Lanthimos
Interpretes: Olivia Colman, Emma Stone, Rachel Weisz…
Sinopse: No início do séc. 18, em Inglaterra, a rainha Anna, ocupa o trono, e a sua melhor amiga, Lady Sarah, governa o país no seu lugar. Quando uma nova emprega, Abigail, chega o seu charme afasta Sarah do poder.

O realizador grego Yorgos Lanthimos consegue deixar a sua marca em todos os seus filmes. Histórias pouco convencionais, num mundo cinematográfico muito saturado. Em “Lagosta” foi estranho, mas apetitoso e voltou a repetir a dose com “A Favorita“. Desta vez o seu filme mereceu destaque e conseguiu várias nomeações nos Óscares, foi mesmo dos favoritos. No entanto apenas Olivia Colman, conseguiu o Óscar de Melhor Atriz Principal. A ousadia e irreverência de Yorgos é totalmente espontânea e não nos deixa “descolar” os olhos do ecrã.

Neste filme de época, estamos nos primórdios do séc. XVIII, no reinado da rainha Anna (Olivia Colman). Uma rainha desmotivada, preguiçosa e que precisa de muita ajuda emocional para as suas decisões de estado. Para tal tem o apoio da sua melhor amiga a Lady Sarah (Rachel Weisz) que chefia o reino. A intimidade e amizade das duas é abalada quando, Abigail (Emma Stone) uma serva que outrora foi uma dama, começa a ganhar terreno nas graças da rainha. Começa assim uma rivalidade de mulheres para a atenção favorita da suprema máxima. Entre peripécias da época, tradições mirabolantes e esquemas mesquinhos percebemos a dura rivalidade para sobreviver na corte.

Esta obra cinematográfica foi assimilada num forte humor negro, com tons sombrios que marcam as cores das filmagens e o vestuário das personagens. A música é frenética e inesperada. Como um compasso seguro do que está para chegar. A banda sonora tornou-se num toque moderno ao passado do filme. “A Favorita” é uma surpresa cinematográfica sobre as inseguranças pessoais e na confiança do desconhecido, apesar de aparentar mais charmoso. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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O estilo de Emma Watson

A estrela de Harry Potter cresceu e tornou-se numa forte tendência de moda. Difícil foi escolher os seu melhores looks já que todos lhe ficam bem. Emma Watson é bonita jovem e deslumbra sempre na passadeira vermelha. Ontem festejou 29 anos. Estes são os seus melhores looks.

 

Samurai X: O filme Parte I

Samurai X: O filme Parte I

Título: Rurôni Kenshin: Meiji kenkaku roman tan
Ano: 2012
Realização: Keishi Ohtomo
Sinopse: Um assassino formado que jurou nunca mais matar é solemente testado.

Os filmes live-action começam cada vez mais a ganhar relevo. Contudo filmes live-action de animes é mais incomum. Samurai X marcou a minha infância. Um anime que focava-se na vida de Kenshin Himura, um ex-guerreiro que agora apenas queria uma vida com tranquilidade. Conhece Kaorou e instala-se no seu dojo, contudo o passado dele parece não o largar. Kenshin é muitas vezes visitado por fortes guerreiros que tem a ambição de vencê-lo, além disso é muitas vezes convocado pela polícia local para combater o malfeitores. As sequências de ação e as tenebrosas lutas eram dos factores mais empolgantes de “Samurai X“, além disso os momentos de comédia davam o toque final necessário ao sucesso da animação. Podem ler o artigo que fiz sobre o anime, aqui.

Este primeiro filme de uma trilogia, foca-se nos primeiros episódios do anime. As semelhanças são evidentes, seja na sequência da narrativa como no visual das personagens. Ainda bem, pois para os fãs este factor é importante. Evidentemente que existe uns atalhos, mas é a versão curta cinematográfica. Os atores estão impecáveis e sensíveis às origens das suas personagens. O filme demorou a começar, mas logo conseguiu proporcionar momentos empolgantes e dramáticos. As coreografias das batalhas e a agilidade de Kenshin são do melhor. O que tornou-se um factor menos favorável foi o argumento bastante simples e com diálogos desfragmentados que não nos deixava perceber a profundidade da personagem.

Concluindo, esta película conseguiu surpreender-me pela positiva e fiquei interessada em continuar a assistir à trilogia, pois finalmente vai aparecer o Shishio, o principal vilão de Kenshin. Para quem gostou do anime, também vai gostar deste filme. O blogue atribui 3,5 estrelas em 5.

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A Noite de Todas as Almas

A Noite de Todas as Almas

As séries sobre o universo sobrenatural podem já ser consideradas de saturadas na televisão. Mas de vez em quando aparece algumas que ainda nos surpreendem. ” A Noite de Todas as Almas” criada por Sarah Walker, Alice Troughton e Juan Carlos Medina já tem uma temporada completa e a segunda já está em desenvolvimento. Baseada nos livros de Deborah Harkness, conhecemos a história de Diana Bishop uma bruxa que tenta viver uma vida normal, mas rapidamente é “arrastada” para uma crise entre bruxas, vampiros e demónios. A única pessoa viva a descobrir o livro de Ashmore, conhecido como o Livro da Vida, onde explica a origem das espécies. Diana está em perigo, até ao dia em que conhece o sedutor e misterioso, Matthew Clairmont, um vampiro muito antigo que começa a sentir-se atraído pela jovem bruxa. Mesmo quebrando todas as regras das espécies, os dois apaixonam-se.

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O argumento bem lógico convida o espectador às lindas paisagens históricas de Londres, em Oxford, Veneza e França. Com um ambiente muito europeu, mas confiante de linhagens passadas. Enquanto acompanhamos o rumo das personagens somos abordados com temas interessantes da História. A narrativa bem escrita e completa deixa-nos de coração aos saltos com esta história sobre o sobrenatural e muito misteriosa. Um romance que se torna empolgante e seduz o público.

Teresa Palmer (Lights Out) é Diana Bishop, uma bruxa que ainda não conhece bem o seu poder completo. Sofre por ser orfã, mas tem a ajuda das tias. Acredita que consegue viver sem magia, mas as suas habilidades tem uma forma especial de aparecem quando menos espera. Curiosa e corajosa, apaixona-se por Matthew. Matthew Clairmont é interpretado por Matthew Goode (Downton Abbey) um inteligente vampiro que procura a cura para a mortalidade da espécie. Encontra em Diana aquilo que se proibiu a ele próprio ter. No entanto ajuda-a nesta jornada de descoberta pelos segredos dos antepassados da Congregação das espécies. Goode apresenta uma seriedade à personagem, mantendo a sua postura e charme de cavalheiro. Já Palmer apresenta o sentimento à série, no entanto não tem o medo de arriscar e descobrir mais sobre o seu passado.

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A Discovery of Witches” em título original tem apenas 8 episódios, mas muito completos. Já foi renovada para a segunda e terceira temporada. Não esperava outra coisa, depois daquele final que nos deixou a chorar por mais. Esta série de fantasia tornou-se o drama mais visto do ano passado e não estou admirada. Um problema que apresento é que focam-se mais no clã das bruxas, os vampiros não tem medo do sol e dos demónios pouco se sabe, pois na verdade quase parecem humanos. Contudo muitos mistérios ficaram por desvendar e acredito que nada está certo e muito vai acontecer. Podem assistir à série na HBO Portugal.

Rocky

Rocky

Título: Rocky
Ano: 1976
Realização: John G. Avildsen
Interpretes: Sylvester Stallone, Talia Shire, Burt Young…
Sinopse: Um boxer de pequena categoria recebe a oportunidade única de lutar contra o legendário campeão de peso pesado. Uma luta para conseguir o respeito próprio que sempre precisou.

De zé-ninguém a herói

Rocky foi o primeiro filme sobre o boxe que deixou a indústria cinematográfica americana nas bocas do mundo. Um filme totalmente escrito por Sylvester Stallone, e também protagonista, explica a história de Rocky Balboa, um zé-ninguém com 30 anos, já um pouco acabado para a carreira do boxe profissional, mas que se torna num ídolo quando lhe dão uma oportunidade. O filme aborda a diferença do músculo e cérebro. Rocky pode não ser um boxeur muito experiente, mas utiliza a sua força no trabalho como colector de dívidas. Já Adrian, a mulher por quem se apaixona, é descrita como inteligente e dedicada. Até numa conversa entre ambos, Rocky afirmou que o pai o incentivou a usar a força desde miúdo, pois não gostava da escola. Daí que começou no boxe. Já a Adrian os pais diziam que devia dedicar-se à escola, porque não era muito bonita.

A vida pacata de Rocky muda e a sua sorte volta a aparecer quando é escolhido por Apollo Creed o campeão de pesos pesados para um confronto com ele e pode vencer o título. Rocky escolhido por ser uma presa fácil, vai esforçar-se ao máximo, como nunca o vez na vida e treinar para conseguir chegar ao final do combate. A mensagem de sátira destacada deste filme é que Apollo Creed é o típico americano. Arrogância, ego alto e forte tentação publicitária. Decide lutar contra Rocky com descendência italiana (baseada nas próprias origens de Stallone) e pretende humilha-lo só por parecer mais inexperiente.

O que torna este filme um fantástico must-see cinematográfico é a sua simplicidade. O drama inerente à situação e logo o público sente uma aproximação pelo protagonista que antes de Adrian sentia-se solitário e quase sem sonhos. Aliás o beijo entre os dois, foi dos mais bonitos apresentado no cinema. Tímido, inocente, mas muito fugaz. Neste filme sentimos o aconchego humano e até ficamos nervosos antes do combate, mesmo quando as dúvidas de Rocky sobre tudo começam a aparecer. Não cansa, e o argumento bem escrito propõe um excelente serão de cinema. Somos convidados a conhecer uma das melhores personagens do cinema do desporto. Um filme fantástico. O blogue atribui 5 estrelas em 5.

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O estilo de Emma Stone

A atriz Emma Stone arrasa sempre na passadeira vermelha. A fofura da atriz é contagiante e dá-nos vontade a trazer para casa e enche-la de abraços. Está sempre linda e consegue surpreender com os seus looks de estrela, excepto nos Óscares deste ano (mas vamos esquecer que isso aconteceu). Esta é a lista dos melhores looks da atriz Emma Stone.

 

American Psycho

American Psycho

Título: American Psycho
Ano: 2000
Realização: Mary Harron
Interpretes: Christian Bale, Justin Theroux, Josh Lucas…
Sinopse: Um bancário executivo abastado, Patrick Bateman, esconde o seu ego alternativo e psicopata. Esconde-o dos seus amigos, colegas de trabalho, enquanto afunda-se em pensamentos cada vez mais violentos e sádicos.

Quase foi complicado acompanhar a sequência da narrativa deste filme. O que pensávamos que era, não foi. Ou será que aconteceu? Um filme totalmente ambíguo que se desenrola como uma sátira social sobre a burguesia da América. Um papel que marcou do percurso do jovem Christian Bale.

Patrick Bateman é um jovem, rico e bem-sucedido chefe executivo que passa a sua vida a fazer tratamentos de beleza de manhã, treinar, almoçar com os colegas e a jantar com diferentes mulheres no restaurantes mais in da zona. Não gosta que o contrariem e considera-se superior a todos os outros. Aliás a sua personalidade narcisista é várias vezes referenciada durante o filme. O que ele esconde é o seu imprevisível ego de assassino e o rasto de sangue que tranquiliza o seu impulso de matar. Apesar de adorar a sua vida de luxo, não é uma pessoa social e daí rejeita todas as presenças que o julguem. Para completar o vazio que sente de uma sociedade oca e pretensiosa, Bateman mata de uma forma muito higiénica, mas também muito selvagem.

Quase como filme de terror, “American Pshyco” é também uma comédia. Um humor negro exagerado, misturado com cenas sangrentas, num filme memorável. Baseado num livro de Bret Easton Ellis, a versão cinematográfica foi mais generosa com a sensibilidade do público do que o original literário. Apesar de não parecer, porque mesmo assim somos abordados com vários momentos violentos.

Considero este um filme profundo. A sua história é forte e os protagonistas carismáticos. Um drama misturado com violência gratuita, muito sangue, e uma pitada de ironia. No final de tudo ficamos a pensar porque não percebemos nada do que se passou e damos por nós a percorrer os principais momentos que marcaram o filme a tentar procurar pistas para o sucedido. Christian Bale está excelente neste papel. O blogue atribui 4 estrelas em 5.

 


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